Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas
4
respostas
Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?
Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?
Vou ser direto, porque aqui conforto é antiético.
O que descreves inclui:
Coerção reprodutiva (gravidez forçada)
Privação (comida, descanso, luz)
Violência psicológica
Falta de proteção
Invasão de privacidade
Gaslighting (“és maluca por querer psicólogo”)
Isto não é um relacionamento saudável.
Isto é abuso.
Ponto cego perigoso:
Confundir duração + filho = obrigação de ficar.
Amor não invalida violência.
Terapia não salva relações abusivas, salva pessoas.
O que descreves inclui:
Coerção reprodutiva (gravidez forçada)
Privação (comida, descanso, luz)
Violência psicológica
Falta de proteção
Invasão de privacidade
Gaslighting (“és maluca por querer psicólogo”)
Isto não é um relacionamento saudável.
Isto é abuso.
Ponto cego perigoso:
Confundir duração + filho = obrigação de ficar.
Amor não invalida violência.
Terapia não salva relações abusivas, salva pessoas.
Não deve ter sido nada fácil passar por tudo o que descreve. Foram muitas situações difíceis, num período em que precisava de apoio, segurança e cuidado. É natural que, depois de tanto sofrimento, hoje se sinta confusa, triste e sem saber exatamente o que sente.
Quando uma relação começa e se mantém com tanto peso, medo e falta de proteção, é comum surgirem dúvidas, ambivalência e cansaço emocional. O facto de, por vezes, sentir que o ama e, noutras, sentir distância ou incompreensão não significa que haja algo de errado consigo. Muitas vezes, isso acontece porque houve muita dor que nunca pôde ser verdadeiramente cuidada.
Também é compreensível que questione se isto é “normal”, sobretudo sendo a sua primeira relação longa e tendo uma filha. Todos precisamos de nos sentir respeitados, protegidos e emocionalmente seguros numa relação. Quando isso não acontece, o corpo e as emoções acabam por dar sinais.
Procurar um psicólogo não é sinal de fraqueza nem significa que haja algo “errado” consigo. Pode ser apenas um espaço para parar, respirar, organizar o que viveu e perceber o que sente hoje. A psicoterapia não serve para dizer o que deve fazer, mas para a ajudar a escutar-se e a ganhar mais clareza.
Se sentir que faz sentido, estou disponível para a acompanhar e compreender melhor estas questões em consulta, com calma, sem julgamentos e ao seu ritmo.
Quando uma relação começa e se mantém com tanto peso, medo e falta de proteção, é comum surgirem dúvidas, ambivalência e cansaço emocional. O facto de, por vezes, sentir que o ama e, noutras, sentir distância ou incompreensão não significa que haja algo de errado consigo. Muitas vezes, isso acontece porque houve muita dor que nunca pôde ser verdadeiramente cuidada.
Também é compreensível que questione se isto é “normal”, sobretudo sendo a sua primeira relação longa e tendo uma filha. Todos precisamos de nos sentir respeitados, protegidos e emocionalmente seguros numa relação. Quando isso não acontece, o corpo e as emoções acabam por dar sinais.
Procurar um psicólogo não é sinal de fraqueza nem significa que haja algo “errado” consigo. Pode ser apenas um espaço para parar, respirar, organizar o que viveu e perceber o que sente hoje. A psicoterapia não serve para dizer o que deve fazer, mas para a ajudar a escutar-se e a ganhar mais clareza.
Se sentir que faz sentido, estou disponível para a acompanhar e compreender melhor estas questões em consulta, com calma, sem julgamentos e ao seu ritmo.
Olá,
Quero começar por reconhecer a coragem que foi necessária para partilhar tudo isto. O que descreve envolve situações muito exigentes, dolorosas e, em vários momentos, profundamente desrespeitadoras. É compreensível que se sinta confusa e emocionalmente dividida.
A ambivalência que sente — por vezes sentir amor, noutras afastamento ou incompreensão — é frequente quando há vínculo, história partilhada e também sofrimento acumulado. Isso não significa que esteja “maluca”. Significa que precisa de espaço seguro para pensar e sentir com clareza.
Procurar apoio psicológico é um passo importante. Pode fazê-lo individualmente, para cuidar de si, fortalecer-se e organizar decisões. E, se ambos estiverem disponíveis, a terapia de casal ou mesmo familiar pode também ser um espaço estruturado para trabalhar padrões, limites, comunicação e proteção da criança.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza nem significa que “nada vai mudar”. Pelo contrário, é muitas vezes o primeiro passo para que algo mude — dentro de si e, se for possível, na dinâmica da relação.
Disponível para a ajudar,
Cumprimentos,
Rossana Ferreira
Quero começar por reconhecer a coragem que foi necessária para partilhar tudo isto. O que descreve envolve situações muito exigentes, dolorosas e, em vários momentos, profundamente desrespeitadoras. É compreensível que se sinta confusa e emocionalmente dividida.
A ambivalência que sente — por vezes sentir amor, noutras afastamento ou incompreensão — é frequente quando há vínculo, história partilhada e também sofrimento acumulado. Isso não significa que esteja “maluca”. Significa que precisa de espaço seguro para pensar e sentir com clareza.
Procurar apoio psicológico é um passo importante. Pode fazê-lo individualmente, para cuidar de si, fortalecer-se e organizar decisões. E, se ambos estiverem disponíveis, a terapia de casal ou mesmo familiar pode também ser um espaço estruturado para trabalhar padrões, limites, comunicação e proteção da criança.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza nem significa que “nada vai mudar”. Pelo contrário, é muitas vezes o primeiro passo para que algo mude — dentro de si e, se for possível, na dinâmica da relação.
Disponível para a ajudar,
Cumprimentos,
Rossana Ferreira
Boa tarde,
Antes de mais, lamento tudo o que descreve pois não deve estar a ser fácil lidar com tantas situações ao mesmo tempo.
Pelo que conta, é natural sentir-se confusa e até dividida em relação ao que sente. Quando uma relação tem momentos difíceis, falta de apoio e situações que nos fazem sentir inseguras ou desvalorizadas, é muito comum surgirem essas dúvidas.
Mais do que perceber se é “normal” ou não, o importante é perceber como se sente dentro da relação: se se sente respeitada, segura e apoiada .
Procurar apoio psicológico pode ser uma boa forma de organizar tudo o que tem vivido, perceber melhor o que sente e ajudá-la a tomar decisões com mais clareza. Não significa que haja “algo de errado consigo”, mas sim que quer cuidar de si.
Antes de mais, lamento tudo o que descreve pois não deve estar a ser fácil lidar com tantas situações ao mesmo tempo.
Pelo que conta, é natural sentir-se confusa e até dividida em relação ao que sente. Quando uma relação tem momentos difíceis, falta de apoio e situações que nos fazem sentir inseguras ou desvalorizadas, é muito comum surgirem essas dúvidas.
Mais do que perceber se é “normal” ou não, o importante é perceber como se sente dentro da relação: se se sente respeitada, segura e apoiada .
Procurar apoio psicológico pode ser uma boa forma de organizar tudo o que tem vivido, perceber melhor o que sente e ajudá-la a tomar decisões com mais clareza. Não significa que haja “algo de errado consigo”, mas sim que quer cuidar de si.
Perguntas relacionadas
- A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram…
- Bom dia, eu tomo a pilula azalia ja a muito tempo e esqueci me de tomar 2 quase no fim da embalagem e tine relações no segundo dia que nao tomei. Ou seja nao tomei sabae domingo no domingo tive relação a pilula tem efeito . Obrigado
- Coloquei o diu Jaydess a 4 meses e desde então a minha menstruação é irregular e dura 17 ou 18 dias. Também sinto algumas cólicas no fundo da barriga, mais no lado direito
- Comichão no couro cabeludo, dor quando mexo no cabelo, muita queda de cabelo. Procuro dermatologista especialista em doenças de cabelo, tricologia.
- Boa tarde, tou a tomar cipralex e estou doente. Constipada o cipralex reage com benuron, ibuprofeno ou dipirona? Tenho dor de cabeça muito ranho e tosse
- Boa tarde, tou a tomar cipralex e estou doente. Constipada o cipralex reage com benuron, ibuprofeno ou dipirona? Tenho dor de cabeça muito ranho e tosse
- Bom dia, tenho um sono muito pesado e não consigo acordar com os alarmes, o que me está a prejudicar muito academicamente. Já tentei de tudo e não consigo acordar o que me deixa extremamente frustada uma vez que não consigo controlar. Deveria consultar um médico? Existe alguma coisa este possa…
- Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me…
- faz mal consumir uma colher de sopa de farinha de beterrada, de uva, de gengibre e de pó de guarana todos os dias? eu uso pra fazer academia.
- Bom dia! Tomo victam em sos á três meses e aprazolam 0,5 mm. Mas noto que o victam não me acalma o suficiente. Será que posso tomar o sedoxil quando me sentir ansiosa e continuar com o aprazolam ao deitar? Eu já tomei sedoxil a uns anos atrás mas fui reduzindo que passava um mês só tomava um…
Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!
O seu caso é semelhante? Estes profissionais podem ajudá-lo:
Todos os conteúdos publicados no Doctoralia.com.pt, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.