Perturbação de Hiperatividade / Défice de Atenção (PHDA)

5 respostas
Olá. Tenho 28 anos e a ansiedade generalizada foi-me diagnosticado há cerca de 8 anos.
Sinto que a minha capacidade de concentração está cada vez pior. Depois de pesquisar, identifiquei-me com alguns dos sintomas de PHDA. Como não confundir as duas perturbações?
Obrigada.
Olá!
Creio que mais importante que se preocupar com o rótulo, é buscar o tratamento adequado para melhorar a vossa qualidade de vida.
Como foi diagnosticado, imagino que faça acompanhamento psiquiátrico. Se assim for, é fundamental que tome o medicamento tal e qual indicado.
Igualmente importante é procurar a ajuda de um psicólogo, pois embora a medicação ajude a aliviar os sintomas, somente a psicoterapia poderá lhe ajudar a identificar e lidar melhor com as situações que desencadeiam a ansiedade.
Cumprimentos
Boa tarde,
embora a PHDA e a PAG (Perturbação da Ansiedade Generalizada) sejam perturbações distintas, possuem alguns sintomas em comum e trazem implicações na vida quotidiana que podem levar a alguma confusão entre as duas.
A ansiedade tem como base uma percepção enviesada do risco ou ameaça de certas situações ou estímulos. Por outras palavras, a pessoa percepciona determinada situação como extremamente ameaçadora e isso acarreta os sintomas que deve conhecer: medo, preocupação constante, problemas físicos (gastrointestinais, dermatológicos...), entre outros.
A PHDA tem como principal sintoma a dificuldade na regulação dos níveis de atenção: as pessoas com PHDA oscilam entre estados em que têm muita dificuldade em manter a atenção e estados de hiperfoco quando estão em tarefas para as quais se sentem muito motivadas. Possuem também dificuldades em regular os comportamentos, planear tarefas e eventos, memorizar alguns tipos de informação e podem ainda possuir dificuldades em lidar com a frustração. Em alguns adultos, pode existir sintomatologia ao nível da agitação motora, mas não é um critério obrigatório para diagnóstico.
O que acontece é que muitos adultos com PHDA acabam por experienciar dificuldades profissionais e relacionais, e podem desenvolver depressão e ansiedade como resposta a estas dificuldades. E existem muitos adultos com PHDA não-diagnosticada.
E preciso analisar se as dificuldades sentidas se devem à ansiedade, ou se esta é secundária a dificuldades ao nível da atenção.
Para tal, é absolutamente fundamental o diagnóstico, não para impor um rótulo mas para podermos desenvolver um plano de intervenção eficaz e ajustado. Aconselho a agendar consulta com um especialista em Neuropsicologia, Psiquiatria ou Neurologia, com experiência no diagnóstico de PHDA em adultos, para poder ser avaliada. Depois, existem tratamentos medicamentosos e psicoterapêuticos muto eficazes, tanto para a PHDA como para a PAG. Cumprimentos.
Boa tarde, antes de mais agradeço a sua partilha.
Não existe outra forma de expôr o seguinte: Se tem diagnóstico e iniciou tratamento para ansiedade generalizada há oito anos e ainda mantém sintomas ou se encontra a fazer qualquer tipo de tratamento (fármacos, psicoterapia ou outros) alguma coisa está errada. Portanto, a sua preocupação deveria ser encontrar uma solução para o seu problema, mais do que tentar perceber outras coisas. Não é muito habitual o tratamento para a ansiedade generalizada durar tanto tempo.
As melhoras
Num processo de avaliação psicológica ou psiquiátrica há várias coisas a ter em conta. Muitas vezes se nos centrarmos apenas nos sintomas, de facto, é difícil distinguir entre várias perturbações, outras vezes, existe mesmo sobreposição de sintomas. Por isso, para ajudar no processo de diagnóstico, o psicólogo ou médico utiliza o diagnóstico diferencial, para perceber, não só se preenche critérios para uma determinada perturbação, mas se há sintomas que, estando presentes, sejam mais típicos de uma perturbação do que de outra. Por exemplo: a dificuldade de atenção pode estar presente na pdha e na ansiedade generalizada, no entanto, a tensão muscular (por exemplo) é mais típico da ansiedade generalizada. Depois deste processo de diagnóstico diferencial, o profissional precisa de saber não só sobre os sintomas, como também a história do problema e outras questões relacionadas com experiências passadas, e história de vida para formular um entendimento do funcionamento psicológico habitual da pessoa que integre essas experiências passadas com os sintomas atuais. Aí, o profissional forma um diagnóstico "âncora" provisório. Um diagnóstico "âncora" é o diagnóstico que melhor explica os sintomas tendo em conta o funcionamento psicológico e história de vida que a pessoa apresenta, gerando um entendimento congruente do caso, ao qual se dá o nome de formulação clínica. Tendo isto em conta, o profissional, com o posterior acompanhamento da pessoa, posteriormente, confirma ou altera o psicodiagnóstico. Em alguns casos o profissional pode também confirmar e acrescentar outro diagnóstico. São os chamados casos de comorbilidade, que são bastante frequentes.
Bom, isto tudo para dizer que um diagnóstico bem feito não implica apenas a classificação de sintomas, mas todo um trabalho mais completo por trás, pelo que o/a profissional que o diagnosticou poderá ter concluído que o diagnóstico que mais se aplicava à sua experiência seria o de ansiedade generalizada. No entanto, em 8 anos muita coisa pode mudar e a sua situação psicológica atual, em termos de diagnóstico, ser diferente
Boa tarde! É essencial realizar uma avaliação Neuro psicológica. Para além disso recomendo vivamente a realização de um eletroencefalograma EEG com o objetivo de avaliar o perfil eletroencéfalográfico. Atualmente quer para a afetação de PHDA quer para a obsessão compulsão a técnica do neurofeedback é muito eficaz!

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