Perguntas do paciente (52)
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Boa tarde :) Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar. Emigrei ha 2 ano
Boa tarde :)
Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar.
Emigrei ha 2 anos e meio, completamente sozinha, num pais que nao entendo nada.
Tenho 30 anos, tenho me safado, mas ...
Gostava mesmo de conseguir entender tudo na minha vida, resolver traumas, quebrar rotinas e vicios, entender o meu preposito na vida, qual o meu caminho, o porquê de ser tao ambiciosa.
Sei que é normal isto na vida. Altos e baixos, por mais baixo que estive na vida consegui sempre votlar a cima, sinto que preciso de falar as vezes com alguem, que aqui jao confio em ninguem, mas por outro lado depois passa e nao sei se vale a pena, porque os meus problemas nao sao assim tao graves comparados com outras pessoas.
Tive algumas crises de ansiedade e depressao na adolescencia, sempre me recusei a fazer a medicacao, aos 15/16 comecei a fumar thc, o que me fazia dormir e acalmava, ate hoje.. ano passado deixei de fumar, mas no fim do ano voltei, porque nao consigo dormir, tenho muitas insonias e pesadelos e pronto, tenho que dormir e trabalhar...
Milhoes de coisas, tenho medo de ficar maluca também.
E pronto, nao tenho NINGUEM a minha volta que saiba mais ou faça mais ou me ensine mais que eu ja saiba e nao sei que fazer entretanto.
Espero me identificar com algum Dr nos comentarios.
Muito obrigada pelo tempo disponibilizadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! Traz questões que são muito válidas! Querer conhecer-se e entender-se melhor é muito positivo apesar do sofrimento associado. Há padrões de comportamento que podem ser melhorados! Acho que ia beneficiar de um processo terapêutico!
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Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um comprom
Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um compromisso, pela leveza de não ter de as magoar. No entanto, acabo sempre por me apaixonar por essas pessoas e sair magoada.
Agora conheci alguém incrível, com qualidades que eu acredito serem o que procuro, mas sinto-me paralisado pela ansiedade e pelas comparações constantes com relações passadas. O medo e até ataques de pânico estão a impedir-me de viver esta relação e tenho medo de que aquilo que sinto pela pessoa não seja o suficiente ou que não goste dela de todo.RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! Pelo que descreve seria positivo iniciar um processo terapêutico. Há crenças que são disfuncionais e que nos impedem de quebrar padrões que são prejudiciais. Viver com medo é algo que nos limita, a ansiedade e os ataques de pânico refletem isso. Procure ajuda!
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Boa noite neste momento estou a ter com a minha esposa terapia de casal. A terapeuta já era há algu
Boa noite
neste momento estou a ter com a minha esposa terapia de casal. A terapeuta já era há algum tempo terapeuta pessoal da minha esposa.
Nas sessões conjuntas, tenho vindo a sentir que as mesmas estão a ser conduzidas de uma forma tendencial, ou seja, sinto que a terapeuta pelo facto de já conhecer os temas da minha esposa, não está a ser imparcial nas suas analises e comentários durante as sessões. Ou seja, sinto que em grande parte das sessões sou apenas eu que estou a ser analisado face ao relatado pela minha esposa à Terapeuta.
É aconselhável existir esta partilha de Terapeuta ou a a Terapeuta do casal deveria ser uma terceira pessoa com o mesmo nível de conhecimento das partes envolvidas de modo a não ser, mesmo de forma não premeditada, mas empática e tendencial com a sua paciente ?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, bastante pertinente a sua questão. Eticamente considero que deveria ser um terapeuta do casal e não o terapeuta de um dos membros do casal a fazer a terapia. No entanto, já colocou essa questão ao terapeuta? Partilhando o que sente e como sente que não há imparcialidade.
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Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergen
Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergente...
Penso o que é que me faltou no meu crescimento, na minha adolescência.. Porque é que não aprendi o que a maioria das pessoas aprendeu..
Porque é que não tive amigos na infância, porque é que não tive amigos na adolescência.. Porque é que na faculdade não fiz amizades fortes, ao contrário da maior parte dos meus colegas de turma da faculdade..
Penso quais foram as experiências de relacionamento humano que me faltaram..
Porque é que não amadureci...
Porque é que aos 27 anos me afastei da minha
família...
Porque é que nunca tive um relacionamento amoroso longo.. (nunca passou de um ano)...
e muito menos tenho filhos.
Porque é que não tenho amigos... (se toda a gente diz que sou boa pessoa)..
Não entendo o que se passa comigo.. Não entendo porque sou tão sozinha, não entendo quais são as minhas lacunas como pessoa...
Não entendo..........
Penso como é que hei de mudar estas coisas..
Nota1: tenho mais de 40 anos
Nota2: já tive sessões de terapia, não deu em nadaRESPOSTA DO MÉDICO:
Noto que no seu discurso há muito sofrimento. Mas também noto que se compara, inferiorizando-se e que atribui a fatores externos os seus sentimentos de incapacidade ou insatisfação. Talvez fosse importante olhar para si de outra forma. Compreendo que já fez sessões de psicoterapia, o que é excelente mas lamento que tenha sentido que não ajudou com as questões que sugere. Persista na procura de apoio psicológico. A relação terapêutica é muito importante e nem sempre há uma identificação com o(a) psicólogo (a) e reconhecer isso é importante também para se permitir a encontrar um profissional com quem se possa identificar e que a possa fazer sentir compreendida e auxiliada.
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Estou de baixa por depressao desde o dia 3de Outubro. Ja nao Dormia, nem conseguia exercer o meu tra
Estou de baixa por depressao desde o dia 3de Outubro. Ja nao Dormia, nem conseguia exercer o meu trabalho direito tinha ataques de panico constantes e sofro de ansiedade. Fui chamada agora a uma junta dia 8de Novembro. Pedi ag o relatorio ao meu médico de família que devo levar mais? Nao me sinto psicologicamente em condições para iniciar o trabalho ja. Obrigada
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde! Se foi diagnosticada com depressão, certamente estará a efetuar um tratamento seja ele farmacológico ou terapêutico. A especialidade de psiquiatria é a que valida esse diagnóstico e a impossibilidade de trabalhar. Não sendo, lamentavelmente, a psicologia considerada como especialidade médica, o relatório de acompanhamento psicológico muitas vezes não parece ser suficientemente válido para manter uma baixa psicológica, perante uma junta médica.
Desejo-lhe o melhor!
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Olá, a minha namorada traiu-me há cerca de 2 anos com um amigo da irmã que não sabia que ela estava
Olá, a minha namorada traiu-me há cerca de 2 anos com um amigo da irmã que não sabia que ela estava numa relação. A irmã vai organizar uma festa de anos e eu soube que este amigo estará presente, pelo que tenho andado com ansiedade em relação a isto, com receio em relação à minha postura na festa e com alguns sentimentos negativos à mistura. Como posso relativizar esta situação pontual?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde!
É uma questão válida a que traz! No entanto, superar uma traição não é um processo fácil e pressupõe que se recupere valores fundamentais como, por exemplo, a confiança. O facto de se sentir inseguro, com receio da sua reação na presença dessa pessoa sugere que a situação não ficou bem resolvida e não será tão pontual assim.
Contudo, se decidiu perdoar a traição e manter a relação, só pode sentir-se confiante relativamente a esse dia!
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Eu tenho 27 anos e nunca fui de me preocupar excessivamente com a minha saúde, no entanto de à uns 2
Eu tenho 27 anos e nunca fui de me preocupar excessivamente com a minha saúde, no entanto de à uns 2 meses e meio que só penso em doenças e problemas de saúde porque nestes últimos 2 meses e meio tenho estado doente, e sinto que a ansiedade não me ajuda em nada. Que posso eu fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde! Provavelmente é mesmo a ansiedade que tem vindo a sentir que faz com que se preocupe excessivamente com a sua saúde. Parece ser algo recente pelo que deveria ir, o quanto antes, a uma consulta de Psicologia para aprender a lidar com a ansiedade e com esses pensamentos!
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Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade
Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade, emprego, até de pessoas, isto ciclicamente sempre que perde interesse, é normal? A pessoa é assim desde jovem, pedra rolante, desprendida... obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Acredito que a normalidade daquilo que descreve nao será pertinente se forem mudanças por necessidade ou ambição. Por outro lado, pode haver uma necessidade constante de encontrar algo que satisfaça, pelo que a insatisfação poderá ter aqui alguma relevância. Seria interessante se a pessoa quisesse descobrir isso através de um processo terapêutico. No entanto, se não há prejuizo funcional para a pessoa ter este modo de funcionamento não me parece que seja desadequado apesar de ter pouca informação!
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Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Muito pertinente a sua questão. Inicialmente recorra a um psicólogo para fazer uma avaliação da situação. Mediante isso, sendo um bom profissional e perante necessidade, irá encaminhar para psiquiatria. Sem dúvida que, dependendo das situações, a combinação de psicoterapia com psiquiatria, efetiva os resultados a longo prazo.
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Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não mui
Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não muito esclarecidas na vida, tive uma depressão.
Fui acompanhada por uma psiquiatra e ainda estou a ser medicada. Já estou a trabalhar por ter ido a uma junta medica em setembro. Foi me diagnosticado uma depressão grave. Neste momento sinto me em baixo muitas vezes.
A minha questão é a seguinte.
Psiquatra ou psicólogo? Gostava de deixar a madicaçao.
Boa noite . obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde! Viver com uma depressão é difícil! O tratamebto ideal concilia as duas modalidades. A psiquiatria no sentido de equilibrar o humor e esses sentimentos de tristeza através da medicação e, a psicologia com o objetivo de conseguir perceber o porquê de esta situação ter acontecido e fornecer estratégias para lidar com as diversas circunstâncias da vida de uma forma mais adaptativa e funcional. Parece-me que esse diagnóstico já foi efetuado há algum tempo, será importante reavaliar a sua medicação com o psiquiatra, caso seja necessário, e iniciar um processo de psicoterapia. Tudo de bom!
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É possível ter TOC, mas não apresentar comportamentos ritualísticos?
É possível ter TOC, mas não apresentar comportamentos ritualísticos?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde. É possível haver a componente de pensamentos obsessivos sem comportamentos repetitivos associados. Mentalmente podem até surgir algumas instruções comportamentais que através dos pensamentos são de alguma forma cumpridos. No entanto o diagnóstico da perturbação obsessiva compulsiva deverá ser efetuado por um profissional de saúde. Relembro que na base deste tipo de perturbações se encontra a ansiedade em níveis disfuncionais e que trazem prejuízo funcional diário.
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Boa noite, tenho 25 anos e sou virgem. Além disso, sempre que me masturbo (estimulação do clitóris)
Boa noite, tenho 25 anos e sou virgem. Além disso, sempre que me masturbo (estimulação do clitóris) nunca consigo atingir o orgasmo pois quando sinto que estou quase a alcançar paro de me masturbar, como se paralisasse. Gostaria de saber qual poderá ser o problema e o que devo fazer para ultrapassar?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A sua questão é bastante pertinente e acredito que esta situação traga muitas dúvidas e sofrimento. Certamente é algo que poderá resolver através de acompanhamento psicológico. Perceber o porquê de, por algum motivo, se estar a inibir de ter prazer. Procure um psicólogo!
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Avaliação psicológica
Eu cheguei até aqui porque não consigo resolver isto. O meu ex já terminou comigo faz agora 1 ano e eu não consigo esquecê-lo. Não consigo dormir bem. Não consigo arranjar emprego. Não sei o quero fazer da vida. Sinto que já devia ter saído de casa, já devia ter um emprego bom, que devia começar família. Sinto que a vida já não mais sentido e tenho medo de fazer alguma estupidez.
Existe algum método para ajudar-me? Tive um ano para conseguir fazer sozinha e não consegui.RESPOSTA DO MÉDICO:
O término de uma relação amorosa é um processo doloroso e que nem sempre somos capazes de o fazer sozinhos. Sentimentos como o desespero fazem com que não haja um desfecho. Esse desfecho precisa de acontecer. Procure um(a) psicólogo(a) e vai ser capaz de ultrapassar está fase e tornar-se mais forte e preparada para todos esses desejos que tem de futuro.
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Terapia familiar
A minha mãe é idosa, há alguns meses atrás tive de resgata-la de uma situação de dívidas exageradas e falência financeira pessoal, o assunto ficou aparentemente resolvido, ficou a viver numa casa muito mais próximo de mim, porém como sou filho único e recentemente arranjei uma companheira, isso despoletou nela uma revolta intensa contra a minha actual companheira e mesmo contra mim, acusando-me de abandono e negligência, isso apesar de que disponibilizo-lhe toda a assistência financeira e médica de que ela precisa, os ataques de fúria e insultos contra mim vêm crescendo (algo que já era comum no passado), a nossa relação tornou-se extremamente difícil pois ela oscila de momentos de um humor relativamente calmo para ataques de fúria quase sempre relacionados com a minha relação, muitas vezes sinto-me igualmente revoltado e tendo a afastar-me mas sei que ela sofre imenso e simplesmente não sei como ajuda-la. Após alguma leitura desconfio que ela sofra de TPB pois os sintomas estão todos lá. Gostaria que me dissessem como poderei melhorar a qualidade de vida dela?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Há muitas questões a fazer relativamente à situação que coloca. Sem essas respostas é difícil dar-lhe uma orientação correta. Mas sem dúvida que o primeiro passo será levar a sua mãe ao médico para fazer uma avaliação do estado mental, tendo em conta algumas características que referenciou. A partir daí julgo que o médico juntamente com uma equipa multidisciplinar saberá apoiar e orientar no melhor sentido.
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Ansiedade
Olá.
Eu tenho ansiedade desde pequena , já andei num psicólogo e ele disse que era ansiedade e inicio de uma depressão mas apenas ficou melhor enquanto lá andei depois deixei de ir e piorou outra vez, e ultimamente , nos últimos 2 meses comecei a ter ataques de ansiedade ou de pânico, não tenho a certeza... normalmente tenho quando estou nervosa ou em pânico mas também acontece quando não o estou. Os sintomas que eu sinto são falta de ar, tonturas , enjoos, e por vezes fico vidrada, também já cheguei a desmaiar . Será que tem a ver com a ansiedade ou pode ter a ver com outra coisa ?RESPOSTA DO MÉDICO:
É possível que sejam sintomas de ansiedade. E se já teve melhorias enquanto teve acompanhamento psicológico julgo que seria importante retomar e terminar o processo terapêutico que pode ser longo. Se tem vindo a sentir um acréscimo de intensidade e frequência dos sintomas também poderá visitar o médico de família para ver se fisicamente não há nada que posso estar a provocar esses sintomas. Mas parece, pelo que diz, que se conhece bem e que associa isso a ansiedade portanto já terá aí alguma resposta. Quando bem tratada a ansiedade deixa de interferir dessa forma no dia a dia e passa a ser algo funcional. Procure um(a) psicólogo(a).
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Boa tarde. Eu e meu marido estamos a atravessar uma fase difícil, com uma infedilidade pelo meio e m
Boa tarde. Eu e meu marido estamos a atravessar uma fase difícil, com uma infedilidade pelo meio e muita distância, uma vez que ele está a trabalhar fora. Estou magoada e perdoei o sucedido, mas ele está determinado em se divorciar de mim.
Não pretendo ceder sem que façamos terapia juntos. O que posso fazer?RESPOSTA DO MÉDICO:
Sem dúvida que a terapia de casal é bastante benéfica no entanto só faz sentido havendo acordo e compromisso por parte de todos os intervenientes. Concordo com a colega, possivelmente beneficiará de acompanhamento individual de forma a fazer o eventual luto desta perda caso a solução passe realmente pelo término da relação. Não se sinta sozinha e não deverá tomar decisões no desespero. Procure apoio psicológico para ser capaz de ultrapassar esta fase com menos sofrimento.
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Alterações da libido
Boa noite doutor,
Tenho 34 anos e sofri uma separação recente (fevereiro deste ano) da qual resultou uma depressão.
Fui consultado por um psicólogo e em seguida por um psiquiatra, o qual me receitou 3 medicamentos, paroxítina, trazodona e victan. Fiz o tratamento durante 2 meses. Após esse período conheci uma namorada e comecei a minha vida sexual, mas notei que tinha falta de libido e a ereção não era total. Deixei de tomar a mediação sem fazer o desmame. Como andava no ginásio, decidi fazer um ciclo para ganhos de massa muscular, usei durante 5 semanas (2× por semana 1ml) de testoviron. A minha vida sexual manteve se igual, pouca ereção e a libido também era quase nula. Decidi procurar um urologista, fiz análises e ecografia ao sistema reprodutor e bexiga, estando tudo normal. O mesmo receitou me ve-150, sargenor e proviron. Fiz o tratamento e não houve melhoras significativas. Passados 6 meses decidi procurar outro urologista, o qual receitou me um medicamento genérico equivalente ao Cialis. Ainda não experimentei, mas certamente que só irá fazer efeito após a toma. O que deverei fazer para aumentar a libido e a ereção? Tenho uma namorada muito ativa, quer ter relações constantemente, e não consigo satisfaze-la. O que devo fazer?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde! Sugiro que procure acompanhamento psicológico visto fisicamente estar tudo bem. Seria necessário obter muitas outras informações para o poder orientar corretamente.Por vezes pode surgir alguma ansiedade de desempenho e alguma antecipação o que pode fazer com que de cada vez que tem relações a sensação de incapacidade vá aumentando e, de certa forma, contaminando as tentativas seguintes. Possivelmente já se sente pressionado a que tem funcionar corretamente e a verdade é que esse tipo de pensamentos tendem a piorar a situação para alem de aumentar inseguranças que já possam existir. Não me parece benéfico tomar um produto como o cialis pois não havendo nada de errado fisicamente a medicação ira funcionar no momento mas a raiz do problema irá manter-se. Procure um psicólogo e juntos certamente descobrem alguns bloqueios que têm perpetuado esse problema. Qualquer questão, disponha.
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Transtorno de Personalidade dependente
Tenho uma namorada e não consigo estar sem ela, necessito dela e estou sempre a espera dela
Isso afecta me a mim e a minha vida, não consigo fazer nada e estou sempre ansioso e nervoso, que devo fazer?RESPOSTA DO MÉDICO:
Já pensou em procurar um(a) psicólogo(a)? É muito importante estar a reconhecer que depende de alguém mais do que aquilo que considera ser saudável. Muitas vezes, quando estamos numa relação, surgem determinadas inseguranças que têm a ver connosco e não com a pessoa com quem temos a relação amorosa. Seria bastante positivo se partilhasse aquilo que sente com um psicólogo de forma a compreender-se melhor e, posteriormente, sentir-se melhor na relação. O sentimento de dependência é bastante disfuncional e pouco saudável para si e para quem está consigo. Procure apoio!
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Terapia de casal
Eu e o meu namorado começamos há dois anos, dois anos esses que têm sido dificeis, nao vou mentir. Desde o ínicio que não houve, nem há confiança. Nem eu nele, nem ele em mim. Sinto que a nossa relação se tem aguentado apenas pelo amor que sentimos um pelo outro, que é muito. Mas eu penso, o que tornará esta relação melhor? É verdade que lhe escondo coisas, lhe minto apenas por ter medo da reação dele. Ele não aceita o meu passado, não aceita que tenha tido namorados antes dele, diz que lhe dá nojo saber. Mas quer saber. E eu com o passar do tempo tenho ocultado bastantes coisas por receio dele. Sempre lhe mostrei o meu telemovel, eu nao tenho nada a esconder desde que namoramos. Mas ele esconde o dele. Também tenho motivos para desconfiar e ele nao entende isso. Deixei de sair à noite, beber, etc. porque sempre que o fazia nos zangavamos. No entanto ele faz isso tudo, e sabe que fico triste por ele ir mas vai na mesma, porque segundo ele, ele pode. Estamos num ciclo vicioso há dois anos, choro todos os dias por querer mais desta relaçao e ver que nao consigo, nem ele consegue. Pensei irmos os dois a um psicologo, uma terapia de casal. Sempre ouvi falar no entanto não sei como funciona, será disso que nós precisamos?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Descreve uma relação bastante complicada e que envolve muito sofrimento. Estar numa relação implica muito mais do que gostarem um do outro. Questiono até que ponto é saudável estar numa relação que a limita e a faz sofrer de tal forma. A terapia de casal pode ajudar nos problemas de confiança e de comunicação mas, tal como qualquer outra terapia, implica compromisso e vontade de mudança. Se estiverem os dois dispostos a isso é uma boa aposta. Se não estiverem, sugiro que procure acompanhamento psicológico individual para resolver as suas próprias questões que surgiram através dessa relação.
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Tenho 19 anos, estudo e trabalho, e sofro de ansiedade desde muito nova. Vejo que tem-se interferido
Tenho 19 anos, estudo e trabalho, e sofro de ansiedade desde muito nova. Vejo que tem-se interferido bastante na minha vida pessoal, académica e profissional. Será necessário procurar ajuda de um médico especialista?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sem dúvida que deverá procurar acompanhamento psicológico. A ansiedade pode tornar-se em algo bastante disfuncional trazendo diversos tipos de prejuízos. Quando bem tratada é possível viver com a mesma de uma forma saudável e adaptada.
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Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…