Perguntas do paciente (72)
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Boa tarde Sou uma pessoa com depressão cuja ansiedade tem aumentado muito. Tenho medo de tudo o
Boa tarde
Sou uma pessoa com depressão cuja ansiedade tem aumentado muito. Tenho
medo de tudo o que perciso fazer.
Ja tenho 58 anos. De aspecto jovem mas nao presto para nada.
Sera que me podem ajudar?
Bem hajamRESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, podemos ajudar — e o que descreve tem tratamento. A depressão e a ansiedade caminham muitas vezes juntas, e o medo de tudo o que tem de fazer, tal como a forma tão dura como fala de si ("não presto para nada"), são precisamente sintomas do sofrimento que está a viver, e não verdades sobre quem é. A idade não é impedimento nenhum; em qualquer fase da vida se pode procurar ajuda e sentir melhorias. O acompanhamento psicológico, muitas vezes em articulação com o médico quando se justifica, ajuda a compreender o que está na base deste estado e a recuperar, aos poucos, alguma serenidade e confiança em si. O primeiro passo é procurar esse apoio. Uma avaliação individual com um psicólogo seria um bom ponto de partida. Não tem de enfrentar isto sozinha.
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Boa tarde. Fico feliz por esta oportunidade. Sofro de depressão em especial de ansiedade. Isto à v
Boa tarde.
Fico feliz por esta oportunidade. Sofro de depressão em especial de ansiedade. Isto à varios anos. Melhora e piora. Sou medicada desde 2012 altura da morte de minha mae. Sendo o mais importante de tudo foi seguido de muitas coisas mais.
A medicação que continua a mesma nao da efeito nenhum.
O medo de tudo e o sentir me incapaz faz com que nao saiba mais o que fazer
Podem ajudar?RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, podemos ajudar. O que descreve — depressão e ansiedade de longa data, com origem na perda da sua mãe e agravadas por tudo o que se seguiu — merece um acompanhamento continuado. Que a medicação lhe pareça já não fazer efeito é algo a rever com o médico que a acompanha, pois é a ele que compete essa avaliação. Em paralelo, o acompanhamento psicológico pode fazer uma diferença importante: a psicoterapia dá espaço para elaborar o luto que está na origem de tudo isto, para trabalhar o medo e a sensação de incapacidade que descreve, e para recuperar, aos poucos, alguma confiança em si. Muitas vezes, é a combinação das duas abordagens — a médica e a psicológica — que traz melhorias mais sólidas. O passo indicado é procurar acompanhamento psicológico, através de uma avaliação individual. Não tem de continuar a enfrentar isto sozinha.
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Estou desesperada! Fui criada por mãe narcisista e desenvolvi todos os transtornos típicos disso. Já
Estou desesperada! Fui criada por mãe narcisista e desenvolvi todos os transtornos típicos disso. Já fiz terapia com alguns psicólogos, mas não tem resultado , não consigo me curar! Como faço?? Por favor me ajudem!
RESPOSTA DO MÉDICO:
Percebo o desespero que sente, sobretudo depois de já ter procurado ajuda sem obter os resultados que esperava. Mas o facto de terapias anteriores não terem funcionado não significa que não haja caminho para si — significa, muitas vezes, que ainda não encontrou a abordagem ou o profissional certos para o que precisa. Feridas com origem em relações precoces marcadas por falta de empatia são profundas, mas trabalham-se, e há abordagens específicas focadas neste tipo de trauma relacional. Dois pontos que podem ajudar: primeiro, a relação de confiança com o terapeuta é decisiva — vale a pena procurar alguém com quem se sinta verdadeiramente segura e com experiência em trauma. Segundo, este tipo de trabalho costuma exigir continuidade e tempo; a recuperação raramente é rápida, e isso não é um fracasso seu. Não desista de si. O passo indicado é procurar acompanhamento psicológico com experiência nesta área, num espaço onde se sinta acolhida.
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Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q
Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q sou ansiosa, outras dizem q não tenho paciência, que estou sempre irritada, outras dizem que sou intolerante.... Reparei que todas estas características são parecidas... O que será que eu tenho??!
RESPOSTA DO MÉDICO:
Percebe-se que anda a tentar dar sentido a estas características que os outros lhe apontam. À distância, e a partir de uma descrição, não é possível dizer "o que tem" — nem seria correto atribuir-lhe um rótulo. O que posso dizer é que a irritabilidade, a impaciência e a sensação de estar sempre "acelerada" surgem frequentemente associadas à ansiedade, embora possam também ter outras origens. Só uma avaliação individual, com o devido contexto e história de vida, permite compreender o que está por trás e distinguir o que é temperamento do que possa ser sinal de algo a trabalhar. Se estas características lhe causam mal-estar ou dificultam as suas relações, vale a pena procurar acompanhamento psicológico. Uma avaliação individual com um psicólogo seria o ponto de partida para lhe dar respostas ajustadas ao seu caso.
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Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que fico
Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que ficou em casa está ainda pior..
Tem 18 anos e acho que tem alguns sintomas de TOC, pois verifica várias vezes as coisas antes de sair de casa e prefere sempre não conviver com pessoas para alem de um grupo muito restrito
Deve ser visto por um especialista?
ObrigadaRESPOSTA DO MÉDICO:
A sua preocupação é compreensível, e o facto de estar atenta a estes sinais é já uma forma de o ajudar. O que descreve — a dificuldade em relacionar-se com pessoas fora de um grupo restrito e os comportamentos de verificação repetida antes de sair de casa — merece, de facto, ser avaliado por um profissional. Podem enquadrar-se em ansiedade social, em características de tipo obsessivo-compulsivo, ou noutra coisa; só uma avaliação com o devido contexto permite perceber o que está por trás e indicar o caminho certo. Aos 18 anos, e sendo ele já maior de idade, é importante que a procura de ajuda seja também da vontade dele — pode conversar com o seu filho, mostrar-lhe que não está sozinho e que existe apoio, sem impor. O passo indicado é procurar um psicólogo para uma avaliação individual. Se ele estiver disponível, uma primeira consulta ajudaria a esclarecer a situação e a definir o apoio adequado.
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O meu pai bebe demasiado álcool provocando muito conflito em meio familiar. Como filha o que posso f
O meu pai bebe demasiado álcool provocando muito conflito em meio familiar. Como filha o que posso fazer? Ele está a acabar com a saúde dele devido a esta situação. Já partilhamos com ele esta situação, acho que faz de conta que ouve… Em casa já colocamos o limite de vinho para o almoço e jantar, mas ele arranja sempre maneira de beber entre refeições… Eu sei que o álcool é uma dependência igualmente grave como se fosse uma droga pesada... Daí não saber mais que atitudes tomar. O que me aconselham fazer? Obrigada
RESPOSTA DO MÉDICO:
Percebe-se o quanto se preocupa com o seu pai e o desgaste de assistir a isto sentindo-se impotente. Tem razão numa coisa importante: a dependência do álcool é uma doença, e como tal exige acompanhamento especializado — não se resolve apenas com limites impostos em casa, e é natural que os vossos esforços não estejam a ser suficientes. Dois pontos que podem ajudar. Primeiro, e mais difícil: a mudança depende, em grande parte, de ele próprio reconhecer o problema e querer procurar ajuda; ninguém o pode fazer por ele, por mais que se esforcem. O que a família pode fazer é evitar tanto a permissividade como o confronto constante, e transmitir-lhe, sem julgamento, que existe apoio disponível. Segundo: existem respostas especializadas nesta área — como as unidades de tratamento de comportamentos aditivos do SNS, e associações como os Alcoólicos Anónimos, que têm também grupos de apoio para familiares (Al-Anon), muito úteis para quem vive esta situação de perto. Cuidar de si e do desgaste que isto lhe causa é igualmente importante, e também aí um acompanhamento psicológico pode ajudá-la. Não tem de carregar isto sozinha.
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Olá boa tarde, sofro de ansiedade generalizada e ultimamente nem sequer tenho conseguido sair de cas
Olá boa tarde, sofro de ansiedade generalizada e ultimamente nem sequer tenho conseguido sair de casa mesmo sendo para lugares a 2 minutos de casa por esse mesmo motivo comecei a tomar o excitalopram mas enquanto não faz efeito a minha psicóloga aconselhou-me a tomar 1 victan e tentar sair de casa, tomei hoje pela primeira vez o que se passa é que simplesmente sinto sono mas não me sinto mais calma nem com coragem para sair de casa, isso é normal?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A questão do efeito da medicação — o Victan dar-lhe sono em vez de a acalmar — deve ser colocada a quem lho indicou, seja o médico ou a sua psicóloga, pois são eles que podem avaliar a reação e ajustar o que for preciso. Não altere as tomas por conta própria. Quanto ao resto, o que descreve — a ansiedade generalizada a agravar-se ao ponto de dificultar sair de casa, mesmo para lugares próximos — é precisamente o tipo de situação que se trabalha no acompanhamento que já tem. Vale a pena levar isto à sua psicóloga com detalhe, para que possam trabalhar, de forma gradual, o regresso a essas saídas. Está a fazer o mais importante, que é procurar ajuda. Dê tempo ao processo — não tem de resolver tudo de uma vez.
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Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal
Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal psicológicamente.Preciso de ajuda. Obrigado
RESPOSTA DO MÉDICO:
Percebe-se que esta situação lhe pesa, e não saber como lidar com um filho que a trata mal é, de facto, difícil e desgastante. Com tão pouca informação, não é possível perceber o que está por trás — a idade do seu filho, o contexto e a natureza destas situações fariam toda a diferença. O que posso dizer é que o acompanhamento psicológico pode ajudá-la de duas formas: a compreender o que se passa nesta relação e a encontrar formas mais saudáveis de reagir e de estabelecer limites, e também a cuidar de si e do desgaste emocional que isto lhe causa. Um espaço só seu, com apoio profissional, pode dar-lhe clareza e ferramentas concretas. O passo indicado é procurar acompanhamento psicológico. Uma avaliação individual seria um bom ponto de partida. Se quiser, pode partilhar mais detalhes numa primeira consulta.
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Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razã
Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razão, é narcisista. Com a morte do meu pai aos 11 anos e minha mãe que nunca ligou para mim e só me tratava mal. Passei toda minha adolescência chorando pelo meu pai, me afundei nos livros, não tive amigos nem socialização. Não tive nada de bom na infância nem na juventude. Nunca recebi amor de ninguém. Nem amigos. Fiquei presa na depressão. Nem aprendi a viver. Por isso todas minhas relações falham. Carencia extrema, insegurança enorme. Já recorri a vários psicólogos mas não resulta, parece que não conseguem chegar até mim nem eu com eles. Tenho 45 anos. Estou desesperada. O que posso fazer com minha vida?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O que descreve é uma história de muito sofrimento, começada cedo demais, e é compreensível que se sinta desesperada depois de tanto tempo a carregar isto. Mas quero dizer-lhe uma coisa com clareza: o facto de terapias anteriores não terem resultado não significa que não haja caminho para si — significa, muito provavelmente, que ainda não encontrou o profissional ou a abordagem certos para aquilo de que precisa. Feridas com origem tão precoce, ligadas à falta de afeto e a uma relação difícil com a mãe, são profundas, mas trabalham-se, e existem abordagens focadas especificamente neste tipo de trauma relacional. Duas coisas fazem toda a diferença nestes casos: encontrar um terapeuta com quem sinta uma verdadeira ligação de confiança — esse "chegar até si" que refere é, em si, parte central do trabalho —, e dar tempo ao processo, porque a recuperação destas marcas é gradual e não é um fracasso seu que ainda não a tenha alcançado. Aos 45 anos há, sem dúvida, vida e mudança possíveis pela frente. Não desista de si. O passo indicado é procurar um psicólogo com experiência em trauma e relações precoces, num espaço onde se sinta, finalmente, acolhida.
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Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade
Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade, emprego, até de pessoas, isto ciclicamente sempre que perde interesse, é normal? A pessoa é assim desde jovem, pedra rolante, desprendida... obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
A tendência que descreve — mudar ciclicamente de casa, cidade, emprego e relações sempre que o interesse se esgota — não é, em si, "anormal". Pode fazer parte do temperamento e do estilo de vida de uma pessoa, e há quem funcione bem assim. A questão que vale a pena colocar é outra: essa forma de estar traz-lhe satisfação e sensação de liberdade, ou deixa-a com um vazio, uma dificuldade em criar laços duradouros ou em concretizar projetos? É essa a fronteira que importa. Quando o padrão começa a causar mal-estar ou a impedir aquilo que a pessoa realmente deseja, aí sim faz sentido compreendê-lo melhor. Só uma avaliação individual, com a história de vida da pessoa, permite perceber se se trata de um traço a aceitar ou de algo a trabalhar. Se sentir que este padrão a incomoda, o indicado é procurar acompanhamento psicológico.
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Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?
Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa pergunta. Para a ansiedade e para a perturbação obsessivo-compulsiva (TOC), o profissional indicado é o psicólogo. É a psicoterapia — em particular a terapia cognitivo-comportamental, na modalidade de exposição com prevenção de resposta no caso do TOC — que constitui a abordagem com mais evidência e resultados nestas situações, por trabalhar diretamente na origem do problema e nas ferramentas para lidar com ele no dia a dia. Um bom ponto de partida é, por isso, uma avaliação com um psicólogo: é aí que se percebe o que está por trás da ansiedade e do TOC e se define o acompanhamento adequado. Caso, nessa avaliação, se verifique que faz sentido articular também com a psiquiatria — por exemplo, em quadros mais intensos em que a medicação possa apoiar o processo —, isso é depois ponderado em conjunto. Mas o passo inicial é procurar acompanhamento psicológico. Se quiser, pode agendar uma primeira consulta.
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Bom dia, depois de conversar com uma colega com a qual tenho muitas semelhanças psicológicas sobre o
Bom dia, depois de conversar com uma colega com a qual tenho muitas semelhanças psicológicas sobre os meus problemas ela partilhou comigo que tem défice de atenção. Pesquisei o assunto e tenho sérias suspeitas de que possa ser o meu caso, e até o do meu pai. Tenho receio de não ser levada a sério por não ter sido diagnosticada em criança. A que tipo de profissional se deve recorrer neste caso, a um psicólogo ou a um psiquiatra? Há especialistas a reconhecer estes sintomas no adulto?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O receio de não ser levada a sério por não ter tido diagnóstico em criança é compreensível, mas quero tranquilizá-la: o défice de atenção (PHDA) no adulto é hoje reconhecido e avaliado, e o facto de não ter sido identificado na infância é, aliás, muito comum — sobretudo em mulheres, em que os sintomas passam frequentemente despercebidos. Não é impedimento nenhum para uma avaliação agora. Quanto ao profissional: o psicólogo com diferenciação em avaliação psicológica é quem realiza a avaliação, aplicando os instrumentos adequados para perceber se se trata efetivamente de PHDA ou de outra coisa. Caso se confirme e se pondere medicação, aí articula-se com o psiquiatra, mas o ponto de partida é essa avaliação psicológica. A psicoterapia pode também ajudar, independentemente do diagnóstico, a desenvolver estratégias de organização e concentração e a lidar com o impacto no dia a dia. O passo indicado é procurar um psicólogo para uma avaliação individual.
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Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
RESPOSTA DO MÉDICO:
É uma dúvida muito comum, e a distinção é simples. O psicólogo faz psicoterapia — um acompanhamento focado em compreender o que está na origem do sofrimento e em desenvolver formas de lidar com ele, através da conversa e de ferramentas concretas, sem medicação. O psiquiatra é médico e, além de avaliar, pode prescrever medicação quando se justifica. Na prática, para a maioria das situações — ansiedade, dificuldades emocionais, problemas relacionais, fases de maior sofrimento — o psicólogo é um bom ponto de partida: permite perceber o que se passa e, caso seja necessário articular com a psiquiatria, essa indicação surge da própria avaliação. Em quadros mais intensos, os dois acompanhamentos complementam-se. Se estiver em dúvida sobre o seu caso, uma primeira consulta de psicologia ajuda a esclarecer o caminho mais adequado. Se quiser, pode agendá-la.
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Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não mui
Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não muito esclarecidas na vida, tive uma depressão.
Fui acompanhada por uma psiquiatra e ainda estou a ser medicada. Já estou a trabalhar por ter ido a uma junta medica em setembro. Foi me diagnosticado uma depressão grave. Neste momento sinto me em baixo muitas vezes.
A minha questão é a seguinte.
Psiquatra ou psicólogo? Gostava de deixar a madicaçao.
Boa noite . obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Antes de mais, a decisão de deixar a medicação tem de ser tomada com a sua psiquiatra, nunca por conta própria — sobretudo num diagnóstico de depressão grave, interromper de forma não acompanhada pode agravar o quadro. É a ela que deve levar essa vontade, para que avalie se e quando faz sentido, e de que forma. Respondendo à sua pergunta: não é bem "psiquiatra ou psicólogo", mas antes os dois em conjunto. A psiquiatra faz o acompanhamento médico e a medicação; o psicólogo faz a psicoterapia, que trabalha o que está na origem da depressão e desenvolve ferramentas para lidar com o sofrimento. É precisamente essa componente psicológica que muitas vezes ajuda, com o tempo, a que a medicação deixe de ser tão necessária — mas sempre de forma articulada, e a esse passo chega-se com acompanhamento, não de repente. Sentir-se ainda em baixo é compreensível nesta fase. O que lhe sugiro é acrescentar o acompanhamento psicológico ao que já tem. Uma primeira consulta seria um bom ponto de partida.
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De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deve
De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deverá recorrer em primeiro lugar, psicologia ou psiquiatria?
Obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Para o diagnóstico da perturbação obsessivo-compulsiva (TOC), pode recorrer em primeiro lugar ao psicólogo. Através de uma avaliação psicológica, o psicólogo consegue perceber se os sintomas correspondem efetivamente a um TOC e qual a sua intensidade. É também o psicólogo quem faz a psicoterapia indicada nestes casos — a terapia cognitivo-comportamental, na modalidade de exposição com prevenção de resposta, que é a abordagem com mais evidência para o TOC. Caso, nessa avaliação, se verifique que faz sentido complementar com medicação, articula-se então com a psiquiatria. Mas como ponto de partida para confirmar o diagnóstico e iniciar o acompanhamento, o psicólogo é o profissional indicado. Se quiser, pode agendar uma primeira consulta.
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Olá. Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade. Depois de ler e
Olá.
Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade.
Depois de ler e pesquisar bastante parece que defice de atenção não tem cura e terei que tomar medicação para o resto da vida, é verdade ? Tenho 21 anos e estou completamente perdido, não trabalho nem estudo e não sei o que quero seguir como carreira profissional. Mudo várias vezes de hobbies, digo e faço coisas de forma compulsiva, sou muito esquecido, bastante desorganizado e preguiçoso, e tudo o que seja tarefas ou coisas que não gosto é muito dificil concentrar. Consigo passar horas a ver filmes ou a jogar, mas lembro-me quando estudava que não conseguia começar a estudar, distraí-me sempre com alguma coisa. É mesmo muito dificil para mim começar alguma tarefa ou fazer algo que eu não gosto. Também tenho uma imaginação bastante vivida e estou sempre a imaginar coisas durante o dia. Também tenho muita pouca paciência, tudo me irrita.RESPOSTA DO MÉDICO:
Antes de mais, quero tranquilizá-lo quanto a uma ideia que colheu na pesquisa: não é verdade que o défice de atenção implique, necessariamente, medicação para o resto da vida. O acompanhamento é muito mais do que isso, e em muitos casos o trabalho psicológico tem um papel central. Sobre o que descreve — a dificuldade em iniciar e concluir tarefas, a desorganização, os esquecimentos, a impaciência — pode, de facto, enquadrar-se em PHDA, mas também há aqui sinais de depressão e ansiedade que se sobrepõem e que podem, por si só, afetar a concentração e a motivação. Só uma avaliação individual, com o devido contexto, permite distinguir o que é o quê e definir o caminho certo. Aos 21 anos, sentir-se perdido quanto ao futuro é mais comum do que imagina, e tem tratamento. O passo indicado é procurar um psicólogo para uma avaliação: é aí que se esclarece o diagnóstico e se trabalham tanto as dificuldades de concentração como o estado emocional e a orientação para o futuro. Não está sozinho nisto, e há caminho a fazer.
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O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu j
O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu já fui diagnosticada com ansiedade mas acabei por não fazer tratamento psicológico regular. Infelizmente, com o passar do tempo a minha ansiedade piorou e agora tenho muitos pensamentos obsessivos, normalmente com imagens perturbadoras ou sexuais. Ultimamente, tenho tido pensamentos negativos em relação ao meu relacionamento de longa duração, com uma pessoa que eu amo muito. Sempre tivemos uma relação muito boa, somos melhores amigos, adoramos estar juntos, temos uma ótima vida sexual e objetivos de vida semelhantes. Do nada, comecei a ter pensamentos intrusivos sobre a relação, do tipo, “como posso ter a certeza absoluta que esta é a relação certa para mim?”, “e se perdermos atração um pelo outro?”. Eu sei que estes pensamentos não correspondem de todo ao que eu sinto, e é por isso que me perturbam imenso, e acabo por tentar neutralizá-los, nomeadamente, a argumentar comigo própria, a procurar no Google se isto é normal, para sentir mais conforto, a bater na madeira, e a analisar constantemente o meu estado de espírito para ver se encontro algo “errado”. As obsessões estão a começar a consumir muito do meu tempo e ao fim de algum tempo parecem horrivelmente reais, mesmo que eu saiba racionalmente que não são verdade. Nos dias em que não tenho pensamentos intrusivos, eu sinto-me outra vez feliz, normal e segura da relação. Isto pode ser TOC? Pergunto porque li na Internet que alguns doentes com TOC têm obsessões com as relações e comportamentos muito parecidos com os meus. Que tipo de tratamento existe para estas situações?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Pela forma detalhada e lúcida como descreve o que lhe acontece, o que relata é, de facto, compatível com aquilo que se designa por TOC relacional — uma forma de perturbação obsessivo-compulsiva em que as obsessões se centram na relação amorosa. Os elementos que descreve são muito característicos: pensamentos intrusivos que a perturbam precisamente por não corresponderem ao que sente, e os comportamentos de neutralização — argumentar consigo própria, procurar reasseguramento no Google, verificar constantemente o seu estado de espírito, bater na madeira. É esse ciclo de dúvida e verificação, e não o conteúdo dos pensamentos em si, que define o problema. E o facto de nos dias sem pensamentos intrusivos se sentir segura e feliz reforça essa leitura. Só uma avaliação individual pode confirmá-lo, mas há aqui bases sólidas para a sua suspeita. Quanto ao tratamento: a abordagem com mais evidência é a terapia cognitivo-comportamental, na modalidade de exposição com prevenção de resposta, que ensina precisamente a lidar com os pensamentos intrusivos sem alimentar o ciclo de neutralização. Funciona bem, e a sua consciência do problema é um excelente ponto de partida. O passo indicado é procurar um psicólogo com experiência em TOC. Uma avaliação individual permitiria começar esse trabalho.
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Bom dia, Sou filha única e sempre fui muito protegida pelos meus pais. Eles são pessoas muito sociá
Bom dia,
Sou filha única e sempre fui muito protegida pelos meus pais. Eles são pessoas muito sociáveis e quando estávamos com outras pessoas sempre foram eles a tratar de tudo. Na realidade, nunca precisei dizer nem fazer nada porque bastava estar no local e achei sempre que era tímida. Agora, que já não vivo com os meus pais, consigo ver que isso não foi nada bom para mim. Tornei-me numa pessoa pouco sociável e com dificuldade a fazer "conversas de ocasião" ou a ter uma conversa. Digo apenas o que tenho para dizer, de forma objetiva e o mais rápido possível. Claro está que com as minhas amigas torna-se mais fácil falar. Mas gostava de ser capaz de falar com toda a gente e se estivesse num sitio onde não conheço ninguém e não ter receio de falar. Da forma que estou torna-se um problema tanto a nível pessoal como profissional, porque me limita de uma forma que não aceito. Até para fazer algum tipo de apresentação na empresa (com pessoas que trabalham comigo e por isso com quem já costumo falar) fico muito enjoada, com dores de barriga e nervosa...nao faz sentido.
É uma espécie de fobia social? O que posso fazer para melhorar? Já tentei obrigar-me a pensar em assuntos antes de estar com as pessoas (porque cheguei a achar que me esquecia do que podia falar) mas mesmo que saiba o que posso falar digo as coisas rápido, a despachar...RESPOSTA DO MÉDICO:
A sua descrição é muito clara, e a leitura que faz de si própria revela bastante autoconhecimento. O que descreve — a dificuldade nas "conversas de ocasião", o desconforto físico antes de apresentações, a tendência a "despachar" o que tem a dizer — enquadra-se, de facto, no que se designa por ansiedade social, e é mais comum do que imagina. O facto de ter crescido sempre protegida, sem precisar de tomar a iniciativa social, pode ajudar a explicar por que estas competências não tiveram espaço para se desenvolver — mas isso não é definitivo: aprendem-se e treinam-se em qualquer fase da vida. Uma nota importante: preparar antecipadamente o que vai dizer, como já tentou, costuma ter o efeito contrário — reforça a ideia de que a situação é perigosa e aumenta a pressão. A abordagem indicada, a terapia cognitivo-comportamental, trabalha precisamente isto: os pensamentos e o medo do julgamento que alimentam a ansiedade, e uma aproximação gradual às situações sociais, para que deixem de a limitar. O passo indicado é procurar acompanhamento psicológico. Uma avaliação individual seria um bom ponto de partida.
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Desânimo na vida, falta completa de autoestima e evitamento de várias situações sociais podem ser re
Desânimo na vida, falta completa de autoestima e evitamento de várias situações sociais podem ser resultados do sedentarismo?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O sedentarismo pode, de facto, influenciar o estado de espírito — a atividade física tem um efeito reconhecido na regulação do humor e da ansiedade —, mas dificilmente será a causa principal daquilo que descreve. O desânimo persistente, a falta de autoestima e o evitamento de situações sociais são sinais que apontam mais para questões emocionais de fundo, como um quadro depressivo ou de ansiedade, do que para a inatividade em si. É possível, aliás, que a relação seja inversa: muitas vezes é o próprio desânimo que reduz a energia e a vontade de se mover e de conviver, e não o contrário. Por isso, mais importante do que procurar uma causa única, o indicado é compreender o que está na base deste mal-estar. O acompanhamento psicológico ajuda precisamente a esclarecer isso e a trabalhar tanto a autoestima como o evitamento social. Uma avaliação individual com um psicólogo seria o ponto de partida.
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Bom dia , sempre fui muito ansiosa , mas conseguia controlar a situação , ultimamente e principalmen
Bom dia , sempre fui muito ansiosa , mas conseguia controlar a situação , ultimamente e principalmente à noite a tenho uma sensação estranha de “garganta fechada “, como de não consegui se respirar ou engolir será que devo procurar ajuda médica ? Não durmo com medo que me falte o ar ... e depois esta pandemia também não ajuda !
Muito obrigado pela ajudaRESPOSTA DO MÉDICO:
A sensação de "garganta fechada", de dificuldade em respirar ou engolir, sobretudo à noite, é uma manifestação física frequente da ansiedade — o chamado "nó na garganta" (globus) é um sintoma clássico de tensão e ansiedade elevadas. Ainda assim, e respondendo diretamente à sua pergunta: sim, quando surge um sintoma físico novo como este, o mais prudente é começar por confirmar com o médico que não há outra causa a considerar. Excluída essa hipótese, e sendo de origem ansiosa, é uma questão que se trabalha bem em psicoterapia. Como sempre foi ansiosa e conseguia gerir, mas ultimamente a situação se agravou, este pode ser um bom momento para procurar acompanhamento psicológico: a abordagem cognitivo-comportamental ajuda a compreender o que está por trás desta ansiedade e a reduzir estes sintomas, incluindo o medo noturno que a impede de dormir. O passo indicado, depois da confirmação médica, é uma avaliação individual com um psicólogo.
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Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…