Perguntas do paciente (72)
-
Desde um bom tempo não tenho conseguido dormir num horário fixo. O que ocorre é que gradativamente o
Desde um bom tempo não tenho conseguido dormir num horário fixo. O que ocorre é que gradativamente o meu sono vai demorando mais para vir. O que pode ser?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O que descreve — o sono a chegar progressivamente mais tarde, com dificuldade em manter um horário fixo — pode ter várias origens. Pode tratar-se de um padrão relacionado com o ritmo do sono (o chamado atraso da fase do sono), mas fatores como a ansiedade, o stress, os hábitos antes de dormir ou o uso de ecrãs à noite também influenciam bastante. Um primeiro passo simples é cuidar da higiene do sono: manter horários regulares para deitar e levantar, evitar ecrãs e cafeína nas horas anteriores, e criar uma rotina calma ao final do dia. Se, ainda assim, a dificuldade persistir, vale a pena procurar ajuda — sobretudo se houver ansiedade ou preocupação associadas, casos em que o acompanhamento psicológico ajuda a compreender e a resolver o que está na base. Se o problema for sobretudo físico ou persistente, o médico pode também avaliar. Comece pela regularidade dos horários e veja como evolui.
-
Bom dia, Foi-me diagnosticada Personalidade Borderline com a ajuda de testes psicológicos após vári
Bom dia,
Foi-me diagnosticada Personalidade Borderline com a ajuda de testes psicológicos após vários anos de indefinição e indecisão por parte do corpo clínico dada a dificuldade compreensível na interpretação desta perturbação. O psiquiatra aconselhou terapia psicodinâmica, tendo em conta que "a raiz pode estar na infância" (sic). Acontece que não sinto que tenha uma personalidade borderline muito marcada (situação corroborada tanto pelo psiquiatra como pelo psicólogo avaliador), no entanto reconheço que me causa algumas dificuldades, nomeadamente estabilidade profissional ou autoconfiança com uma certa sensação de incapacidade. Qual poderá ser o prognóstico com a terapia psicodinâmica e o que poderei esperar da mesma?
Muito obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
A sua pergunta é pertinente e revela um bom nível de reflexão sobre o seu processo. De forma geral, o prognóstico da perturbaçao da personalidade borderline com acompanhamento psicoterapêutico é favorável — sobretudo em situações, como parece ser a sua, em que os traços não são muito marcados e existe boa consciência das próprias dificuldades, o que constitui um recurso importante. A terapia psicodinâmica, que o psiquiatra lhe aconselhou, trabalha precisamente a compreensão das origens dessas dificuldades, muitas vezes ligadas a experiências precoces, e a forma como se refletem hoje na estabilidade profissional e na autoconfiança. O que pode esperar, com tempo e continuidade, é uma relação mais segura consigo própria, maior estabilidade emocional e uma redução da sensação de incapacidade que descreve. Dois pontos valem a pena reter: a mudança neste tipo de trabalho é gradual e exige alguma persistência, e a qualidade da relação com o terapeuta é decisiva para os resultados. Dito isto, sendo a psicodinâmica a abordagem indicada pelo psiquiatra, faz sentido dar-lhe essa oportunidade e ir avaliando, em conjunto, a evolução.
-
Como tratar a timidez quando se é tímido até para tratá-la com um psicólogo?
Como tratar a timidez quando se é tímido até para tratá-la com um psicólogo?
RESPOSTA DO MÉDICO:
É uma pergunta que faz todo o sentido, e quero tranquilizá-lo: a timidez não é obstáculo nenhum ao acompanhamento psicológico — é, aliás, um dos motivos mais comuns para o procurar. O psicólogo está habituado a receber pessoas tímidas e reservadas, e a consulta não exige que chegue a falar com à-vontade desde o primeiro dia. O ritmo é seu: começa-se devagar, com o que consegue partilhar, e a própria relação de confiança com o terapeuta vai-se construindo ao longo do tempo, tornando cada vez mais fácil abrir-se. É um espaço sem julgamento, pensado precisamente para que se sinta seguro. Trabalhar a timidez em terapia é, muitas vezes, o primeiro passo para que ela deixe de o limitar noutras áreas da vida. Não precisa de "deixar de ser tímido" para começar — o começar faz parte do próprio tratamento. Se quiser, uma primeira consulta seria um bom ponto de partida.
-
É possível ter TOC, mas não apresentar comportamentos ritualísticos?
É possível ter TOC, mas não apresentar comportamentos ritualísticos?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, é perfeitamente possível. Existe uma forma de perturbação obsessivo-compulsiva em que as compulsões não são visíveis — não há rituais observáveis como lavar as mãos ou verificar, mas sim compulsões mentais. A pessoa tem os pensamentos obsessivos e intrusivos, mas responde-lhes internamente: a ruminar, a repetir frases mentalmente, a rezar, a rever situações em busca de "certeza", ou a tentar neutralizar o pensamento com outro pensamento. É por vezes designado por "TOC puramente obsessivo", embora, na prática, quase sempre existam estas compulsões mentais — apenas não são aparentes para quem observa de fora. Por serem invisíveis, este tipo de TOC é muitas vezes menos reconhecido e mais tardiamente diagnosticado. O tratamento é o mesmo dos restantes casos: a terapia cognitivo-comportamental, com exposição e prevenção de resposta, adaptada às compulsões mentais. Se se identifica com esta descrição, o indicado é uma avaliação individual com um psicólogo com experiência em TOC.
-
Preciso de ajuda tenho 18 anos e a mais de 1 semana não tenho conseguido adormecer passo as noites t
Preciso de ajuda tenho 18 anos e a mais de 1 semana não tenho conseguido adormecer passo as noites todas acordada Só consigo adormecer por volta das 6 da manhã acordando a hora de almoço cheia de dores de cabeça. O que posso tomar ou fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sobre "o que tomar" — qualquer medicação ou suplemento para o sono deve ser indicado por um médico, nunca iniciado por conta própria, por isso esse ponto deve colocá-lo ao seu médico. Dito isto, uma insónia que a mantém acordada a noite inteira há mais de uma semana, com o sono a chegar só de manhã e dores de cabeça durante o dia, merece atenção. Um primeiro passo é procurar o seu médico, que pode avaliar o que está por trás e descartar outras causas. Em paralelo, ajuda muito cuidar da rotina: horários regulares para deitar e levantar (mesmo ao fim de semana), evitar ecrãs e cafeína nas horas anteriores a dormir, e criar um ambiente calmo ao final do dia. Se houver ansiedade, stress ou preocupações a alimentar esta insónia, o acompanhamento psicológico ajuda a trabalhar essa causa. Não tem de resolver isto sozinha — comece por falar com o seu médico.
-
quando estou na rua sempre tenho a sensação que todos estão me olhando e eu começo a ficar com falta
quando estou na rua sempre tenho a sensação que todos estão me olhando e eu começo a ficar com falta de ar,consequentemente quando estou na faculdade também tenho a sensação e o mesmo me ocorre, o que pode ser?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O que descreve — a sensação de que todos a observam na rua e na faculdade, acompanhada de falta de ar — é característico da ansiedade social. Nestas situações, a mente interpreta os contextos sociais como ameaçadores, o que desencadeia sintomas físicos de ansiedade, como a dificuldade em respirar, e reforça a ideia de que está a ser alvo de atenção e julgamento. É um ciclo comum e, felizmente, tratável. A abordagem indicada é a terapia cognitivo-comportamental, que ajuda a compreender e a modificar estes pensamentos automáticos e a lidar com as situações sociais de forma gradual, para que deixem de provocar este mal-estar. Para perceber o que o mantém, no seu caso, o indicado é uma avaliação individual com um psicólogo.
-
Boa tarde. Qual a diferença entre "burnout" e depressão?
Boa tarde.
Qual a diferença entre "burnout" e depressão?RESPOSTA DO MÉDICO:
É uma dúvida frequente, e os dois estados partilham sintomas — como o cansaço extremo, a desmotivação e a dificuldade de concentração —, o que explica a confusão. A principal diferença está na origem e no âmbito. O burnout é um estado de esgotamento resultante especificamente do contexto profissional: surge do stress crónico e prolongado no trabalho, e caracteriza-se por exaustão, distanciamento em relação ao trabalho e sensação de menor eficácia. Tende a estar circunscrito a essa esfera — a pessoa pode sentir-se esgotada com o trabalho, mas ainda encontrar prazer noutras áreas da vida. A depressão é mais abrangente: afeta todas as áreas, com tristeza persistente, perda de prazer generalizada (mesmo no que antes gostava), alterações do sono e do apetite, e por vezes desesperança. Importa ainda dizer que um burnout não tratado pode evoluir para uma depressão. Só uma avaliação individual permite distinguir com rigor o que a pessoa está a viver e definir o apoio adequado. Se sentir que se identifica com algum destes quadros, o acompanhamento psicológico ajuda a esclarecer e a tratar.
-
Boa noite! Do ponto de vista clínico, qual é a importância do arrependimento, do reconhecimento de
Boa noite!
Do ponto de vista clínico, qual é a importância do arrependimento, do reconhecimento de uma culpa real ? Como isso ajuda na saúde física de uma pessoa ? Como um ato errado não confessado ( oculto ) pode trazer problemas físicos ? Quais problemas seriam esses ?RESPOSTA DO MÉDICO:
É uma questão interessante e com fundamento clínico. Do ponto de vista psicológico, a culpa não resolvida — um ato que a pessoa reconhece como errado mas que guarda para si, sem o elaborar — pode tornar-se uma fonte de sofrimento contínuo. Quando esse peso permanece "oculto" e não é trabalhado, tende a manifestar-se sob a forma de ansiedade, ruminação, alterações do sono e stress crónico. E o stress mantido no tempo tem, de facto, repercussões no corpo: pode traduzir-se em tensão muscular, dores de cabeça, problemas digestivos, fadiga e um enfraquecimento geral do bem-estar físico — é o que se designa por sintomas psicossomáticos, quando o mal-estar emocional se expressa através do corpo. O reconhecimento da culpa e, quando faz sentido, a reparação, têm precisamente a função de aliviar esse peso e interromper este ciclo. Não se trata de uma "confissão" no sentido moral, mas de elaborar o que aconteceu, compreendê-lo e integrá-lo de uma forma que deixe de gerar sofrimento. É esse o tipo de trabalho que se faz em psicoterapia. Se sentir que carrega algo assim, o acompanhamento psicológico pode ajudá-la a libertar-se desse peso.
-
Boa noite. Tenho 23 anos e neste momento sou trabalhadora e estudante de mestrado. A nível profissio
Boa noite.
Tenho 23 anos e neste momento sou trabalhadora e estudante de mestrado. A nível profissional não podia estar mais contente, recentemente fui promovida a supervisora e sinto me desafiada todos os dias. Contudo, desmotivei muito a nível do mestrado e adiei 6 meses, e agora sinto que estou a adiar a continuação da minha tese.
Em parte sinto que tudo o que está acontecer é um reflexo de muitas coisas que se têm passado na minha vida. Sofro de ansiedade e de há um ano para cá que tenho imensa dificuldade em dormir. Sinto-me emocionalmente instável e desgastada e tem se vindo a refletir a nível físico. Recentemente fui parar ao hospital completamente desgastada fisicamente. Não sei o que fazer, sempre tive objetivos bem definidos e muita motivação, e agora não o consigo. Há dias já não me apetece sair da cama e não sei o que fazer? A minha cabeça balança entre querer alcançar todos os meus objetivos e querer largar tudo.RESPOSTA DO MÉDICO:
Pela forma como descreve o que está a viver, parece haver aqui um esgotamento a instalar-se — a acumulação de exigências entre o trabalho, o mestrado e a vida pessoal a refletir-se na ansiedade, na dificuldade em dormir há um ano, na instabilidade emocional e, agora, no próprio corpo, ao ponto de ter ido parar ao hospital. O contraste que descreve — sempre ter sido alguém com objetivos claros e motivação, e agora oscilar entre querer alcançar tudo e querer largar tudo — é, muitas vezes, sinal de que os seus recursos estão sobrecarregados, e não de falta de vontade ou de capacidade. A boa notícia é que isto se trabalha e se recupera. O acompanhamento psicológico ajuda a compreender o que a levou a este ponto, a lidar com a ansiedade e a insónia, e a reencontrar um equilíbrio mais sustentável entre aquilo que ambiciona e aquilo que consegue gerir sem se esgotar. O desgaste físico que descreve merece também ser avaliado pelo seu médico. O passo indicado, do lado psicológico, é uma avaliação individual com um psicólogo. Não tem de continuar a resolver tudo sozinha.
-
Boas, tenho andado ultimamente mas aliás já tive umas poucas de vezes mas agora está-me a aparecer m
Boas, tenho andado ultimamente mas aliás já tive umas poucas de vezes mas agora está-me a aparecer muitas mais vezes e como apanhar médica de família não é fácil resolvi por aqui alguém tentar-me explicar o que se está a passar comigo e tentar me ajudar nao sei de que área de saúde devo falar em especifico mas vou tentar relatar tudo obrigada.
Bem vou começar um problema é que nao posso passar sem água junto de mim ou seja vá para aonde for tenho ter água no carro no trabalho se andar a pé ou se for a casa de clientes lá vou eu com uma garrafa de água na mão e quando isso não acontece ou me esqueci começo a pensar aonde encontrar água começo logo a ficar com a garganta seca até puxo pela ultima saliva e mesmo a chegar a engasgar de boca e garganta seca só de pensar que estou se água junto à mim. (isto é e penso que seja um grande problema que não consigo controlar)
Outra:
Passei muito tempo por alguns países a trabalha derivado a crise mas foi já a talvez 5 6 anos
Hoje só de pensar que tenho que andar de avião descontrolo mo fico com medo se me dá algum ataque lá dentro isto também me acontece no entrar no elevador
Bem tenho uma viagem a Londres breve e estou com reseio de ir, embora para cá venha de carro e só de pensar que tenho passar o canal da mancha nun comboio ui assunta me
Bem vou esperar uma vossa responda, pela vossa ajuda pork estou mesmo a precisar um muito obrigada.RESPOSTA DO MÉDICO:
Pela forma como descreve, aquilo que relata enquadra-se no campo da ansiedade, mais concretamente em medos específicos que a levam a evitar certas situações — o receio de ficar sem água por perto, e o medo de andar de avião, de elevador ou de atravessar o canal da Mancha de comboio, com sintomas de ansiedade quando pensa nisso. É por isso à psicologia que se deve dirigir. O facto de estar a acontecer com mais frequência é, aliás, um bom motivo para procurar ajuda agora, antes que o evitamento se alargue a mais situações. A boa notícia é que estes medos se tratam bem: a terapia cognitivo-comportamental trabalha precisamente a origem da ansiedade, os pensamentos que a alimentam e uma aproximação gradual às situações evitadas, para que deixem de a limitar — incluindo, com tempo, viagens como a que tem para breve. Não precisa de continuar a organizar a vida à volta destes receios. O passo indicado é uma avaliação individual com um psicólogo.
-
Eu amo o meu namorado ou pelo menos amava, agora não sei, estou confusa. Ele andava a passar por alg
Eu amo o meu namorado ou pelo menos amava, agora não sei, estou confusa. Ele andava a passar por alguns problemas e a não sentir-se ele mesmo e achou que o melhor no momento seria separarmos-nos, depois quando ele ficasse melhor voltávamos, eu não queria isto porque ainda nos amávamos e eu queria ajuda-lo, mas se esta era a melhor opção então assim o faria, mas custou-me muito, eu quis voltar e tentei falar com ele mas ele achava que precisava de mais tempo, então eu pus na cabeça que o havia de esquecer porque já nao aguentava e passado uns dias ele disse que queria voltar disse que nao se sentia totalmente bem mas nao suportava mais a distancia. O problema é que agora eu olho para ele (e para um pouco de tudo) e não sinto nada, absolutamente nada tirando secalhar por meros instantes um fantasma do que sentia este sentimento de apatia assusta-me. O que me aconselham?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O que descreve é mais compreensível do que parece. Passou por uma montanha-russa emocional — a separação que não quis, o esforço de tentar esquecê-lo para se proteger, e depois o regresso —, e essa apatia que agora sente, esse "não sentir nada", é muitas vezes uma resposta natural da mente a um período de grande desgaste emocional. Perante tanta dor e incerteza, por vezes desligamos os sentimentos como forma de proteção. Não significa, necessariamente, que deixou de gostar dele; pode ser sinal de exaustão emocional, e é frequente que os sentimentos regressem à medida que a estabilidade e a segurança na relação se restabelecem. Dito isto, essa apatia assusta-a, e é um sinal que merece ser compreendido com calma. O acompanhamento psicológico pode ajudá-la a perceber o que se passa consigo, a distinguir o que é cansaço do que são os seus reais sentimentos, e a reencontrar clareza sobre o que quer. Uma avaliação individual com um psicólogo seria um bom ponto de partida.
-
Boa tarde! Venho por este meio expor meu problema eu não sei se me poderão ajudar porque eu nunca pe
Boa tarde! Venho por este meio expor meu problema eu não sei se me poderão ajudar porque eu nunca pedi ajuda neste nível. Eu últimamente te no pensado muito da maneira como falo. Vou explicar melhor, há 2 anos atrás apanhei uma depressão e só me curei através da hipnose até a data de hoje nunca mais tive problemas.mas. Em agosto quando fui de férias anndava bem sentia me bem. Fazia a minha vida normalmente. Quando regressei de férias comecei me a sentir muito mal. Tinha medo de ir para o trabalho, não falava muito e eu então resolvi fazer outra sessão de hipnose. Então eu fiz e desta vez não me achei melhor . Eu fui ao médico e estou a tomar medicação e ando a tomar comprimidos para dormir. Ok eu não conseguia dormir. Eu estou sempre a pensar que eu não falo bem que eu devo ter alguma coisa . O meu marido diz que estou bem que sou eu que meto coisas na cabeça. Mas eu não me sinto a mesma pessoa que sempre fui . Queria saber se me podiam ajudar?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, podemos ajudar — e o que descreve merece acompanhamento. Pelo que relata, houve um novo período de mal-estar ao regressar de férias, com medo de ir trabalhar, dificuldade em dormir e uma preocupação persistente com a forma como fala e com a ideia de que "há algo de errado" consigo. Este tipo de sofrimento, sobretudo quando se instala e não passa, beneficia de acompanhamento psicológico continuado. Uma nota sobre a hipnose: pode trazer alívio pontual, mas não reúne a mesma evidência das abordagens estruturadas, como a terapia cognitivo-comportamental, que trabalham a origem do problema e as ferramentas para lidar com ele a médio prazo — o que ajuda também a prevenir estas recaídas. Já está a ser seguida pelo médico e a tomar medicação, o que é importante manter e articular com ele. A esse acompanhamento faria sentido acrescentar a psicoterapia. E deixo-lhe uma coisa com clareza: aquilo que sente é real e válido, não é "meter coisas na cabeça". O passo indicado é procurar acompanhamento psicológico, através de uma avaliação individual.
Autor
Perguntas frequentes
-
Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…