Perguntas do paciente (17)
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Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas
Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá,
Quero começar por reconhecer a coragem que foi necessária para partilhar tudo isto. O que descreve envolve situações muito exigentes, dolorosas e, em vários momentos, profundamente desrespeitadoras. É compreensível que se sinta confusa e emocionalmente dividida.
A ambivalência que sente — por vezes sentir amor, noutras afastamento ou incompreensão — é frequente quando há vínculo, história partilhada e também sofrimento acumulado. Isso não significa que esteja “maluca”. Significa que precisa de espaço seguro para pensar e sentir com clareza.
Procurar apoio psicológico é um passo importante. Pode fazê-lo individualmente, para cuidar de si, fortalecer-se e organizar decisões. E, se ambos estiverem disponíveis, a terapia de casal ou mesmo familiar pode também ser um espaço estruturado para trabalhar padrões, limites, comunicação e proteção da criança.
Pedir ajuda não é sinal de fraqueza nem significa que “nada vai mudar”. Pelo contrário, é muitas vezes o primeiro passo para que algo mude — dentro de si e, se for possível, na dinâmica da relação.
Disponível para a ajudar,
Cumprimentos,
Rossana Ferreira
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A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler be
A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram na sala com a professora. Este ano começou piano e aprende com uma facilidade impressionante. Começo a ficar preocupada pois não sei como a motivar. Ela é uma menina tímida e sensível e parece-me que a professora não gosta muito disso. Como faço para ajudar a ter mais atitude e ultrapassar a frustração (ela muitas vezes dissem que a chamam de burra? Como incentivá-la a ter boaa notas, a tirar dúvidas? Ela é um doce mas cada vez está mais perdida e triste e eu estou preocupada com ela pois acredito que esta situação ainda vá piorar com o avanço da escola.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Compreendo a sua preocupação — quando sentimos que um filho começa a ficar mais triste, desmotivado ou a duvidar de si próprio, isso inquieta-nos profundamente. Pelo que descreve, a sua filha tem competências sólidas: lê bem, tem boa memória e demonstra uma facilidade impressionante na aprendizagem do piano. Isto sugere que a questão poderá não ser cognitiva, mas antes emocional e relacional. Crianças tímidas e sensíveis tendem a ser mais vulneráveis ao olhar do outro, ao medo de errar e à frustração, o que pode interferir com a participação em sala de aula e, consequentemente, com o rendimento.
O facto de ela dizer que lhe chamam “burra” é um sinal que merece atenção. Comentários repetidos desse tipo fragilizam a autoestima e podem levar à desmotivação, evitamento e até a bloqueios na aprendizagem. Quando uma criança começa a acreditar que “não é capaz”, mesmo tendo capacidade, o desempenho tende a refletir essa crença.
Mais do que focar nas notas, poderá ser importante reforçar o esforço, validar as emoções e ajudá-la a nomear o que sente sem desvalorizar. Manter uma comunicação próxima com a professora, de forma colaborativa, também pode ser útil para perceber como está a ser acompanhada em contexto de sala e se precisa de um olhar mais atento e encorajador. Paralelamente, é essencial proteger e fortalecer as áreas onde ela se sente competente — como o piano — para que a identidade dela não fique reduzida ao desempenho escolar.
Caso a tristeza, a insegurança ou a desvalorização se mantenham, um acompanhamento psicológico infantil pode ser um passo preventivo e estruturante.
Na Family Clinic, o acompanhamento é feito de forma integrada, envolvendo a criança e os pais, ajudando a trabalhar autoestima, regulação emocional, tolerância à frustração e competências sociais. O objetivo não é apenas melhorar notas, mas fortalecer a confiança interna da criança, para que se sinta capaz, segura e mais participativa no seu percurso escolar e pessoal.
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Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extrem
Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me provocam esse sentimento, começo a ver tudo com mais definição e a minha cabeça começa a levar-me logo para um "sitio de ansiedade" e medo inconsciente de ter algum episódio de desrealização. Tenho receio porque não quero continuar assim para sempre, e tenho medo que isto controle a minha vida e nunca mais sinta que estou presente e a viver a minha vida, e não em piloto automático. Na maioria dos momentos sinto que estou aqui, no entanto, quando tenho estes momentos a ansiedade acaba por se prolongar durante uns dias e é desafiante. Comecei com ansiedade extrema no início do verão, com ataques de ansiedade diários. Neste momento não tenho ataques de ansiedade, aprendi a geri-los mas tenho estes pensamentos que quero muito mudá-los e preciso disso para sentir que estou a viver a minha vida. Sei que é recente mas quero perceber se é normal ou se é algum distúrbio.
Não tomo medicação antidepressiva ou para a ansiedade, e não pretendo tomar. Tomo medicação para a ansiedade mas medicação natural.RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde,
Antes de mais, é importante reconhecer o caminho que já fez. Passou por episódios intensos de ansiedade, com desrealização, e neste momento já não tem ataques diários — isso mostra capacidade de autorregulação e trabalho terapêutico consistente.
O que descreve agora — momentos pontuais de sensação de menor presença, hipervigilância (“ver tudo com mais definição”) e medo de que volte a acontecer um episódio — é muito frequente após experiências de ansiedade extrema. Muitas vezes não é um novo problema, mas sim o sistema nervoso ainda sensível, com receio de regressar a um estado que foi vivido como assustador. O medo da desrealização pode, por si só, reativar ansiedade e prolongar o desconforto durante alguns dias.
Estes fenómenos, quando surgem no contexto de ansiedade já diagnosticada e em acompanhamento, tendem a ser manifestações residuais do próprio quadro ansioso, e não necessariamente um novo distúrbio. O mais importante é perceber que a tentativa constante de “não voltar a sentir” pode aumentar a vigilância interna e manter o ciclo ativo.
É positivo que esteja em psicoterapia semanal. Talvez seja útil trabalhar especificamente o medo do medo — a relação que criou com a desrealização — e estratégias de ancoragem ao presente que não passem pelo controlo excessivo da experiência. A recuperação raramente é linear; oscilações fazem parte do processo.
Na Family Clinic trabalhamos com uma abordagem integrativa focada na regulação do sistema nervoso, na compreensão do trauma associado a episódios de ansiedade intensa e na reconstrução da sensação de segurança interna. O objetivo não é apenas reduzir sintomas, mas ajudá-la a recuperar a confiança de que pode estar presente na sua vida sem viver em antecipação constante.
O facto de procurar compreender o que está a acontecer já é um sinal de consciência e compromisso consigo. Com acompanhamento adequado, é possível que estes episódios se tornem cada vez menos frequentes e menos assustadores.
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Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo
Bom dia
Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?RESPOSTA DO MÉDICO:
O que descreve é mais frequente do que parece, sobretudo quando existiu um momento de instabilidade que ativou medo de perda. Quando sentimos que podemos perder a relação, o sistema emocional entra em alerta e a mente começa a procurar certezas. Surgem então pensamentos repetitivos como “será que gosto mesmo?” ou “e se estou a confundir amizade com amor?”, que muitas vezes são mais expressão de ansiedade do que ausência de sentimento.
O facto de haver dias em que se sente tranquila, feliz e ligada a ele sugere que o vínculo existe. O que parece estar a acontecer é um ciclo de dúvida e ruminação: quanto mais tenta ter uma resposta definitiva, mais a ansiedade aumenta e mais os pensamentos regressam.
Em vez de procurar uma certeza absoluta, pode ser mais útil observar como se sente na relação em termos de respeito, segurança emocional e autenticidade. A clareza tende a surgir quando a ansiedade diminui, não quando é forçada.
Se estes pensamentos ocupam grande parte do seu dia e lhe causam sofrimento, um acompanhamento psicológico pode ajudá-la a compreender a origem desta insegurança — medo de abandono, necessidade de controlo, experiências passadas — e a desenvolver estratégias para interromper o ciclo de dúvida constante.
Na Family Clinic encontrará um espaço seguro e estruturado para explorar estas questões, fortalecer a sua segurança interna e aprender a diferenciar ansiedade de sentimento real, permitindo-lhe viver a relação com maior serenidade e consciência.
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Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular
Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
Esta situação afeta me muito, muito, e causa me depressão.
Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto. Preciso de um terapeuta que saiba como reconstruir os afetos.
Não pretendo psicoterapia para "lidar com o luto".
Procuro uma terapeuta experiente em lidar com pessoas, que goste de lidar com famílias e que goste verdadeiramente de ajudar a reunir famílias.RESPOSTA DO MÉDICO:
O afastamento entre irmãos, mesmo quando não houve conflito direto, pode ser profundamente doloroso. Quando o vínculo existiu e foi significativo, a distância emocional tende a ser vivida como uma perda ambígua — não há uma rutura clara, mas há uma sensação de vazio e de algo que se foi diluindo com o tempo. É compreensível que isso a esteja a afetar e a gerar sintomas depressivos.
O facto de continuar a querer reconstruir a relação mostra que o afeto não desapareceu em si. No entanto, os vínculos não dependem apenas da intenção de uma das partes. Muitas vezes é necessário compreender o que mudou na dinâmica, quais os padrões que se instalaram ao longo dos anos e que expectativas cada uma carrega.
Mais do que “lidar com o luto”, o que procura faz sentido: um espaço terapêutico focado na reconstrução de vínculo, comunicação e proximidade emocional. A terapia familiar ou fraterna pode ajudar a criar um contexto seguro onde seja possível falar do afastamento sem acusação, clarificar mágoas silenciosas e reativar pontos de ligação.
Na Family Clinic trabalhamos precisamente numa perspetiva relacional e sistémica, com experiência em dinâmicas familiares e reconstrução de afetos. Podemos acompanhá-la individualmente, ajudando-a a organizar emoções e estratégias de aproximação, ou, se houver disponibilidade da sua irmã, criar um espaço conjunto de mediação terapêutica.
Reconstruir laços é possível quando existe vontade e um enquadramento adequado. Ter apoio especializado pode fazer a diferença para que essa reaproximação aconteça de forma saudável e sustentável.
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Minha mãe faleceu de paragem cardíaca a partir daí fiquei com ataques de pânico e ansiedade levanto
Minha mãe faleceu de paragem cardíaca a partir daí fiquei com ataques de pânico e ansiedade levanto - me muitas noites com a garganta e a boca seca com dificuldade em respirar não sei que fazer, tomo concord para o coração, por vezes é muito assustador pois penso que vou morrer, com a dificuldade em respirar e o aperto no peito e fico com o corpo todo a tremer..,
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sinto muito pela perda da sua mãe e pela intensidade do que tem vivido desde então. Os sintomas que descreve são comuns em quadros de ansiedade e pânico, mas compreendo como podem ser assustadores. A psicoterapia pode ajudá-lo(a) a compreender melhor estas reações, aprender estratégias para lidar com elas e recuperar segurança. Se desejar, podemos agendar uma primeira sessão individual para avaliar juntos o melhor caminho.
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Sofro de ansiedade generalizada (?) dede muito cedo, já tive episodios de depressão,vivo muito os pr
Sofro de ansiedade generalizada (?) dede muito cedo, já tive episodios de depressão,vivo muito os problemas da família próxima. Sou obesa, ja fiz by pass, voltei a engordar, fui a nutricionistas e a médicos com medicação. Emagressia e voltava a engordar. Ha cerca de dois anos tinha o peso que queria mas fui aumentando lentamente, agora em dia engordo muito. As refeições principais sigo a dieta mais restitiva mas a oartir dao fim da tarde e depois do jantar naoconsigo entar comer bolachas, pão e coisas salgadas, embora sejam das. mais das que menos calorias têm. O neurologista e o medico de família chamou a esta situc de bolimia mas nao provoco vómitos. Tenho 68 anos, não faço exercício físico porque tenho problemas nos pés, a hidroginastica e o malhor mas vou adiando. Estou medicada e sou seguida por medicde família e pelos de emagrecimento, inclusivé endocrinologista. Da tiróide só tenho hiperparatidoitismo a tentar controlar. Estou convencida que só com ajuda de psicoterapia para controlar o obsessão pelos petiscos salgadosque como. Deito-me tarde pois é a partir dafim do dia que fico activa. De manhã sinto-me mal disposta e por vezes volto a deitar-me. As minhas 2 filhas e os 2 netos peocupam-me, especialmente a que vive em Sitra com o flho, que estão também a fazer psicoterrapia e consultas de psiquiatra, com a nossa ajuda, aliás, do meu marido. Nao sei como poderei aguentar monetáriamente estes tratamentos mas sei que há associações que ajudam. Preciso pois de saber se optar pelos vossos serviços, o tempo e constância do tratamento que terá de ser on line, podendo eventualmente ir a algumas consutas presenciais.
Espero ter esclarecido a situação mas poderei dar mais informacões.
Cumprimentos.RESPOSTA DO MÉDICO:
Agradeço a partilha tão detalhada e honesta sobre a sua história e os desafios que tem vivido. Compreendo a complexidade da situação e a forma como diferentes fatores — emocionais, familiares, físicos e médicos — se entrelaçam. A psicoterapia pode, de facto, ser um espaço valioso para compreender melhor estas dinâmicas, encontrar estratégias de regulação e reduzir a relação compulsiva com a comida.
As sessões podem ser realizadas online, de forma regular, e avaliamos em conjunto a necessidade de encontros presenciais pontuais. A frequência e duração do acompanhamento são ajustadas de acordo com os objetivos e o ritmo de cada pessoa. Se desejar, podemos agendar uma primeira consulta exploratória para definir o melhor plano para si.
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Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todo
Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todos os verões comigo em minha casa neste momento estou a passar uns meses na casa dele, ele tem me deixado sozinha varias vezes para estar com amigos e acaba por dormir fora de casa sem me avisar, fiquei chateada com a situação só depois de uns dias é que fui falar com ele da situação de como isso me incomodou, eu falei a minha perspetiva de como me sentia mas parece que fui ignorada isto nunca aconteceu na minha relação e tenho sentido um distanciamento por parte dele e eu me aproximo dele para conversar/namorar ele nem me olha nos olhos não me toca ele diz que se sente confuso e tem que muita coisa na cabeça e não fala comigo já lhe pedi varias vezes o que faço?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada pela partilha tão clara da sua situação. O que descreve mostra sinais de distância emocional e de falta de comunicação na relação, o que naturalmente gera insegurança e sofrimento. Em psicoterapia pode encontrar um espaço seguro para compreender melhor o que sente, fortalecer os seus limites e avaliar o que deseja e precisa numa relação. Se fizer sentido para si, podemos marcar uma primeira consulta online para explorar juntos o caminho mais adequado.
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Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular
Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
Esta situação afeta me muito e causa me depressão.
Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil da parte dela, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto Preciso de um terapeuta que saiba fazer com que os afetos voltem a vir ao de cima.RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada por partilhar tão abertamente o que sente. O afastamento de alguém tão próximo, como uma irmã, pode gerar uma dor profunda, sentimentos de perda e até sintomas depressivos, mesmo quando não houve conflito direto. Na psicoterapia individual, o foco será compreender como esta distância afetou o seu bem-estar, explorar os sentimentos de luto e saudade e ajudá-la a identificar estratégias para recuperar a sua própria estabilidade emocional, fortalecer os laços afetivos que ainda são possíveis e lidar com a frustração da resistência da outra pessoa. É um processo de cuidado consigo mesma, que muitas vezes permite que, mesmo quando não controlamos a reação do outro, possamos reconectar-nos com o afeto e a presença emocional de forma mais segura e consciente. Se desejar, podemos marcar uma primeira sessão para explorar juntos este caminho.
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Boa tarde, sinto que estou sempre ansiosa, e que fico um bocado nervosa em situações menos boas. Est
Boa tarde, sinto que estou sempre ansiosa, e que fico um bocado nervosa em situações menos boas. Estou sempre a pensar que algo mau vai acontecer. Nao consigo olhar para um espelho e tirar fotos so se necessário. Sinto me mal por ser assim, e muito insegura. Tenho uma filha de quase um ano, e nao quero transmitir esta insegurança toda..
RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada pela sua partilha tão sincera. O que descreve mostra sinais de ansiedade e insegurança que, naturalmente, pesam no dia a dia e na relação consigo mesma e com a sua filha. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender melhor estas emoções, a ganhar confiança e a encontrar formas de se sentir mais segura e presente. Se desejar, podemos agendar uma primeira sessão individual para explorar juntos este caminho.
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Olá, a minha esposa tem um problema de (TOC) e eu gostaria de a ajudar convosco, ou até eliminar o p
Olá, a minha esposa tem um problema de (TOC) e eu gostaria de a ajudar convosco, ou até eliminar o problema. Ou seja, a minha esposa necessita de quando passa num interruptor de luz,tocar várias vezes ao dia durante alguns segundos, assim como também se passa o mesmo com torneiras, botões de autoclismo, lavar as mãos com água corrente, lavar loiça á mão,porta do carro, cinto de segurança etc... Mas quando chega a noite antes de deitar,ela faz o mesmo procedimento mas já com alguns minutos em cada interruptor, almofadas etc... Isto tem vindo a piorar bastante e ela fica exausta mesmo eu tentando que ela não o faça, puxando-a etc... Já falei com ela várias vezes para fazermos um tratamento mas ela recusa sempre e foge ao tema da conversa. Gostaria de saber a vossa opinião e ajuda, quais são os passos a dar para que ela tenha uma vida saudável sem este problema.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada pela partilha da sua preocupação. O que descreve corresponde de facto a sintomas de Perturbação Obsessivo-Compulsiva (TOC), que podem ser muito desgastantes para a própria pessoa e também para a família. Na Family Clinic o acompanhamento é sempre individualizado e a motivação da própria pessoa é essencial para iniciar tratamento. O primeiro passo será ela própria reconhecer a necessidade de ajuda e aceitar iniciar psicoterapia — até lá, poderá ser útil que a acompanhe num espaço terapêutico para aprender estratégias de apoio e gestão desta situação.
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Boa tarde. Sou uma pessoa com diagnostico de depressão crónica, saltei por vários doutores e medicam
Boa tarde. Sou uma pessoa com diagnostico de depressão crónica, saltei por vários doutores e medicamentos que experimentei e a longo prazo e nunca me ajudaram, decidi então terminar com tratamentos medicamentosos..
Apesar de andar com problemas, estar sem medicação ajuda-me a ultrapassa-los, mas pelo facto de não querer mais medicação, disseram me que não valia a pena acompanhamento psiquiatrico.
Fui então procurar ajuda psicologica, mas na consulta que realizei foi me dito que eu deveria procurar ajuda psiquiatrica devido aos meus problemas serem derivados de já bastante tempo atrás.
Não nego precisar de terapia, muito pelo contrário estaria bastante grata, como poderei proceder sobre esta situação?
Obrigada desde já.RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada pela partilha da sua experiência. Compreendo a frustração por já ter passado por diferentes profissionais e abordagens sem encontrar ainda o apoio adequado. Aqui na Family Clinic realizamos acompanhamento psicológico individualizado, que pode ser um espaço importante para compreender a sua história, lidar com os sintomas e encontrar novas formas de se relacionar com as suas dificuldades, independentemente da opção pelo uso de medicação. Se desejar, podemos agendar uma primeira sessão para definir o melhor plano de acompanhamento consigo.
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Como uma mãe pode ajudar um filho com depressão, além de procurar ajuda médica? O que fazer ,como ag
Como uma mãe pode ajudar um filho com depressão, além de procurar ajuda médica? O que fazer ,como agir?
RESPOSTA DO MÉDICO:
É muito importante que a depressão seja identificada e reconhecida pelo seu filho assim como pelos pais. Os pais têm um papel vital no apoio e recuperação mas deverá ser feito com o devido acompanhamento psicológico por forma a trabalhar da forma mais correta sem causar danos no filho com possíveis frustrações que possam sentir com o desespero de não conseguir ajudar. Parece-me que o primeiro passo já foi dado ao estar alerta e procurar ajuda será parte desse plano para que, entre todos possam ultrapassar este momento.
Ao dispor
Rossana Ferreira
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Mudei-me recentemente para o Porto e há mais de um ano que continuo o meu grupo terapêutico on-line
Mudei-me recentemente para o Porto e há mais de um ano que continuo o meu grupo terapêutico on-line de gays nos Estados Unidos. Infelizmente, é meia-noite e penso que está na hora de tentar encontrar um grupo no Porto. Existem grupos terapêuticos de língua inglesa para doentes LGBTQIA+ (acessíveis por autocarro ou metro) na zona do Porto?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Obrigada pela sua partilha. Aqui na Family Clinic o acompanhamento que realizamos é em formato individual, num espaço seguro e inclusivo, onde pode trabalhar as suas questões pessoais de forma confidencial. Relativamente a grupos terapêuticos LGBTQIA+ em inglês no Porto, não temos esse formato, mas podemos ajudar a pensar em recursos complementares caso deseje. Se fizer sentido, podemos agendar uma primeira sessão individual para avaliar as suas necessidades e objetivos.
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O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu j
O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu já fui diagnosticada com ansiedade mas acabei por não fazer tratamento psicológico regular. Infelizmente, com o passar do tempo a minha ansiedade piorou e agora tenho muitos pensamentos obsessivos, normalmente com imagens perturbadoras ou sexuais. Ultimamente, tenho tido pensamentos negativos em relação ao meu relacionamento de longa duração, com uma pessoa que eu amo muito. Sempre tivemos uma relação muito boa, somos melhores amigos, adoramos estar juntos, temos uma ótima vida sexual e objetivos de vida semelhantes. Do nada, comecei a ter pensamentos intrusivos sobre a relação, do tipo, “como posso ter a certeza absoluta que esta é a relação certa para mim?”, “e se perdermos atração um pelo outro?”. Eu sei que estes pensamentos não correspondem de todo ao que eu sinto, e é por isso que me perturbam imenso, e acabo por tentar neutralizá-los, nomeadamente, a argumentar comigo própria, a procurar no Google se isto é normal, para sentir mais conforto, a bater na madeira, e a analisar constantemente o meu estado de espírito para ver se encontro algo “errado”. As obsessões estão a começar a consumir muito do meu tempo e ao fim de algum tempo parecem horrivelmente reais, mesmo que eu saiba racionalmente que não são verdade. Nos dias em que não tenho pensamentos intrusivos, eu sinto-me outra vez feliz, normal e segura da relação. Isto pode ser TOC? Pergunto porque li na Internet que alguns doentes com TOC têm obsessões com as relações e comportamentos muito parecidos com os meus. Que tipo de tratamento existe para estas situações?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia, o sofrimento que apresenta enquadra-se no diagnóstico. A terapia é bastante importante para clarificar o que está a acontecer e realizar um trabalho completo relativamente a si e aos seus pensamentos e inseguranças de modo a que possa aprender a trabalhar e controlar as crenças obsessivas que a perturbam actualmente. Estou disponível para questões adicionais. Cumprimentos.
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Síndrome do Desamparo Aprendido
Síndrome do desamparo aprendido. É possível ter isto sem se ter passado por algo traumático? Estar se preso a uma vida sem querer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
É possível quando emocionalmente há algum tipo de carência emocional. Sugiro uma avaliação do estado emocional.
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Mindfulness
Quais os benefícios do Mindfulness na vida das pessoas! Obrigada!
RESPOSTA DO MÉDICO:
O mindfulness é uma ferramenta pessoal diária essencial para promover o seu autoconhecimento e autocontrolo. Permite ter efeitos excelentes na sua relação consigo próprio, no seu trabalho e nas suas relações. Esta ferramenta utilizada em contexto psicoterapêutico e aliado a outras estratégias é, muitas vezes essencial para o rumo da melhoria da saúde mental e do crescimento pessoal.
Autor
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…