Perguntas do paciente (54)

  • Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assu

    Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assunto, tendo mais tarde sentido que a terapia é demasiado fria e desconectada. O que fazer? Fui molestado desta forma por todos os parentes próximos, achando eu ser normal.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Lamento que tenha passado por experiências tão difíceis. É compreensível que só mais tarde tenha conseguido questionar aquilo que viveu, sobretudo quando cresceu num contexto em que esses comportamentos eram apresentados como normais.

    O mais importante agora é que possa ter um espaço terapêutico onde se sinta seguro, ouvido e ligado ao terapeuta. Se sente a terapia fria ou desconectada, isso é importante de ser partilhado com o profissional.

    Não precisa de contar tudo nem de compreender já o que aconteceu. O processo pode ser feito ao seu ritmo, com respeito pelos seus limites e pela sua segurança. disponha, Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Há vários anos que a minha relação com os meus pais não é saudável. Damo-nos bem quando tudo está tr

    Há vários anos que a minha relação com os meus pais não é saudável. Damo-nos bem quando tudo está tranquilo, mas tanto na infância como na adolescência — e agora na vida adulta — a nossa relação tem sido marcada por discussões intensas, muitas vezes desproporcionadas, manipuladoras e, por vezes, até violentas.

    Neste momento, estou a trabalhar estes traumas com uma psicóloga. Ainda assim, falar com eles sobre temas com os quais não concordam parece impossível. Sempre que surge um conflito, acabam por trazer à tona discussões antigas, e ficamos presos num ciclo do qual não conseguimos sair. Em vez de resolvermos as coisas, acumulam-se mais conflitos, mais mágoas e palavras ditas de forma menos cuidada.

    Por isso, tenho pensado em sugerir terapia familiar, na esperança de conseguirmos finalmente resolver esta dinâmica. No entanto, sei que pode ser difícil, especialmente porque a minha mãe nunca recorreu a apoio psicológico e tende a desvalorizar a importância da saúde mental.
    Alguma sugestão/ ideia?
    Agradeço qualquer feedback construtivo.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    O facto de já estar a trabalhar estes acontecimentos em psicoterapia é um passo importante. A terapia familiar pode ser uma possibilidade, mas é fundamental que todos estejam disponíveis para participar e para reconhecer a sua própria responsabilidade na dinâmica familiar.

    Se existem discussões muito intensas ou comportamentos violentos, a terapia familiar nem sempre é o primeiro passo mais adequado. Poderá ser importante conversar primeiro com a sua psicóloga sobre a segurança e sobre os limites que precisa de estabelecer com os seus pais.

    Pode começar por apresentar a ideia sem a colocar como “precisamos de terapia porque vocês têm um problema”, mas como um convite: “Gostava que tivéssemos ajuda para conseguirmos comunicar melhor e não continuarmos presos às mesmas discussões.”

    E, mesmo que eles não aceitem, a psicoterapia individual pode ajudá-la a definir limites, comunicar de forma mais protegida e decidir que tipo de relação é possível construir com eles.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • A hipnose, regressão , psicoterapia e psicanálise ajudam em caso de despersonalização e desrealizaçã

    A hipnose, regressão , psicoterapia e psicanálise ajudam em caso de despersonalização e desrealização ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    A psicoterapia pode ajudar bastante na despersonalização e desrealização, sobretudo quando procura compreender e trabalhar a ansiedade, o stress ou experiências traumáticas que possam estar associadas.




    O mais importante é uma avaliação adequada e uma intervenção psicoterapêutica individualizada, num espaço em que se sinta seguro.

    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrim

    Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrimento, acabei uma relação á 3 meses e nao sei mais o que fazer para o esqueçer,està a ser muito difícil penso muito em acabar com a minha vida

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Lamento muito que esteja a passar por um sofrimento tão intenso. O fim de uma relação pode ser particularmente difícil quando existe uma história de depressão, mas não precisa de enfrentar isto sozinho.

    Quando refere que pensa em acabar com a sua vida, é muito importante que procure apoio imediatamente. Se sentir que existe risco de poder fazer alguma coisa contra si, ligue para o 112 ou dirija-se a uma urgência hospitalar, e procure não ficar sozinho neste momento.

    Paralelamente, será importante iniciar ou retomar acompanhamento psicológico e, se necessário, psiquiátrico. Este sofrimento pode ser trabalhado e há formas de o ajudar a recuperar, mesmo que neste momento possa parecer impossível.

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    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Em que casos se pode fazer a terapia cognitiva comportamental?

    Em que casos se pode fazer a terapia cognitiva comportamental?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser utilizada numa grande variedade de situações, porque trabalha a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos.

    É frequentemente indicada, por exemplo, para:

    Depressão e sintomas depressivos;
    Ansiedade, incluindo ansiedade generalizada e crises de pânico;
    Fobias e medos específicos;
    Perturbação obsessivo-compulsiva (POC);
    Stress e burnout;
    Baixa autoestima e insegurança;
    Dificuldades relacionais e problemas de comunicação;
    Trauma, quando existe indicação e o trabalho é realizado de forma adequada e faseada;
    Insónia e dificuldades de sono;
    Perturbações alimentares, integrada numa intervenção especializada;
    PHDA, sobretudo para organização, gestão emocional e competências executivas;
    Dor crónica e dificuldades de adaptação a doenças;
    Despersonalização/desrealização, trabalhando sobretudo ansiedade, medo das sensações e estratégias de regulação.

    A TCC não é exclusiva de uma determinada idade e pode ser adaptada a crianças, adolescentes e adultos.

    No caso de uma pessoa com depressão crónica e pensamentos de suicídio, como na mensagem anterior, a TCC pode fazer parte do tratamento, mas é fundamental começar por uma avaliação clínica e de risco, podendo ser necessário acompanhamento psiquiátrico em simultâneo.
    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Eu estou diagnosticada com despersonalização e desrealizacao. Já estou medicada há cerca de 6 mese

    Eu estou diagnosticada com
    despersonalização e desrealizacao. Já estou medicada há cerca de 6 meses que tive esta crise, tive de ser internada. Atualmente não consigo fazer nada, nem trabalhar, conduzir ou cozinhar. Não consigo cuidar de mim nem das minhas filhas. Esqueci mede muitas coisas q me acontecem. Parece que tenho uma espécie de amnésia. Estou completamente desligada do mundo. Parece que isto é tudo um pesadelo

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá. Lamento muito que esteja a passar por uma experiência tão angustiante. O que descreve — sentir-se desligada de si e do mundo, dificuldades de memória e uma incapacidade tão grande para trabalhar e cuidar de si e das suas filhas — merece ser acompanhado de forma muito próxima.

    A despersonalização e a desrealização podem ser muito incapacitantes, mas há tratamento e é possível melhorar. A psicoterapia, nomeadamente a TCC, pode ajudar a compreender e reduzir os sintomas, trabalhando a ansiedade, a sensação de desconexão e estratégias de regulação e grounding.

    Como já esteve internada e continua com limitações importantes apesar da medicação, será também importante manter contacto próximo com o seu psiquiatra para reavaliar a situação clínica e a medicação. As dificuldades de memória que refere devem igualmente ser comunicadas ao médico.

    Neste momento, não precisa de tentar resolver tudo de uma vez. O objetivo inicial é recuperar gradualmente a sensação de segurança e funcionamento, respeitando o seu ritmo.

    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo

    Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo de terapia é aconselhável para ultrapassar esta barreira mental?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    O medo de rejeição e a dificuldade em aproximar-se de outras pessoas podem estar relacionados com ansiedade social, baixa autoestima ou experiências anteriores de rejeição, entre outros fatores.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem bastante indicada para trabalhar estas dificuldades, através da identificação dos pensamentos e medos associados à rejeição e de uma exposição gradual às situações que atualmente evita — iniciar conversas, conhecer pessoas, criar amizades ou aproximar-se de mulheres.

    O objetivo não é deixar de sentir medo, mas aprender a lidar com ele sem permitir que condicione as suas escolhas e relações. Uma avaliação psicológica permitirá perceber melhor o que está na origem desta barreira e definir um plano terapêutico adequado.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Resumidamente acredito que meu problema seja psicológico. Eu sinto que estou quase que consciente d

    Resumidamente acredito que meu problema seja psicológico.
    Eu sinto que estou quase que consciente demais do meu arredor, certas coisa ja nao fazem sentido, ou fazem demais, é difícil explicar, é como se eu percebesse o padrão de tudo ao meu redor, e que o meu cérebro esta demasiado ativo.
    Eu ate consigo viver e lidar bem com isto, e pode ser útil em certas ocasiões, mas o pior de tudo é quando nao fico estimulado o suficiente, como um tédio mas diferente, é psicologicamente doloroso e stressante, eu so queria saber o porque acontece e como posso aliviar este stress imenso.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    O que descreve parece estar associado a uma sensação de hiperconsciência e de atividade mental muito intensa, que pode tornar-se particularmente desconfortável quando existe pouco estímulo. No entanto, é importante não assumir à partida uma causa psicológica específica.

    Uma avaliação psicológica poderá ajudar a compreender melhor estas experiências, perceber em que situações surgem e identificar estratégias para reduzir esse estado de sobrecarga e o stress associado.

    A psicoterapia, nomeadamente a Terapia Cognitivo-Comportamental, pode ajudar a trabalhar a relação com estas sensações, a regulação da ansiedade e formas mais adaptativas de lidar com períodos de menor estímulo.

    Se estas experiências forem novas, estiverem a intensificar-se ou vierem acompanhadas de alterações importantes do sono, perceção ou pensamento, será também importante uma avaliação médica/psiquiátrica.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas

    Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
    Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
    A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
    Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
    No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
    Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
    Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
    Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
    Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
    Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá. Obrigada por partilhar uma história tão difícil e tão longa. Pelo que descreve, passou por situações que podem ter sido muito dolorosas e que não devem ser normalizadas: a gravidez sem o seu consentimento, o controlo e as restrições durante a gravidez, a falta de proteção perante a família e a forma como os seus sentimentos e decisões têm sido desvalorizados.

    É também perfeitamente compreensível que, depois de tantos anos e de tudo o que viveu, se sinta confusa relativamente ao que sente pelo seu companheiro. Amar alguém e, simultaneamente, sentir mágoa, desilusão, distância ou vontade de se afastar podem coexistir.

    Não precisa de decidir já se deve ficar ou terminar a relação. O primeiro passo pode ser ter um espaço seu, seguro e sem julgamentos, onde possa organizar o que viveu, perceber o que sente e compreender o que deseja para si e para a sua filha. Procurar um psicólogo não significa que esteja “maluca”; significa procurar ajuda para compreender uma situação que lhe está a causar sofrimento.

    Também seria importante avaliar consigo a questão da segurança e do controlo dentro da relação e da família, sobretudo se alguma vez sentir que não pode tomar decisões livremente ou que está ou a sua filha estão em risco.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler be

    A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram na sala com a professora. Este ano começou piano e aprende com uma facilidade impressionante. Começo a ficar preocupada pois não sei como a motivar. Ela é uma menina tímida e sensível e parece-me que a professora não gosta muito disso. Como faço para ajudar a ter mais atitude e ultrapassar a frustração (ela muitas vezes dissem que a chamam de burra? Como incentivá-la a ter boaa notas, a tirar dúvidas? Ela é um doce mas cada vez está mais perdida e triste e eu estou preocupada com ela pois acredito que esta situação ainda vá piorar com o avanço da escola.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá. Percebo a sua preocupação, sobretudo porque descreve uma criança que parece ter competências, aprende com facilidade e, no entanto, está a começar a associar a escola a frustração e tristeza.

    Mais do que pressioná-la para ter melhores notas, seria importante perceber o que está a dificultar o seu rendimento: atenção, motivação, ansiedade, medo de errar, relação com a professora, ou alguma dificuldade específica de aprendizagem. O facto de dizer que “não se lembra” do que aconteceu na sala também merece ser compreendido no contexto.

    É igualmente importante levar a sério quando refere que lhe chamam “burra”, pois este tipo de experiência pode afetar significativamente a autoestima e a motivação para aprender. Uma criança tímida e sensível não precisa de se tornar mais “dura”; precisa de desenvolver confiança, capacidade para pedir ajuda e segurança para errar e aprender.

    Uma avaliação psicológica/neuropsicológica poderá ajudar a perceber melhor o seu perfil e identificar estratégias concretas para a escola e para a família. Entretanto, tente valorizar sobretudo o esforço, a curiosidade e as conquistas, evitando que as notas sejam o principal indicador do seu valor ou capacidade.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extrem

    Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me provocam esse sentimento, começo a ver tudo com mais definição e a minha cabeça começa a levar-me logo para um "sitio de ansiedade" e medo inconsciente de ter algum episódio de desrealização. Tenho receio porque não quero continuar assim para sempre, e tenho medo que isto controle a minha vida e nunca mais sinta que estou presente e a viver a minha vida, e não em piloto automático. Na maioria dos momentos sinto que estou aqui, no entanto, quando tenho estes momentos a ansiedade acaba por se prolongar durante uns dias e é desafiante. Comecei com ansiedade extrema no início do verão, com ataques de ansiedade diários. Neste momento não tenho ataques de ansiedade, aprendi a geri-los mas tenho estes pensamentos que quero muito mudá-los e preciso disso para sentir que estou a viver a minha vida. Sei que é recente mas quero perceber se é normal ou se é algum distúrbio.
    Não tomo medicação antidepressiva ou para a ansiedade, e não pretendo tomar. Tomo medicação para a ansiedade mas medicação natural.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Boa tarde. O que descreve pode acontecer após períodos de ansiedade muito intensa, sobretudo quando houve episódios de desrealização. O próprio medo de voltar a sentir esses sintomas pode fazer com que fique mais vigilante às sensações e interprete qualquer alteração como sinal de perigo, mantendo o ciclo de ansiedade.

    O facto de atualmente já não ter ataques de ansiedade e conseguir geri-los é um sinal importante de progresso. Estes momentos de menor sensação de presença não significam necessariamente que tenha desenvolvido um distúrbio nem que ficará assim para sempre.

    Na psicoterapia, é possível trabalhar especificamente o medo da desrealização, a hipervigilância e os pensamentos que surgem perante essas sensações, ajudando-a progressivamente a deixar de lhes atribuir perigo e a recuperar a confiança em estar presente.

    Como já está em acompanhamento semanal, sugiro que leve exatamente este tema para as sessões. O objetivo não é lutar constantemente contra a sensação de desrealização, mas aprender a não entrar no ciclo de medo e monitorização que a pode prolongar.

    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei

    Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei mais o que fazer..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    lá. O que descreve pode acontecer quando a ansiedade e a preocupação se tornam muito intensas: a mente começa a antecipar situações, criar cenários e repetir pensamentos, mesmo quando não existe evidência de que aquilo vá acontecer.

    Não significa que esteja a “ficar louca” nem que tenha de controlar todos os pensamentos. Em psicoterapia é possível trabalhar este ciclo de ruminação e aprender estratégias para não se deixar prender pelos “filmes” que a mente cria.

    Se sente que estes pensamentos estão a ocupar grande parte do seu dia ou a interferir com o seu sono, trabalho ou relações, seria importante fazer uma avaliação psicológica.

    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo

    Bom dia
    Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    O que descreve pode acontecer quando, após alguns conflitos, surge um medo intenso de perder a relação. A partir daí, a mente pode começar a procurar constantemente certezas — “será que gosto dele?”, “será que é amor ou amizade?” — e quanto mais tenta responder, mais os pensamentos tendem a voltar.

    O facto de existirem momentos em que se sente feliz, ligada e bem ao lado dele é importante, mas não é necessário analisar constantemente aquilo que sente para ter a certeza absoluta.

    Tente não tomar decisões sobre a relação enquanto estiver presa neste ciclo de dúvida. Na psicoterapia, pode trabalhar a ansiedade, a necessidade de certeza e estes pensamentos repetitivos, aprendendo a relacionar-se com eles de outra forma.

    Se estes pensamentos ocupam grande parte do seu dia e lhe causam sofrimento, uma avaliação psicológica poderá ajudá-la a compreender melhor o que está a acontecer.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular

    Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
    Esta situação afeta me muito, muito, e causa me depressão.
    Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto. Preciso de um terapeuta que saiba como reconstruir os afetos.
    Não pretendo psicoterapia para "lidar com o luto".
    Procuro uma terapeuta experiente em lidar com pessoas, que goste de lidar com famílias e que goste verdadeiramente de ajudar a reunir famílias.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Percebo a importância que esta relação tem para si e o quanto este afastamento lhe provoca sofrimento. O facto de não ter existido um conflito específico pode tornar ainda mais difícil compreender como os laços se foram perdendo.

    A psicoterapia pode ser um espaço para compreender a dinâmica entre ambas, identificar o que contribuiu para o afastamento e, sobretudo, trabalhar estratégias para reconstruir a proximidade e os afetos, sem forçar o processo nem responsabilizar apenas uma das partes.

    Não é necessário encarar este processo apenas como um “luto”. Podemos trabalhar o seu desejo de reaproximação e, caso a sua irmã esteja disponível no futuro, poderá também ser ponderado um acompanhamento de natureza familiar ou conjunto.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de te

    Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de terapia, o que me ajudou a lidar melhor com isso. Mas ainda restou um problema: meu TOC de contaminação, especialmente focado em DSTs e meu medo de agulhas, que se "juntaram". Quando estou em locais muito cheios (metrô, shoppings) começo a sentir dores na pele como se fossem agulhas mesmo, é muito real e obviamente o meu TOC de contaminação ataca e eu fico pensando se alguém não me furou para tentar me contaminar. Apesar de saber que esse medo é irreal (houve um tempo em que eu não sabia diferenciar o que era ou não real, mas agora sei na maior parte das vezes), não tenho controle sobre isso, porque essas dores na pele acontecem do nada e parecem MUITO reais. Daí eu caio num looping de não querer verificar a pele (compulsão) e ao mesmo tempo penso "e se?" e tenho medo de acabar sendo negligente com minha saúde física (pois apesar de casos assim serem incomuns, podem acontecer). Essa sensação de constante impasse e ansiedade está acabando com a minha vida. Gostaria de saber se algum psicólogo/psiquiatra viu algum caso assim e saberia me ajudar????

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    O que descreve é bastante angustiante, mas existem abordagens específicas para trabalhar o POC de contaminação e este ciclo de dúvida, medo e verificação.

    A sensação física pode ser muito real, mesmo quando a interpretação que o POC lhe dá — “e se alguém me furou para me contaminar?” — não corresponde ao que está efetivamente a acontecer. No POC, procurar certezas absolutas e verificar repetidamente tende a alimentar o ciclo da ansiedade.

    A Terapia Cognitivo-Comportamental, particularmente com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), é uma das abordagens mais utilizadas para o POC e pode ser adaptada ao seu caso, trabalhando gradualmente o medo das sensações, a necessidade de verificar e a tolerância à incerteza.

    O facto de atualmente conseguir reconhecer que estes pensamentos são provavelmente irrealistas é também uma informação importante para o trabalho terapêutico. Uma avaliação por um(a) psicólogo(a) com experiência específica em POC permitirá perceber melhor o seu caso e definir a intervenção adequada.

    Disponha,
    Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E te

    Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim...
    E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá. Percebo a sua preocupação. Ter dificuldade em perceber se gosta de alguém pela pessoa que é ou pelo que essa relação lhe proporciona pode acontecer em diferentes momentos e não significa, por si só, que exista algo de grave consigo.

    O mais importante é compreender o que está por detrás dessa sensação, como estabelece vínculos e o que procura nas relações. Isso pode ser trabalhado em psicoterapia, num espaço seguro e sem julgamentos.

    Se sente que estas dúvidas estão a causar sofrimento ou a interferir significativamente na sua vida e nas suas relações, uma avaliação psicológica poderá ajudar a compreender melhor o que está a acontecer.

    Disponha,
    Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria


  • Olá, estou à procura de um profissional com experiência em casos de abuso sexual e formação em psico

    Olá, estou à procura de um profissional com experiência em casos de abuso sexual e formação em psicoterapia, para acompanhamento psicológico conjunto com um psiquiatra. Tenho um historial de depressão e ansiedade, e já consultei psicólogos e psiquiatras anteriormente, mas não tive boas experiências nem com os profissionais, nem com a medicação.

    Recentemente passei por uma situação difícil e sinto que preciso de ajuda especializada para lidar com o que aconteceu. Gostaria de encontrar alguém compreensivo e com experiência nesta área, de preferência na zona de Guimarães. Agradeço desde já qualquer recomendação

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá! Sabemos o quão importante é encontrar um profissional qualificado e empático para lidar com temas tão sensíveis como os que mencionou.
    O Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria é sediado no Porto, mas também oferecemos serviços online, caso essa modalidade seja conveniente para si. A nossa equipa conta com a Dra. Vera, psicóloga, neuropsicóloga e psicoterapeuta com vasta experiência clínica desde 2003. A Dra. Vera combina uma abordagem acolhedora e empática com formação sólida para proporcionar o acompanhamento especializado de que precisa.
    Se achar que podemos ajudar, estamos disponíveis para esclarecer qualquer dúvida ou para agendar uma primeira sessão.
    Estamos à disposição e desejamos que encontre o apoio necessário para este momento.


  • Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um comprom

    Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um compromisso, pela leveza de não ter de as magoar. No entanto, acabo sempre por me apaixonar por essas pessoas e sair magoada.
    Agora conheci alguém incrível, com qualidades que eu acredito serem o que procuro, mas sinto-me paralisado pela ansiedade e pelas comparações constantes com relações passadas. O medo e até ataques de pânico estão a impedir-me de viver esta relação e tenho medo de que aquilo que sinto pela pessoa não seja o suficiente ou que não goste dela de todo.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá, bom dia.
    Entender os padrões das nossas relações e como as experiências passadas moldam as atuais pode ser desafiador, mas é um passo importante para construir conexões mais saudáveis e satisfatórias.
    O que descreve - a dificuldade em lidar com o medo, as comparações e a ansiedade - é algo que pode ser trabalhado através de um acompanhamento psicológico. Um/uma psicólogo(a) pode ajudar a explorar as razões por detrás desses padrões de relacionamento, a compreender o impacto das suas experiências anteriores e a desenvolver ferramentas para lidar com a ansiedade e os ataques de pânico. Cumprimentos, Vera Faria


  • Preciso tratar uma condição que me assombra desde sempre, mas que penso que se agravou em algum mome

    Preciso tratar uma condição que me assombra desde sempre, mas que penso que se agravou em algum momento durante o ensino médio/secundário.
    Fico extremamente nervoso, com medo, coração acelerado, voz trêmula e acelerada e esqueço o que pretendo falar ou as palavras que quero usar, tudo isso quando preciso me expor, seja em uma conversa com alguém que julgo superior, em apresentações, quando tento expor meu ponto de vista sobre algo, quando sou questionado ou a vezes até em uma conversa normal. Até então entendia isso como ansiedade, mas acho que pode ser fobia social.
    Gostaria muito de ultrapassar isso, pois não consigo dar 100% de mim no trabalho ou em entrevistas.
    Preciso de ajuda para me entender melhor e quem sabe, passar por esta fase.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Olá boa tarde. É importante conversar com um profissional sobre aquilo que está a sentir, de modo a que possam ser esclarecidas algumas questões.. Cumprimentos, Vera Faria


  • Boa tarde. Sofro de ansiedade e fiz cerca de um ano de psicoterapia, o que me ajudou bastante a co

    Boa tarde.
    Sofro de ansiedade e fiz cerca de um ano de psicoterapia, o que me ajudou bastante a controlar as crises e evitou que tivesse de recorrer a medicação.
    Mas de há uns meses para cá notei que sinto a necessidade de ter sempre as mãos ocupadas, seja a mexer numas bolinhas de uma pulseira que tenho ou a coçar o couro cabeludo.
    A minha questão é se este novo "sintoma" poderá ser derivado à ansiedade ou algo para além disso.
    Sem mais,
    Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Vera Faria

    Bom dia,
    Seria importante reavaliar a ansiedade com quem a ajudou anteriormente. Se esta situação não for possível (por qualquer razão), é importante pedir nova avaliação em psicologia e entender se há, ou não, necessidade de novo acompanhamento.
    Também pode ser interessante procurar (re)aplicar as estratégias aprendidas nesse ano de psicoterapia e que foram úteis na gestão da ansiedade.
    Um abraço.


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