Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E te
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Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim...
E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..
E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..
Boa tarde . Muitas das vezes, essa sensação pode ser resultado de alguma insegurança ou baixa autoestima, em que questiona o seu devido valor . Aconselho a que procure ajuda profissional, no sentido de explorar essas questões , de forma a promover autoconhecimento e potenciar o desenvolvimento pessoal ..
É natural que seja confuso estar nessa posição. No entanto, o questionamento é sempre um primeiro passo importante para encontrar uma resposta!
Muitas vezes, a confusão que descreve acontece em momentos de maior indefinição sobre o que gostamos, precisamos ou desejamos. Ou seja, sobre aquilo que realmente é importante, nos outros, para nós. Talvez seja uma altura de desenvolvimento e amadurecimento para si, e essa indefinição é natural.
Acrescento que é natural gostar das pessoas por características que elas têm (a sua forma de ser, o que gostam de fazer, de ler, de ouvir, o que valorizam, etc.), mas também é natural gostar das pessoas pelo que elas fazem por nós (nas suas formas de ser, cuidam de nós? Dão-nos apoio? Estão disponíveis para nós quando precisamos de alguma coisa? Isso é natural, porque nos faz sentir bem, aceites, acolhidos, seguros...). Neste sentido, uma razão não é melhor nem pior do que a outra para se gostar de alguém. São ambas razões válidas.
Espero que ajude a amenizar alguma da confusão. No entanto, se sente que algo de grave se passa, considere ter uma consulta com um profissional de Psicologia para expor essa situação e ter uma avaliação mais precisa sobre a sua situação. Parece-me que poderá beneficiar desse apoio.
Obrigada pela partilha! Ana Rodrigues
Muitas vezes, a confusão que descreve acontece em momentos de maior indefinição sobre o que gostamos, precisamos ou desejamos. Ou seja, sobre aquilo que realmente é importante, nos outros, para nós. Talvez seja uma altura de desenvolvimento e amadurecimento para si, e essa indefinição é natural.
Acrescento que é natural gostar das pessoas por características que elas têm (a sua forma de ser, o que gostam de fazer, de ler, de ouvir, o que valorizam, etc.), mas também é natural gostar das pessoas pelo que elas fazem por nós (nas suas formas de ser, cuidam de nós? Dão-nos apoio? Estão disponíveis para nós quando precisamos de alguma coisa? Isso é natural, porque nos faz sentir bem, aceites, acolhidos, seguros...). Neste sentido, uma razão não é melhor nem pior do que a outra para se gostar de alguém. São ambas razões válidas.
Espero que ajude a amenizar alguma da confusão. No entanto, se sente que algo de grave se passa, considere ter uma consulta com um profissional de Psicologia para expor essa situação e ter uma avaliação mais precisa sobre a sua situação. Parece-me que poderá beneficiar desse apoio.
Obrigada pela partilha! Ana Rodrigues
Bom dia! Compreendo a sua questão. A dúvida entre “gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim” pode ser um sinal de que está atento/a à forma como se relaciona e ao valor que recebe das relações, e isso por si só é um bom ponto de partida, não uma prova de que há “algo de grave”.
Em terapia, podemos perceber o que procura nos seus relacionamentos, como avalia o seu próprio valor e que necessidades tem tentado satisfazer nas suas relações (de proteção, reconhecimento, pertença...).
Se fizer sentido para si, podemos marcar uma primeira consulta (sem compromisso) para compreendermos melhor o que está a sentir e o que precisa. Alguma dúvida que tenha, estou ao dispor! Obrigada.
Em terapia, podemos perceber o que procura nos seus relacionamentos, como avalia o seu próprio valor e que necessidades tem tentado satisfazer nas suas relações (de proteção, reconhecimento, pertença...).
Se fizer sentido para si, podemos marcar uma primeira consulta (sem compromisso) para compreendermos melhor o que está a sentir e o que precisa. Alguma dúvida que tenha, estou ao dispor! Obrigada.
“Não sei se gosto das pessoas pelo que são ou pelo que fazem por mim”
Esta formulação indica:
Dificuldades de vinculação
Possível confusão entre necessidade, validação e afeto
Não indica “algo grave” por si só, mas merece avaliação clínica
Este é um tema claramente indicado para psicoterapia individual.
Esta formulação indica:
Dificuldades de vinculação
Possível confusão entre necessidade, validação e afeto
Não indica “algo grave” por si só, mas merece avaliação clínica
Este é um tema claramente indicado para psicoterapia individual.
Boa tarde.
É natural questionarmo-nos sobre as nossas motivações nas relações, sobretudo em fases de maior sensibilidade emocional. Muitas vezes passamos por momentos em que não conseguimos distinguir se gostamos dos outros pelo que eles são ou pelo que recebemos deles, mas isso não significa que exista algo de “grave” consigo. Estas dúvidas podem surgir quando a autoestima está fragilizada ou devido a experiências anteriores que trouxeram essa insegurança. Explorar estes sentimentos em terapia vai ajuda a clarificar as suas necessidades, compreender os seus padrões relacionais para desenvolver vínculos mais seguros e autênticos. O importante é reconhecer e ganhar consciência, esse passo já é autocuidado.
Espero ter ajudado
É natural questionarmo-nos sobre as nossas motivações nas relações, sobretudo em fases de maior sensibilidade emocional. Muitas vezes passamos por momentos em que não conseguimos distinguir se gostamos dos outros pelo que eles são ou pelo que recebemos deles, mas isso não significa que exista algo de “grave” consigo. Estas dúvidas podem surgir quando a autoestima está fragilizada ou devido a experiências anteriores que trouxeram essa insegurança. Explorar estes sentimentos em terapia vai ajuda a clarificar as suas necessidades, compreender os seus padrões relacionais para desenvolver vínculos mais seguros e autênticos. O importante é reconhecer e ganhar consciência, esse passo já é autocuidado.
Espero ter ajudado
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