Perguntas do paciente (45)
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Boa tarde. A minha esposa foi diagnosticada com Bipolaridade. Neste momento, o que mais nos preoc
Boa tarde.
A minha esposa foi diagnosticada com Bipolaridade. Neste momento, o que mais nos preocupa é a dificuldade em manter um sono contínuo e reparador.
Está medicada com paroxetina, risperidona pois encontra-se numa fase depressiva. Antes de se deitar, toma 2 lorenin e 1 kainever mas não consegue dormir mais de 4 ou 5 horas e acorda extremamente exausta e frustrada. Existe alguma razão para que esta medicação não faça o efeito desejado?RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde.
A insónia persistente, mesmo com medicação, é uma queixa comum nas fases depressivas da perturbação bipolar — e pode ser um dos sintomas mais difíceis de gerir, tanto para o paciente como para a família.
A paroxetina, apesar de ser um antidepressivo, nem sempre é a melhor escolha em contextos bipolares, pois pode interferir com a estabilidade do humor, e em alguns casos, não ajuda a dormir — ou até causa fragmentação do sono. A risperidona, por outro lado, pode ajudar em alguns casos, mas também tem perfis variados de resposta.
Quanto aos ansiolíticos (como o lorenin ou o kainever), o organismo pode desenvolver tolerância, o que significa que, mesmo com a toma regular, o efeito pode diminuir com o tempo — sobretudo se não estiverem ajustados à fase atual da doença.
Além disso, é importante lembrar que o sono numa fase depressiva bipolar não melhora apenas com sedativos — muitas vezes, é necessário otimizar a estabilização do humor como um todo, ajustar doses, rever combinações, ou até considerar fármacos com ação mais direta na arquitetura do sono.
Recomendo falar com o psiquiatra assistente para rever o plano terapêutico. Há alternativas seguras e eficazes — e dormir bem pode ser mesmo a chave para a recuperação.
Desejo-lhe tranquilidade neste processo — e força para ambos.
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Olá os medicamentos medicamentos Concerta Vyanse inibidores da colinesterase Ex.memantina tê
Olá os medicamentos medicamentos
Concerta
Vyanse
inibidores da colinesterase
Ex.memantina
têm eficácia fora de bula que não esteja aprovada pelas entidades competentes ,porém que tenha resultados positivos na patologia autismo leve com disfunção executiva em específico na capacidade de aprendizagem e memória e com uma disfunção executiva prejudicada nas seguintes áreas :
Atenção focada
Atenção seletiva
Atenção sustentada
Inibição de Impulsos
memória imediata
memória retardada
memória de reconhecimento
Resultando numa incapacidade de aprender e buscar informação a memóriaRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! A sua pergunta é muito pertinente e revela preocupação genuína com a função cognitiva e o bem-estar em contextos de neurodiversidade.
Embora os medicamentos que menciona — como o Concerta, o Vyanse, ou a memantina — estejam aprovados para indicações específicas, há situações clínicas em que, de forma bem fundamentada, se considera o uso off-label, sempre com acompanhamento médico rigoroso.
Na prática, em alguns casos com perturbações do neurodesenvolvimento e défice de funções executivas (como atenção, inibição e memória), podem observar-se respostas positivas — sobretudo quando há sofrimento significativo e impacto funcional.
Cada cérebro é único, e cada plano terapêutico deve respeitar essa singularidade. O mais importante é que exista uma avaliação cuidada, contínua, e em articulação com os cuidadores e/ou o paciente.
Parabéns pela sua procura de informação e por manter o foco no que realmente importa: melhorar o funcionamento e a qualidade de vida.
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Boa noite, Eu tenho 24 anos e tenho ansiedade social, que se tem tornado cada vez mais grave nest
Boa noite,
Eu tenho 24 anos e tenho ansiedade social, que se tem tornado cada vez mais grave neste contexto de pandemia.
A ansiedade que sinto impede me de ter uma vida normal, quanto mais me ligo às pessoas, maior a probabilidade de ter ansiedade com essa pessoa a dado momento.
Já ando medicado à uns anos e a psicoterapia não tem sido a melhor.
Neste momento tomo já 1 comp e meio de mirtazapina 15 ( comecei à cerca de 1 ano) e comecei à uns 3 meses a tomar citalopram 10, 1 comprimido.
Com esta combinação finalmente senti melhorias incríveis que nunca tinha sentido antes ao nível mental, mas esta melhoria só se deu durante cerca de 1 mês, de à umas semanas para cá, a ansiedade geral voltou como antes, quase como se eu criasse tolerância aos medicamentos, neste momento sinto me mais em baixo e não penso tão claramente como naquele mês em que sentia melhorias na redução da ansiedade.
A minha grande dúvida é, é possível criar-se "tolerância" a esta medicação assim tão repentinamente após 1 mês em que tive melhorias evidentes?
Devo também referir que ando mais cansado que o costume nos últimos tempo, mental e fisicamente, penso também que, desde qu comecei com o citalopram tenho perdido massa muscular e estamina.RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! O que partilha é mais comum do que imagina — e agradeço a coragem de o dizer com tanta clareza.
É verdade que, por vezes, os medicamentos parecem "perder o efeito" após uma fase inicial de melhoria. Na maioria dos casos, não se trata de tolerância propriamente dita, mas sim de um reajuste do cérebro à nova base química, que pode exigir pequenas afinações na dose, na combinação ou até na hora da toma.
O cansaço físico e mental podem estar associados a múltiplos fatores: desde o próprio quadro ansioso, até efeitos secundários indiretos, como menor atividade ou alterações no sono e apetite.
Há algo, no entanto, muito importante no seu relato: houve um mês em que sentiu uma mudança positiva. Isso mostra que o seu cérebro responde — só precisa talvez de um plano mais individualizado, atento aos detalhes e às fases pelas quais vai passando.
Não desista. A ansiedade social é tratável — e muitos pacientes conseguem reencontrar uma vida mais leve, mais fluida, com o apoio certo.
Desejo-lhe força e um caminho mais claro — porque merece viver melhor do que isso.
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Olá! Há 12 anos que me foi diagnosticado artrite reumatóide e fibromialgia. Tomo Rantudil, Valenfa
Olá!
Há 12 anos que me foi diagnosticado artrite reumatóide e fibromialgia. Tomo Rantudil, Valenfaxina e Tramadol, todos os dias, há vários anos. Fiquei doente depois de um divórcio litigioso que durou seis anos e que culminou com o rapto dos meus 2 filhos. Embora o juiz decretasse que os filhos ficavam comigo, o meu ex-marido nunca os entregou. Eles deixaram de frequentar as aulas porque o pai não os podia matricular e eu, para não os prejudicar, escrevi uma carta ao juiz a solicitar-lhe que entregasse legalmente os meus filhos ao pai. Foi um sofrimento indiscritível... Eles agora têm 44 e 42 anos. Eu falo com eles, mas continuo em sofrimento... Nunca fui a uma festa de anos dos meus netos... Há 30 anos que não passo um Natal com os meus filhos...
Tenho 64 anos e passei mais de metade da minha vida em depressão e sofrimento. Gostaria de ser capaz de ultrapassar o meu passado e esquecer tudo o que me fez sofrer. Será que é possível? Será que me podem ajudar?RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! As suas palavras são comoventes e merecem, antes de mais, respeito e escuta.
O que descreve não é apenas uma história de dor — é também uma história de resistência. Passar por uma perda afetiva tão profunda, somada a anos de luta judicial e afastamento dos filhos e netos, deixa marcas profundas. E, sim, essas marcas podem somatizar-se, como vemos na fibromialgia, na depressão e na dor que não é só física.
Mas há uma mensagem que gostava de lhe deixar com muita delicadeza e esperança: nunca é tarde para recomeçar a cuidar de si. Mesmo depois de décadas de sofrimento, existem abordagens que ajudam a aliviar a carga emocional, a reconstruir a autoestima e, em alguns casos, a transformar a dor em força.
Com uma escuta atenta, novas abordagens farmacológicas (mais modernas e adaptadas a quadros complexos como o seu), e também suporte psicoterapêutico bem orientado, é possível mudar o rumo. Não se trata de apagar o passado, mas de lhe dar outro lugar na sua vida.
O facto de estar aqui, a escrever com tanta clareza e coragem, é o primeiro passo. E pode ser o início de algo novo.
Um abraço cheio de respeito e esperança.
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Boa tarde, apresento algumas perguntas em relação à área de psiquiatria, que gostaria de ver respond
Boa tarde, apresento algumas perguntas em relação à área de psiquiatria, que gostaria de ver respondidas por um/a psicologo/a ou psiquiatra.
1- Qual é a diferença entre as consultas de psicologia e as de psiquiatria e entre um psicólogo e um psiquiatra?
2- Neste momento existem mais pessoas a procurar ajuda do que quando começou a exercer a profissão?
3- Sente que existem mais avanços científicos e que houve evolução na comunidade psiquiátrica, recentemente?
4- Qual o seu ponto de vista em relação à teoria do desequilíbrio químico das doenças mentais e em relação à hereditariedade das mesmas?
5- Como é que se considera necessária a toma de medicação, tendo em conta que esta pode criar adições?
6- De que forma sente que a pandemia afetou a sociedade?
Obrigada a todos.RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá, boa tarde.
Muito obrigado pelas suas perguntas — todas elas tocam em temas centrais da saúde mental, e é um privilégio poder responder.
1. Diferença entre Psicólogo e Psiquiatra:
O psicólogo é um profissional da saúde mental com formação em Psicologia. Trabalha essencialmente com a palavra, a escuta e as ferramentas psicoterapêuticas.
O psiquiatra é médico — com formação em Medicina e especialização em Psiquiatria — podendo diagnosticar doenças mentais, prescrever medicação e acompanhar casos que exigem intervenção farmacológica ou integrada.
2. Há mais procura por ajuda hoje?
Sim. A pandemia acelerou um processo que já vinha a crescer: mais pessoas a procurarem ajuda, com menos receio ou vergonha de o fazer. E ainda bem. Falar de saúde mental hoje é um sinal de coragem e de autocuidado.
3. Houve avanços na Psiquiatria?
Sem dúvida. Temos hoje medicamentos mais seguros, com menos efeitos adversos, e uma abordagem mais personalizada.
Além disso, há maior integração entre ciência, psicoterapia, genética, neurociência e estilo de vida — o que permite um olhar mais completo sobre cada paciente.
4. Desequilíbrio químico e hereditariedade:
A ideia clássica do “desequilíbrio químico” é uma simplificação. As doenças mentais resultam da interação entre fatores genéticos, biológicos, psicológicos e sociais.
Há componentes hereditárias, sim, mas nunca deterministas — ter uma predisposição não é uma sentença.
5. Medicação e dependência:
A maior parte da medicação usada em Psiquiatria — nomeadamente antidepressivos — não cria dependência.
Alguns fármacos, como os benzodiazepínicos, exigem mais cuidado e acompanhamento, mas podem ser seguros quando bem usados. O mais importante é um plano terapêutico adaptado ao seu caso.
6. Impacto da pandemia:
Trouxe mais ansiedade, mais insónia, mais solidão. Mas também despertou consciência: cuidar da mente é essencial.
E há formas de recuperar — com apoio, tempo e ferramentas certas.
Muito obrigado pelas questões tão pertinentes. Procurar respostas é, muitas vezes, o primeiro passo no caminho certo.
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Boa tarde, apresento algumas perguntas em relação à área de psiquiatria, que gostaria de ver respond
Boa tarde, apresento algumas perguntas em relação à área de psiquiatria, que gostaria de ver respondidas por um/a psicologo/a ou psiquiatra.
1- Qual é a diferença entre as consultas de psicologia e as de psiquiatria e entre um psicólogo e um psiquiatra?
2- Neste momento existem mais pessoas a procurar ajuda do que quando começou a exercer a profissão?
3- Sente que existem mais avanços científicos e que houve evolução na comunidade psiquiátrica, recentemente?
4- Qual o seu ponto de vista em relação à teoria do desequilíbrio químico das doenças mentais e em relação à hereditariedade das mesmas?
5- Como é que se considera necessária a toma de medicação, tendo em conta que esta pode criar adições?
6- De que forma sente que a pandemia afetou a sociedade?
Obrigada a todos.RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde, obrigado pelas suas perguntas — muito pertinentes e com grande maturidade no olhar para a saúde mental. Vou responder ponto a ponto, de forma concisa mas clara:
1. Diferença entre consultas de psicologia e psiquiatria:
O psicólogo foca-se essencialmente em técnicas psicoterapêuticas para ajudar o paciente a compreender e modificar pensamentos, emoções e comportamentos. Já o psiquiatra é médico, podendo prescrever medicação e fazer um diagnóstico mais clínico, integrando exames, farmacologia e psicoterapia, sempre que necessário. São áreas complementares e, em muitos casos, trabalham em articulação.
2. A procura por ajuda aumentou?
Sim. Há 20 anos, o estigma era maior. Hoje, felizmente, mais pessoas reconhecem a importância de cuidar da saúde mental e procuram ajuda mais cedo. As consultas online também facilitaram o acesso.
3. Houve evolução na comunidade psiquiátrica?
Sem dúvida. Temos hoje novas moléculas com menos efeitos secundários, avanços na psicoterapia baseada na evidência e uma maior compreensão das bases biológicas e emocionais do sofrimento psíquico.
4. Teoria do desequilíbrio químico e hereditariedade:
A ideia do “desequilíbrio químico” foi útil para desmistificar doenças mentais, mas hoje sabemos que a explicação é muito mais complexa. Fatores genéticos, epigenéticos, experiências precoces, traumas, estilo de vida e padrões de pensamento interagem de forma dinâmica. A hereditariedade existe, mas não é determinismo: é apenas um risco acrescido que pode ser mitigado.
5. Medicação e risco de adição:
A medicação pode ser fundamental em certas fases — como uma ponte. O segredo está na escolha certa, na dose adequada e no tempo necessário. A maioria dos psicofármacos modernos não cria dependência, com exceção de alguns ansiolíticos e hipnóticos, que devem ser usados com vigilância e apenas quando indicados.
6. Efeitos da pandemia:
A pandemia trouxe à tona fragilidades emocionais: mais ansiedade, insónia, depressão e isolamento. Ao mesmo tempo, deu visibilidade à importância da saúde mental. Muitos descobriram que é legítimo pedir ajuda. A vulnerabilidade passou a ser vista com mais humanidade.
Agradeço a sua atenção e a profundidade das questões. Continuar a refletir e perguntar já é um passo terapêutico.
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Posso Tomar pregabalina e pamelor, quais os horários ?
Posso
Tomar pregabalina e pamelor, quais os horários ?RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! A combinação de pregabalina com nortriptilina (Pamelor) é, em alguns casos, usada para tratar condições como dor neuropática, ansiedade ou certos tipos de depressão resistente — mas deve ser sempre ajustada por um médico, consoante o quadro clínico e a resposta individual.
Em relação aos horários, estes dependem da dose, da tolerância e da indicação específica.
Em geral:
A pregabalina costuma ser tomada duas vezes por dia (manhã e noite), pois pode causar sonolência.
O Pamelor (nortriptilina), por ser sedativo em muitos casos, é frequentemente tomado à noite.
No entanto, há exceções — e só uma avaliação médica completa pode garantir que a combinação e os horários estão adequados ao seu caso.
É sempre importante seguir a prescrição e não fazer ajustes por conta própria, mesmo que os sintomas persistam.
Desejo-lhe tranquilidade e uma boa evolução!
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Sou uma bipolar tipo1 sou dos açores , estou na fase de depressão profunda onde até tomar banho é um
Sou uma bipolar tipo1 sou dos açores , estou na fase de depressão profunda onde até tomar banho é um inferno a minha pergunta é essa bipolar tipo 1 é debilitante ? Tenho 34 anos irei me recuperar desta depressão?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Com a medicação certa e acompanhamento regular pode tratar sua doença e ter vida normal. Se ideias suicidas deve falar com psiquiatra.
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Quero saber se posso mudar para o Victan, estou a tomar o Diazepam e não me sinto bem com ele tenho
Quero saber se posso mudar para o Victan, estou a tomar o Diazepam e não me sinto bem com ele tenho a cabeça vazia não consigo pensar nem fazer nada e não durmo quase nada entre uma a duas horas por noite .estava a tomar muita medicação e o meu psiquiatra receitou me o Duloxetina o 30mg e passado uma semana para 60mg Duloxetina e provocou me intoxicação e retenção de líquidos não conseguia urinar e infecção urinária e queimou me toda por dentro tive que fazer uma desintoxicação tive de parar também o Topiramato para as enxaquecas e tudo que estava a tomar o queatipina porque tem cálcio e não posso porque tenho osteoartrose e artrite reumatóide e fibromialgia só posso tomar magnésio mas O Deasepam faz subir o Colesterol e açúcar no sangue e não posso continuar não tenho apetite de comer e sinto me muito amenesica e tremores nas pernas e tonturas não consigo dormir nem comer nem fazer nada tenho medo de cair mas se não tomar sinto dores no peito toda a noite e sinto-me muito mal mesmo não sei o que fazer só estou a tomar o Diasepam 10mg de manhã e a noite mas não consigo fazer nada durante o dia não saio de casa e não tenho alegria sinto-me apática não tenho vontade de nada o que posso fazer não sei quando vou ter consulta com o psiquiatra e estou mesmo mal o Victan é mais eficaz?eu diria me melhor com o Victan posso mudar ?de hoje para amanhã 1comprimido por dia de 2mg agradeço a resposta e aconselhamento !!!
RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! O seu testemunho é profundamente tocante e merece todo o cuidado.
O que descreve — uma sensação constante de apatia, insónia, efeitos secundários dos medicamentos, e uma lista de diagnósticos físicos importantes — mostra que está num momento delicado, em que o corpo e a mente estão a pedir ajuda de forma clara.
Em relação à sua pergunta: o Victan é da mesma família do diazepam, mas pode, em alguns casos, ser melhor tolerado, com menos impacto na cognição e um perfil diferente de atuação.
Contudo, a mudança de um para o outro deve ser feita com orientação médica, pois envolve equivalências de dose e monitorização dos sintomas.
Mais do que trocar um comprimido por outro, talvez o que esteja mesmo a precisar seja um plano mais suave, mais limpo, mais ajustado a si — respeitando as suas fragilidades físicas e ao mesmo tempo ajudando a reencontrar um pouco de paz, sono e sentido nos dias.
Não está sozinha. Há formas de aliviar tudo isso — com tempo, escuta e cuidado.
O seu corpo deu sinais. Agora é tempo de ser tratada com carinho, e não com fórmulas duras.
Desejo-lhe serenidade e força. E que encontre um caminho onde possa respirar melhor, dormir melhor e viver com mais leveza.
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Eu tomo alprasolan 0,5 há já alguns anos. Se eu tomar diazepan no lugar de alprasolan porque tomo o
Eu tomo alprasolan 0,5 há já alguns anos. Se eu tomar diazepan no lugar de alprasolan porque tomo o diazepan como relaxante muscular. Mas não misturo quando tomo um não tomo o outro. Qual é a diferença entre um e outro ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá!Realmente, não se devem misturar benzodiazepinas. Nas doses adequadas pode fazer a substituição do alprazolam pelo diazepam.Pode falar com o psiquiatra no sentido de ver de que doses precisa de diazepam para não sentir a falta do alprazolam.As melhoras rápidas!
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Tenho ansiedade e transtorno de pânico o medico passou Bupropiona estou tomando faz uma semana mais
Tenho ansiedade e transtorno de pânico o medico passou Bupropiona estou tomando faz uma semana mais estou mais ansiosa ainda e com o pânico atacado estou, o que eu faço paro de tomar ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sinceramente, bupropiona no transtorno de pânico e ansiedade não considero boa escolha e até pode agravar os sintomas. Penso que houve qualquer mal entendido entre o que acha que tem e o que o colega percepcionou. Devem voltar a falar e dizer o que está realmente a sentir para se modificar a medicação.
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Olá , tomo 10Mg de escitalopram à 6 semanas para Tag. De manhã sinto-me bem , mas de tarde sinto um
Olá , tomo 10Mg de escitalopram à 6 semanas para Tag. De manhã sinto-me bem , mas de tarde sinto um tremor interno ,palpitações e as mãos tremem. Será melhor relatar o que sinto, ao meu médico? Ou ainda há margem para melhorar ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Boa tarde! Sim, para ansiedade generalizada o escitalopram é um excelente fármaco.É bom sinal estar a sentir-se melhor. A dosagem necessária varia de pessoa para pessoa. Com 6 semanas de tratamento penso que já deva falar com o seu médico para acertar/potenciar dosagem ou associar psicoterapia/exercício físico. As melhoras rápidas!!
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Bupopriona
Tomei Escitalopram por 4 anos e parei a 5 dias, comecei a tomar Bupopriona e estou tendo mta irritabilidade e crise de choro
O que pode ser?RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim.Irritabilidade pode ser um efeito adverso desse fármaco, principalmente no início. Se se sente deprimido pode ser necessário rever a medicação e eventualmente retomar os fármacos anteriores se andava bem com eles. Deve falar com seu psiquiatra.
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Insonio
Boa noite, a cerca de um mes tenho acordado com a sensação de que tenho o cérebro a ferver, sinto-me mal, desorientada, esqueco-me de tudo, passo o dia com tonturas e a noite não consigo dormir. Que me aconselham?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá!No seu conjunto, esses sintomas podem ser sintomas de ansiedade. Beneficia de ser consultada por médico psiquiatra que pode avaliar melhor essas queixas e orientar clinicamente. Se se confirmar que é uma perturbação de ansiedade , com o tratamento certo, pode ficar bem rapidamente. As melhoras rápidas!!
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Ansiedade
Passados largos meses de um ataque de pânico ao qual não liguei por não saber o que era, surgiu outro, que me abalou bastante. Desde aí, a vida mudou, ansiedade generalizada, talvez. Causou perda de apetite, algum isolamento, insónia, medo de não conseguir dormir e neurose de que '' estou assim, mal ''.
Algum tratamento natural que possa ajudar neste caso?
Esta preocupação poderá estar no mau funcionamento cerebral?RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim. Aconselho que experimente psicoterapia do tipo "cognitivo-comportamental". O prognóstico é bom .Meus melhores cumprimentos e as melhoras!
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Psiquiatra receitou Amilsuprida
Psiquiatra receitou Amilsuprida 50mg para ansiedade junto com meio Xanax de 0,25mg duas vezes ao dia.Tenho medo dos efeitos colaterais (engordar e doencas do sistema nervoso, sobretudo a discenia tardia) acompanhado por psicologos a um ano e meio. Não tenho ataques mas sintomas constantes, devo tomar?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! Assim sem mais informações e partindo do princípio que sofre de ansiedade generalizada pode tomar fármacos diferentes sem correr esses riscos da amissulprida. De qualquer forma, deve saber qual o diagnóstico que realmente tem e informar a sua médica desses receios para tentarem arranjar uma alternativa. Há imensos fármacos (e psicoterapias) possíveis sem ter que passar por esses receios. Na ansiedade, por norma, conseguem-se bons resultados em termos de tratamento. As suas melhoras rápidas!
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Boa noite. Eu já faço o escitalopram
Boa noite.
Eu já faço o escitalopram 20mg há 6 anos.
A minha psiquiatra alterou para Sertralina 50mg porque quero engravidar.
Uma vez que vou mudar de um dia para o outro, posso ter alguns efeitos secundários? Ou notar alguma diferença?
Muito Obrigado,RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim.Nos primeiros 5-7 dias pode sentir-se um pouco enjoada e um pouco "tonta". Mas , na maioria dos pacientes, com o passar dos dias acabam por se adaptar a essa troca. Deve ir informando a sua médica da evolução caso sinta que a troca está a ser difícil para ela poder ajudar com várias outras alternativas caso sejam necessárias.Felicidades na sua gravidez!
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Há dois meses foi-me diagosticada
Há dois meses foi-me diagosticada fibromialgia com dores muito intensas. Faço hydroginástica, caminhadas e tomo Flexiban. Não melhoro o suficiente para poder trabalhar. O q mais posso fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Na minha experiência clínica, praticamente todos os casos de "fibromialgia" que me chegaram tratavam-se de estados depressivos não tratados que ficaram "curados" com medicação antidepressiva adequada e psicoterapia. Se não melhora, deve falar com psiquiatra e ter uma opinião.
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O transtorno da personalidade borderline
O transtorno da personalidade borderline acompanha a pessoa por toda a vida ou existe possibilidade de desaparecer totalmente com tratamento e também com a idade?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Na maioria dos casos a evolução acaba por ser favorável e ocorrer uma normalização da vida das pessoas que sofrem desse transtorno. Habitualmente o tratamento passa por apoio psiquiátrico e psicotetapia cognitivo-comportamental.
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A fluoxetina é utilizada para
A fluoxetina é utilizada para prevenção de ataques de pânico e TAG? Mesmo sem sintomatologia depressiva?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Não tenho boa experiência com esse fármaco para essas perturbações. Em alguns casos ainda as pode agravar. Há sem dúvida outros fármacos e tratamentos bem melhores.
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…