Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo

Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?

4 respostas


Olá, boa tarde. Pelo que descreve, parece-me que existem inseguranças de ambas as partes. Numa situação em que ambos estejam bem, devem tentar partilhar as vossas inseguranças e receios de modo a construírem um relacionamento mais sólido, diminuindo o receio de se mostrarem mais vulneráveis e poderem demonstrar com mais confiança o que sentem um pelo outro e o que desejam nessa relação. No entanto, se a vossa relação continuar a causar dúvidas e ansiedade, deve procurar aconselhamento em consultas de psicologia. Um beijinho


Isto não é falta de amor. É ruminação obsessiva + ansiedade relacional. Quanto mais tentas “sentir certeza”, menos sentes Momentos bons → sistema relaxa → afeto reaparece Erro: analisar sentimentos Tratamento: trabalhar tolerância à incerteza + regulação emocional


Pare, respire e tente não se prender a esses pensamentos. É normal que a mente às vezes se encha de dúvidas, especialmente quando sentimos medo de perder ou não temos certezas sobre o que sentimos. Permita-se observar os seus sentimentos sem pressionar-se para ter respostas imediatas. Repare nos momentos em que se sente tranquila, feliz ou conectada, e também na forma como reage quando surgem dúvidas. Refletir sobre estas sensações com alguém pode ajudar a ganhar mais clareza e confiança. Se sentir que faz sentido, estou disponível para explorar consigo estas questões numa consulta, num espaço seguro e sem julgamentos.


O que descreve é mais frequente do que parece, sobretudo quando existiu um momento de instabilidade que ativou medo de perda. Quando sentimos que podemos perder a relação, o sistema emocional entra em alerta e a mente começa a procurar certezas. Surgem então pensamentos repetitivos como “será que gosto mesmo?” ou “e se estou a confundir amizade com amor?”, que muitas vezes são mais expressão de ansiedade do que ausência de sentimento. O facto de haver dias em que se sente tranquila, feliz e ligada a ele sugere que o vínculo existe. O que parece estar a acontecer é um ciclo de dúvida e ruminação: quanto mais tenta ter uma resposta definitiva, mais a ansiedade aumenta e mais os pensamentos regressam. Em vez de procurar uma certeza absoluta, pode ser mais útil observar como se sente na relação em termos de respeito, segurança emocional e autenticidade. A clareza tende a surgir quando a ansiedade diminui, não quando é forçada. Se estes pensamentos ocupam grande parte do seu dia e lhe causam sofrimento, um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender a origem desta insegurança — medo de abandono, necessidade de controlo, experiências passadas — e a desenvolver estratégias para interromper o ciclo de dúvida constante. Na Family Clinic encontrará um espaço seguro e estruturado para explorar estas questões, fortalecer a sua segurança interna e aprender a diferenciar ansiedade de sentimento real, permitindo-lhe viver a relação com maior serenidade e consciência.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.