A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler be
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A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram na sala com a professora. Este ano começou piano e aprende com uma facilidade impressionante. Começo a ficar preocupada pois não sei como a motivar. Ela é uma menina tímida e sensível e parece-me que a professora não gosta muito disso. Como faço para ajudar a ter mais atitude e ultrapassar a frustração (ela muitas vezes dissem que a chamam de burra? Como incentivá-la a ter boaa notas, a tirar dúvidas? Ela é um doce mas cada vez está mais perdida e triste e eu estou preocupada com ela pois acredito que esta situação ainda vá piorar com o avanço da escola.
O quadro não aponta para preguiça nem falta de inteligência.
Hipóteses sérias:
Ansiedade de desempenho
Inibição comportamental
Possível perfil dissociativo leve
Ambiente escolar não responsivo à sensibilidade
Frase “chamam-me burra” = alerta vermelho
Erro comum dos pais: motivar com notas
O que realmente ajuda: segurança emocional + professora como aliada (ou mudança)
Ignorar isto vai cristalizar vergonha e evitamento escolar.
Hipóteses sérias:
Ansiedade de desempenho
Inibição comportamental
Possível perfil dissociativo leve
Ambiente escolar não responsivo à sensibilidade
Frase “chamam-me burra” = alerta vermelho
Erro comum dos pais: motivar com notas
O que realmente ajuda: segurança emocional + professora como aliada (ou mudança)
Ignorar isto vai cristalizar vergonha e evitamento escolar.
O que descreve na sua filha é algo que preocupa muitos pais, e é muito compreensível que se sinta apreensiva ao vê-la triste e a perder confiança em si mesma. Pelo que partilha, a sua filha parece ser uma menina sensível, inteligente e com boas capacidades, mas que poderá não se sentir segura ou reconhecida no contexto escolar.
Nem sempre o rendimento escolar reflete as capacidades reais da criança. A falta de interesse, o “não me lembro”, a dificuldade em colocar dúvidas ou a frustração podem estar mais ligadas a fatores emocionais (como ansiedade, timidez, medo de errar ou de desagradar) do que a dificuldades cognitivas. O facto de aprender piano com tanta facilidade mostra que, quando se sente motivada e segura, o seu potencial emerge.
Quando uma criança começa a ouvir comentários depreciativos, como ser chamada de “burra”, isso pode afetar profundamente a autoestima e a vontade de tentar. Antes de pensarmos em “melhorar notas”, é essencial ajudá-la a sentir-se valorizada, capaz e protegida.
Talvez seja importante refletir:
Como é que ela se sente na sala de aula?
Sente que pode errar?
Sente-se vista e compreendida?
Um acompanhamento psicológico infantil pode ajudar a criança a ganhar confiança, a expressar emoções e a desenvolver estratégias para lidar com a frustração e com o contexto escolar. Também pode ser um espaço de apoio aos pais, para perceber como motivar sem pressionar.
Se desejar, estou disponível para conversar consigo e compreender melhor a situação em consulta.
Nem sempre o rendimento escolar reflete as capacidades reais da criança. A falta de interesse, o “não me lembro”, a dificuldade em colocar dúvidas ou a frustração podem estar mais ligadas a fatores emocionais (como ansiedade, timidez, medo de errar ou de desagradar) do que a dificuldades cognitivas. O facto de aprender piano com tanta facilidade mostra que, quando se sente motivada e segura, o seu potencial emerge.
Quando uma criança começa a ouvir comentários depreciativos, como ser chamada de “burra”, isso pode afetar profundamente a autoestima e a vontade de tentar. Antes de pensarmos em “melhorar notas”, é essencial ajudá-la a sentir-se valorizada, capaz e protegida.
Talvez seja importante refletir:
Como é que ela se sente na sala de aula?
Sente que pode errar?
Sente-se vista e compreendida?
Um acompanhamento psicológico infantil pode ajudar a criança a ganhar confiança, a expressar emoções e a desenvolver estratégias para lidar com a frustração e com o contexto escolar. Também pode ser um espaço de apoio aos pais, para perceber como motivar sem pressionar.
Se desejar, estou disponível para conversar consigo e compreender melhor a situação em consulta.
Compreendo a sua preocupação — quando sentimos que um filho começa a ficar mais triste, desmotivado ou a duvidar de si próprio, isso inquieta-nos profundamente. Pelo que descreve, a sua filha tem competências sólidas: lê bem, tem boa memória e demonstra uma facilidade impressionante na aprendizagem do piano. Isto sugere que a questão poderá não ser cognitiva, mas antes emocional e relacional. Crianças tímidas e sensíveis tendem a ser mais vulneráveis ao olhar do outro, ao medo de errar e à frustração, o que pode interferir com a participação em sala de aula e, consequentemente, com o rendimento.
O facto de ela dizer que lhe chamam “burra” é um sinal que merece atenção. Comentários repetidos desse tipo fragilizam a autoestima e podem levar à desmotivação, evitamento e até a bloqueios na aprendizagem. Quando uma criança começa a acreditar que “não é capaz”, mesmo tendo capacidade, o desempenho tende a refletir essa crença.
Mais do que focar nas notas, poderá ser importante reforçar o esforço, validar as emoções e ajudá-la a nomear o que sente sem desvalorizar. Manter uma comunicação próxima com a professora, de forma colaborativa, também pode ser útil para perceber como está a ser acompanhada em contexto de sala e se precisa de um olhar mais atento e encorajador. Paralelamente, é essencial proteger e fortalecer as áreas onde ela se sente competente — como o piano — para que a identidade dela não fique reduzida ao desempenho escolar.
Caso a tristeza, a insegurança ou a desvalorização se mantenham, um acompanhamento psicológico infantil pode ser um passo preventivo e estruturante.
Na Family Clinic, o acompanhamento é feito de forma integrada, envolvendo a criança e os pais, ajudando a trabalhar autoestima, regulação emocional, tolerância à frustração e competências sociais. O objetivo não é apenas melhorar notas, mas fortalecer a confiança interna da criança, para que se sinta capaz, segura e mais participativa no seu percurso escolar e pessoal.
O facto de ela dizer que lhe chamam “burra” é um sinal que merece atenção. Comentários repetidos desse tipo fragilizam a autoestima e podem levar à desmotivação, evitamento e até a bloqueios na aprendizagem. Quando uma criança começa a acreditar que “não é capaz”, mesmo tendo capacidade, o desempenho tende a refletir essa crença.
Mais do que focar nas notas, poderá ser importante reforçar o esforço, validar as emoções e ajudá-la a nomear o que sente sem desvalorizar. Manter uma comunicação próxima com a professora, de forma colaborativa, também pode ser útil para perceber como está a ser acompanhada em contexto de sala e se precisa de um olhar mais atento e encorajador. Paralelamente, é essencial proteger e fortalecer as áreas onde ela se sente competente — como o piano — para que a identidade dela não fique reduzida ao desempenho escolar.
Caso a tristeza, a insegurança ou a desvalorização se mantenham, um acompanhamento psicológico infantil pode ser um passo preventivo e estruturante.
Na Family Clinic, o acompanhamento é feito de forma integrada, envolvendo a criança e os pais, ajudando a trabalhar autoestima, regulação emocional, tolerância à frustração e competências sociais. O objetivo não é apenas melhorar notas, mas fortalecer a confiança interna da criança, para que se sinta capaz, segura e mais participativa no seu percurso escolar e pessoal.
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