Perguntas do paciente (4)

  • Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrim

    Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrimento, acabei uma relação á 3 meses e nao sei mais o que fazer para o esqueçer,està a ser muito difícil penso muito em acabar com a minha vida

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Dulce Silva

    O sofrimento que descreve merece apoio imediato e próximo, não à distância. Se sentir que corre risco neste momento, contacte de imediato o número nacional de emergência. Pode também ligar à Linha SNS 24, que tem uma opção de apoio psicológico, ou à SOS Voz Amiga, que dá atendimento por telefone ao final do dia, todos os dias — ambos os contactos encontram-se facilmente numa pesquisa online. Depois disto, procure acompanhamento psicológico ou psiquiátrico com continuidade — o que está a viver tem tratamento e não tem de o enfrentar sem apoio.


  • Em que casos se pode fazer a terapia cognitiva comportamental?

    Em que casos se pode fazer a terapia cognitiva comportamental?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Dulce Silva

    A terapia cognitivo-comportamental tem indicação em situações como a ansiedade, as fobias, a depressão, o stress, as dificuldades de sono ou os pensamentos e comportamentos repetitivos que a pessoa não consegue travar. Em psicoterapia, o trabalho centra-se em identificar os padrões de pensamento e de comportamento que mantêm o sofrimento e em desenvolver formas mais úteis de lidar com eles, com ferramentas aplicáveis ao dia a dia. Pode ser seguida de forma isolada ou a par de acompanhamento médico, conforme cada situação. Saber se é a abordagem indicada no seu caso depende de uma avaliação individual com um psicólogo.


  • Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo

    Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo de terapia é aconselhável para ultrapassar esta barreira mental?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Dulce Silva

    O medo da rejeição é uma experiência comum e costuma estar ligado a vivências anteriores, à forma como cada um se vê e ao hábito de evitar as situações onde esse receio pode surgir — abordar alguém, criar novas amizades, expor-se. Em psicoterapia, e a terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens indicadas, trabalha-se a origem desse medo, os pensamentos automáticos que o alimentam ("vão afastar-me", "não sou suficiente") e a aproximação gradual às situações evitadas, para que deixem de ter tanto poder. O objetivo não é deixar de sentir, mas fazer com que o medo pese menos nas decisões. Para perceber o que o mantém, no seu caso, o indicado é uma avaliação individual com um psicólogo.


  • Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas

    Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
    Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
    A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
    Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
    No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
    Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
    Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
    Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
    Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
    Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Dulce Silva

    Pela forma como descreve o que viveu e continua a viver, o mais importante agora é ter apoio próximo e continuado, não uma resposta à distância. Procure acompanhamento psicológico para si — um espaço seguro, de fora, ajuda a ver com clareza. Se em algum momento se sentir em risco ou precisar de apoio especializado, a APAV (116 006, dias úteis) presta apoio confidencial e gratuito. O que descreve merece ser ouvido com atenção, e não tem de decidir tudo sozinha.


Perguntas frequentes

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