Perguntas do paciente (22)

  • Quais as causas da Ansiedade s

    Quais as causas da Ansiedade social?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    As causas para a ansiedade podem ser várias. Podemos apontar fatores ambientais como traumas de infância, entre os quais o bulliyng, ausência de um meio familiar seguro, pais que não ajudaram a criança a desenvolver a sua auto-estima ou que foram demasiado críticos. Crescermos a observar pais ansiosos é também um preditor de ansiedade no futuro. Além disto, não podemos descurar as questões genéticas, como alguns colegas já mencionaram. É importante ainda entender se é uma ansiedade social, uma personalidade ansiosa ou outro quadro. Embora os sintomas possam ser semelhantes, as causas e fatores de manutenção são diferentes.
    A terapia cognitivo-comportamental, por norma, alcança muito bons resultados nesta área.


  • Eu e o meu companheiro tivemos

    Eu e o meu companheiro tivemos trajetos de vida e relacionamentos muito diferentes. Eu sempre baseei a minha vida pessoal em sentimentos comuns e dedicação pessoal, ele teve sempre prioridades materialistas. Ele diz-me que pela primeira vez se sente amado, mas eu não me sinto apreciada. Que fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    O importante é encontrarem um ponto de equilíbrio no meio das vossas diferentes, já que todos somos diferentes. Tentem compreender-se e apoiarem-se de modo a que a vossa individualidade possa ser respeitada e a partir daí encontrar um caminho conjunto e um modo de estar na relação em que ambos se sintam bem. Se achar útil, procurem um terapeuta de casal, de modo a guiar-vos nesse processo.


  • Num periodo de maior ansiedade

    Num periodo de maior ansiedade começei a sentir diversos sintomas fisicos. Em 5 meses de psicoterapia corrigi todos os meus pensamentos negativos, sinto-me bem e sem medos mas os sintomas continuam. Desperzonalização, nó na garganta, tonturas.. estando sempre calmo e nada ansioso.. que é isto?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Além daquilo que outros colegas já referiram nas suas respostas, deverá ainda tentar entender a intensidade dos sintomas, pois a ansiedade não se elimina na totalidade porque ela é uma resposta inata do nosso organismo e da qual precisamos. A ansiedade protege-nos em alguns momentos e impulsiona-nos noutros, pelo que, não é possível elimina-la. Deverá assim fazer támbem um processo de aceitação (técnicas de terceira geração) da ansiedade para depois mais facilmente conseguir aplicar as técnicas de distração e de reestruturação cognitiva, que me parecem ter-lhe sido ensinadas, daquilo que observo do seu texto.
    Claro que isto não invalida que faça um despiste para perderá se em termos físico s se encontra tudo bem.


  • Medo de relações pessoais - ou

    Medo de relações pessoais - ou seja- vontade de me tornar invisivel ou de desaparecer quando estou rodeada de pessoas em ambiente fechado acabando por ter ataques de ansiedade VS pânico. Como tratar? Tem cura?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A ansiedade patológica tem "cura", sim, contudo é importante ter algum cuidado com as expectativas, pois a ansiedade é uma resposta inata do nosso organismo, pelo que, não se elimina na totalidade, nem seria desejável, já que necessitamos dela. A terapia cognitivo-compirtamental costuma ter bons resultado s nos quadros de ansiedade, reduzindo essa ansiedade patológica para uma ansiedade normal e funcional,


  • Gostaria de saber como é o tratamento

    Gostaria de saber como é o tratamento do TOC, num estado já avançado? Foi-me diagnosticado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    O tratamento das POC, sobretudo com grande severidade de sintomas, deverá passar pelo tratamento farmacológico (preferencialmente acompanhado pelo psiquiatra) e pela psicoterapia, preferencialmente numa abordagem cognitivo-comportamental, de modo a trabalhar tanto os pensamentos (cognição) como as compulsões ou rituais (comportamentos). Poderá ter que passar também por um processo de exposição às situações temidas de forma a comprovar que os medos não se concretizam, sendo esta uma fase mais avançada do tratamento.


  • Tenho 32 anos. E não tenho apetite

    Tenho 32 anos. E não tenho apetite sexual nenhum e por vezes durante a relação é difícil manter a erecao até ao fim. Que ajuda devo procurar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A situação referida pode indicar a presença de uma disfunção sexual (perturbação de desejo sexual hipoativo ou outra) ou pode ser secundária a outros quadros (fisiológicos ou psicológicos, como por exemplo a depressão, a toma de medicamentos, etc).
    Deverá por isso procurar ajuda médica para fazer o despiste de situações físicas (por exemplo de um urologista) e, caso se conclua que a questão é de âmbito emocional/psicológica deverá procurar um psicólogo com formação em sexologia.


  • A Ansiedade patológica tem cu

    A Ansiedade patológica tem cura?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A ansiedade é um mecanismo adaptativo e todos precisamos dela. Costumo dizer que "é o sinal de alarme do nosso organismo". É ela que nos diz que estamos em perigo e devemos defender-nos ou fugir. Contudo, se até certo ponto é adaptativa, a partir de determinado limite passa a ser patológica e a interferir significativamente no nosso dia-a-dia, condicionando a nossa forma de agir e de nos relacionarmos, impedindo que façamos coisas que até então fazíamos.
    Quando a ansiedade se torna patológica devemos então procurar ajuda e, em casos mais graves, a solução poderá passar pela combinação da medicação com a psicoterapia. A medicação trará o alívio de sintomas e a psicoterapia trará estratégias de controlo e diminuição da mesma, bem como das suas causas. A terapia cognitivo-comportamental tem vindo a demonstrar resultados muito bons nos casos de ansiedade.


  • Sofro de compulsão alimentar...sei

    Sofro de compulsão alimentar...sei que o tratamento passa pela articulação de várias áreas, nomeadamente, psicologia, psiquiatria, nutrição...A psicologia tem se mostrado ineficaz no meu caso, gostaria de saber se devo recorrer a um psiquiatra?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    O tratamento deste tipo de situações passará sem dúvida pelo acompanhamento multidisciplinar, pelo que, deverá sim consultar um psiquiatra. Contudo, poderia ser benéfico procurar outro psicólogo, eventualmente com uma abordagem e metodologia de trabalho diferentes. A linha de formação do psicólogo influencia a sua metodologia de trabalho e a pessoa deverá procurar aquela com que mais se identifique.


  • Eu sofro de ansiedade a algum tempo,

    Eu sofro de ansiedade a algum tempo, não sei qual o motivo, procuro ajuda de um especialista, estou gravida e então desde que descobri a ansiedade aumentou ! A ansiedade cura-se em quanto tempo ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Não existe um timing definido para se resolver um quadro de ansiedade, mas, da minha experiência, um quadro de ansiedade pode ser revertido no espaço de meses em terapia cognitivo-comportamental, mesmo um quadro de ataques de pânico.
    A gravidez poderá deixá-la mais vulnerável e por isso é importante que procure ajuda o mais rapidamente possível para assim começar a aliviar os sintomas e consequentemente a diminuir o nível de sofrimento.


  • Há um ano que não estou bem e

    Há um ano que não estou bem e cada vez esta va indo para pior. Agora estou a tomar sertralina (100mgx1) há 2 meses, além disso já estive 3 vezes com um psicologo do meu centro de saúde. Com que frequência deveria-se ir as consultas do psicologo ao ter uma depressão mediana/grave para ficar bem?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    É importante que nos casos de maior severidade sintomatológica, o acompanhamento seja feito semanalmente numa fase inicial. Este poderá ser espaçado à medida que se vá sentindo melhor e que os objetivos se vão alcançando. Infelizmente, nos centros de saúde, o acompanhamento nem sempre tem a periodicidade desejada por falta de recursos humanos e de capacidade de resposta às solicitações.


  • Desconfio que sofro de personalidade

    Desconfio que sofro de personalidade de Boderline com traços de personalidade obsessivo compulsivo é possível? Qual o tipo de tratamento mais indicado nestes casos?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A verdade é que muitas vezes vamos "buscar" traços de personalidade a diferentes tipos de personalidade. A questão não é reunir traços de diferentes tipos de personalidade, mas sim saber se alguma delas se encontra a um nível patológico e qual o nível de interferência no seu dia a dia, na forma como se relaciona com os outros, com o mundo e consigo mesmo. Quando estes traços interferem significativamente e causam sofrimento, poderemos estar no patamar do patológico.
    Neste caso, é necessária a realização de uma avaliação psicológica e o acompanhamento psicoterapêutico com o intuito de minimizar o impacto dessas caraterísticas. Em alguns casos pode ser necessária a toma da medicação.


  • Sofro de ansiedade desde que me

    Sofro de ansiedade desde que me lembro. Estou agora com 29 anos. A minha mãe faleceu na ceia de natal de 2012 e desde então a ansiedade tem arruinado a minha vida. Tomo victan 2mg mas sei que algo não está bem no meu subconsciente e que algo faz detonar está bomba relógio. Que devo fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A ansiedade é uma resposta normal e inata do nosso organismo. É um "botão de alame" que nos diz quando esamos em perigo e podemos fazer uma de duas coisas, lutar ou fugir da situação temida.
    O problema é quando este botão se ativa vezes de mais e em situações onde não há perigo nenhum, atingindo níveis desadequados de sofrimento. O botão estaria nestes casos "avariado". Daquilo que descreve, apesar de medicada, convém procurar a ajuda da psicoterapia, de modo a resolver os pensamentos que geram ansiedae, caso contrário, está a aliviar o sintoma mas não a causa.


  • um neurologista é aconselhado

    um neurologista é aconselhado para tratar pessoas com problemas em sair de casa?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    A agorofobia, por norma está associada à perturbação de pânico, devendo ser tratada por um psicólogo e/ou psiquiatra, uma vez que se trata de um problema de ansiedade e não um problema neurológico.
    Através da medicação poderá obter alguma ajuda para minimizar a ansiedade e através da psicoterapia aprenderá que os pensamentos devem ser desconstruídos, pois não correspondem à verdade e adquirirá ferramentas e estratégias que lhe permitam diminuir a ansiedade e enfrentar as situações vistas como ameaçadoras. Estas estratégias são importantes para reduzir os evitamentos, os quais condicionam gravemente a vida da pessoa.


  • procuro um psicoterapeuta. Quem

    procuro um psicoterapeuta. Quem são os especialistas em Psicoterapia? Os psicoterapeutas são todos competentes e eficazes? como deverei escolher um psicoterapeuta?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Os psicoterapeutas são por norma psicólogos ou psiquiatras com formação complementar. Como em todas as classes profissionais, não podemos assegurar a competência de todos os elementos, contudo, deverá escolher aquele cuja área de formação ou experiência profissional vá mais ao encontro do seu problema.


  • E vulgar haver confronto diário

    E vulgar haver confronto diário com a sua própria mãe. Mãe 74 anos, filha 45.
    Raiva, insultos, ler mensagens pessoais , falar desabridamente?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Os sinais que descrevem podem enquadrar-se em diferentes quadros diagnósticos, podendo estar presentes também na perturbação borderline.
    Sem dúvida beneficiaria de um treino de assertividade e controlo de impulsos, independentemente do diagnóstico.


  • Qual a melhor terapia para o vaginismo?

    Qual a melhor terapia para o vaginismo? qual especialista procurar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    O vaginismo, integrando o quadro diagnóstico das disfunções sexuais, deverá ser avaliado de duas formas. Primeiro através de avaliação médica, com o intuito de se descartar qualquer problema físico. Depois, e caso as causas sejam emocionais/psicológicas deverá ser avaliada em consulta de psicologia e traçar o plano de intervenção a partir daí, através de terapia cognitivo-comportamental.


  • Sofro de depressão ha 20 anos,

    Sofro de depressão ha 20 anos, agora estou medicada ha 2 anos com efexor xr 150 mg, ansilor que me desperta em vez de adormecer o que para mim é otimo. o Problema é o Socian 25 mg engordei 30 kg,amenorreia e prolactina elevada.
    mas sem ele fico numa anedonia completa. Que fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Inicialmente talvez devesse consultar o médico prescritor ou inclusivamente procurar uma segunda opinião e tentar perceber se a medicação estará ajustada ou se necessita adaptações/alterações.
    Paralelamente, deverá procurar um psicólogo/psicoterapeuta com o intuito de realizar uma avaliação e iniciar um processo psicoterapêutico que certamente será uma grande ajuda na recuperação.


  • Sou doente bipolar e já estive

    Sou doente bipolar e já estive internado várias vezes e só após alguns anos é que me mentalizei que tenho de tomar medicação. No entanto encontro-me em tratamento compulsivo em ambulatório com Depakine1000 e xeplion50 injectável. Estarei a fazer a medicação mais adequada?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Se efetivamente o diagnóstico estiver correto, a toma de medicação é importante para estabilizar o humor. Se está a sentir-se bem com ela, é porque deverá estar correta. Poderá também pedir uma segunda opinião e complementar com o apoio psicoterapêutico. O essencial é ter acompanhamento e deixar-se ajudar.


  • Quando uma pessoa com doença bipolar

    Quando uma pessoa com doença bipolar tipo II tenta suicidio não devia ficar internada?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    As coisas não devem ser avaliadas de forma tão linear. Claro que se existe um risco iminente de suicídio, poderá ser necessário o internamento de modo a estabilizar os sintomas e evitar que algo grave aconteça.
    Não devemos esquecer que um dos maiores riscos para ocorrer suicídio é a desesperança, ou seja, a falta de esperança no futuro.
    A psicoterapia, o tratamento medicamentoso e o apoio social são essenciais para o sucesso da intervenção.
    "O suicídio é uma saída definitiva para um problema transitório" (In Depressão: muito para além da tristeza - Climepsi Editores)


  • Gostava de saber se têm tido resultados

    Gostava de saber se têm tido resultados em terapias para resolver ataques de pânico.
    A abordagem é Comportamental?
    E quanto tempo é de esperar uma melhoria?
    Obriga

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Catarina Lucas

    Tenho atendido em consulta vários casos de perturbação pânico, tendo alcançado resultados muito positivos e alguns em espaços temporais relativamente curtos. Tais resultados são alcançados através da terapia cognitivo-comportamental e em alguns casos através da conjugação com a farmacologia.
    Apesar dos pensamentos serem altamente irracionais e causarem imenso sofrimento, o processo de recuperação acaba por ser mais simples do que à partida se poderia prever.
    A medicação ajudará numa fase inicial na diminuição dos sintomas, mas será necessária a aquisição de estratégias que permitam o controlo dos sintomas a longo prazo sem necessidade da mesma.


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