Perguntas do paciente (32)

  • Psicoterapia

    Qual a diferença entre consultas de psicologia e psicoterapia? Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Sem querer repetir-me, faço minhas as respostas dos colegas. A Psicologia é uma ciência social e humana. A Psicoterapia é o caminho, rumo e/ou "veículo"'que a psicóloga utiliza para ajudar a elaborar a vida psíquica dos pacientes. Existem vários tipos de psicoterapia, sendo que sou adepta da Psicoterapia Psicanalítica. Continuação de boas reflexões e pensamentos.


  • Transtorno da personalidade anti-social

    Boa tarde, eu gostaria de saber se e normal uma pessoa de 52anos não conseguir comunicar com pessoas no trabalho e em casa mas mais no trabalho? Que me esta a prejudicar imenso.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Poderá tratar-se de uma dificuldade em entrar em relação. Reconhecendo-nos como seres sociais, poderá estar a existir algum sofrimento psicológico. Posto isto, parece-me de extrema importância olhar para a situação que descreve e pensar sobre novos olhares para a tratar. Sugiro acompanhamento psicológico urgente. As melhoras.


  • Depressão

    Tenho 48 anos, sexo masculino, sou seguido em consultas de psiquiatria desde 1991. O meu diagnóstico é TOC associado a depressão secundária, com grande componente ansiosa. Tive um episódio convulsivo em 1993 com Anafranil, após o qual efectuei ECG e TAC (e mais tarde, já em 2014, RM). As alterações descritas nos relatórios dos referidos exames não são valorizadas pela neurologia. Efectuei o último ECG em 2014 e mantinha a indicação de "actividade paroxística em projecção temporal esquerda" (mais uma vez sem valorização pela neurologia). A depressão é, actualmente, o meu maior problema, aquilo que verdadeiramente me incapacita. Tenho vindo a consultar diversos psiquiatras ao longo dos anos, mas não sinto melhorias com os tratamentos. Também muitos desses psiquiatras, seja logo na primeira consulta, ou algumas consultas depois, demonstram uma forma displicente de me tratar, razão que me leva a andar sempre a mudar de médico. Tive agora uma consulta, numa Clínica, e a médica psiquiatra que me atendeu disse-me que eu estava já demasiado "psiquiatrizado", que é minha responsabilidade sair do papel de doente e que a razão dos psicofármacos (sobretudo os antidepressivos) não actuarem tem a ver com o facto de o "psicológico" não os deixar actuar. Ou seja, eles actuam nos neuro-receptores, mas depois o "psicológico" trava o seu efeito. Ora, eu faço psicoterapia há 6 anos, sempre com a mesma psicóloga, com quem tenho uma excelente relação terapêutica. A minha questão é: sentindo-me cada dia mais angustiado, sem energia ou sequer vontade de viver, estado este agravado pelas constantes decepções relativamente à psiquiatria, pergunto se há algo que, de facto, a psiquiatria possa fazer por mim, no sentido de me dar o mínimo que seja de qualidade de vida e a possibilidade de retomar a minha actividade profissional (interrompida há mais de um ano)? Muito obrigado pela atenção que este texto, porventura demasiado longo (as minhas desculpas), lhes possa merecer.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Igualmente lamento o curso negativo da doença. Atrevo-me a sugerir e privilegiar uma opinião/ avaliação / (re) avaliação em Psicanálise/Psicoterapia Psicanalítica. As suas melhoras.


  • Ataque de Pânico

    Passados largos meses de um ataque de pânico ao qual não liguei por não saber o que era, surgiu outro, que me abalou bastante. Desde aí, a vida mudou, ansiedade generalixada, talvez. Causou perda de apetite, algum isolamento, insónia, medo de não conseguir dormir e neurose de que '' estou assim, mal ''.
    Qual é terapia mais indicada neste caso?
    TCC?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Costumo pensar na ansiedade e nas suas expressões como fraturas da "alma". As piores, as que não são visíveis aos olhos. São de grande sofrimento. Sugiro uma Psicoterapia de Orientação Dinâmica (psicoterapia psicanalítica). Um abraço e rápidas melhoras. Ao dispor, Paula Henriques.


  • Transtornos do Comportamento Infantil

    Boa noite,

    Tenho um filho que em setembro faz oito anos e que me preocupa muito. É uma criança muito revoltada. À mínima situação que não corresponda aos seus interesses ou expectativas, reage de forma nervosa, com raiva embora sem agressividade. Parece sempre zangado com tudo e todos. Sempre infeliz. A vida com ele torna-se difícil. Um simples lavar os dentes, despir, chamar para vir para a mesa etc torna-se uma situação de stress. Na escola relaciona-se bem com os colegas que não o discriminam, embora as suas reações de falar alto e de reagir a tudo com raiva e chorar façam que a maioria dos pais não o queiram a conviver mais proximamente com os seus filhos. O que me deixa naturalmente muito infeliz. A professora queixa-se da sua impulsividade e dificuldade de lidar com qualquer problema ao qual reage sempre impulsivamente e de forma revoltada. Quanto ao rendimento escolar não tem qualquer problema. É um bom aluno especialmente dotado para a matemática.
    É um menino muito ativo e tendencialmente está sempre em movimento. Já pensei se terá algum tipo de hiperatividade porque mesmo que esteja sentado está muitas vezes a mexer as mãos ou os pés.
    O que mais me preocupa é no entanto a sua dificuldade de reagir naturalmente à frustração e controlar os seus impulsos. Esta característica da sua personalidade prejudica-o a ele e a todos que o rodeiam. Existe algum tratamento para controlo e modificação de comportamento em criancas desta idade? Se sim, quanto tempo demoram em média os tratamentos até que uma possível mudança comportamental se verifique?
    Muito obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Como profissional e como pessoa só posso imaginar o seu sofrimento, angústia e desesperança. Sugiro uma Psicoterapia para compreensão global da problemática e intervenção adequada. Há solução. Um abraço, as melhoras e ao dispor.


  • Depressão

    Boa tarde!
    Tenho Esquizofrenia e estou a tomar Aripiprazol 10 mg há vários anos. Não estou a ser acompanhada por especialista neste momento.
    Fui a uma consulta de rotina hoje á médica de família, ao qual fui "ignorada" por completo.
    No entanto o meu estado está completamente alterado há vários meses, tendo mesmo pensado em suicídio desde há um tempo atrás, frisando que tomo a medicação habitualmente.
    Questiono o que deve fazer, se recorro a uma urgência ou só o serviço privado me poderá ajudar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Também concordo que deva recorrer a uma consulta de psiquiatria com alguma urgência. Ninguém precisa nos dias de hoje de viver em sofrimento constante. Em paralelo, sugiro veementemente um apoio em psicoterapia de orientacao dinâmica (psicanalítica). Ajuda muito na atenuação da sintomatologia. Um abraço e as melhoras tão rápidas quanto possível.


  • Transtornos Psicomotores

    Boa tarde Sr. Doutor ! A minha filha tem 44 anos tem a sua vida de casada e mãe , uma vida normal . Já é a 3º vez que se queixa a mim que em momentos tem a sensação que corpo e mente se separam , o corpo não age mas a mente sabe que ele tem que agir e ela não consegue. O que aconselham? Estou muito preocupada! Agradeço a vossa resposta .
    . Grata ! Edeviz de Melo.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Bom dia. Viver em tamanho sofrimento é muito desgastante. A Psicoterapia de Orientação Psicanalítica, é, segundo a minha convicção profissional, o melhor investimento que um ser-humano pode fazer por si próprio. A Sua Filha que faça um processo de análise, procure um/a psicóloga/o nesta área. As melhoras, Paula Henriques


  • Ansiedade

    Boa tarde, tenho passado por problemas familiares mas já à algum tempo que mudo de humor, choro, tenho ansiedade, irrito me com facilidade e até as vezes apetece me bater em alguém.
    O que poderá ser ? Que ajuda devo procurar ? Psicólogo, Psiquiatra ou outro ?
    Desde já agradeço a atenção dispensada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Face ao descrito e quando os sintomas permanecem e/ou se acentuam com o passar do tempo, parece-me importante consultar uma/um Psicoterapeuta. Boa sorte na sua decisão e escolha. As melhoras!


  • Depressão

    Tenho 49 anos e sou Assistente Social. Exerci funções de Diretora Técnica de uma IPSS com várias respostas sociais. Trabalhei nessa IPSS de Janeiro de 1993 a Setembro de 2017.
    Em 2005 tive uma "ligeira" depressão, até hoje tomo a mesma medicação, porque estou habituada e porque me dá segurança.
    Em 2014 tive de baixa médica 6 meses; Em 2016, após um episódio muito stressante e sem condições de trabalho, dirigi-me em desespero á minha USF e estive 12 dias de baixa; Em 2017, a minha médica de família disse-me que estava em Burnout e tinha que descansar. Estive de baixa 3 meses (Abril a Junho). Fui trabalhar o mês de Julho e foi horrível. Ansiedade, pânico, tristeza profunda com choro fácil, sentimento de impotência e de incapacidade, etc. Estive de baixa o mês de Agosto até 8 de Setembro. Fui a uma junta médica e disseram-me que podia continuar de baixa por muito mais tempo mas não seria remunerada. Não aguentei a ideia de ter que voltar a trabalhar e também não podia continuar de baixa porque não tinha mais nenhuma fonte de rendimento. A minha vida familiar não tem sido fácil, tenho 3 filhos com 17, 18 e 21 anos e eduquei-os sozinha desde que me separei, quando tinham 2, 3 e 6 anos. Toda a minha história de vida pessoal e profissional foi muito exigente, sobretudo a nível emocional, levando-me á exaustão. Em Setembro de 2017 despedi-me. Concordaram em dar-me uma compensação pelos anos que trabalhei lá, mas não tive direito ao subsidio de desemprego. Tenho ido a entrevistas de trabalho na minha área mas ainda não me sinto com discernimento nem capacidade para retomar um trabalho nesta área. Não sei fazer mais nada. Estou desesperada, tenho muito pressão da minha família e estou a ficar numa situação de precaridade a todos os níveis. O que poderei fazer? Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    A função de uma Direção Técnica pode mesmo ser exasperante, especialmente quando não existe um equilíbrio facilitador de bem-estar (dentro e fora das instituições). Já dizia Bion que as instituições também adoecem. Sugiro sem reservas uma boa Psicoterapia. As melhoras e coragem!


  • O meu filho está a passar uma fase má, tem 18 anos namora a 23 meses com uma menina que era um amor,

    O meu filho está a passar uma fase má, tem 18 anos namora a 23 meses com uma menina que era um amor, amiga sem vícios, estudiosa mas agora diz que não aguenta as consequências do amor e terminou a relação, ele não come só chora diz que quer morrer, estou aflita porque não sei o que fazer acho que está a entrar em depressão, o que fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    Ao longo da vida passamos por vários encontros e desencontros, amores e desamores, "casamentos" e "divórcios" (no sentido simbólico). Lidar com as perdas e consequente luto associado nem sempre é fácil. Marque uma consulta de Psicoterapia. Ajudará seguramente. As melhoras.


  • Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolve

    Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolver um transtorno de ansiedade sem grandes resultados. E vejo muitos casos bem mais graves que o meu que tomam antidepressivos e ficam bem! Acho que já consegui os resultados esperados da psicoterapia, aceitar os sintomas, viver com eles, não tenho qualquer ataque ou fobia mas diversos sintomas continuam. E uma qualidade de vida muito pobre... Quero evitar medicamentos a todo custo devido aos efeitos secundários e sempre acreditei na psicoterapia mas começo a duvidar. Qual é na verdade os resultados que tem com os seus clientes? Sei que ansiedade é normal em certas situações sempre a tive em toda a minha vida mas desde que entrei em crise é disfuncional e constante... Só quero a minha vida de volta!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    "Querer a minha vida de volta" é algo que costumo ouvir com frequência... a ansiedade é como uma fratura exposta na alma de quem a vive. A verdade é que não está exposta e é vivida na grande maioria das vezes em silêncio e com grande sofrimento. Incapacita e impossibilita uma vida com qualidade. Não há receitas, mas a psicoterapia é fundamental. Pode demorar.


  • Como saber se tenho Infantilismo

    Como saber se tenho Infantilismo Sexual?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Paula Henriques

    A maturidade sexual e eventuais problemáticas adjacentes poderão ser avaliadas no decorrer de uma psicoterapia. Não deixe de procurar ajuda, para melhor se perceber e entender o que se passa.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no Doctoralia.com.pt, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.