Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E te
Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..
8 respostas
Boa tarde . Muitas das vezes, essa sensação pode ser resultado de alguma insegurança ou baixa autoestima, em que questiona o seu devido valor . Aconselho a que procure ajuda profissional, no sentido de explorar essas questões , de forma a promover autoconhecimento e potenciar o desenvolvimento pessoal ..
É natural que seja confuso estar nessa posição. No entanto, o questionamento é sempre um primeiro passo importante para encontrar uma resposta! Muitas vezes, a confusão que descreve acontece em momentos de maior indefinição sobre o que gostamos, precisamos ou desejamos. Ou seja, sobre aquilo que realmente é importante, nos outros, para nós. Talvez seja uma altura de desenvolvimento e amadurecimento para si, e essa indefinição é natural. Acrescento que é natural gostar das pessoas por características que elas têm (a sua forma de ser, o que gostam de fazer, de ler, de ouvir, o que valorizam, etc.), mas também é natural gostar das pessoas pelo que elas fazem por nós (nas suas formas de ser, cuidam de nós? Dão-nos apoio? Estão disponíveis para nós quando precisamos de alguma coisa? Isso é natural, porque nos faz sentir bem, aceites, acolhidos, seguros...). Neste sentido, uma razão não é melhor nem pior do que a outra para se gostar de alguém. São ambas razões válidas. Espero que ajude a amenizar alguma da confusão. No entanto, se sente que algo de grave se passa, considere ter uma consulta com um profissional de Psicologia para expor essa situação e ter uma avaliação mais precisa sobre a sua situação. Parece-me que poderá beneficiar desse apoio. Obrigada pela partilha! Ana Rodrigues
Bom dia! Compreendo a sua questão. A dúvida entre “gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim” pode ser um sinal de que está atento/a à forma como se relaciona e ao valor que recebe das relações, e isso por si só é um bom ponto de partida, não uma prova de que há “algo de grave”. Em terapia, podemos perceber o que procura nos seus relacionamentos, como avalia o seu próprio valor e que necessidades tem tentado satisfazer nas suas relações (de proteção, reconhecimento, pertença...). Se fizer sentido para si, podemos marcar uma primeira consulta (sem compromisso) para compreendermos melhor o que está a sentir e o que precisa. Alguma dúvida que tenha, estou ao dispor! Obrigada.
“Não sei se gosto das pessoas pelo que são ou pelo que fazem por mim” Esta formulação indica: Dificuldades de vinculação Possível confusão entre necessidade, validação e afeto Não indica “algo grave” por si só, mas merece avaliação clínica Este é um tema claramente indicado para psicoterapia individual.
Boa tarde. É natural questionarmo-nos sobre as nossas motivações nas relações, sobretudo em fases de maior sensibilidade emocional. Muitas vezes passamos por momentos em que não conseguimos distinguir se gostamos dos outros pelo que eles são ou pelo que recebemos deles, mas isso não significa que exista algo de “grave” consigo. Estas dúvidas podem surgir quando a autoestima está fragilizada ou devido a experiências anteriores que trouxeram essa insegurança. Explorar estes sentimentos em terapia vai ajuda a clarificar as suas necessidades, compreender os seus padrões relacionais para desenvolver vínculos mais seguros e autênticos. O importante é reconhecer e ganhar consciência, esse passo já é autocuidado. Espero ter ajudado
Esta dúvida é profundamente humana e, ao contrário do que possa temer, não significa de todo que tenha algo de "grave" ou patológico consigo. Pelo contrário: demonstra uma enorme capacidade de auto-observação e honestidade interna. Na psicoterapia de orientação psicanalítica, compreendemos que esta questão toca nas nossas estruturas mais primitivas de vinculação: As nossas primeiras relações: Quando somos bebés, aprendemos a amar quem cuida de nós exatamente pelo que fazem por nós (dar colo, alimentar, proteger). Esse amor utilitário é a base da nossa sobrevivência. A transição para a maturidade emocional: À medida que crescemos, começamos a integrar que os outros são pessoas inteiras, com desejos próprios e independentes de nós. Contudo, na vida adulta, é perfeitamente normal que o afeto continue a ser uma mistura das duas coisas. Gostamos de quem nos valida, nos apoia e nos faz sentir seguros. A sensação de "gravidade": Muitas vezes, o medo de ser "interesseiro" ou incapaz de amar genuinamente esconde uma insegurança profunda sobre o próprio valor (como se precisasse de "fazer muito" para merecer o amor do outro, projetando essa mesma dinâmica nas suas relações). Em psicoterapia, este é um excelente ponto de partida para compreender como se estruturaram as suas primeiras relações de afeto e como pode construir laços mais livres, seguros e com menos culpa. Não há nada de errado consigo; há apenas um caminho de autodescoberta para percorrer.
Questionar os próprios sentimentos e as motivações nas relações é mais comum do que parece, e raramente significa que "algo de grave" se passa. Muitas vezes está ligado à forma como nos vemos e à insegurança sobre o nosso valor nas relações. Em psicoterapia trabalha-se precisamente a origem destas dúvidas e a relação que temos connosco próprios, para que deixem de gerar tanto sofrimento. Para perceber o que as mantém, no seu caso, o indicado é uma avaliação individual com um psicólogo.
Olá. Percebo a sua preocupação. Ter dificuldade em perceber se gosta de alguém pela pessoa que é ou pelo que essa relação lhe proporciona pode acontecer em diferentes momentos e não significa, por si só, que exista algo de grave consigo. O mais importante é compreender o que está por detrás dessa sensação, como estabelece vínculos e o que procura nas relações. Isso pode ser trabalhado em psicoterapia, num espaço seguro e sem julgamentos. Se sente que estas dúvidas estão a causar sofrimento ou a interferir significativamente na sua vida e nas suas relações, uma avaliação psicológica poderá ajudar a compreender melhor o que está a acontecer. Disponha, Equipa Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria
Perguntas semelhantes
- Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assu
Há vários anos que a minha relação com os meus pais não é saudável. Damo-nos bem quando tudo está tr
Gostava de saber se é possível falar com um amigo de um namorado sobre sexo, sentir excitação, mastu
A hipnose, regressão , psicoterapia e psicanálise ajudam em caso de despersonalização e desrealizaçã
Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrim
Ainda procurando respostas? Faça uma nova pergunta
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.


