Resumidamente acredito que meu problema seja psicológico. Eu sinto que estou quase que consciente d

Resumidamente acredito que meu problema seja psicológico. Eu sinto que estou quase que consciente demais do meu arredor, certas coisa ja nao fazem sentido, ou fazem demais, é difícil explicar, é como se eu percebesse o padrão de tudo ao meu redor, e que o meu cérebro esta demasiado ativo. Eu ate consigo viver e lidar bem com isto, e pode ser útil em certas ocasiões, mas o pior de tudo é quando nao fico estimulado o suficiente, como um tédio mas diferente, é psicologicamente doloroso e stressante, eu so queria saber o porque acontece e como posso aliviar este stress imenso.

5 respostas


Percebo o quanto isso pode ser confuso e até desgastante de sentir. Essa sensação de estar “demasiado consciente” e com a mente sempre ativa pode mesmo tornar o descanso difícil e gerar esse tipo de cansaço mais profundo. Procurar acompanhamento psicológico pode ser uma mais-valia importante — não porque haja “algo errado”, mas porque pode ajudar-te a compreender melhor o que estás a sentir, dar sentido a essas experiências e encontrar formas de aliviar esse stress. Não tens de lidar com isso sozinho, e explorar isso com alguém pode trazer-te mais clareza e tranquilidade.


Parece que o que lhe é dificil são os momentos em que apenas pode Ser, no sentido de estar consigo mesmo, com os seus pensamentos e aqui pelo seu texto sente-se entediado ( quando deixa de se sentir estimulado). Seria interessante procurar um Psicanalista e descobrir todas essas duvidas.


Realmente, essa sensação de “consciência aumentada”, de estar sempre a analisar tudo e de o cérebro não desligar, pode ser mesmo muito desgastante. Em algumas pessoas, isto está associado a um nível de ativação mental mais elevado (por exemplo, pessoas mais ansiosas), onde o cérebro procura constantemente estímulo. Quando esse estímulo não existe, pode surgir essa inquietação interna difícil de tolerar. Também pode acontecer em momentos de maior stress ou sobrecarga, em que a mente entra num estado de hiperalerta e acaba por amplificar tudo à volta. A boa notícia é que isto tem explicação e, mais importante, tem forma de ser trabalhado. Algumas estratégias que costumam ajudar passam por: - criar rotinas com estímulo equilibrado (nem demasiado, nem muito pouco) - aprender a regular a atenção e o ritmo mental - desenvolver formas de “desligar” o cérebro de forma intencional - e perceber melhor o seu padrão de funcionamento (o “porquê” no seu caso específico) Ainda assim, pelo impacto que descreve, faria sentido falar diretamente com um psicólogo. Não tanto porque haja “algo de errado”, mas porque o pode ajudar a compreender melhor o que se passa consigo e a encontrar formas mais leves de lidar com isso.

Dra. Ana Oliveira

Dra. Ana Oliveira

Psicólogo

São João Da Madeira

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O que descreve é difícil de resumir a partir de um texto, mas há aqui elementos que valem uma avaliação mais atenta: a sensação de estar demasiado consciente do que o rodeia, de perceber padrões em tudo, e sobretudo o desconforto intenso e o stress que sente quando não está suficientemente estimulado. Uma avaliação psicológica individual permite compreender o que está por trás destas experiências — se se relacionam com ansiedade, com a forma como funciona a sua atenção, ou com outra coisa — e, a partir daí, encontrar formas concretas de aliviar esse stress. Não tem de o interpretar sozinho. O indicado é procurar acompanhamento psicológico, num espaço onde possa explorar isto com calma e obter respostas ajustadas ao seu caso.


O que descreve parece estar associado a uma sensação de hiperconsciência e de atividade mental muito intensa, que pode tornar-se particularmente desconfortável quando existe pouco estímulo. No entanto, é importante não assumir à partida uma causa psicológica específica. Uma avaliação psicológica poderá ajudar a compreender melhor estas experiências, perceber em que situações surgem e identificar estratégias para reduzir esse estado de sobrecarga e o stress associado. A psicoterapia, nomeadamente a Terapia Cognitivo-Comportamental, pode ajudar a trabalhar a relação com estas sensações, a regulação da ansiedade e formas mais adaptativas de lidar com períodos de menor estímulo. Se estas experiências forem novas, estiverem a intensificar-se ou vierem acompanhadas de alterações importantes do sono, perceção ou pensamento, será também importante uma avaliação médica/psiquiátrica. Disponha, Gabinete de Psicologia Dra. Vera Faria

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.