Eu e o meu companheiro tivemos
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Eu e o meu companheiro tivemos trajetos de vida e relacionamentos muito diferentes. Eu sempre baseei a minha vida pessoal em sentimentos comuns e dedicação pessoal, ele teve sempre prioridades materialistas. Ele diz-me que pela primeira vez se sente amado, mas eu não me sinto apreciada. Que fazer?
Na realidade, as diferenças que aponta, num primeiro olhar, serão benéficas, no sentido em que é muito importante conservar a individualidade na vida de casal. Aparentemente, a dificuldade está em criar um espaço comum, onde possam ser reconhecidas as particularidades e necessidades de cada um, sem que isso os afaste.
Numa relação de casal a comunicação e expressão das emoções e das expectativas de cada um dos membros para a relação são fundamentais para a construção do projeto de casal. Debatam em conjunto o que cada um sente, valoriza e espera de uma relação.
Reconhecer que cada um tem a sua individualidade e pode ser diferente não é negativo, pode ser até bastante enriquecedor... Agora é importante perceber porquê que não se sente apreciada. Que possam falar abertamente sobre os sentimentos de cada um...
É um grande desafio entrarmos no mundo das relações. A diferença individual é «tão natural como a sede» e, por isso, não é nenhum impedimento a uma relação amorosa com bons níveis de satisfação. Pelo contrário, é um desafio que, se ambos estiverem dispostos a enfrentar, na construção da relação a dois, trará grandes benefícios para as individualidades e para a relação. Há que, no entanto, refletir em conjunto (podendo haver a mediação de um profissional habilitado - p.e., um terapeuta de casal) para a relação crescer a dois de forma mais sustentada.
O importante é encontrarem um ponto de equilíbrio no meio das vossas diferentes, já que todos somos diferentes. Tentem compreender-se e apoiarem-se de modo a que a vossa individualidade possa ser respeitada e a partir daí encontrar um caminho conjunto e um modo de estar na relação em que ambos se sintam bem. Se achar útil, procurem um terapeuta de casal, de modo a guiar-vos nesse processo.
Olá. Obrigada pela sua questão. E de uma forma positiva lhe devolvo uma parte da sua questão.
O que poderia fazer você e o seu companheiro para que se senti-se mais apreciada?
E o que significa, para o seu companheiro, sentir-se amado?
Que acções podem ser tomadas para que estas questões fossem mais explicitas, mais evidentes e mais recorrentes na relação?
Estas podem ser algumas questões de base numa terapia de casal ou individual, que a pudessem direccionar para o conhecimento (hetero e auto-conhecimento) daquilo que já existe e é bom, como também daquilo que não existe e era importante existir ;)
Contudo, mais do que diferenças individuais, o foco deverá ser o conjunto, isto é a relação :)
Felicidades. E estarei ao dispor para questões ou dúvidas posteriores.
Cumprimentos. Liliana.
O que poderia fazer você e o seu companheiro para que se senti-se mais apreciada?
E o que significa, para o seu companheiro, sentir-se amado?
Que acções podem ser tomadas para que estas questões fossem mais explicitas, mais evidentes e mais recorrentes na relação?
Estas podem ser algumas questões de base numa terapia de casal ou individual, que a pudessem direccionar para o conhecimento (hetero e auto-conhecimento) daquilo que já existe e é bom, como também daquilo que não existe e era importante existir ;)
Contudo, mais do que diferenças individuais, o foco deverá ser o conjunto, isto é a relação :)
Felicidades. E estarei ao dispor para questões ou dúvidas posteriores.
Cumprimentos. Liliana.
Sugiro uma primeira sessão para avaliação da situação e para perceber se a sua insatisfação tem raiz na relação de casal ou se está ligada com outras situações mais abrangentes da sua vida. Se perceber que está simplesmente associada à relação conjugal talvez uma abordagem ao casal baseada em Process Communication Model ® possa ser suficiente.
Da sua pergunta o que me salta à vista é o facto de não se sentir apreciada. Sugiro explorar esta questão em terapia de casal. Ao seu dispor se tiver mais perguntas.
O desequilíbrio na relação é, frequentemente, fruto da assimetria afectiva.
Se a relação, satisfatória para um dos elementos, não se traduz em reciprocidade está aberta a condição para os sentimentos de injustiça, desvalorização, egoísmo e outros afectos e sentimentos ligados ao sentimento de prejuízo pessoal e relacional.
Independetemente dos diferentes percursos individuais, a relação é uma dimensão comum que só existe efectivamente com a presença, investimento, construção e partilha mútuos.
Será uma questão de interpretação ou uma questão de consciência que está a perturbar a relação?
Se a relação, satisfatória para um dos elementos, não se traduz em reciprocidade está aberta a condição para os sentimentos de injustiça, desvalorização, egoísmo e outros afectos e sentimentos ligados ao sentimento de prejuízo pessoal e relacional.
Independetemente dos diferentes percursos individuais, a relação é uma dimensão comum que só existe efectivamente com a presença, investimento, construção e partilha mútuos.
Será uma questão de interpretação ou uma questão de consciência que está a perturbar a relação?
Diferenças de trajetos de vida e de valores podem gerar dificuldades numa relação. É importante que ambos consigam falar sobre as suas necessidades — no seu caso, sentir-se apreciada e reconhecida. O diálogo é essencial para que cada um compreenda o que o outro valoriza e espera da relação.
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