Perguntas do paciente (50)
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Terapia Individual
O meu namorado tem cancro, está a fazer tratamentos de quimioterapia e eu não sei o que fazer... A possibilidade de não haver cura está cada vez mais próxima, e eu tenho medo de ele ficar acamado e sobreviver uns meses/anos. Sinto-me egoísta por reclamar, mas já tem sido difícil de lidar com a situação pois ele é muito ansioso/depressivo e eu tenho sempre de mostrar força. Por vezes tenho vontade de desistir da relação ou fico deprimida e penso que tenho é de aguentar, fazer o sacrifício e ser altruísta. Devo procurar ajuda psicológica para me ajudar a lidar com a situação?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde,
Lamento a situação pela qual está a passar e espero que possa conseguir encontrar um maior conforto. Sim, acho que iria beneficiar de consultas de intervenção psicológica. Na sua vertente clínica, portanto a Psicologia clínica tem por objectivo primordial a promoção do bem estar psicológico através do autoconhecimento. Para tal, o psicólogo clínico deverá através de modelos cientificamente validados prevenir, avaliar, diagnosticar e intervir sobre as perturbações mentais. O Psicólogo clínico intervêm sobre todas as perturbações mentais existentes, e que constam do DSM-V; como também trabalha ao nível da promoção do bem estar psicológico ao nível da auto-realização e do auto-conhecimento.
Espero ter sido útil.
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Ansiedade
Comecei a fazer acupunctura para a ansiedade e tive muito bons resultados (sobretudo desde que deixei a psicóloga que só me fazia pior) a acupunctura sim fez-me maravilhas! Infelizmente daqui a uns meses vou para o estrangeiro e vou ter de parar. Faço semanalmente e gostava de saber se há riscos de parar repentinamente (quando me for embora) ou se é melhor começar já a reduzir e fazer de 15 em 15 dias por exemplo?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde Obrigado pela sua partilha e espero que tudo corra pelo melhor. Quanto a sua questão parece que já obteve uma resposta por um especialista da área. No entanto, uma vez que ainda não terminaram as sessões poderá colocar essa questão ao seu especialista. O meu comentário surge mais no seguinte sentido: mencionou que a psicoterapia só o "lhe fez pior" não deve ser esse o resultado. Se ficou pior acho que seria importante expôr isso mesmo ao seu psicólogo e eventualmente expôr o caso noutras instâncias caso a situação se mantivesse.Uma coisa é não melhorar portanto a terapia não ser eficaz, outra coisa é a terapia intensificar o problema.
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Doenças psicossomaticas
Boa noite, o meu companheiro faleceu à cerca de 7 anos e a com a perda o meu organismo manifestou algumas alterações, fiquei com muitas brancas e a pele das mãos caiu-me , à cerca de 3 anos comecei a sentir muita comichão vaginal, não noto nenhumas secreções ou cheiros anormais mas a pele tem um aspecto seco, nas orelhas a pele começou a descamar e as otites começam a ser frequentes, o meu médico de família diz que não há nada a fazer nem num caso nem noutro, não me aconselhou nem me encaminhou a nenhum especialista, e eu sinceramente não sei se devo procurar um dermatologista ou um ginecologista, ou um otorrinolaringologista. O que me aconselham?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde,
Antes de mais lamento a sua perda e espero que possa conseguir solucionar estes problemas que a perturbam. É preciso ter atenção ao seguinte: apesar de poder existir uma relação entre a morte do seu companheiro e o surgimento dos problema que descreve não significa que de facto é essa a causa. Poderá ser uma multiplicidade de factores conjugados, como outras possibilidade também serão validas.
Repare no seguinte, bastou mencionar que este problemas começaram a emergir após a morte do seu companheiro, para começar a receber comentários que sustentam essa relação. Portanto, aqui aconteceu qualquer coisa como: se foi após a morte do companheiro então é isto, ou aquilo... É necessário fazer uma avaliação exaustiva antes de especular sobre os diagnósticos ou causas. O que sugiro é que procure um bom especialista de clinica geral e responda as questões dele. Se ele perguntar há quanto tempo começaram a surgir os problemas responda - sete anos. Se perguntar se aconteceu alguma coisa nessa altura fale da morte do seu companheiro e tente perceber se aconteceu mais alguma coisa de significativo, até mesmo antes da morte do seu marido (doenças, inicio de alguns sintomas, etc..) Ou seja, se partir para a explicação dos problemas já com aquilo que é a sua ideia das causas acontecerá o que está a acontecer aqui, toda a gente ficará condicionada e fará a mesma relação. Faça uma boa avaliação num bom especialista de clinica geral.
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Ansiedade
Gostava de saber se o Victan causa habituação se for tomado só duas vezes por semana? Já tomo há quase um ano mas nunca passo dois comprimidos por semana normalmente, ou seja, de 3 em 3 dias...
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde,
Se lhe foi prescrito como tratamento para a ansiedade, o ideal seria procurar outro tipo de tratamento. Ao fim de um ano e ainda está a tomar medicação para ansiedade?!? Procure uma segunda opinião num bom profissional da área da saúde mental.
Felicidades
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Perturbação de Hiperatividade / Défice de Atenção (PHDA)
Olá. Tenho 28 anos e a ansiedade generalizada foi-me diagnosticado há cerca de 8 anos.
Sinto que a minha capacidade de concentração está cada vez pior. Depois de pesquisar, identifiquei-me com alguns dos sintomas de PHDA. Como não confundir as duas perturbações?
Obrigada.RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, antes de mais agradeço a sua partilha.
Não existe outra forma de expôr o seguinte: Se tem diagnóstico e iniciou tratamento para ansiedade generalizada há oito anos e ainda mantém sintomas ou se encontra a fazer qualquer tipo de tratamento (fármacos, psicoterapia ou outros) alguma coisa está errada. Portanto, a sua preocupação deveria ser encontrar uma solução para o seu problema, mais do que tentar perceber outras coisas. Não é muito habitual o tratamento para a ansiedade generalizada durar tanto tempo.
As melhoras
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Ansiedade
Boa tarde.
Preciso de uma opinião profissional para saber ao que recorrer, tenho em mente a hipnoterapia.
Eu sempre fui ansiosa e com os nervos a flor da pele.
Sempre tive medo da vida e do rumo que tomaria, sempre fui muito sismatica com o que de mal acontecia.
Mas isso nunca me condicionou muito a minha vida.
Mas de a uns tempos para ca que tenho varias vezes diarreia, ja fiz os exames e diz não ter nada.
O problema e que sinto sempre dores.
O meu medico diz que pode ser psicologico.
So que me condiciona sempre a minha vida porque nunca quero fazer nada, tenho sempre medo de marcar seja o que for por receio de me dar diarreia, e sempre a primeira coisa que penso. E muitas vezes nunca vou.
Neste momento estou desempregada e a procura de algo o que não ajuda nada porque tambem tenho medo do descunhecido, o que vai aparecer?se vai correr bem?e fico com diarreia como fasso? Se vou poder ir sempre que precisar?tudo isto mexe comigo, so que por mais que tente não consigo controlar.
Gostaria de obter uma ajuda por favor.
Obrigada.RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, obrigado pela sua partilha e espero que consiga encontrar a melhor solução.
Parece-me que deverá ter em consideração as recomendações do seu médico. Se o seu médico considerou que poderá ser do foro psicológico então o mais acertado será consultar um profissional da saúde mental. Se se sentir mais confortável com uma segunda opinião, procure um bom especialista de clinica geral que faça uma avaliação competente e depois siga as instruções que ele sugerir.
As avaliações médicas devem estar ao encargo dos profissionais de saúde, seja de que área for, e só estes é que poderão saber ou sugerir qual o melhor tratamento, técnica, etc, a aplicar. Se a hipnose clinica for o mais indicado para o seu problema terá que ser um profissional a recomendar. Se for directamente a um hipnoterapeuta que só faça hipnose clinica é exactamente esse o tratamento que vai receber. E se a hipnose clinica não for o mais recomendável?? Seja qual for a sua decisão, garanta que os profissionais que consulta estão devidamente certificados, sendo que tem o direito de pedir as certificações do mesmo.
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Transtorno de conduta na adolescência
Olá tenho um filho de 14 anos chegamos a um mês do brasil para viver em Portugal quando fomos comprar móveis para seu quarto quis tudo da cor preta e agora fica todo o dia no quarto vendo vídeos series jogos no telemóvel está sempre com preguiça de sair de casa fica isolado isso é normal atitude de adolescentes ou precisa de um acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, muito obrigado pela sua partilha.
É muito difícil fazer uma avaliação competente através deste espaço. E não conseguindo fazer uma avaliação minimamente competente qualquer tentativa de adivinhação de diagnóstico ou possíveis explicações é completamente despropositado e irresponsável, porque poderá sugerir e condicionar a sua visão daquilo que está a experiência. Procure uma clinica onde existam psicólogos especializados em várias problemáticas.
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Transtorno Obsessivo Compulsivo
Olá, sou um jovem de 21 anos, vivo com os meus pais e à 2-3 anos fui diagnosticado com Transtorno Obsessivo Compulsivo relacionado com a limpeza, felizmente consegui superar a minha condição, infelizmente estou numa situação familiar complicada e os meus pais por qualquer motivo que seja mesmo que nao esteja relacionado com a minha doenca (seja por eu estar irritado com alguem ou alguma coisa ) ameacam-me constantemente de chamar os bombeiros para me levarem para o hospital sabendo que mesmo já não sofrendo totalmente ainda me custa estar em hospitais e sitios com muitas pessoas, por favor imploro lhes ao Srs. Doutores se a alguma coisa que eu possa fazer para os impedir de me fazerem estas ameacas constantes.
Por favor ajudem-meRESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde.
Compreendo que neste momento esteja a ser difícil para si lidar com os seus pais e que isso o perturbe. Dentro das limitações que este tipo de interacção (mensagens de texto) aporta vou tentar dar o meu contributo no sentido, de o tentar ajudar a pensar nos problemas que descreve. Devo também acrescentar que o ideal será procurar ajuda especializada recorrendo aos serviços de saúde disponíveis, nomeadamente na área da saúde mental (psicologia).
Vamos por partes:
a) imaginemos que de facto os seus pais concretizam a ameaça. Os bombeiros chegam a sua residência e vão tentar avaliar a situação. Naturalmente serão questionados não só os seus pais como também o senhor a fim de os bombeiros ou outros técnicos que forem chamados ao local, perceberem os contornos da situação para melhor avaliar. Depois deste procedimento vão decidir de duas formas. 1º que o ideal será conduzi-lo para os serviços de saúde para ser avaliado. 2º que a situação não exige qualquer tipo de intervenção por parte deles. Se a primeira conclusão se verificar, uma vez que é maior de idade, pode recusar a intervenção dos bombeiros e consequentemente permanecer na sua residência ou onde melhor entender.
b) Já se questionou porque será que os seus pais fazem esse tipo de ameaças? Em que circunstâncias eles fazem essas ameaças? Quando eles o ameaçam o que é que acontece a seguir, muda de comportamento? A minha interpretação, e que pode estar errada, é que os seus pais ameaçam-no porque acreditam que ao proceder desta forma, você vai parar de fazer o que está a fazer. E se porventura, de facto mudar de comportamento, está subliminarmente a reforçar o comportamento dos seus pais. Ou seja, imaginemos que está irritado com alguma coisa; os seus pais não gostam desse comportamento e por isso ameaçam-no; devido à ameaça você controla a sua irritação ou muda de comportamento. Qual a conclusão? Os seus pais vão perceber que ameaça-lo é uma boa estratégia.
c) Por ultimo, para além dos possíveis problemas da dinâmica familiar, também fico com a sensação que ainda mantém algumas dificuldades relacionadas com factores ansiogénicos. Mais uma vez reafirmo que o ideal será procurar um profissional especializado, que o possa avaliar, e confirmar ou não a minha sensação e proceder em conformidade desenhando uma intervenção eficaz que o possa ajudar com essas dificuldades.
Espero que tudo corra pelo melhor, felicidades.
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Hipocondria
Boa tarde,
À cerca de 25 anos foi-me diagnosticada uma Neurose Obsessiva Compulsiva andei muitos anos a ser tratada e continuo com medicação. Neste momento e porque perdi uma filha com 9 meses de gestação tenho muito medo de doenças "hipocondria". Tomo Cipralex 10mg dia e Lexotan 4,5mg. Gostaria de um conselho para saber se existe algum método para melhorar? Pois este medo acompanha-me desde essa altura.RESPOSTA DO MÉDICO:
Lamento imenso não só a sua perda como também a ineficácia do tratamento a que tem sido sujeita. Parece-me um pouco despropositado insistir durante tantos anos num tratamento que não resulta. Como é evidente não tem responsabilidade nesse processo. A sugestão será mesmo procurar um profissional competente. Um profissional que não prescreva fármacos como a única forma de tratamento. Como tem verificado é ineficaz. O seu medo sustenta-se na possibilidade de perigos futuros (doenças) surgirem. Qual a utilidade desse medo? Mantenha presente está questão.
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Transtorno Bipolar
tenho 40 anos e há 5 anos atrás foi-me diagnosticado transtorno bipolar tipo 1. Estou medicado com estabilizador de humor e sinto-me relativamente estável. No entanto continuo a sentir dificuldades no sono, o que me faz sentir cansado. Ainda não consegui ultrapassar, por completo, o estigma da doença e da medicação. A minha auto-estima e auto-confiança foram afetadas. Qual o melhor complemento para mim, psicoterapia?! que tratamento e especialização devo procurar, o que melhor se adequa?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia,
Viver com Perturbação Bipolar é muito desafiante, não só pela sua sintomatologia como também pelos estereótipos /estigmas associados com os quais tem que lidar. Deste modo, o que é recomendado pelas linhas orientadoras da Ordem dos Psicólogos e da Associação Americana de Psicologia, é uma abordagem psicoterapêutica ( como complemento à intervenção farmacológica que é a primeira linha de intervenção) diversificada: Psicoeducação, Terapia Cognitiva, Terapia Focada na Família, e Terapia Social e Interpessoal.
Respondendo à sua questão, deverá procurar um Psicoterapeuta que seja especialista ou que trabalhe essencialmente com Perturbação Bipolar e relacionadas a fim de proceder a uma avaliação.
Espero que tudo corra pelo melhor.
Abraço.
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…