Perguntas do paciente (32)

  • A hipnose, regressão , psicoterapia e psicanálise ajudam em caso de despersonalização e desrealizaçã

    A hipnose, regressão , psicoterapia e psicanálise ajudam em caso de despersonalização e desrealização ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Esta é, na verdade, uma pergunta pertinente.
    Sim, todas essas abordagens podem ajudar, mas atuam de formas muito diferentes e devem ser escolhidas com cautela.

    A despersonalização e a desrealização são sintomas dissociativos, funcionando geralmente como uma defesa do cérebro contra níveis extremos de ansiedade, stresse ou traumas.

    Psicoterapia (especialmente a TCC): É a mais recomendada cientificamente na fase inicial. Foca-se em técnicas de "grounding" (ancoramento no presente), regulação da ansiedade e na perda do medo dos próprios sintomas.

    Psicanálise: É excelente para investigar a fundo as origens subjetivas, os conflitos inconscientes e as dinâmicas emocionais que desencadeiam essa necessidade de "se desligar" da realidade.

    Hipnose Clínica: Pode ser uma ferramenta complementar útil para aceder a estados de relaxamento profundo e ajudar na integração de conteúdos difíceis, mas deve ser conduzida por profissionais de saúde mental qualificados (psicólogos ou médicos) para evitar o aumento da própria dissociação.

    Regressão: Exige extremo cuidado. Em quadros dissociativos ativos, forçar a recuperação de memórias sem uma estrutura psíquica sólida pode intensificar a desorganização emocional e agravar os sintomas.

    Recomendação: O ideal é iniciar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra para traçar o plano terapêutico mais seguro e eficaz para o seu caso.


  • Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrim

    Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrimento, acabei uma relação á 3 meses e nao sei mais o que fazer para o esqueçer,està a ser muito difícil penso muito em acabar com a minha vida

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia, lamento profundamente o seu desespero :(A perda de uma relação amorosa, especialmente quando se lida com um histórico de depressão crónica, pode gerar um vazio e um cansaço emocional que parecem absolutamente insustentáveis. É compreensível que se sinta exausta e sem recursos internos neste momento, mas saiba que não tem de carregar este sofrimento sozinha e que a sua vida tem valor.

    Quando surgem pensamentos de colocar termo à vida, isso é um sinal claro de que a dor ultrapassou o limite do que consegue suportar sozinha e não de que quer realmente deixar de viver, mas sim que precisa que este sofrimento pare.

    O que recomendo que faça de imediato:

    Não se isole e procure apoio urgente: Se sentir que está muito difícil manter a sua segurança agora, por favor, ligue para a Linha de Apoio Psicológico do SNS 24 , contacte uma linha de apoio emocional (como o SOS Voz Amiga) ou dirija-se à urgência do hospital mais próximo.

    Reforce o seu acompanhamento profissional: Como já conhece a depressão há muitos anos, sabe que ela altera a forma como processamos as perdas. Este luto relacional recente exige um suporte especializado e ativo. É fundamental agendar uma consulta com um psiquiatra (para avaliar e ajustar o suporte farmacológico neste momento de crise) e iniciar ou intensificar a psicoterapia/psicanálise para ter um espaço seguro onde possa elaborar esta perda e reconstruir o seu equilíbrio.

    Por favor, dê a si mesma a oportunidade de receber ajuda e faça esse contacto hoje. O sofrimento agudo é temporário e, com o apoio certo, é possível voltar a encontrar perspectiva e alívio. Um abraço com afeto,


  • Eu estou diagnosticada com despersonalização e desrealizacao. Já estou medicada há cerca de 6 mese

    Eu estou diagnosticada com
    despersonalização e desrealizacao. Já estou medicada há cerca de 6 meses que tive esta crise, tive de ser internada. Atualmente não consigo fazer nada, nem trabalhar, conduzir ou cozinhar. Não consigo cuidar de mim nem das minhas filhas. Esqueci mede muitas coisas q me acontecem. Parece que tenho uma espécie de amnésia. Estou completamente desligada do mundo. Parece que isto é tudo um pesadelo

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Lamento profundamente que esteja a passar por este verdadeiro pesadelo. Saiba que o que descreve, embora muito assustador, é um quadro clássico de dissociação severa e tem explicação.

    A despersonalização e a desrealização funcionam como um "disjuntor" que o cérebro desliga para se proteger de uma sobrecarga emocional extrema (daí o internamento e a sensação de estar desligada do mundo).

    A "amnésia" que sente: Quando estamos em dissociação profunda, o cérebro tem enorme dificuldade em registrar e fixar novas memórias. Não é uma demência ou perda definitiva; é apenas a mente focada em "sobreviver" ao stresse, o que impede a atenção e a memória de funcionarem normalmente.

    A incapacidade de agir: Sem conseguir focar ou sentir-se "presente", tarefas como conduzir, cozinhar ou cuidar das suas filhas tornam-se temporariamente impossíveis. Não se culpe por isso; o seu organismo está sem energia de reserva.

    O que fazer agora:

    Reduzir a autocobrança: Aceite que, temporariamente, precisa de ser cuidada e delegar o cuidado das suas filhas e da casa a familiares ou rede de apoio.

    Revisão médica urgente: Se após 6 meses de medicação o impacto funcional ainda é este, é fundamental falar com o seu psiquiatra para reavaliar e ajustar o tratamento farmacológico.

    Psicoterapia especializada: A medicação ajuda a estabilizar a química cerebral, mas é a psicoterapia (especialmente focada em trauma e técnicas de grounding/ancoramento) que a ajudará a voltar a "habitar" o seu corpo em segurança.

    Este estado é profundamente doloroso, mas com o ajuste terapêutico e o suporte adequados, o cérebro volta a sentir-se seguro e a realidade regressa gradualmente. Muita força e não hesite em pedir ajuda à sua rede próxima agora.

    As suas melhoras.


  • Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo

    Como perder o medo da rejeição? O medo de abordar mulheres? Medo de tentar criar amizades? Que tipo de terapia é aconselhável para ultrapassar esta barreira mental?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    O medo da rejeição e a dificuldade em criar conexões (seja para abordar mulheres ou fazer amigos) raramente são apenas uma questão de timidez. Muitas vezes, a possibilidade de um "não" é vivenciada internamente como uma desestruturação da própria autoestima, reativando inseguranças profundas e dinâmicas inconscientes sobre o nosso valor.

    Para compreender e desatar este nó emocional, a abordagem que recomendaria seria a Psicoterapia de Orientação Psicanalítica.

    Como esta terapia ajuda a ultrapassar esta barreira?
    Compreensão das origens: Em vez de focar apenas no comportamento superficial, esta terapia investiga a raiz do medo. Permite-lhe perceber que feridas antigas ou padrões relacionais estão a ser projetados na figura do outro (as mulheres ou os potenciais amigos).

    Fortalecimento do "Eu": Trabalha na reconstrução interna da autoestima. Quando a sua segurança não depende exclusivamente da aprovação externa, a rejeição deixa de ser vista como uma ameaça catastrófica e passa a ser encarada apenas como um evento natural das interações humanas.

    Espaço de elaboração seguro: Na relação com o terapeuta, poderá ensaiar novas formas de se expressar e de lidar com a vulnerabilidade, transformando progressivamente a forma como se posiciona perante o mundo social.

    Este processo promove uma mudança interna sólida e duradoura, permitindo-lhe aproximar-se dos outros com mais liberdade, espontaneidade e menos peso defensivo.


  • é possivel fazer avaliação psicologica para a carta de condução

    é possivel fazer avaliação psicologica para a carta de condução

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Sim, é perfeitamente possível e, em muitos casos, obrigatório por lei.

    Em Portugal, a avaliação psicológica para condutores habitualmente designada por exame psicotécnico é realizada por psicólogos inscritos na Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) e serve para avaliar as capacidades percetivo-cognitivas, motoras e psicomotoras, além do perfil de personalidade do condutor.

    Ela é exigida pelo IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes) nas seguintes situações:

    Grupo 2 (Profissionais e Pesados): Motoristas de pesados de mercadorias ou passageiros, ambulâncias, veículos de emergência, transporte de crianças, táxis, TVDE e instrutores/examinadores de condução.

    Idade: Na revalidação de certas categorias a partir de determinadas idades (mesmo para o Grupo 1, em idades mais avançadas ou se indicado pelo médico familiar).

    Troca de título estrangeiro ou reabilitação: Condutores que tenham ficado sem carta por motivos legais ou que precisem de recuperar o título após cassação.

    Indicação Médica: Quando o médico que realiza o atestado físico deteta alguma alteração (como declínio cognitivo, historial de AVC ou certas patologias) e solicita o parecer do psicólogo para garantir a segurança na condução.

    Se precisa de agendar uma avaliação para este fim, garanta apenas que o psicólogo clínico dispõe do material de testes aferido e homologado pelo IMT para a emissão do respetivo relatório de avaliação psicológica. por vezes as próprias escolas de condução já disponibilizam este serviço que eu recomendo


  • Tenho 43 anos e, após um episódio de vida traumático aos 31, deixei a antiga profissão para o qual m

    Tenho 43 anos e, após um episódio de vida traumático aos 31, deixei a antiga profissão para o qual me sentia vocacionada. No essencial, consegui superar o episódio com a ajuda de psicoterapia, que já terminei há alguns anos. Encontro-me bem, tanto a nível pessoal como profissional, e, embora neste último caso até seja bem remunerada, sinto ter um emprego pouco estimulante, o que lhe retira parte do interesse.

    Uma vez que era excelente aluna no Ensino Superior, e sinto que talvez não tenha perdido as capacidades cognitivas, onde e com quem posso fazer uma avaliação rigorosa que determine o meu QI?

    Mais do que a recente curiosidade por um valor que até pode nem significar grande coisa, ou sequer estar à procura de orientação vocacional, tenho vontade de perceber se me podem esperar boas hipóteses ao retomar os meus verdadeiros interesses académicos e profissionais. Obrigada!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Agradeço a sua mensagem e a partilha do seu percurso. A psicoterapia é mesmo um bom caminho. A avaliação das capacidades cognitivas no adulto é realizada através de instrumentos psicométricos estandardizados, sendo a Bateria de Inteligência para Adultos de Wechsler (WAIS-IV) o protocolo de referência.

    Este tipo de avaliação deve ser conduzido por um Psicólogo(a) especializado(a) em Neuropsicologia ou Avaliação Psicológica (inscrito na Ordem dos Psicólogos Portugueses). Pode solicitar este procedimento junto das consultas externas das Faculdades de Psicologia (como a FPCEUP, FPUL ou UC) ou nos serviços de Neuropsicologia de unidades hospitalares e clínicas privadas.

    O processo de avaliação permite mapear detalhadamente o perfil cognitivo (como o raciocínio verbal, perceptivo, memória de trabalho e velocidade de processamento), fornecendo um relatório técnico objetivo que auxilia no planeamento do percurso académico e profissional.


  • Tenho Síndroma do Colon Irritável desde os 17 anos, apenas diagnosticada aos 31, stress pós-traumáti

    Tenho Síndroma do Colon Irritável desde os 17 anos, apenas diagnosticada aos 31, stress pós-traumático complexo e sintomas somáticos significativo, procuro um especialista no Porto/Matosinhos/Maia que me possa atender em horário pós-laboral, inicialmente presencial, estou aberto numa fase posterior a sessões online se assim for desejado.
    Valorizo neste momento que tenha:
    Certificação em EMDR (não apenas formação)
    Experiência com trauma complexo/de desenvolvimento (não apenas PTSD de incidente único)
    Formação em terapia somática (Somatic Experiencing, Sensorimotor, ou EMDR somático)
    Experiência com clientes com alexitimia (dificuldade em identificar emoções)
    Trabalha com clientes que ainda vivem no ambiente traumático
    Certificação em Sistemas Familiares Internos seria um plus!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Olá. Encontro-me em Lisboa apenas, mas não queria deixar de lhe responder. Existem muitos bons terapeutas no norte.

    Na perspetiva da psicoterapia psicanalítica, as manifestações psicossomáticas são compreendidas como a expressão no corpo de tensões, afetos ou conflitos emocionais que ainda não encontraram forma de elaboração psíquica ou tradução em palavra.

    A abordagem clínica nesta área procura identificar a origem dessas somatizações, promovendo um espaço de escuta onde o sintoma físico passa a ser integrado e compreendido na história do sujeito. O objetivo do processo terapêutico é favorecer a elaboração emocional e o alívio do sofrimento corporal.

    Cumprimentos e as suas melhoras.


  • Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extrem

    Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me provocam esse sentimento, começo a ver tudo com mais definição e a minha cabeça começa a levar-me logo para um "sitio de ansiedade" e medo inconsciente de ter algum episódio de desrealização. Tenho receio porque não quero continuar assim para sempre, e tenho medo que isto controle a minha vida e nunca mais sinta que estou presente e a viver a minha vida, e não em piloto automático. Na maioria dos momentos sinto que estou aqui, no entanto, quando tenho estes momentos a ansiedade acaba por se prolongar durante uns dias e é desafiante. Comecei com ansiedade extrema no início do verão, com ataques de ansiedade diários. Neste momento não tenho ataques de ansiedade, aprendi a geri-los mas tenho estes pensamentos que quero muito mudá-los e preciso disso para sentir que estou a viver a minha vida. Sei que é recente mas quero perceber se é normal ou se é algum distúrbio.
    Não tomo medicação antidepressiva ou para a ansiedade, e não pretendo tomar. Tomo medicação para a ansiedade mas medicação natural.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Parabéns, antes de mais nada, pelo seu investimento na psicoterapia e pelo enorme progresso que já alcançou! Conseguir lidar e conter os ataques de pânico e aprender a geri-los é uma enorme vitória.

    O que descreve é absolutamente normal e muito comum. Não significa que tem um novo distúrbio, mas sim que está a experienciar o que chamamos de "medo do medo" (ou trauma do próprio episódio de desrealização). São episodios tão assustadores, que causam mesmo impacto da nossa mente e no nosso corpo.

    A hipervigilância do cérebro: Como a desrealização foi vivida como algo traumático no início do verão, o seu sistema de alerta ficou "altamente sensível". Agora, qualquer pequena alteração sensorial, como ver as coisas com mais definição ou nitidez é interpretada pelo cérebro como um sinal de perigo iminente. É este esforço inconsciente de se monitorizar para garantir que está "bem" que acaba por gerar a ansiedade que se prolonga por dias.

    O piloto automático: É apenas uma defesa residual de um sistema nervoso que ainda se sente cansado e sob ameaça, e não um estado permanente.

    O caminho a seguir na sua terapia:
    Como este processo ainda é muito recente, o foco agora é levar estes episódios específicos para as suas sessões semanais. O segredo para desarmar este ciclo não é lutar contra a sensação de irrealidade, mas sim retirar-lhe o poder catastrófico. Quando o seu cérebro perceber que sentir-se "estranha" por uns momentos não é perigoso, o alarme deixa de tocar e a presença real regressará de forma natural e fluida.

    Dê tempo ao tempo. Está no caminho certo e tem todas as ferramentas para recuperar a sua autonomia emocional!


  • Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei

    Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei mais o que fazer..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    O nosso cérebro é incrível, mas às vezes precisa mesmo de um descanso.

    Essa sensação de estar constantemente a criar "filmes" na cabeça e a pensar sempre no mesmo é, na verdade, um sinal de que a sua mente está exausta e a trabalhar em excesso para tentar gerir alguma angústia invisível.

    Na psicoterapia de orientação psicanalítica, compreendemos que este fluxo incessante de pensamentos funciona, muitas vezes, como uma defesa inconsciente: o cérebro projeta cenários e hipóteses futuras para tentar manter o controlo ou para evitar entrar em contacto com sentimentos mais profundos e dolorosos que ainda não consegue processar.

    Como dar esse descanso ao seu cérebro?

    Não lute contra os pensamentos: Tente apenas observar esses "filmes" como ideias passageiras, e não como factos reais.

    Foque-se no presente: Quando a mente começar a acelerar, traga a sua atenção de volta para o corpo, para a respiração ou para o espaço físico ao seu redor.

    Compreenda o que está por trás: Na psicoterapia de orientação psicanalítica, criamos um espaço seguro para traduzir o que estes pensamentos repetitivos estão a tentar comunicar. Quando desvendamos e tratamos a angústia de fundo, a mente pacifica e o cérebro pode, finalmente, descansar.

    Permita-se receber ajuda para aliviar este peso mental e recuperar a sua paz.


  • Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E te

    Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim...
    E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Esta dúvida é profundamente humana e, ao contrário do que possa temer, não significa de todo que tenha algo de "grave" ou patológico consigo. Pelo contrário: demonstra uma enorme capacidade de auto-observação e honestidade interna.

    Na psicoterapia de orientação psicanalítica, compreendemos que esta questão toca nas nossas estruturas mais primitivas de vinculação:

    As nossas primeiras relações: Quando somos bebés, aprendemos a amar quem cuida de nós exatamente pelo que fazem por nós (dar colo, alimentar, proteger). Esse amor utilitário é a base da nossa sobrevivência.

    A transição para a maturidade emocional: À medida que crescemos, começamos a integrar que os outros são pessoas inteiras, com desejos próprios e independentes de nós. Contudo, na vida adulta, é perfeitamente normal que o afeto continue a ser uma mistura das duas coisas. Gostamos de quem nos valida, nos apoia e nos faz sentir seguros.

    A sensação de "gravidade": Muitas vezes, o medo de ser "interesseiro" ou incapaz de amar genuinamente esconde uma insegurança profunda sobre o próprio valor (como se precisasse de "fazer muito" para merecer o amor do outro, projetando essa mesma dinâmica nas suas relações).

    Em psicoterapia, este é um excelente ponto de partida para compreender como se estruturaram as suas primeiras relações de afeto e como pode construir laços mais livres, seguros e com menos culpa. Não há nada de errado consigo; há apenas um caminho de autodescoberta para percorrer.


  • Boa tarde, é possível corrigir a gaguez derivada da ansiedade? Frequento um psicólogo que não me con

    Boa tarde, é possível corrigir a gaguez derivada da ansiedade? Frequento um psicólogo que não me consegue ajudar muito nesta situação, e é um dos meus principais desafios no que toca até à autoconfiança. E denegrindo esta, aumenta por conseguinte a gaguez a falar. O que posso fazer? É corrigível a nível médico?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia.
    Sugeria terapia da fala.
    Boas festas.


  • Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q

    Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q sou ansiosa, outras dizem q não tenho paciência, que estou sempre irritada, outras dizem que sou intolerante.... Reparei que todas estas características são parecidas... O que será que eu tenho??!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia.
    Ir a uma consulta de psicologia, eventualmente iniciar uma psicoterapia parece-me ser um bom ponto de partida, para que possa responder a essa importante questão.
    Se as características que apontam em si, a fazem questionar, refletir sobre si, eventualmente até desejar tentar compreender-se e sentir-se melhor, penso que poderá ser um bom começo. Tudo a correr bem. E votos de um bom ano 2022.


  • Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que fico

    Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que ficou em casa está ainda pior..
    Tem 18 anos e acho que tem alguns sintomas de TOC, pois verifica várias vezes as coisas antes de sair de casa e prefere sempre não conviver com pessoas para alem de um grupo muito restrito
    Deve ser visto por um especialista?
    Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia, concordo que seja observado. As melhoras.


  • A dor no meio do tórax pode ser um sintoma de Covid-19? Eu sofro de ansiedade e ataques de pânico p


    A dor no meio do tórax pode ser um sintoma de Covid-19?
    Eu sofro de ansiedade e ataques de pânico poderá também ter haver com isso?
    Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Pelo que se sabe os sintomas do Covid-19 podem incluir febre, tosse e falta de ar. A ansiedade é uma verdadeira tormenta. Às vezes são rasgões ao estado de alma que impossibilitam a leveza e a mínima felicidade. Este período que estamos a viver neste momento constitui-se como uma verdadeira prova de fogo às problemáticas que antes do Covid-19 já traziamos. Com frequência os pacientes expressam dores (que não sendo justificadas por nenhuma razão física), constituem-se como dores somáticas, dando conta de uma impossibilidade de pensar e de um sofrimento sem comparação. A Psicoterapia é fundamental. Desejo as suas melhoras.


  • Olá boa tarde...de momento estou noutro país e a pensar regressar nos finais de junho porque não est

    Olá boa tarde...de momento estou noutro país e a pensar regressar nos finais de junho porque não estou a conseguir encontrar ajuda aqui. Tenho tido várias crises de pânico , não consigo dormir , não consigo controlar os meus pensamentos sinto-me cada vez vez mais sufocada e com medos não estou a conseguir fazer o meu dia a dia normal, sinto-me limitada E já não sei se aguento até ir embora. Gostava de uma opinião... Muito obrigado até breve

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Existem serviços de Psicoterapia via Skype que me parecem poder ser adequados até o seu regresso. A sintomatologia que descreve como crises de pânico, insónia, pensamentos repetitivos e mal-estar generalizado, dão conta de um sofrimento psíquico muito grande. Não havendo possibilidade de bons pensamentos, o sintoma vai para o corpo. Procure sim um psicoterapeuta para a ajudar a elaborar o pensamento e reduzir as manifestações físicas de sofrimento psicológico. As suas melhoras e boa sorte. Um abraço, Paula Henriques


  • bom dia! Desde Abril do ano passado que Sofro de transtorno de ansiedade generalizada causada por e

    bom dia!
    Desde Abril do ano passado que Sofro de transtorno de ansiedade generalizada causada por excesso de trabalho e por um companheiro com quem estou à 12 anos que desde à 2 anos para cá só sabe criticar tudo o que faço, anda sempre arrogante e mal disposto, mudei de trabalho e estou medicada com paroxetina 20 (manha) e sedoxil e à noite 1 comprimido de quitipina e inderal 10 3 x dia. Estou a tentar reduzir aos poucos a medicação uma vez que mudei de trabalho e as coisas melhoraram relativamente. O meu problema é o meu companheiro que se torna insuportável pois está sempre de mal com a vida e descarrega em mim. não sei como resolver este assunto pois é certo que é isto que me faz ter crises ainda de ansiedade. Eu acho que ele é bipolar por causa das duas variações de humor. Não sei o que fazer... já pensei na separação mas ameaçou-me logo caso eu fizesse isso, quero ficar bem pois tenho uma menina com 12 anos para criar que é o meu porto de abrigo. Ajudem-me... o que devo fazer? Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Viver em tamanho sofrimento é muito desgastante. A Psicoterapia de Orientação Psicanalítica, é, segundo a minha convicção profissional, o melhor investimento que um ser-humano pode fazer por si próprio. Por Amor por Si, dê-se ao direito... faça um processo de análise, procure um/a psicóloga/o nesta área. As melhoras, Paula Henriques


  • Transtornos do comportamento

    Boa noite eu tenho um filho com muitos problemas a nivel escolar não estuda .não convive com os amigos esta sempre sosinho na escola .e uma criança muito fechada so no mundo dele e não vai a escola .. O que me aconselham?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Ver os filhos crescer é das possibilidades mais extraordinárias da existência humana. No entanto, com as alegrias podem surgir também grandes preocupações. É de facto complicado lidar com situações difíceis dos nossos filhos e sentirmo-nos de certa forma impotentes. Envolve sofrimento e ninguém merece sofrer sozinho. Sugiro apoio psicológico. As melhoras.


  • Fobia específica

    Boa noite,o meu marido tem 59 anos conduziu toda a vida,de a uns tempos para cá fica muito ancioso de passar em pontes. É quase uma fobia, até o pé começa a tremer e o carro quase aos solavancos. Está a sofrer muito com isso e não sabe dizer porquê. Por favor peço ajuda,por onde havemos de começar para resolver este problema ?Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Quer se trate de uma ansiedade generalizada ou de uma fobia específica, não há necessidade de se viver em tamanho sofrimento. Chega a ser incapacitante e muito desgastante. Consulte uma/um especialista em Psicologia. Sugiro veementemente o início deste acompanhamento. As melhoras.


  • Alterações da libido

    Boa noite doutor,
    Tenho 34 anos e sofri uma separação recente (fevereiro deste ano) da qual resultou uma depressão.
    Fui consultado por um psicólogo e em seguida por um psiquiatra, o qual me receitou 3 medicamentos, paroxítina, trazodona e victan. Fiz o tratamento durante 2 meses. Após esse período conheci uma namorada e comecei a minha vida sexual, mas notei que tinha falta de libido e a ereção não era total. Deixei de tomar a mediação sem fazer o desmame. Como andava no ginásio, decidi fazer um ciclo para ganhos de massa muscular, usei durante 5 semanas (2× por semana 1ml) de testoviron. A minha vida sexual manteve se igual, pouca ereção e a libido também era quase nula. Decidi procurar um urologista, fiz análises e ecografia ao sistema reprodutor e bexiga, estando tudo normal. O mesmo receitou me ve-150, sargenor e proviron. Fiz o tratamento e não houve melhoras significativas. Passados 6 meses decidi procurar outro urologista, o qual receitou me um medicamento genérico equivalente ao Cialis. Ainda não experimentei, mas certamente que só irá fazer efeito após a toma. O que deverei fazer para aumentar a libido e a ereção? Tenho uma namorada muito ativa, quer ter relações constantemente, e não consigo satisfaze-la. O que devo fazer?
    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Excluídos fatores orgânicos sugeria início de uma Psicoterapia. É bastante eficiente. Julgo ser necessário elaborar a sua vida psíquica através de consultas de psicologia. As melhoras.


  • Hipnosis

    Qual a vossa opiniao sobre o uso de hipnotismo para deixar de fumar? e se essa pessoa for toxico-dependente??

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Sou mais adepta de psicoterapia de orientação psicanalítica. As melhoras.


Perguntas frequentes

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