Perguntas do paciente (45)
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Olá, estou à procura de um profissional com experiência em casos de abuso sexual e formação em psico
Olá, estou à procura de um profissional com experiência em casos de abuso sexual e formação em psicoterapia, para acompanhamento psicológico conjunto com um psiquiatra. Tenho um historial de depressão e ansiedade, e já consultei psicólogos e psiquiatras anteriormente, mas não tive boas experiências nem com os profissionais, nem com a medicação.
Recentemente passei por uma situação difícil e sinto que preciso de ajuda especializada para lidar com o que aconteceu. Gostaria de encontrar alguém compreensivo e com experiência nesta área, de preferência na zona de Guimarães. Agradeço desde já qualquer recomendaçãoRESPOSTA DO MÉDICO:
Antes de mais, e acredito que falo em nome de todos os profissionais que leem esta mensagem, envio um abraço solidário da nossa parte. É preciso muita coragem para dar este passo em busca de ajuda, especialmente depois de experiências tão marcantes e desafiadoras como as que descreve.
Gostaria que soubesse que trabalho com muita sensibilidade e cuidado em casos de trauma, incluindo situações de abuso sexual, e tenho experiência a acompanhar pessoas que enfrentam desafios como ansiedade e depressão. Compreendo profundamente a importância de se sentir acolhid@ e compreendid@ neste processo, e reconheço que o acompanhamento conjunto com um psiquiatra pode ser essencial para o seu bem-estar.
A minha abordagem centra-se em criar um espaço seguro, de confiança e acolhimento, onde possamos explorar, ao seu ritmo, aquilo que tem vivido, ajudando-@ a encontrar estratégias que façam sentido para si. Utilizo intervenções baseadas em psicoterapia, sempre adaptadas às necessidades e ao percurso único de cada pessoa.
Se sentir que posso ser a pessoa certa para o acompanhar nesta etapa, estou disponível para falarmos e marcarmos um primeiro encontro. Estou aqui para o ouvir e para o ajudar a encontrar um caminho que lhe permita recuperar o bem-estar e a qualidade de vida que merece.
Com toda a compreensão e ao dispor,
Maria J. Vargas Pecegueiro
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Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um comprom
Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um compromisso, pela leveza de não ter de as magoar. No entanto, acabo sempre por me apaixonar por essas pessoas e sair magoada.
Agora conheci alguém incrível, com qualidades que eu acredito serem o que procuro, mas sinto-me paralisado pela ansiedade e pelas comparações constantes com relações passadas. O medo e até ataques de pânico estão a impedir-me de viver esta relação e tenho medo de que aquilo que sinto pela pessoa não seja o suficiente ou que não goste dela de todo.RESPOSTA DO MÉDICO:
Antes de mais, quero agradecer-lhe por partilhar o que está a sentir. Reconheço que não é fácil expor as nossas emoções e medos, especialmente quando se trata de algo tão pessoal como as relações. O que descreve mostra uma grande consciência de si mesmo e das suas emoções, o que é um passo muito importante para compreender e trabalhar estas questões.
É natural que, depois de experiências marcantes e padrões repetidos no passado, surjam medos e ansiedades quando se depara com uma nova relação que parece ter potencial. O facto de estar a questionar o que sente, e de se preocupar com o impacto das suas emoções na relação, mostra o quanto valoriza esta pessoa e esta oportunidade.
O que descreve – desde as comparações com o passado, ao medo de não ser suficiente ou de que os sentimentos possam não corresponder – é algo com que muitas pessoas se identificam. É possível que estas reações estejam ligadas a inseguranças ou feridas emocionais de experiências anteriores, que, sem que nos apercebamos, podem influenciar a forma como nos conectamos com os outros no presente.
Trabalhar estas questões em psicoterapia pode ajudá-lo a compreender melhor os seus medos e ansiedades, a lidar com os ataques de pânico, e a criar ferramentas para se sentir mais seguro e confiante na relação. Podemos explorar juntos as raízes destes padrões, dar espaço aos seus sentimentos e encontrar formas saudáveis de os gerir, permitindo-lhe viver esta relação de forma mais plena e alinhada com o que deseja.
Se sentir que o posso ajudar, estou disponível para falarmos e agendarmos um encontro. Estou aqui para o acompanhar e para, juntos, encontrarmos um caminho que lhe permita viver as suas relações de forma mais livre e satisfatória.
Compreensivo e ao seu dispor,
Maria João V. Pecegueiro
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Olá, Tenho 27 anos e vejo pornografia de forma ocasional (média 2x/mês). Tenho um namorado há 3 an
Olá,
Tenho 27 anos e vejo pornografia de forma ocasional (média 2x/mês). Tenho um namorado há 3 anos que me preenche muito a nível intimo/sexual e quando não estamos juntos por estarmos chateados, quando não nos vemos e não nos falamos, sinto desejo por ele e vejo pornografia numa forma de compensação por não poder estar com ele. Acontece que ele não compreende isso, acha que não me satisfaz e que procuro prazer a ver outros homens e neste momento coloco em causa se terei algum transtorno parafílico ou se realmente é um comportamento normal. Podem ajudar-me a compreender o que se passa?RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá.
Esta situação carece de perceber a sua estrutura emocional e a dinâmica do seu relacionamento.
Comportamentos parafílicos não se interpretam de forma tão linear, é necessário perceber vários aspetos da sua personalidade e da dinâmica da sua relação. De uma forma objetiva; o consumo de um produtos multimédia íntimos 2x por semana é problemático? Poderia ser preocupante se o consumisse 2x por dia! Tem de facto dois desentendimentos com o/a seu/a companheiro/a de forma sistemática e deixa de falar com ele/ela/ile tempo suficiente para provocar a necessidade de consumir tais produtos? Como podemos já perceber, a questão é mais complexa que conteúdos para adultos.
Atentamente
MJP
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Boa tarde, estou com um grave problema para conseguir terminar tudo o que começo. Já fui três vezes
Boa tarde, estou com um grave problema para conseguir terminar tudo o que começo. Já fui três vezes para a faculdade e nunca consegui terminar nada. Começo extremamente motivada e sem motivo perco o interesse após alguns dias. Tenho graves problemas de concentração e não consigo ficar parada quando preciso de estudar. Preciso de andar de um lado para o outro. Tenho vários tiques nervosos. Um deles é arrancar as minhas sobrancelhas. Quando estou motivada eu quero fazer tudo ao mesmo tempo. Até faço um cronograma para me orientar, mas no dia seguinte perco logo o interesse. Por vezes que sinto que estou a ser observada, outras vezes não consigo lidar com os meus próprios pensamentos e preciso de colocar a música aos altos berros. Sinto como se uma outra pessoa estivesse aos berros dentro da minha cabeça ou estivesse a dar-me ordens tipo para me matar. Já tive várias tentativas de suicídio e no dia seguinte estava tudo bem. Parecia que eu era a pessoa mais feliz do mundo. Por vezes tenho vontade de me mutilar. Sinto-me constantemente culpada. Nesses casos preciso de me mutilar para me castigar e sentir aliviada. Tenho graves problemas de alimentação pois passo horas sem comer e só consigo comer de noite. Em muitos casos eu faço greve de fome de propósito com o intuito de me magoar. Viver comigo é como se vivesse numa montanha russa. Num dia eu sou a pessoa mais confiante e sociável do mundo, faço imensos planos e noutro eu estou a planear o meu suicídio. Isto está a dar cabo de mim porque eu não consigo terminar e sinto culpa. Num minuto estou a dançar de alegria e noutro só quero chorar e gritar. Tenho muitas dificuldades em comunicar-me. . De manhã posso acordar como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, com vontade de viver até aos 100 anos e com vontade de fazer milhões de coisas e terminar o meu dia a tentar matar-me. Em certos momentos eu tenho medo da morte e noutros eu quero que ela me leve. Sobre as minhas relações nem vou comentar. Eu consigo amar e odiar uma pessoa de um minuto. É como se não tivesse controlo das minhas próprias emoções. É como se tivesse várias pessoas dentro de mim. Tenho ataques de raiva em que me apetece partir tudo. Já cheguei a atirar um computador pela janela. Tenho medo que durante um desses ataques de raiva, possa magoar alguém. Eu quero ir a um psiquiatra porque tenho medo de me esquecer de algo importante e isso prejudicar o meu diagnóstico. Já fui seguida mas só piorou. Eu sentia que estava pior do que antes. Eu tenho dificuldades em dormir. Muitas vezes tenho vários pesadelos em que vejo pessoas a morrer. Já acordei várias vezes a chorar e aos berros. Os meus pensamentos são desorganizados que fico cheia de dores de cabeça. Já acreditei que andava a ser perseguida. Pode parecer loucura, mas tenho feito uma pesquisa sobre transtorno bipolar e eu identifico-me com alguns sintomas. Será que existe algum teste que me ajude a descobrir.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom, por onde começar.
Começo pelo seu quadro e pelas inumeras vezes que já o vi e tive em gabinente. Começa sempre por parecer ser uma missão quase impossível mas de facto parte do desafio já está voce a percorrer. Há que colocar nessa equação a medida certa de acompanhamento.
Não há milagres nem solções imediatas mas também não há casos perdidos pois em última instancia, temos todos de aprender a viver com os nossos desafios.
Marque uma consulta para que e querendo, possamos iniciar o caminho que necessitará de percorrer de forma autonma.
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À cerca de 1 mês e meio que tenho tido ataques de ansiedade e tenho tido vários pensamentos que me p
À cerca de 1 mês e meio que tenho tido ataques de ansiedade e tenho tido vários pensamentos que me provocam medo, tal como um medo assolador de ter uma depressão, como posso perceber se tenho ou é só ansiedade?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa noite. De facto, um quadro depressivo é assustador, mas assim é também um ansioso ou qualquer outro que impute sofrimento no seu dia a dia. O mais importante agora será perceber o que está a causar estas alterações e desenvolver estratégias para minimizar esse impacto. Saiba que tanto a ansiedade como a depressão podem e devem ser tratadas, concilianda a terapia medicamentosa com a psicoterapia. Faço votos para que melhore.
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Boa noite Fui diagnosticado com Perturbação Obsessiva Compulsiva [com espectro de fobia de impulso]
Boa noite
Fui diagnosticado com Perturbação Obsessiva Compulsiva [com espectro de fobia de impulso]. Embora este quadro tenha sido esclarecido, muito recentemente, já utilizo, desde 2013, Escitalopram e Alprazolan [0.25 mg-de manhã e 0.5mg-de noite], para o tratamento de ansiedade e episódios depressivos. Quanto ao uso do Escitalopram, a dosagem tem sido frequentemente trocada: experimentei 40mg, que me deixavam entorpecido, para depois 20 mg e, no ano anterior 10 mg. Dado a uma recente crise, procurei novas opinões que, em uníssono, aumentaram a dose para os 20 mg. Este aumento está a ser efetuado há sete dias, e apresento efeitos colaterais como sudorese excessiva, palpitações e humor deprimido. Gostaria de saber o seguinte:
1) É normal sentir estes efeitos, sendo eu consumidor deste medicamento há algum tempo, pelo aumento da dosagem? Se sim, quanto tempo devo de esperar para sentir melhorias?
2) A médica psiquiatra prescreveu-me Socian 50 mg, durante 20 dias. No entanto; pelo que li é um antipsicótico, do qual me assustei. Gostaria de conhecer melhor sobre este medicamento, e saber se há interferência com o alprazolam, que tomo ao pequeno-almoço?
Peço, desde já, desculpas por este longo desabafo. Obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá bom dia.
A Perturbação Obsessiva Compulsiva é um quadro muito comum nos dias de hoje. Lendo estudos científicos recentes sobre a matéria, há uma relação entre este fenómeno e o stress diário a que as pessoas estão expostas, seja pela vertente profissional ou pela pessoal. É inquestionável que o equilíbrio químico farmacológico é essencial, não vale a pena negar as evidencias. Ajuda a manter a ansiedade minimamente controlada com efeitos imediatos sobre o impulso. Independentemente do tempo a que se expõe ao tratamento psiquiátrico creio que é altura de dominar a sua condição e para isso há que perceber quais os botões que despertam o problema.
Marque uma consulta de psicologia cognitiva-comportamental para aprender a viver com o seu problema mas de uma forma diferente, uma forma em que consegue criar mecanismos de controle do stress, das emoções e da ansiedade. Veremos se com o tempo poderá reduzir a medicação a valores residuais.
Seja presencial ou à distancia estou ao seu dispor,
Atentamente
MJP
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Boa noite. Tenho 17 anos e hoje tive um episódio que me deixou preocupada. Há alguns dias que me sin
Boa noite. Tenho 17 anos e hoje tive um episódio que me deixou preocupada. Há alguns dias que me sinto nervosa, ando sempre stressada e só me apetece ficar em casa e dormir. Hoje estava a levar o meu cão para casa de uma amiga e ele não parava de ladrar e de me tentar morder. Com a situação comecei a ficar irritada e comecei a chorar imenso, sem conseguir parar. Sei isto porque a minha mãe me contou, pois não me lembro de quase nada. É normal? Devo ficar preocupada com a situação, mais concretamente por não me conseguir lembrar? O que devo fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia. O episódio que relata parece ter tido grande impacto em si, sendo perfeitamente compreensível que esteja assustada. A questão associada à memória pode estar relacionada com diversos motivos, inclusive com um quadro ansioso, que parece estar presente pela sintomatologia descrita. A minha sugestão será que procure um profissional na área da Psicologia para melhor avaliar o sucedido. Votos para que tudo corra bem.
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Olá, Tenho 42 anos e desde os 20 anos que tomo antidepressivos. Já experimentei fluoxetine (indicado
Olá,
Tenho 42 anos e desde os 20 anos que tomo antidepressivos. Já experimentei fluoxetine (indicado para um quadro de anorexia e bulimia supostamente curada) , a venlafaxina e há 7 anos que tomo o escitalopram. Tentei o desmame do A.DP pelo menos 4 veses nos ultimos 5 anos mas acabava por recair 1 ano após a deixa do medicamento
Actualmente tomo 15mg de Escitalopram, mas há varios meses que tenho lutado contra sintomas de Tristeza /humor/ fadiga- perda de energia na maior parte do dia, ou quase todos os dias, perda de prazer nas atividades que antes eram agradáveis, aumento do apetite o que me causa bastante medo e inquietaçao , problemas de concentração, ruminaçao que me levam a um sentimento de desesperança.
O medico psiquitra aconselho-me retomar 75mg Effexor que me ajudaria a estar mais motivada uma vez que ele actua nao somente sobre a serotonina mas tambem sobre a noradrenalina.
Após ter lido um pouco mais sobre esta molecula fiquei e os efeitos colaterais que tem sobretudo no ganho de peso , gostaria de saber qual é a vossa opinião .
Agradecida.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Vamos lá abordar o elefante na sala... Se ainda não o fez, está mais que na altura de introduzir a terapia cognitiva-comportamental nesta equação.
20 anos de tentativa de equilíbrio químico um prazo imenso. Ninguém melhor que você percebe o que está de errado ou o que causa este quadro emocional.
Atentamente
MJP
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Olá, o q eu gostaria de saber é se existe mesmo a cura para ansiedade e depressão? Dei cabo da.minha
Olá, o q eu gostaria de saber é se existe mesmo a cura para ansiedade e depressão?
Dei cabo da.minha vida toda devido a trauma infantil, pq fui doente e tive amarrada literalmente a uma cama mtos meses e q se repetiu..meses sem andar , fisioterapia etc..."abandono" , o pior...pq há 40anos nem deixavam a mãe estar com um filho no hospital mais q uma hora de visita etc etc a partir daí nunca vivi, sobrevivo cheia de limitações pq só me sentir presa por ex numa cadeira de cabeleireiro é coisa para.nunca lá ir...
Seja q doença for esta q me fez desistir de td na vida por medo de estar presa...de estar só etc...é só andar drogada q é a saída??. Preferia saber, pq andar em psicólogos a contar aquilo q ninguém percebe... é mto caro..
Obrigada :-)RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, antes de mais permita-me reforçar que chegou até aqui e, por isso, será certamente capaz de ir mais longe! A ansiedade e a depressão são tratáveis e um acompanhamento psicoterapêutico, em conjunto com terapia medicamentosa, farão toda a diferença nos seus dias. A TCC pode ajudar a desenvolver estratégias para reduzir toda a sintomatologia física e cognitiva associada a estes transtornos e, em conjunto com um psicólogo, com certeza conseguirá definir estratégias para lidar com o seu sofrimento, resolvendo-o. Estarei disponível! Espero que corra tudo bem, não desista de procurar ajuda.
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Boa tarde Tenho algumas questoes. Meu companheiro sofre de depressao e ansiedade. Nos ultimos 2 an
Boa tarde
Tenho algumas questoes.
Meu companheiro sofre de depressao e ansiedade.
Nos ultimos 2 anos ouve vozes ( escondei de todos essa situacao ) mas agora esta pior e resolveu contar pois ja não afuenta mais.
Sua personalidade altera por completo e torna se uma pessoa que eu nao conheco.
E extremamente agressivo tanto a falar como fisicamento e nao consegue controlar as suas emocoes. Alem disso tem paranoias em que na cabeca dele todos falam mal dele e o querem prejudicar.
Ele por vezes parece que nao sabe bem onde esta e se o que ele vive realmente acontece.
Alem de outras situacoes extremas.
Qual e a melhor forma de lhe ajudar.
Nossa relacionamento sofreu imenso devido a essa condicao e ele finalmente quer buscar ajuda o que podemos fazer ?RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia. Antes de mais, a minha sugestão será solicitar uma avaliação psicquiátrica, por forma a moderar as alterações de humor e comportamento que relata. Paralelamente, seria importante iniciar um processo psicoterapêutico que permitisse ao seu companheiro melhor perceber o porquê de todas essas alterações e, acima de tudo, desenvolver estratégias que lhe permitam reduzir o impacto das mesmas nos diferentes contextos da sua vida, bem como nos seus relacionamentos interpessoais. Faço votos para que tudo corra pelo melhor.
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Boa tarde. Andei cerca de 1 mês com dores estomacais e nauseas, devido a esses sintomas achei que ti
Boa tarde. Andei cerca de 1 mês com dores estomacais e nauseas, devido a esses sintomas achei que tinha um cancro no estômago fiquei muito stressado e ate chorava, fui ao médico e ele perguntou me se eu suava enquanto dormia e eu disse lhe que não ao qual ele me respondeu que ainda bem que não porque poderia ser um sintoma de cancro, a partir dessa noite passei a suar e a acordar todo molhado por volta das duas da manhã e já não conseguia dormir mais e foi piorando agora n consigo mesmo dormir ou quando consigo são aos 20/30minutos e acordo com sensação de medo. O médico passou me Zolpidem 10mg para dormir e disse me pra ir ao psicólogo porque era um problema de medo e ânsia. O problema é que tomo o Zolpidem e realmente fico com sono e adormeço mas duas horas depois acordo e já não consigo dormir mais. Gostaria se possível de uma opinião e se é normal so conseguir dormir duas horas com o Zolpidem? Sempre dormi bem até uma semana atrás. Obrigado
RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá boa tarde.
O que poderei eu dizer que não tenha sido dito pelos ilustres colegas acima? Pouco mas queria salientar alguns pontos.
Antes de começar a ler sintomas na na web e começar e aumentar os seus níveis de ansiedade creio que deve procurar ajuda de um médico da especialidade gastroenterologia. O que fará este profissional? Não levará inteiramente as suas queixas para um estado totalmente psicológico e irá entrevir de acordo. Sabia que uma simples gastrite no estômago provoca sintomas que quando procurados na web facilmente retornam como problema oncológico? Este especialista irá despistar via exames a razão da sua dor abdominal.
Se depois deste processo mantiver um quadro de ansiedade, deverá procurar um profissional da área da psicologia ou psiquiatria para que se perceba se com ou sem medicação consegue controlar o quadro ansioso.
As melhoras,
MJP
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Transtorno depressivo
Boa noite , tenho 52 anos e sofro de depressão desde dos 15 anos por ter médicos q nunca estiveram á altura sobretudo o primeiro qdo tinha 16 anos-a minha pergunta é: acha q eu deveria ter terapia cognitiva?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde. Lamento que não tenha conseguido encontrar a ajuda que expectava; contudo, concordo com o que já foi dito anteriormente: as competências técnicas dos profissionais não farão, por si só, com que a melhoria e a mudança ocorram. É necessário que haja real compromisso e responsabilização por parte do paciente que se submete a um processo de mudança, reforçando ainda que este processo deve ser enriquecido com psicoterapia e terapia medicamentosa. Poderá a terapia cognitiva comportamental ser uma das respostas, se de facto estiver comprometido com o processo de mudança. A forma como tem vindo a viver e a sentir a vida pode sim melhorar, e se fizer este trajecto acompanhado, tanto melhor!
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Em forma de desespero, gostaria de saber como é possivel ajudar alguem com paranoias derivadas de um
Em forma de desespero, gostaria de saber como é possivel ajudar alguem com paranoias derivadas de um uso de drogas.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde.
A sua questão é vaga... Que tipo de drogas? Há drogas que quando se deixam de consumir possuem efeitos graves de forma imediata.
Consulte o SICAD e liguem com eles. Inicialmente deve tentar perceber o que se trata, depois sim, procurar ajuda especializada.
O SICAD representa: Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Substancias. (use o google para encontrar detalhes e contactos).
Devo-lhe dizer que o passo de deixar as substancias aditivas tem de ser também dado pelo consumidor. Este tem de estar envolvido e com vontade de mudar. Cumprimentos e ao dispor,
MJP
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Esquizofrenia
Boa Tarde, tenho esquizofrenia, estou medicado correctamente, sinto-me bem, como bem, durmo bem, tudo normal mas como sou casado desconfio da minha esposa nas suas atitudes que me levam a duvidar de seus comportamentos no facebook, nas idas ás compras e no chegar tarde a casa e não me contar tudo o que acontece com ela. Terá isto a ver com a doença, ou será que estão a acontecer coisas que eu desconheço com a minha esposa? Não confio nela e descubro varias pequenas mentiras no seu dia-a-dia, que me provocam desconforto e desconfiança.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde. É importante que, além da medicação adequada, faça acompanhamento psicoterapêutico para que, em conjunto com o/a psicóloga, possa partilhar e pensar a dois o que está a sentir. Pode, de facto, ter algo a ver com a esquizofrenia mas também pode ser uma questão mais social que médica. Contudo, o melhor será falar abertamente com a sua esposa e falar sobre os seus sentimentos e receios. A comunicação é essencial entre o casal, quem sabe com uma conversa honesta encontra a resolução dos problemas do casamento.
Atentamente
MJP
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Depressão
Boa noite! Sempre foi uma criança, adolescente e adulto insegura e com baixa autoestima, quando criança sofri de bullying, em 2005 tive a minha primeira depressão e desde aí só consegui deixar a medição por períodos curtos. No ano passado mesmo tomando Sertralina 50mg tive uma recaída grande, desde então sou seguida por uma psiquiatra aumentou para 100mg de Sertralina mais Duloxetina 60mg e como ando sempre cheia de ansiedade Alprazolam 0,5mg melhorei durante uns tempos mas agora já comecei a piorar novamente, tou a pensar em fazer psicoterapia pois não vejo luz ao fundo do túnel, que me aconselham? Obrigado
RESPOSTA DO MÉDICO:
Cara,
Creio que o que será essencial para si acompanhar o tratamento químico que está a fazer, com sessões de psicoterapia. Estando estável do ponto de vista químico, será a altura certa para procurar o elemento catalisador de desequilíbrios e perceber como poderá conviver com este.
Atent
MJP
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Transtornos Bipolar
Boa tarde, o companheiro da minha filha Bipolar tipo 1 teve uma crise de Mania no final de Junho necessitando internamento hospitalar. Teve alta após um mês medicamentado com Diplexil 500mg(2comprimidos), Diazapam 5mg Olanzapina 20mg (deitar) e 5mg (pequeno almoço) e Tercian 100mg .Todas as semanas tem tido episódios "estranhos" (estes últimos mais fáceis de controlar e não tão agressivos ) Quando fica mais calmo pede desculpa e diz que não é ele a falar mas sim as vozes da sua cabeça.Diz que é médium e que tem uma missão para cumprir e pede a minha filha para não contar a ninguém.Sendo a primeira vez que lidamos com a doença gostaríamos de saber se este comportamento é normal mesmo com os medicamentos (que toma correctamente) e quanto tempo se pode alastrar? Obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Cara,
O que relata é um tema muito delicado. A Bipolaridade requer equilíbrio e deve procurar um equilíbrio junto de um médico psiquiatra com consultas regulares. A fase de mania que descreve, não me parecer ser única de bipolaridade. Ainda assim, procure um psiquiatra para ajustar a medicação e procure um psicologo para consultas regulares para que se encontrem estratégias de controlo permanentes.
Atentamente
MJP
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Disfunção eréctil
Boa Noite,
Sempre tive várias raparigas atrás de mim e sempre tive também uma vida sexual muito activa. Nunca tive problemas de erecção, apenas em situações pontuais por excesso de álcool no sangue.
À 6 meses atrás conheci uma rapariga com a qual decidi assentar e tudo estava a correr bem até à cerca de 3 meses atrás.
A primeira vez que perdi a erecção foi quando estávamos os 2 na casa dela e íamos fazer sexo. Bebi um bocado de vinho antes e na hora H lá se foi a erecção. Fiquei chocado porque nada do género me tinha acontecido, mas lá dei a volta à situação (apesar do embaraço normal e de começar logo a pesquisar tudo e mais alguma coisa na internet). Isto deu-se em Maio.
Durante os meses seguintes foi tudo correndo normal durante a nossa relação sexual ( Maio, Junho e Julho mais ou menos). Acontece que desde à 1 mês e meio atrás esta situação voltou e agora parece que acontece sempre!! Cada vez me sinto mais ansioso na hora H e acredito que seja isso que me esteja a prejudicar. Ao inicio achei que era das "borracheiras" ao fim de semana e realmente aí já quase não conseguia. Decidi ir experimentando nos dias que não bebia alcool (ou seja, toda a semana) e foi resultando. De momento parece que perco sempre a erecção. Nas cerca de 10 ultimas tentativas de sexo que tive com ela na hora H perco a erecção.
Nunca nada disto me tinha acontecido, inclusive até durava bastante tempo no ato e conseguia várias vezes no mesmo dia. Sinto que isto me está a perturbar até porque nas duas ultimas vezes já nem tentei para não passar pelo "não consigo".
Tenho 25 anos, faço ginásio regularmente e considero que tenho um estilo vida saudável. Não fumo e bebo apenas ao fim de semana. Refiro que com masturbação tudo corre normal e tenho as erecções nocturnas também. A minha parceira é bastante tímida no campo sexual, mas até aceita novas sugestões e é compreensível não colocando pressão em mim.
Gostaria de saber os vossos comentários.
Muito Obrigado.
Cumprimentos.RESPOSTA DO MÉDICO:
Caro,
Não imagina a quantidade de vezes que ouvi um relato identido ao seu. Se reparar, já fez o seu próprio diagnóstico.
O stress, a ansiedade e todos os receios que daí originam, são o ponto que leva ao resultado que conhece.
O que lhe recomendo? Duas coisas, a primeira fazer umas análises para despistar desequilíbrios hormonais, e a segunda recomendação, uma consulta com um psicólogo para procurar a fonte do "stress".
Atentamente
MJP
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Bom dia, Gostaria de saber se a hipnoterapia pode ser eficaz para doentes com depressão e transtorn
Bom dia,
Gostaria de saber se a hipnoterapia pode ser eficaz para doentes com depressão e transtornos de ansiedade incluindo ataques de pânico?
Há alguma terapia recomendada que não inclua a toma de antidepressivos e ansiolíticos?
ObrigadaRESPOSTA DO MÉDICO:
Caro/a
Como pode ver pelas respostas anteriores, há várias formas de abordar o seu problema. Uma delas é a objetiva, que será apoio medicamentoso e psicoterapia, algo reconhecido pelas Ordens de Medicina e Psicologia, a outra é pela sugestão. Aliás, estudos de Harvard e Princeton indicam isso mesmo, o efeito da sugestão não tem provas impiricas. Não obstante, tal como a psicoterapia convencional visa que o paciente encontre ele mesmo mecanismos para resolver os seus desafios, a hipnose poderá resultar como meio de alcançar isso mesmo. Com estas duas sugestões, a médica e a alternativa, poderá efetuar o seu raciocínio.
Atentamente
MJP
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Insonio
Boa noite, a cerca de um mes tenho acordado com a sensação de que tenho o cérebro a ferver, sinto-me mal, desorientada, esqueco-me de tudo, passo o dia com tonturas e a noite não consigo dormir. Que me aconselham?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde. É essencial que explore essa sintomatologia com um profissional da área da psicologia ou da psiquiatria. O conjunto de sintomas que descreve pode corresponder a diferentes quadros; será importante trabalhar e reduzir o mesmo para que possa voltar a ter qualidade de vida e estabilidade nos diferentes contextos de vida, que imagino se encontrem alterados devido ao impacto dos sintomas que descreve. O primeiro passo é, portanto, procurar ajuda médica. Que tudo corra bem.
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Terapia Individual
Bom dia !
Estou a precisar de ajuda psicológica !
Na minha juventude tive um relacionamento de 4 anos , ao fim desse tempo ela me traiu com outro rapaz !
A partir desse dia eu nunca mais consegui ser a mesma pessoa, fiquei frio , e até hoje nunca mais consegui me apaixonar pois vivo com aquela sensação que vou ser traído de
Novo e afasto as pessoas !
Acha que preciso de ajuda ?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá.
O que descreve na sua mensagem é o resultado de uma ação natural do ser humano. Mas o que é que isto quer dizer?
Sempre que passamos por um episódio negativo ou adverso, reagimos. Essa reação pode ser, em alguns casos, o que separa o ser humano da vida e da morte, o que claramente não é o seu caso. Chamemos-lhe sentido de sobrevivência e este existe a vários níveis e todos nós.
No seu caso em particular, essa reação tornou-o/a uma pessoa mais cautelosa, mais distante, mais atenta. Em alguns casos esta nossa defesa é desproporcional e não se consegue perceber ao certo porquê.
Poderíamos indagar se ignorou sinais de alerta, se eventualmente teve alguma responsabilidade no que aconteceu (repare que não me estou a referir a culpa, mas sim responsabilidade)... O primeiro passo já foi dado por si ao perceber que algo está desajustado. O segundo é estar em consultório para, em conjunto com o psicólogo, perceber o que aconteceu, dar (quem sabe) um novo significado a tudo o que está a sentir e, acima de tudo, ganhar estratégias para identificar o que o condiciona e criar estratégias para reduzir o impacto no seu dia a dia.
Atentamente,
MJP
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…