Boa tarde, acredito que desde criança fui sofrendo algum tipo de bullying psicológico, por alguns me

Boa tarde, acredito que desde criança fui sofrendo algum tipo de bullying psicológico, por alguns membros da minha familia e também por colegas de escola. Existiu um momento da minha vida que não queria ir para a escola mas como queria terminar o curso sofri e concluí o mesmo. Já em adulto e após o término de um relacionamento tive uma depressão e queria afastar-me de tudo. Apartir desse momento tentei ajuda com vários psicológicos. Estou melhor mas sinto que tenho fobias sociais que fazem com que evite a exposição e relacionamento amorosos. Sinto que cada vez tenho menos amigos e relacionamentos amoroso. Qual será o melhor apoio neste caso? Cumprimentos e obrigado pelas respostas

7 respostas


Antes de mais, agradeço a sua partilha — é preciso coragem para reconhecer a dor e procurar apoio. O que descreve reflete experiências marcantes, com impacto duradouro na autoestima e nas relações. O bullying psicológico na infância, vindo de figuras significativas, pode ter criado crenças negativas que influenciam até hoje. A depressão após o término de um relacionamento também mostra como estas feridas internas podem emergir. É muito positivo que tenha procurado ajuda, embora compreenda que persistam desafios como fobia social e isolamento. Com base na minha formação em EMDR, TCC e Hipnose Clínica, uma abordagem integrativa pode ser especialmente útil: EMDR: Ajuda a reprocessar memórias dolorosas, libertando emoções como medo ou vergonha. TCC: Trabalha crenças disfuncionais e desenvolve estratégias para lidar com a ansiedade social. Hipnose Clínica: Reforça autoestima, segurança interna e desbloqueia padrões inconscientes que limitam os relacionamentos. Não está sozinho. É possível recuperar o bem-estar emocional com um acompanhamento ajustado às suas necessidades, num espaço seguro e sem julgamentos. Para agendar uma consulta ou saber mais, pode contactar-me através do perfil Doctoralia. Atentamente, Mélanie Reimão


Boa tarde. Viver situações de bullying desde a infância, especialmente vindas da família ou da escola, pode deixar feridas emocionais que se refletem na vida adulta. Mesmo com melhorias, é natural que ainda existam medos e bloqueios, como a fobia social ou o evitamento de relações. O apoio mais indicado seria um acompanhamento psicoterapêutico focado em padrões emocionais antigos, autoestima e construção de vínculos seguros.

Dra. Rita Lemos

Dra. Rita Lemos

Psicólogo

Miranda Do Corvo

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Boa tarde, Agradeço muito por partilhar a sua história com tanta coragem. É compreensível que, após experiências difíceis como bullying e uma depressão, surjam medos e dificuldades nos relacionamentos. O facto de já ter procurado ajuda mostra uma grande força e desejo de mudança. Neste momento, terapias focadas no trauma e na autocompaixão, como a Terapia EMDR, pode ser muito útil para trabalhar essas feridas emocionais. Você não está sozinho e é possível construir relações mais seguras e saudáveis. Estou aqui para o que precisar. Um abraço, Gilnéa


Boa tarde, antes de mais, lamento que tenha sido vítima de bullying psicológico, de tal forma que não queria mais ir para a escola e, mais tarde, com a depressão, quis se afastar de tudo e acabou por desenvolver uma insegurança tão forte que o dissuade de formar novos elos afectivos - a capacidade de podermos voltar a confiar nos outros, nem que sejam poucos. Parece-me que, acima de tudo, esta insegurança - que é aquilo que lhe causa sofrimento no momento presente - deve ser escutada, pensada e elaborada, como se fosse uma criança interior que vive com um trauma relacional e íntimo, que a leva, por ora, a ser evitante nas relações (ainda que muito desejadas). Perguntou "qual será o melhor apoio neste caso?". Eu diria que seria importante procurar descobrir ajuda profissional - uma pessoa genuinamente empática, que faça caminho consigo, lado a lado, de forma a poder mudar a sua relação com o trauma e o/a capacite de novas formas de lidar com os sentimentos mais difíceis. Mais do que terapia A, B, ou C, recomendo-lhe que encontre a pessoa mais empática adequada e competente, para fazer esse caminho consigo e a ajudá-la a desbloquear os seus medos mais profundos e alcançar-lhe resolução e paz interior.


Acompanhamento psicológico para avaliar qual o impacto que essas vivências têm em si, que padrões de comportamento vai assumindo em resultado disso e trabalhar em estratégias e competências para lidar com isso.


Agradeço imenso a sua partilha, que pode ser muito útil para outras pessoas com vivências semelhantes. Pode beneficiar de um acompanhamento psicológico ou de uma psicoterapia, com um profissional habilitado para o efeito (com formação adequada e licenças necessárias) e que tenha experiência na avaliação e tratamento da perturbação de ansiedade social. Pode sempre colocar essa questão aos profissionais que contactar na sua procura. A sua persistência na procura por apoio é importante. Continue a cuidar de si! Ana Rodrigues

Dra. Ana Rodrigues

Dra. Ana Rodrigues

Psicólogo

Montemor-O-Novo

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Uma psicoterapia com bases humanistas que trabalhe a relação terapêutica pode ser uma boa opção. Nestes casos, a psicoterapia não só se torna um espaço de apoio e reflexão, mas também um instrumento de observação para se compreender as dinâmicas que podem acontecer na própria relação terapêutica.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.