Experiência

Psicóloga Júnior na Associação Portuguesa de Apoio a Vítimas (APAV), no Gabinete de Lisboa.

Realizo acompanhamento psicológico a jovens adultos e adultos, com uma abordagem integrativa e humanista.

Consultas em português ou inglês, apenas online.

O que se pode esperar do meu processo de acompanhamento psicológico?

  1. Acolhimento e construção do vínculo terapêutico. A relação desenvolvida é baseada em empatia, aceitação incondicional e congruência, num ambiente seguro, sem julgamentos e onde a pessoa pode ser quem é. O ritmo do processo de cada pessoa é sempre respeitado.

  2. Compreensão integral da pessoa. Através da exploração da narrativa do paciente, e sem atribuição de rótulos, considera-se a pessoa de forma ampla, através de todas as suas dimensões: emocional, cognitiva, corporal, relacional, existencial/espiritual (caso faça sentido para a pessoa em questão), social e cultural.

  3. Definição colaborativa do foco terapêutico. Não existem "metas impostas", mas sim uma construção conjunta, em que a pessoa é acompanhada pelo processo. O foco do acompanhamento psicológico pode mudar ao longo do processo, sendo que este é flexível e adaptável às circunstâncias, necessidades e expectativas do paciente.

  4. Promoção da autonomia e do crescimento pessoal. A mudança acontece de dentro para fora, e não se "conserta" ninguém. Pretende-se facilitar o desenvolvimento: da autoconsciência, um maior contacto com as emoções e necessidades, o fortalecimento da auto-aceitação e uma melhor capacidade de fazer escolhas ajustadas e alinhadas com os próprios objetivos e necessidades individuais.

  5. Avaliação contínua do processo. Ao longo do acompanhamento, o processo não é estático, e é sempre revisitado com o paciente, sendo que os ajustes são feitos conforme necessário. O feedback do paciente é central.

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Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todo

Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todos os verões comigo em minha casa neste momento estou a passar uns meses na casa dele, ele tem me deixado sozinha varias vezes para estar com amigos e acaba por dormir fora de casa sem me avisar, fiquei chateada com a situação só depois de uns dias é que fui falar com ele da situação de como isso me incomodou, eu falei a minha perspetiva de como me sentia mas parece que fui ignorada isto nunca aconteceu na minha relação e tenho sentido um distanciamento por parte dele e eu me aproximo dele para conversar/namorar ele nem me olha nos olhos não me toca ele diz que se sente confuso e tem que muita coisa na cabeça e não fala comigo já lhe pedi varias vezes o que faço?

RESPOSTA DO MÉDICO:

 Teresa Santos Cruz

Olá! Quero começar por dizer-te que não fizeste nada de errado:
- Tentaste comunicar de forma clara a tua perspetiva e a forma como os comportamentos dele te faziam sentir;
- Para além da comunicação verbal, tentaste a aproximação física;
- Esperaste alguns dias antes de falar, o que possivelmente evitou que reagisses de forma impulsiva e permitiu que pensasses melhor na forma como ias expressar os teus pensamentos e sentimentos.
É completamente normal que a falta de reciprocidade por parte do teu companheiro te esteja a deixar um pouco insegura e incerta, sem saber como reagir perante estas atitudes e comportamentos.
O que descreveste parece-me uma situação de estar num relacionamento com uma pessoa com vinculação evitante. As pessoas com este traço tendem a:
- Desligar ou afastar-se quando sentem pressão emocional (ex: quando expuseste a forma como te sentias);
- Precisar de "espaço" de forma excessiva, especialmente depois de passarem o que consideram ser uma boa quantidade de tempo com a pessoa com quem estão numa relação amorosa (ex: o facto dele te deixar sozinha com frequência para estar com amigos ou dormir fora de casa). Isto pode acontecer porque começam a sentir o seu espaço "invadido" e a sentir-se sobrecarregados pelas exigências emocionais de uma relação amorosa;
- Apresentar dificuldades em falar sobre emoções (ex: o distanciamento que sentes dele, que parece não ser apenas físico, mas também emocional; a falta de contacto visual, o facto de apenas dizer que se sente "confuso" e com "muita coisa na cabeça", sem expressar de forma clara o que está a sentir).
As duas questões centrais aqui parecem ser, a meu entender: a falta de comunicação e a falta de reciprocidade emocional por parte do teu companheiro, aspectos que estão interligados.

Um companheiro com dificuldades expressar-se emocionalmente pode deixar espaço para interpretações daquilo que não é dito, o que pode levar a um aumento da ansiedade e da frustração.

O que eu aconselharia, nesta situação, seria pedir para ter uma conversa com ele de forma séria e inequívoca. Expressar que não te queres sentir sozinha nem como a única pessoa a investir na relação, e que, embora possas respeitar que ele esteja confuso, precisas de saber se ele ainda pretende continuar a investir na vossa relação: sim ou não.
Com esta conversa não se pretende implorar, iniciar uma discussão ou fazer acusações, mas sim:
- Perceber quais são as intenções do teu companheiro em relação à vossa atual relação amorosa;
- Perceber se ele está disposto a investir tempo e esforço da mesma forma que tu, nomeadamente trabalhando na melhoria da sua comunicação emocional;
- E, por fim, perceber se as palavras dele se traduzem em ações.

Agora deixo-te uma pergunta para refletires, com sinceridade: se ele continuar exatamente com estes mesmos comportamentos nos próximos 6 meses, aceitarias viver e permanecer na relação assim?


Sofro de ansiedade, misofonia diagnosticada, tenho pouca paciencia, tenho mudanças drasticas de humo

Sofro de ansiedade, misofonia diagnosticada, tenho pouca paciencia, tenho mudanças drasticas de humor, estou numa relaçao á pouco tempo e nao tenho apetite sexual, mesmo que sinta um desejo muito grande pelo meu parceiro. Um psicologo poderá ajudar?

RESPOSTA DO MÉDICO:

 Teresa Santos Cruz

Boa tarde. Pelos sintomas que descreveste, poderia ser benéfico o começo do acompanhamento psicológico para entender algumas questões centrais:
- Mencionaste que tens mudanças de humor drásticas. Seria importante começar por identificar a origem dessas mudanças de humor, primeiro, ao descartar possíveis causas fisiológicas (realização de análises ao sangue, por exemplo). Após descartar causas médicas, ai sim, poder-se-á então aprofundar a exploração psicológica dessas alterações de humor, tentando perceber padrões, frequência, intensidade e fatores precipitantes - e desenvolver formas de regulação emocional.
- Trabalhar a tua ansiedade de forma estruturada: compreender quais são as principais fontes de ansiedade na tua vida, identificar os teus principais "gatilhos" (triggers), perceber que pensamentos automáticos/crenças podem estar a sustentar esta ansiedade.
- Explorar as questões relacionadas com a tua relação (nomeadamente o que pode estar a contribuir para o "bloqueio" do apetite sexual) - abordar as dinâmicas relacionais, padrões de comunicação, estilos de vinculação, forma como comunicam as vossas necessidades e limites e analisar os momentos de intimidade para compreender se existe questões como pressão interna, evitamento, medo de julgamento, dificuldade em relaxar, entre outras questões.

A tua ansiedade e misofonia podem estar a contribuir para uma menor disponibilidade para a intimidade sexual, mas é uma questão que deve ser explorada num contexto terapêutico e que necessita de mais informação para se chegar a respostas mais conclusivas.


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