Perguntas do paciente (11)

  • Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extrem

    Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me provocam esse sentimento, começo a ver tudo com mais definição e a minha cabeça começa a levar-me logo para um "sitio de ansiedade" e medo inconsciente de ter algum episódio de desrealização. Tenho receio porque não quero continuar assim para sempre, e tenho medo que isto controle a minha vida e nunca mais sinta que estou presente e a viver a minha vida, e não em piloto automático. Na maioria dos momentos sinto que estou aqui, no entanto, quando tenho estes momentos a ansiedade acaba por se prolongar durante uns dias e é desafiante. Comecei com ansiedade extrema no início do verão, com ataques de ansiedade diários. Neste momento não tenho ataques de ansiedade, aprendi a geri-los mas tenho estes pensamentos que quero muito mudá-los e preciso disso para sentir que estou a viver a minha vida. Sei que é recente mas quero perceber se é normal ou se é algum distúrbio.
    Não tomo medicação antidepressiva ou para a ansiedade, e não pretendo tomar. Tomo medicação para a ansiedade mas medicação natural.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá, boa tarde. Se não pretende recorrer a medicação, na sua psicoterapia deve encontrar várias estratégias alternativas, embora seja um processo mais demorado e que envolve bastante resiliência da sua parte. Pela minha experiência profissional, a terapia cognitiva-comportamental tem tido bons resultados. Exerço a mesma há 24 anos, sempre com casos de sucesso. Procure um especialista nessa área.


  • Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo

    Bom dia
    Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá, boa tarde. Pelo que descreve, parece-me que existem inseguranças de ambas as partes. Numa situação em que ambos estejam bem, devem tentar partilhar as vossas inseguranças e receios de modo a construírem um relacionamento mais sólido, diminuindo o receio de se mostrarem mais vulneráveis e poderem demonstrar com mais confiança o que sentem um pelo outro e o que desejam nessa relação. No entanto, se a vossa relação continuar a causar dúvidas e ansiedade, deve procurar aconselhamento em consultas de psicologia. Um beijinho


  • Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular

    Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
    Esta situação afeta me muito, muito, e causa me depressão.
    Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto. Preciso de um terapeuta que saiba como reconstruir os afetos.
    Não pretendo psicoterapia para "lidar com o luto".
    Procuro uma terapeuta experiente em lidar com pessoas, que goste de lidar com famílias e que goste verdadeiramente de ajudar a reunir famílias.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá, boa tarde. Por vezes o tempo e o distanciamento criam barreiras e inseguranças. Qualquer relação deve ser alimentada e, por vezes, esperamos que sejam os outros a iniciar o contacto ou a promover momentos, por receio, por insegurança ou até por consideramos que não somos valorizados ou considerados. A falta de comunicação também gera falsas percepções e/ou sentimentos. Julgo que seria importante comunicar à sua irmã o quanto gosta dela e a sua vontade em criar novos laços e momentos. Talvez hajam algumas questões a serem esclarecidas e, através desse dialogo, possam ser compreendidas. Não tenha receio de tomar a iniciativa. É uma atitude que revela maturidade e sempre bem intencionada, em prob da união e da amizade familiar. Tente perceber a abertura da sua irmã e tente combinar um momento em que seja bom para ambas, numa situação em que ambas gostem e que possam sentir saudades. No entanto, se sentir necessidade de apoio, deve procurar o aconselhamento de uma psicóloga. Um abraço e desejo que consiga voltar a criar um laço mais forte com a sua irmã.


  • Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de te

    Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de terapia, o que me ajudou a lidar melhor com isso. Mas ainda restou um problema: meu TOC de contaminação, especialmente focado em DSTs e meu medo de agulhas, que se "juntaram". Quando estou em locais muito cheios (metrô, shoppings) começo a sentir dores na pele como se fossem agulhas mesmo, é muito real e obviamente o meu TOC de contaminação ataca e eu fico pensando se alguém não me furou para tentar me contaminar. Apesar de saber que esse medo é irreal (houve um tempo em que eu não sabia diferenciar o que era ou não real, mas agora sei na maior parte das vezes), não tenho controle sobre isso, porque essas dores na pele acontecem do nada e parecem MUITO reais. Daí eu caio num looping de não querer verificar a pele (compulsão) e ao mesmo tempo penso "e se?" e tenho medo de acabar sendo negligente com minha saúde física (pois apesar de casos assim serem incomuns, podem acontecer). Essa sensação de constante impasse e ansiedade está acabando com a minha vida. Gostaria de saber se algum psicólogo/psiquiatra viu algum caso assim e saberia me ajudar????

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá, boa tarde. Compreendo perfeitamente o que sente e o quanto deve ser difícil para si. Tenho a especialidade em terapia cognitiva-comportamental e já ajudei pessoas com imensas fobias, desde ligeiras a situações muito graves. É de facto difícil controlar e viver nessa ansiedade, além de ser bastante limitativo e até preocupante na questão da sua saúde. Existem muitos psicólogos e psiquiatras que podem ajudar. Procure obter referências.


  • Boa noite! Sou estudante da Universidade e sofro de TOC desde criança. Tenho um cheque psicólogo e g

    Boa noite! Sou estudante da Universidade e sofro de TOC desde criança. Tenho um cheque psicólogo e gostava de procurar ajuda mais especializada neste distúrbio. Seria possível me indicar profissionais de saúde com essa especialização e que aceitem o cheque? De preferência no distrito de Leiria ou Castelo Branco. Obrigada!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá, boa tarde. Tem sempre a hipótese de obter consultas via online. Não tenho acordo com o cheque psicólogo, mas se necessitar posso indicar psicólogas da minha confiança.


  • Olá Gostava de saber como funciona a psicoanalise ? Desde meus 17 anos sempre achei que tinha algum

    Olá
    Gostava de saber como funciona a psicoanalise ? Desde meus 17 anos sempre achei que tinha algum problema de errado comigo (comunicação) sempre acho que não consigo falar bem ou explicar o meu ponto de vista e isso até hoje cheguei a tomar antidepressivos e percebi que minha cabeça mudou depois disso mas percebo que essa maneira pensar em relação a mim mesmo não mudou o q eu faço? A psicoterapia era bom não ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Bom dia. Seria importante falar com um psicólogo acerca das suas dificuldades, para que as possa compreender e ultrapassar. A psicoterapia iria ajudá-lo.


  • Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que fico

    Bom dia o meu filho tem problemas em se relacionar com pessoas que não conhece, então desde que ficou em casa está ainda pior..
    Tem 18 anos e acho que tem alguns sintomas de TOC, pois verifica várias vezes as coisas antes de sair de casa e prefere sempre não conviver com pessoas para alem de um grupo muito restrito
    Deve ser visto por um especialista?
    Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Bom dia. Pelo que descreve, existem alguns sinais de alerta e preocupações pertinentes. Na minha opinião, deve conversar com o seu filho e encorajá-lo a procurar um psicólogo.


  • Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal

    Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal psicológicamente.Preciso de ajuda. Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Bom dia. Para conseguir ajudar, necessito de perceber a idade do seu filho e outras questões relacionadas com a dinâmica familiar. Contudo, sugiro que procure o apoio de um psicólogo de forma presencial, podendo expor todas as suas angústias, receios dificuldades.


  • Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razã

    Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razão, é narcisista. Com a morte do meu pai aos 11 anos e minha mãe que nunca ligou para mim e só me tratava mal. Passei toda minha adolescência chorando pelo meu pai, me afundei nos livros, não tive amigos nem socialização. Não tive nada de bom na infância nem na juventude. Nunca recebi amor de ninguém. Nem amigos. Fiquei presa na depressão. Nem aprendi a viver. Por isso todas minhas relações falham. Carencia extrema, insegurança enorme. Já recorri a vários psicólogos mas não resulta, parece que não conseguem chegar até mim nem eu com eles. Tenho 45 anos. Estou desesperada. O que posso fazer com minha vida?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá,

    De facto, pelo que expõe, não é nada fácil para si ultrapassar essas dificuldades. Não só pelo que passou ao longo dos anos, mas também na gestão das suas emoções, autoconfiança, autoestima e até na capacidade para vivenciar novas experiências de vida quer amorosas ou sociais. Deverá pensar no que é necessário para que os profissionais consigam "chegar até si" e vice-versa? Não deverá nunca desistir de si e de procurar ajuda. Certamente encontrará algum/a psicólogo/a que consiga ajudá-la a construir um novo caminho! Merece-o.


  • tentei suicídio ano retrasado, e des do ano passado venho pensando em contar para a minha mãe, não a

    tentei suicídio ano retrasado, e des do ano passado venho pensando em contar para a minha mãe, não acho necessario mas isso não sai da minha cabeça, deveria contar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Boa tarde. Seria importante saber a sua idade. Se sente necessidade de partilhar com a sua mãe é porque tem algum significado para si e, talvez necessite que a sua mãe a conforte ou a ajude/entenda. Não deve guardar para si as suas angústias e dificuldades. Procure com urgência a ajuda de um médico e/ou psicólogo, vai valer a pena. Um abraço.


  • A perturbação dismórfica corporal tem cura?

    A perturbação dismórfica corporal tem cura?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Patrícia Fonseca

    Olá! Este tipo de perturbação deve envolver uma abordagem combinada com medicação e psicoterapia, com especialistas na área. Desta forma, as dificuldades inerentes à perturbação poderão ser ultrapassadas de forma mais rápida, positiva e consistente, nomeadamente na ansiedade social e na obsessão com as “imperfeições”, promovendo a autoconfiança, a autoestima, e o seu bem estar. Se necessitar, estarei disponível para mais esclarecimentos.


Perguntas frequentes

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