A perturbação dismórfica corporal tem cura?

9 respostas
A perturbação dismórfica corporal tem cura?
Sim, com terapia cognitiva comportamental.
 Cristina Marreiros da Cunha
Psicólogo
Paço de Arcos
Sim, mediante psicoterapia (em casos mais graves com intervenção de uma equipa também com psiquiatra, endocrinologista e nutricionista, etc ). É fundamental trabalhar o sentido de identidade e individualidade, para além de outros aspetos que derivam daqui e perpetuam a perturbação.
Dra. Rosa Fernandes
Psicólogo
Marinha Grande
Sim, esta perturbação é fonte de angústia e mal-estar.
O tratamento pode envolver uma abordagem combinada com medicação e psicoterapia, com o objetivo de ajudar o paciente a ultrapassar a imagem distorcida que tem da sua aparência física. Estas intervenções combinadas, podem diminuir a ansiedade, a obsessão com as “imperfeições”, contribuindo para o aumento da autoconfiança e autoestima, e consequentemente alteração da sua autoimagem.
Dra. Júlia Costa
Psicólogo
Évora
Esta perturbação é de natureza psicológica. Você sente o seu corpo anormal e diferente. Tem uma valorização negativa do seu corpo.
Tem cura e pode ter uma abordagem com medicamentos e psicoterapêutica. Esta tem como objectivo ajudar a ultrapassar a imagem distorcida que tem da sua aparência física.
Estas duas intervenções (medicamento e psicoterapia) , podem reduzir a ansiedade social e a obsessão com as "imperfeições ", e simultaneamente aumentar a auto confiança e auto estima, fazendo com que você consiga alterar a sua auto imagem e se torne mais feliz.
Ao seu dispor.
Dra. Sandra Correia
Psicólogo, Terapeuta alternativo
Mem Martins
Sim, com Psicoterapia
Dra. Irina Ribeiro
Psicólogo
Porto
Sim, com a combinação de duas terapêuticas: medicamentosa e psicoterapia cognitivo-comportamental
Dra. Patrícia Fonseca
Psicólogo
Lisboa
Olá! Este tipo de perturbação deve envolver uma abordagem combinada com medicação e psicoterapia, com especialistas na área. Desta forma, as dificuldades inerentes à perturbação poderão ser ultrapassadas de forma mais rápida, positiva e consistente, nomeadamente na ansiedade social e na obsessão com as “imperfeições”, promovendo a autoconfiança, a autoestima, e o seu bem estar. Se necessitar, estarei disponível para mais esclarecimentos.
Sim com um trabalho de uma equipa multidisciplinar
Necessita de uma cuidada avaliação .
Dr. Giovani Paschoal
Psicólogo
Lisboa
Esta é uma questão fundamental e que toca no cerne da esperança de quem convive com este quadro. Quando falamos de saúde mental, e especificamente da Perturbação Dismórfica Corporal (PDC), o termo "cura" é frequentemente substituído por "remissão de sintomas" ou "recuperação funcional". A resposta mais importante e encorajadora é que sim, com o tratamento adequado, é perfeitamente possível alcançar um estado em que a preocupação com a imagem deixa de controlar a vida da pessoa, permitindo-lhe recuperar a sua liberdade e bem-estar.

Cientificamente, a PDC é caracterizada por uma preocupação excessiva com defeitos percebidos na aparência física que, para os outros, são impercetíveis ou mínimos. O tratamento com maior evidência científica e taxas de sucesso é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com foco específico neste transtorno. O trabalho terapêutico consiste em reestruturar os padrões de pensamento distorcidos e reduzir os comportamentos repetitivos, como a verificação constante ao espelho ou a comparação obsessiva com os outros, que alimentam o ciclo de sofrimento. Em muitos casos, a combinação da psicoterapia com o acompanhamento psiquiátrico (para regulação química, se necessário) potencia significativamente os resultados.

É importante compreender que o cérebro tem plasticidade, o que significa que podemos "treiná-lo" para processar a autoimagem de uma forma mais realista e menos punitiva. Embora algumas pessoas possam manter uma certa vulnerabilidade a estes pensamentos em momentos de maior stress, o tratamento confere ferramentas para que esses pensamentos não voltem a paralisar a rotina. O caminho para a recuperação exige paciência e persistência, mas a ciência mostra-nos que é possível viver sem o peso esmagador da dismorfia, devolvendo à pessoa o foco naquilo que realmente importa na sua vida. Se se identifica com estes sintomas, saiba que não precisa de carregar este fardo sozinho e que existe ajuda especializada capaz de transformar esta realidade.

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