Boa noite neste momento estou a ter com a minha esposa terapia de casal. A terapeuta já era há algu
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Boa noite
neste momento estou a ter com a minha esposa terapia de casal. A terapeuta já era há algum tempo terapeuta pessoal da minha esposa.
Nas sessões conjuntas, tenho vindo a sentir que as mesmas estão a ser conduzidas de uma forma tendencial, ou seja, sinto que a terapeuta pelo facto de já conhecer os temas da minha esposa, não está a ser imparcial nas suas analises e comentários durante as sessões. Ou seja, sinto que em grande parte das sessões sou apenas eu que estou a ser analisado face ao relatado pela minha esposa à Terapeuta.
É aconselhável existir esta partilha de Terapeuta ou a a Terapeuta do casal deveria ser uma terceira pessoa com o mesmo nível de conhecimento das partes envolvidas de modo a não ser, mesmo de forma não premeditada, mas empática e tendencial com a sua paciente ?
Obrigado
neste momento estou a ter com a minha esposa terapia de casal. A terapeuta já era há algum tempo terapeuta pessoal da minha esposa.
Nas sessões conjuntas, tenho vindo a sentir que as mesmas estão a ser conduzidas de uma forma tendencial, ou seja, sinto que a terapeuta pelo facto de já conhecer os temas da minha esposa, não está a ser imparcial nas suas analises e comentários durante as sessões. Ou seja, sinto que em grande parte das sessões sou apenas eu que estou a ser analisado face ao relatado pela minha esposa à Terapeuta.
É aconselhável existir esta partilha de Terapeuta ou a a Terapeuta do casal deveria ser uma terceira pessoa com o mesmo nível de conhecimento das partes envolvidas de modo a não ser, mesmo de forma não premeditada, mas empática e tendencial com a sua paciente ?
Obrigado
Boa tarde, bastante pertinente a sua questão. Eticamente considero que deveria ser um terapeuta do casal e não o terapeuta de um dos membros do casal a fazer a terapia. No entanto, já colocou essa questão ao terapeuta? Partilhando o que sente e como sente que não há imparcialidade.
Boa tarde,
Agradeço desde já a sua importantíssima e questão.
Estamos perante um problema ético com muitíssimo relevante. De facto assim é muito difícil garantir a tão relevante imparcialidade.
Sugeria fortemente a procura de um/a novo/a terapeuta de casal desconhecido/a de ambos. O que não quer dizer que a sua esposa não possa permanecer na sua terapeuta em simultâneo.
Ao dispôr.
Att.,
Agradeço desde já a sua importantíssima e questão.
Estamos perante um problema ético com muitíssimo relevante. De facto assim é muito difícil garantir a tão relevante imparcialidade.
Sugeria fortemente a procura de um/a novo/a terapeuta de casal desconhecido/a de ambos. O que não quer dizer que a sua esposa não possa permanecer na sua terapeuta em simultâneo.
Ao dispôr.
Att.,
Boa tarde. Sou psicanalista, não me parece nada adequado o um psicoterapêuta acompanhar um casal e um dos membros indivídualmente. Questiono-me se a colega em questão ja tenha efectuado a formação adequada e a sua própria psicoterapia - factor essêncial para se poder compreender o outro.
Os melhores cumprimentos
Os melhores cumprimentos
Se é isso que sente relativamente à terapia de casal deverão procurar outro/a profissional. Essa decisão deve ser tomada e aceite pelos dois. Felicidades. Cumprimentos José Armindo
Boa noite,
Compreendo a sua preocupação. Quando um dos membros do casal já tem uma relação terapêutica prévia com a terapeuta, pode ser difícil manter a imparcialidade, mesmo sem intenção. Idealmente, a terapeuta de casal deve ser uma terceira pessoa, sem vínculos anteriores, para garantir que ambos os parceiros se sintam igualmente ouvidos e respeitados. Se sentir que não está a ser tratado de forma equitativa, seria útil expressar isso à terapeuta. Caso a situação persista, pode considerar procurar um novo profissional para garantir que a terapia seja mais imparcial. Espero ter ajudado.
Compreendo a sua preocupação. Quando um dos membros do casal já tem uma relação terapêutica prévia com a terapeuta, pode ser difícil manter a imparcialidade, mesmo sem intenção. Idealmente, a terapeuta de casal deve ser uma terceira pessoa, sem vínculos anteriores, para garantir que ambos os parceiros se sintam igualmente ouvidos e respeitados. Se sentir que não está a ser tratado de forma equitativa, seria útil expressar isso à terapeuta. Caso a situação persista, pode considerar procurar um novo profissional para garantir que a terapia seja mais imparcial. Espero ter ajudado.
Agradeço a partilha tão honesta sobre algo que, pode estar a gerar desconforto.
O que descreve é uma preocupação muito válida — e não está sozinho. De facto, uma das diretrizes éticas mais importantes na psicologia é o cuidado com os limites da relação terapêutica, especialmente quando há envolvimento de mais do que uma pessoa.
Quando um terapeuta que já acompanha um dos membros de um casal assume também a condução da terapia conjugal, existe o risco real — mesmo que não intencional — de desequilíbrio na aliança terapêutica. Isso acontece porque, ao conhecer em profundidade apenas um lado da história, o terapeuta pode, mesmo inconscientemente, interpretar as dinâmicas conjugais com mais empatia ou compreensão por quem já acompanha individualmente.
Este é o mesmo motivo pelo qual, por exemplo, não é recomendado que psicólogos acompanhem membros da mesma família em terapia individual ou que façam psicoterapia com amigos ou pessoas próximas: a neutralidade e a imparcialidade podem ficar comprometidas, ainda que o profissional tenha a melhor das intenções.
Na terapia de casal, é essencial que ambas as partes sintam que o espaço é seguro, equilibrado e justo — e isso inclui a perceção de que o terapeuta está igualmente disponível para ouvir e compreender os dois lados, sem influências anteriores.
Nestes casos, é geralmente mais adequado que a terapia de casal seja feita com um terapeuta novo, sem ligação prévia com nenhum dos dois parceiros. Isso garante uma escuta mais neutra, uma leitura fresca da dinâmica relacional e permite que a confiança seja construída de forma equitativa.
Cuidar da relação também passa por garantir que a ajuda recebida é sentida como justa por ambos. E isso já é, por si só, um gesto de maturidade e responsabilidade emocional.
Um abraço e força,
Nicole A. Santos
Psicóloga Júnior · Cédula nº 133614
O que descreve é uma preocupação muito válida — e não está sozinho. De facto, uma das diretrizes éticas mais importantes na psicologia é o cuidado com os limites da relação terapêutica, especialmente quando há envolvimento de mais do que uma pessoa.
Quando um terapeuta que já acompanha um dos membros de um casal assume também a condução da terapia conjugal, existe o risco real — mesmo que não intencional — de desequilíbrio na aliança terapêutica. Isso acontece porque, ao conhecer em profundidade apenas um lado da história, o terapeuta pode, mesmo inconscientemente, interpretar as dinâmicas conjugais com mais empatia ou compreensão por quem já acompanha individualmente.
Este é o mesmo motivo pelo qual, por exemplo, não é recomendado que psicólogos acompanhem membros da mesma família em terapia individual ou que façam psicoterapia com amigos ou pessoas próximas: a neutralidade e a imparcialidade podem ficar comprometidas, ainda que o profissional tenha a melhor das intenções.
Na terapia de casal, é essencial que ambas as partes sintam que o espaço é seguro, equilibrado e justo — e isso inclui a perceção de que o terapeuta está igualmente disponível para ouvir e compreender os dois lados, sem influências anteriores.
Nestes casos, é geralmente mais adequado que a terapia de casal seja feita com um terapeuta novo, sem ligação prévia com nenhum dos dois parceiros. Isso garante uma escuta mais neutra, uma leitura fresca da dinâmica relacional e permite que a confiança seja construída de forma equitativa.
Cuidar da relação também passa por garantir que a ajuda recebida é sentida como justa por ambos. E isso já é, por si só, um gesto de maturidade e responsabilidade emocional.
Um abraço e força,
Nicole A. Santos
Psicóloga Júnior · Cédula nº 133614
O terapeuta de casal não pode ser o terapeuta individual de um dos elementos dos casal.
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