Perguntas do paciente (41)

  • Eu sempre criei amigos na minha cabeça desde de criança até um namorado e até hoje sou amiga deles ,

    Eu sempre criei amigos na minha cabeça desde de criança até um namorado e até hoje sou amiga deles , mas lá no fundo eu acho que eu vou conhecer eles, mas só que eu já tenho 20 anos e eles ainda não apareceram na minha vida, e isso me deixa mal, além que tenho medo de quando eu conhecer eles eles não gostaram de mim, eu já cheguei a bloquear todos os amigos que eu já conheço por achar que eles me odeiam , tenho medo dos meus amigos que ainda não conheci acharam isso de mim. E isso me deixa mal ao ponto de chorar , além que minha mãe fala que eu tenho a mania da perseguição, já tive surtos de tentar me matar uma vez com comprimido e me cortar por ainda não conhecer eles, me falam que é espiritualidade

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Tendo em conta que refere já ter tido “surtos” e comportamentos suicidas, aconselho-a em primeiro lugar a visitar um psiquiatra para verificar a eventual necessidade de tomar alguma medicação.
    Pode ser que o seu organismo esteja a necessitar de alguma medicação, para regularizar os processos biológicos, com o intuito de aumentar a sua disposição física e mental, e poder usufruir dos resultados de uma intervenção psicológica.
    Recomendo que procure apoio psicológico, para contar a sua história e desenvolver estratégias para lidar com as suas relações imaginárias e aumentar a sua qualidade de vida.
    Um abraço!


  • Bom dia. Uma amiga minha (50+) tem muitos problemas relacionais com alguns membros da família e não

    Bom dia. Uma amiga minha (50+) tem muitos problemas relacionais com alguns membros da família e não consegue lidar com eles, às vezes nem com a medicação para dormir (que já toma há largos anos) ela consegue pregar olho. Sente muita tristeza e mágoa, sente-se muito injustiçada e desvalorizada, e às vezes menciona que só quer desaparecer. De há 2 anos para cá começou a sentir um formigueiro na coroa na cabeça que ela descreve como mal-estar constante e duradouro, e depois de muitos diagnósticos físicos foi-lhe receitado ADT, mas sem ela nunca ter visto um psicólogo. Entretanto passou-lhe e ela deixou de tomar a medicação por causa do ganho de peso, só tomando quando precisa. Mas recentemente voltou a sentir esse formigueiro e a medicação parece não estar a ajudar. Já mencionei que ela deve ver um psicólogo mas não sei o que lhe dizer para a convencer, pois ela apenas entende que expor a vida dela não a vai ajudar a mudar a atitude da família. Como é que eu a faço entender que a ideia é dar-lhe ferramentas para ela conseguir lidar com tudo isso?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que esteja bem.
    Pelo que descreve, a sua amiga necessita de apoio psicológico para poder desenvolver ferramentas para lidar com os membros da família dela.
    A medicação por vezes é necessária, e ajuda bastante.
    A medicação auxilia na regulação dos processos biológicos, minimizando os sintomas sentidos. A causa da ansiedade terá de ser trabalhada. A medicação não consegue solucionar esse problema, apenas alivia a sintomatologia.
    Com o apoio psicológico seguramente que a sua amiga não irá mudar a atitude da família dela, mas poderá desenvolver estratégias de como lidar de forma mais assertiva, a dinâmica (cognitiva e comportamental) em relação aos seus familiares.
    O apoio psicológico é eficaz para quem quer ser ajudado, para quem deseja a mudança, sendo também, parte ativa no processo.
    Poderá sugerir à sua amiga que experimente algumas sessões de apoio psicológico, mesmo sem vontade, e mesmo sem acreditar no processo.
    Ela só poderá afirmar que não resulta, depois de experimentar.
    Não existem pílulas mágicas que resolvam os nossos problemas. A felicidade e o bem-estar emocional vêm do interior como resultado das nossas crenças, pensamentos e atitudes.
    O foco da psicologia enquanto ciência é aumentar a qualidade de vida e o bem-estar emocional da pessoa.
    Gostaria de referir que todos os psicólogos estão sujeitos ao Código Deontológico que impõe o sigilo e a confidencialidade.
    O papel dos psicólogos não é julgar, mas sim ajudar.
    Só é possível ajudar, quem quer ser ajudado.
    Ao ter indicado o caminho, ao ter indicado a solução do apoio psicológico à sua amiga, você preparou o terreno e plantou as sementes…. Resta aguardar que elas germinem. É um processo que poderá demorar algum tempo, até que a sua amiga se decida.
    O seu papel como amiga é meritório!
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Estou desesperada! Fui criada por mãe narcisista e desenvolvi todos os transtornos típicos disso. Já

    Estou desesperada! Fui criada por mãe narcisista e desenvolvi todos os transtornos típicos disso. Já fiz terapia com alguns psicólogos, mas não tem resultado , não consigo me curar! Como faço?? Por favor me ajudem!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que esteja bem.
    Considerando que já fez “terapia com alguns psicólogos”, sem qualquer resultado, aconselho-a, em primeiro lugar, a visitar um psiquiatra para verificar a eventual necessidade de tomar alguma medicação.
    Pode ser que o seu organismo esteja a necessitar de alguma medicação, para regularizar os processos biológicos, com o intuito de aumentar a sua disposição física e mental, e poder usufruir dos resultados da intervenção psicológica.
    Gostaria de referir que as abordagens terapêuticas que os psicólogos utilizaram podem não terem sido as mais indicadas para si. A eficácia do apoio psicológico também depende da abordagem terapêutica utilizada pelo profissional, mas não só.
    Alguns exemplos de abordagens são: a psicanalítica, a humanista, a cognitiva, a comportamental, a psicodinâmica, a analítica, cognitivo-comportamental, a Gestalt terapia, entre muitas outras!
    Nenhuma é melhor que a outra. São maneiras diferentes de trabalhar.
    Muito importante também é o seu compromisso no processo de mudança, e dar o tempo suficiente para ressignificar as suas crenças narcisistas.
    O processo de interiorização de novos conceitos e novas maneiras de pensar é lento e gradual.
    Talvez esteja a ser um rígida demais consigo mesma ao desejar que o processo seja rápido.
    Desconhecendo a duração de cada processo psicoterapêutico que fez com os outros psicólogos, a abordagem utilizada por cada um deles, e como foi a sua participação nos processos, fica difícil ajudá-la melhor.
    Será relevante para si, que na primeira sessão com o/a psicólogo/a explique quais os seus objetivos e estratégias, o que foi feito com os anteriores profissionais e que não resultou consigo, questionando a linha teórica utilizada, bem como estratégias de intervenção para o seu caso.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Muito boa tarde, Desabafando com vocês, eu como de costume ando muito triste por eu nunca ter sorte

    Muito boa tarde,
    Desabafando com vocês, eu como de costume ando muito triste por eu nunca ter sorte no amor e por eu nunca conseguir arranjar namorado.
    Eu já tenho 33 anos, vejo estes anos passando, eu envelhecendo e nada...
    Depois tenho o dedo bem podre para ir sempre para os homens errados...pois nunca posso cobiçar nenhum homem que me atrai fisicamente que me calha sempre ou homens comprometidos ou homens gays.
    Então infelizmente homens gays, é o que não falta hoje cada vez mais.
    Cá para mim, o motivo de haver cada vez mais muitos homens gays é deles andarem verem filmes de sexo para gays.
    Eles ficam cheios de tesão, ficam curiosos e ao depois eles querem e passam a gostarem de outra fruta.
    Depois eu nunca posso me apaixonar, que sempre que acontece acabo por nunca ser correspondida no amor.
    Até tenho muito inveja dessas raparigas apanharem bons rapazes, que até as amigas da minha irmã que vivem com os seus namorados até elas apanharem bons rapazes e uma delas que é muito bonita que vive com um namorado vai casar este ano para julho.
    A minha mãe disse-me lá em casa que quando for para eu querer arranjar um namorado, para eu vir a atirar-me ao homem, mas eu sou totalmente contra isso, porque sou da opinião que quando uma mulher atira-se a um homem, eles se aproveitam dela, para usarem-na e deitarem-na fora.
    Pois aproveitem-se das fraquezas e das carências por parte da mulher.
    Perante todo este azar, será que eu vou ficar para titia (ficar solteira para sempre) sem nunca conseguir arranjar um namorado de bom caracter?
    Pois a cada dia que passa, perco de vez as esperanças...
    Com os meus melhores cumprimentos,

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, Catherine!
    Espero que se encontre bem.
    Tendo em conta as crenças expostas na sua mensagem, julgo que estas deveriam ser trabalhadas em sessão com um psicólogo/a. Nestas sessões serão trabalhadas também a sua autoestima, a sua comunicação, os seus medos, as suas preocupações, que influenciam a sua visão do outro e do mundo, que impactam nas suas relações pessoais e no seu amor-próprio.
    A decisão de ficar, ou não, para “titia” é sua.
    Cuide de si!
    Estarei por aqui.
    Um abraço!


  • Fui fazer uma avaliação psicológica, que correu muito bem e o psicólogo foi muito profissional, poré

    Fui fazer uma avaliação psicológica, que correu muito bem e o psicólogo foi muito profissional, porém sinto que me apaixonei pelo psicólogo. A ultima consulta foi há uns meses atrás, mas não paro de pensar nele, todos os dias, sinto saudades dele, de falar com ele. Ajudem-me, o que posso fazer?Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Boa tarde!
    Espero que esteja bem.
    A sua situação é bastante delicada, devendo ser pensada e decidida com cautela.
    Compreendo o que está a sentir e que não deve estar a ser nada fácil.
    Gostaria que soubesse que todos os psicólogos/as, membros efetivos da ordem dos Psicólogos Portugueses, respeitam o código deontológico, que é taxativo sobre as questões de envolvimento cliente/profissional; portanto, deve ser respeitado em nome da boa prática, ética profissional e proteção do cliente. Passo a citar:
    “5.8 — Relações múltiplas. Os/as psicólogos/as não devem estabelecer uma relação profissional com quem mantenham ou tenham mantido uma relação prévia de outra natureza. Do mesmo modo, não devem desenvolver outro tipo de relações com os seus clientes ou com pessoas próximas dos seus clientes. Em qualquer circunstância a relação profissional deve ser salvaguardada em relação a qualquer outra, entretanto estabelecida, sendo os/as psicólogos/as responsáveis por qualquer prejuízo que possa vir a ocorrer nesse contexto. 5.9 — Relações românticas ou sexuais. Os/as psicólogos/as não se envolvem em relações românticas ou sexuais com os clientes”.
    Refere que já não é cliente dele há alguns meses, não para de pensar nele, e sente saudades.
    Aconselho-a a procurar outro psicólogo para juntos trabalharem esta questão, de modo a compreender o que lhe aconteceu e viver com mais tranquilidade.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Boa tarde. Tomo victan 2mg a varios anos devido a uns stress pos traumatico. Tive ajuda pscicologica

    Boa tarde. Tomo victan 2mg a varios anos devido a uns stress pos traumatico. Tive ajuda pscicologica e agora ja so tomo apenas para dormir,pois é a altura mais complicada para mim. Já tentei fazer o desmame no entanto não foi da melhor forma, pois deixei de tomar completamente,visto que estava esgostado. Mas senti-me completamente tonta e cheia de dores musculares e tive de voltar a tomar. Queria saber qual o melhor metodo para ir fazendo o desmanme de forma correta, para que os efeitos segundarios não sejam tão bruscos. Até porque queria engravidar mais tarde e sei que este medicamento não é bom, o que me da mais força para querer deixar este medicamento. Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, boa tarde!
    Espero que se encontre bem.
    Para fazer o desmame do Victan, ou de qualquer medicamento que provoque habituação, da melhor maneira possível e com segurança, deve sempre conversar com o médico que o prescreveu.
    Um abraço!


  • Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?

    Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, bom dia!
    Espero que se encontre bem.
    Depende da gravidade das duas condições que refere.
    Depende do grau de sofrimento, da gravidade dos sintomas da ansiedade, do tempo que investe em rituais e obsessões… e o quanto estas duas condições prejudicam a seu bem-estar, a sua vida laboral, social e familiar.
    Nos casos mais graves, normalmente o tratamento mais eficaz passa pelas duas especialidades, uma complementa a outra.
    Um abraço!


  • De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deve

    De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deverá recorrer em primeiro lugar, psicologia ou psiquiatria?

    Obrigado.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Poderá recorrer a qualquer uma das duas especialidades.
    Se o que quer dizer é, obter um relatório com a confirmação ou não do diagnóstico da perturbação obsessivo-compulsivo, questione antes ao profissional porque nem todos optam por fazer este tipo de trabalho (elaboração de relatório).
    Um abraço!


  • bom dia! Desde Abril do ano passado que Sofro de transtorno de ansiedade generalizada causada por e

    bom dia!
    Desde Abril do ano passado que Sofro de transtorno de ansiedade generalizada causada por excesso de trabalho e por um companheiro com quem estou à 12 anos que desde à 2 anos para cá só sabe criticar tudo o que faço, anda sempre arrogante e mal disposto, mudei de trabalho e estou medicada com paroxetina 20 (manha) e sedoxil e à noite 1 comprimido de quitipina e inderal 10 3 x dia. Estou a tentar reduzir aos poucos a medicação uma vez que mudei de trabalho e as coisas melhoraram relativamente. O meu problema é o meu companheiro que se torna insuportável pois está sempre de mal com a vida e descarrega em mim. não sei como resolver este assunto pois é certo que é isto que me faz ter crises ainda de ansiedade. Eu acho que ele é bipolar por causa das duas variações de humor. Não sei o que fazer... já pensei na separação mas ameaçou-me logo caso eu fizesse isso, quero ficar bem pois tenho uma menina com 12 anos para criar que é o meu porto de abrigo. Ajudem-me... o que devo fazer? Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, bom dia!
    Espero que se encontre bem.
    Refere na sua mensagem que quer ficar bem e que não está a conseguir lidar com as variações de humor do seu marido.
    Julgo que o que dever fazer é procurar apoio psicológico, o quanto antes, para complementar o tratamento para a ansiedade generalizada. O apoio psicológico irá ajudá-la a cuidar de si, para estar mais apta e disponível, para compreender o que está a acontecer com o seu marido. Conhecendo as causas, será mais fácil, desenvolver estratégias de como lidar melhor com as flutuações de humor do seu marido.
    A relação deve ser um porto de abrigo para ambos os lados do casal.
    Se quer ficar bem, para cuidar melhor da sua filha e compreender o que está a acontecer com o seu marido, começa por ajudar-se.
    O que mudou na vossa vida de dois anos para cá para o seu marido ficar mais arrogante e maldisposto?
    Se ainda não procurou ajuda, recomendo que o faça o mais breve possível.
    Cuide de si.
    Um abraço!


  • Perturbações do comportamento

    Dr não me estou a entender com a minha esposa implica com tudo como se veste onde vai etc etc nas festas de fim de ano e natal estrago sempre a felicidade dela o que devo fazer? Não a quero perder

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que esteja bem.
    Lamento pelo que está a passar.
    Estão numa relação para serem o apoio um do outro e caminharem, juntos, na mesma direção. E isso não está a acontecer na vossa relação.
    Se admite que implica com tudo, com a maneira dela de vestir-se e que tem estragado a alegria dela… então a sua alegria e o seu bem-estar também ficam comprometidos.
    Julgo que precisa procurar apoio psicológico para falar mais detalhadamente sobre isso e descobrir as causas do seu comportamento e atitudes para com a sua esposa.
    Se ainda não procurou ajuda, sugiro que o faça, o quanto antes, para que a sua relação com a sua esposa não se deteriore.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Transtornos de humor

    Olá tenho 27 anos e tenho muitas mudanças de humor tanto estou bem como seguida estou mal em baixo sem vontade de fazer as coisas do dia a dia e minha auto estima baixa muito
    O que me aconselhava?
    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Aconselho que vá ao médico pedir uma avaliação geral, com análises e exames, do seu estado de saúde.
    Tem cuidado da sua alimentação?
    Não tem carência de vitaminas?
    Se já o fez, e está tudo bem com a sua saúde física, sugiro que procure apoio psicológico para que juntos descubram as causas do seu mal-estar e possam trabalhar em melhorar a sua qualidade de vida.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Ansiedade

    Estou sempre ansioso, 24h por dia sempre com um sintoma diferente, não tenho ataques de panico ou de ansiedade simplesmente estou sempre ansioso ou com despersonalização, não tenho fobias ou medos, a minha mente é muito obsessiva mas com coisas aleatórias e estupidas. Já fui a alguns psicologos sem sucesso varios meses a gastar dinheiro e a falar da minha infância porque? Não entendo a ligação... Eu estou sempre ansioso e revoltado por estar assim agora!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre melhor!
    Compreendo a sua frustração relativamente aos tratamentos feitos e sem sucesso.
    Já fez análises e exames para ser descartada qualquer causa orgânica?
    Está a tomar alguma medicação?
    Sugiro que pergunte ao psicólogo, antes de iniciar o acompanhamento, qual é abordagem utilizada pelo profissional.
    A abordagem que utilizo para os sintomas da ansiedade é focada em técnicas e estratégias cognitivas e comportamentais e não relatos, durante meses, sobre a infância.
    Não desista de procurar ajuda.
    Merece ter qualidade de vida e paz mental.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Perturbações do comportamento

    Boa tarde,
    Tenho uma filha com quase 21 anos mas muito imatura. Não tem objetivos de vida, ou melhor, os que tem são sonhos. Não se empenha em nada, esquece de fazer tudo, começa mas não termina nada. Por outro lado é uma menina muito simpática, sempre de sorriso nos lábios e que sabe levar toda a gente. Até ao dia. Descobri, em choque, que tinha traído o namorado com um indivíduo de 30 anos, com uma filha e má fama. Ficámos incrédulos. Foi o próprio namorado (ex ,claro) que veio ter comigo e me contou tudo porque estava preocupado com ela, com os comportamentos lascivos, a ânsia de agradar e com a necessidade de ter ajuda profissional. Aqui reside a minha questão : Psicólogo? Psicoterapeuta? EMDR? Psicoterapia regressiva? Hipnose clínica? Não sei qual o mais adequado, nem tão pouco sei como ajudar pois sempre que tento falar com ela qualquer assunto que não lhe agrade, fica reativa... Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, boa tarde!
    Espero que esteja bem.
    Compreendo a sua preocupação com os comportamentos da sua filha, já adulta.
    Infelizmente o apoio psicológico só funcionará se a sua filha estiver disposta a isso e se ela de facto quiser ser ajudada.
    Se tudo o que mencionou acima não for um problema para ela, ela sente-se bem assim, o mais provável é não ter vontade de mudar.
    Entretanto, se ela tem vontade de alterar a situação atual, poderá procurar um psicólogo ou um psicoterapeuta que trabalhem com questões comportamentais.
    Se necessitar de ajuda, para lidar melhor com a sua filha, estarei por aqui.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Transtorno de Ansiedade

    Boa noite. Sofro de ansiedade e ataques de pânico à mais de 6 anos. Controlada com 75mg Sertralina e em crises 5-10mg Diazepam. À 2 meses cheguei casa já de noite e tinha a casa assaltada. Desde essa altura necessito tomar Diazepam 10mg à noite e apenas consigo dormir 7 horas. Sinto-me vigiada, tenho pavor de chegar ou sair de casa à noite, não consigo ir para o quarto sozinha à noite, revejo as imagens vezes sem conta, desconfio dos vizinhos e desconhecidos e sinto que é muito difícil viver assim. Será normal estes sentimentos? Será que vai passar ou piorar? Estava a ser seguida por um psicólogo que me disse que em setembro me contactava quando tivesse disponível e não tenho coragem de o contactar, com medo que ache que estou a complicar uma coisa que acontece a várias pessoas e é ultrapassada. Resumindo sinto-me perdida e não sei o que fazer a não ser chorar e esperar que a noite passe rápido. Podem me aconselhar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, boa noite!
    Espero que se encontre o melhor possível.
    Em primeiro lugar, gostaria de lhe dizer que os psicólogos não fazem juízo de valor e nem põem em causa o sofrimento e as dificuldades dos clientes. Cada dificuldade é respeitada e valorizada pelos psicólogos. Não tenha receios em falar o que pensa, o que sente e o que faz. Quanto mais verdadeira for consigo e com o seu psicólogo, mais ele poderá ajudá-la.
    Em segundo lugar, gostaria de lhe dizer que, mesmo sem coragem e com medo, ligue ao seu psicólogo e comece a cuidar de si.
    Se o seu psicólogo ainda não estiver disponível, e devido a sua aflição, pondere encerrar o acompanhamento com ele (se iniciou) e procure outro aqui na plataforma.
    Procure um profissional com o perfil do seu agrado para dar início/continuidade ao seu acompanhamento.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Perturbações do Comportamento

    Boa tarde,já a vários anos que ando com problemas familiares,fui a medica de família deu me medicação,mas não vejo melhoras em mim,sempre nervosa mal umurada,respondo mal ao meu marido, e ai discutimos muito, pensei ir a um psicologo,..
    Será boa ideia?
    Obrigada, pela atencao.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá, boa tarde!
    Espero que esteja melhor.
    Não estará a utilizar alguma substância que poderá estar a provocar esta irritabilidade?
    Está a descansar o suficiente?
    Deu o tempo suficiente para a medicação começar a fazer efeito?
    A medicação poderá deixá-la mais calma, mas não resolverá os problemas familiares.
    Procurar apoio psicológico é o caminho acertado e uma excelente ideia.
    Cuide de si.
    Um abraço!


  • Ansiedade

    A decisão de tomar ou não antidepressivos é muito difícil. Acredito na psicoterapia e estou a ser muito bem acompanhado. Entrei numa crise de ansiedade a uns tempos e agora vejo que desde de criança que tenho formas de pensar disfuncionais... Ha um conflito de informações, uns dizem que a medicação não resolve o problema e só trata os sintomas, outros dizem que ha um inbalanço quimico no cerebro que só a medicação consegue resolver! Eu sei quais são os meus problemas, mas muitas vezes não consigo mesmo controlar e a minha mente toma total controlo sobre mim! Queria evitar medicação a todo custo pois tenho muito receio de efeitos colaterais ou ficar dependente mas as vezes penso que só psicoterapia não chega... Tenho sintomas de ansiedade constantes, sobretudo despersonalização/desrealização... entre muitos outros... muita ansiedade social mas nunca tive um ataque de pânico. O que faço? Se tenho um imbalaço químico (pois agora vejo que sofri de ansiedade toda a vida) pode ser resolvido só com psicoterapia? Não tenho depressão grave, raramente me sinto triste, mas sinto-me muitas vezes desmotivado... obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Num quadro onde a pessoa tem um desequilíbrio fisiológico (de origem biológica, genética/predisposição) nos neurotransmissores, a medicação e a psicoterapia são complementares. A medicação atuaria na química cerebral para a regularizar e a psicoterapia trabalharia na origem cognitiva, tais como, erros no processamento da informação (crenças disfuncionais, pensamentos automáticos…). Esta situação não é de dependência, mas sim de necessidade, se a pessoa desejar ter mais qualidade de vida a longo prazo.
    Um tratamento sem o outro ficaria incompleto.
    Num quadro onde os sintomas da ansiedade e/ou da depressão são apenas provocados por erros no processamento da informação (crenças disfuncionais, pensamentos automáticos…), estes(sintomas) devem ser trabalhadas em psicoterapia. Os erros no processamento da informação podem ser corrigidos com a participação ativa da pessoa, em todo o processo de mudança, sem a medicação.
    Pergunta se a sua sintomatologia pode ser resolvida só com psicoterapia. A resposta é que depende do seu caso.
    Para ficar esclarecido e bem informado, sugiro que converse com o seu médico psiquiatra, levando consigo a lista de sintomas que sente, bem como as dúvidas e os receios que tem sobre os efeitos secundários da medicação e da eventual dependência dos fármacos. E informe-se também, junto do seu médico psiquiatra, sobre a diferença entre antidepressivos e ansiolíticos. Acredito que sairá do encontro bem esclarecido e com informações suficientes para pensar, com calma, e tomar a sua decisão.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço!


  • Terapia Individual

    Durante uns anos para cá, houve problemas familiares varias vezes, assisti a alguns , fui desmotivando aos poucos e fez com que me tornar-se numa pessoa menos calma e com preocupações a toda a hora. Reago de forma diferente ao dia a dia , desde ai coisas no namoro foram piorando nos fomos afastando, o pior é que terminamos recentemente para termos calma. A cada dia só penso como posso reagir a tudo isto? O que me recomendam? Tenho 23 anos

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Por vezes a carga (problemas) fica bastante pesada e não se consegue ter o foco numa solução realista para os problemas que surgem. Com os sintomas em evidência, torna-se difícil ter tranquilidade para a resolução dos problemas.
    Se não está a conseguir lidar com os problemas familiares, e no namoro, e isso está a lhe provocar excesso de preocupação, sugiro que procure apoio psicológico para beneficiar de estratégias que lhe ajudarão a melhorar a sua qualidade de vida e lhe trazer paz mental.
    Cuide de si.
    Um abraço!


  • Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolve

    Estou um bocado frustrado por tentar psicoterapia por um longo período (mais de um ano) para resolver um transtorno de ansiedade sem grandes resultados. E vejo muitos casos bem mais graves que o meu que tomam antidepressivos e ficam bem! Acho que já consegui os resultados esperados da psicoterapia, aceitar os sintomas, viver com eles, não tenho qualquer ataque ou fobia mas diversos sintomas continuam. E uma qualidade de vida muito pobre... Quero evitar medicamentos a todo custo devido aos efeitos secundários e sempre acreditei na psicoterapia mas começo a duvidar. Qual é na verdade os resultados que tem com os seus clientes? Sei que ansiedade é normal em certas situações sempre a tive em toda a minha vida mas desde que entrei em crise é disfuncional e constante... Só quero a minha vida de volta!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que esteja bem.
    Refere que está a mais de um ano a ser acompanhado, mas não referiu com que frequência é que tem apoio psicológico.
    Os resultados para o tratamento do transtorno de ansiedade não surgem repentinamente, leva o seu tempo para se ver os resultados. Existem outros fatores que podem estar a influenciar o resultado esperado do tratamento que os psicólogos não podem controlar:
    se tem estado/esteve empenhado em realizar fora das sessões o que foi recomendado pelo psicólogo;
    se tem cuidado de si conforme recomendado;
    se tem/tinha sessões semanais;
    se foram identificados os gatilhos da ansiedade que sente:
    se utiliza as técnicas aprendidas em sessão para o seu caso, com a frequência recomendada…
    Refere que continua com “uma qualidade de vida muito pobre”, tenta refletir sobre o exposto acima.
    Com ou sem a medicação, faz-se necessária a participação ativa do cliente no processo da mudança.
    Não há uma duração específica para o tratamento da ansiedade, e é variável de pessoa para pessoa.
    A eficácia e a duração do tratamento da ansiedade podem, também, depender da abordagem terapêutica utilizada, tais como, a psicanalítica, a humanista, a cognitiva, a comportamental, a psicodinâmica, a analítica, cognitivo-comportamental, a gestalt terapia, e muitas outras.
    Se com a atual abordagem terapêutica não está a atingir os resultados desejados, então é muito importante que exponha, honestamente, ao seu terapeuta, as suas preocupações e a sua frustração relativamente a isso.
    Uma eventual mudança de estratégia pode fazer toda a diferença.
    O espaço terapêutico é seu. Pode e deve colocar estas questões ao seu psicólogo.
    Poderá, também, ponderar a possibilidade de mudar de terapeuta.
    Espero ter ajudado.
    Cuide de si.
    Um abraço!


  • Tenho ataques de pânico à 8 anos

    Tenho ataques de pânico à 8 anos primeiro em locais fechados com muitas pessoas mas agora as crises são a conduzir já não consigo fazer viagens sozinha de carro :( Não tomo medicação nenhuma tento lutar sempre contra os ataques de pânico mas estou a ficar sem forças...Terei de ser medicada?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que esteja bem.
    Gostaria de dar-lhe os parabéns pela sua força em lutar contra os seus ataques de pânico há 8 anos!
    A medicação poderá dar algum alívio nos sintomas que sente, mas a necessidade de tomar medicação terá de ser avaliada pelo seu médico/psiquiatra.
    Sugiro que também procure apoio psicológico para e desenvolver estratégias mais adaptadas ao seu caso para diminuir os sintomas que sente.
    Cuide de si.
    Um abraço!


  • Senti mt ansioso com pressão no

    Senti mt ansioso com pressão no peito, calor, não sentir o corpo, sabia que era ansiedade e que não ia morrer ou enlouquecer. Nao me impedio de continuar a fazer o que estava a fazer. Foi um ataque de pânico? N foi assim tao mau mas tenho medo que volte. Já tenho ansiedade ha anos ms nunca tao forte

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Alves Ribeiro

    Olá!
    Espero que se encontre bem.
    Pode ter sido sim um ataque de pânico, mas o mais seguro é consultar o seu médico de família para verificar o seu estado de saúde por meio de análise e exames.
    Se precisar de ajuda para lidar com a ansiedade que sofre há demasiado tempo, estarei por aqui.
    Um abraço!


Perguntas frequentes

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