Perguntas do paciente (9)

  • o meu otorrino falou-me que tenho

    o meu otorrino falou-me que tenho um quadro de ansiedade gerado pela minha rinite alérgica e sinusite. estou a psicoterapia mas sem resultados duradouros o que fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Bom dia! Os quadros ansiosos são complexos e muitas vezes difíceis de "desmontar". O facto de ter problemas de índole respiratória podem aumentar a ansiedade no sentido em que tem dificuldades em respirar e o oxigénio não está a chegar onde é necessário para promover o equilíbrio necessário no organismo. Uma das técnicas ensinadas em quadros de ansiedade é a respiração abdominal (para que aprenda a respirar com toda a sua capacidade), logo por aqui penso que consiga perceber a relação entre respiração e ansiedade. Este quadro ansioso a existir pode estar associado com outras dinâmicas na sua vida, nomeadamente a ausência de limites com os outros, a dificuldade em gerir conflitos ou enfrentar o desconhecido. A emoção de base da ansiedade é o medo, podendo existir outras emoções que lhe estão associadas. Este pode ser o início de caminho na psicoterapia, assim como a aprendizagem de ferramentas para ir lidando com os sintomas. Espero ter ajudado! Boa sorte!


  • os antidepressivos podem ajudar

    os antidepressivos podem ajudar a reduzir a ansiedade a longo prazo? mesmo quando deixar de tomar? estou a fazer psicoterapia a um ano e meio sem resultados por isso estou a pensar em medicação mas não quero ficar "agarrado" não sei o que fazer pois não tenho ataques mas sim sintomas constantes. obg

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Os quadros ansiosos muitas vezes são complexos e difíceis de "desmontar". Por vezes a ansiedade não desaparece de um momento para o outro com a psicoterapia, é necessário que se disponibilize para a vulnerabilidade quando está em terapia e que esteja disposto/a a mergulhar dentro de si para perceber o que está a originar a dificuldade. Já falou sobre isso com o seu psicoterapeuta? Pode ser necessário mudar a abordagem que têm utilizado ou procurar um psicoterapeuta mais adequado às suas características pessoais. Um processo psicoterapêutico é um trabalho feito em equipa, onde o psicoterapeuta tem as técnicas mas o paciente também terá de se disponibilizar para olhar para partes suas que não são tão "bonitas" ou "agradáveis". Fazer psicoterapia não é um processo fácil e envolve muitas vezes desconforto, mas será esse contacto com o desconforto e a dor emocional que lhe irá permitir a transformação e ultrapassagem dos sintomas. Espero ter ajudado! Abraço.


  • Bom dia, foi-me receitado recentemente

    Bom dia, foi-me receitado recentemente Citalopram 10mg. Ja tentei varios isrs e ate Amitriptilina mas so sinto os efeitos secudarios (sonolencia, "mente turva", nauseas) e nunca me sinto melhor. Recomendações? Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Por vezes esse tipo de medicação tem efeitos mais complicados e intensos nas primeiras semanas e posteriormente tendem a estabilizar, como se o corpo também precisasse de se reajustar.
    Idealmente e para que possa sentir-se melhor deveria procurar a ajuda de um psicoterapeuta, por forma a compreender melhor o seu quadro depressivo, e a poder transformar os padrões, crenças, emoções e comportamentos que estão neste momento a manter este funcionamento.
    Uma psicoterapia que a ajude a entender como chegou até este estado e o que pode fazer para sair dele acaba por ser um investimento do qual irá colher frutos o resto da sua vida.
    Espero que fique melhor!


  • Ando com depressão e tremo muito,

    Ando com depressão e tremo muito, tanto das mãos como a falar, porque que se treme? Eu tomo um comp. Seroxat de manhã e Victan porque começo logo a tremer e à noite tomo meio Quetiapina e um Victan. Experimentei tomar metade de Inderal e realmente deixo de tremer, mas fico mais triste devo insistir no Inderal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Muitas vezes os quadros depressivos estão conjugados com quadros ansiosos, sem que por vezes as pessoas o saibam ou estejam conscientes desse facto.
    Os tremores podem estar associados a níveis elevados de ansiedade, que poderá ir controlando com alguns exercícios de respiração e relaxamento.
    Aconselho também que faça psicoterapia para perceber o que contribuiu e ainda contribui para o seu quadro depressivo e ansioso actual e para que vá devagar fazendo mudanças no sentido de melhorar o seu bem-estar.
    O auto-cuidado, as estratégias de relaxamento, perceber que crenças enraizadas (mesmo que inconscientes) estão aqui a contribuir para continuar ansiosa e/ou deprimida são um passo importante para ficar bem.
    Espero ter ajudado.


  • Quando uma pessoa com doença bipolar

    Quando uma pessoa com doença bipolar tipo II tenta suicidio não devia ficar internada?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Bom dia, se tal situação acontecer deverá ser avaliada a gravidade e severidade da tentativa, os motivos que levaram à mesma, a existência de rede de suporte familiar e de supervisão, os recursos internos e externos que podem ser activados (no caso dos primeiros, com consultas de Psicologia). Em muitos casos de suicídios as pessoas querem acabar com os problemas e não propriamente com a vida. É importante a estabilização em contexto hospitalar se a medicação para a perturbação bipolar não tiver sido tomada convenientemente nos dias prévios à tentativa ou se a tentativa tiver consequências físicas que requeiram tratamento. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental nestes casos.


  • Sentir falte de vontade para fazer

    Sentir falte de vontade para fazer o que quer que seja pode ser sintoma de depressao?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Pode de facto ser sintoma de depressão, sendo que é necessário ver se existem outros sintomas que componham o diagnóstico e, no caso de se verificar, ajudam psicólogo e paciente a definir o caminho da intervenção.


  • desatar a chorar de repente quando

    desatar a chorar de repente quando se pensa que se está bem, chorar durante muito tempo e muito como se alguém lhe tivesse morrido, pode ser sintoma de depressao?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Sim, poderá ser de facto sinal de um quadro depressivo. Os episódios de choro intensos e inesperados são um dos sintomas mais referidos por quem se encontra em depressão. Numa intervenção psicológica poderá encontrar juntamente com o terapeuta a função desse choro e encontrar mecanismos alternativos para lidar melhor com as emoções que sente. Irá perceber o que está a manter os sintomas e a dar-lhes um significado. Muitas vezes eles estão presentes para nos proteger, só que em vez de nos fazerem sentir bem, promovem o ciclo de angústia e depressão.


  • sentir-se quase constantemente

    sentir-se quase constantemente angustiada, pode ser sintoma de quê?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    A angústia está presente em diversos quadros de perturbação psicológica, é comum por exemplo, tanto à depressão como à ansiedade. Será importante perceber como e quando ela aparece, face a que situações e qual a sua função no estado actual em que se encontra. Por exemplo, é natural que nos sintamos angustiados quando percebemos que não temos controlo sobre uma dada situação e temos receio do que possa acontecer, antecipando muitas vezes um cenário negativo. Só conhecendo essa angústia e tudo o que a acompanha poderá ser possível desenhar uma intervenção que vá de acordo àquilo que precisa.


  • Tenho o diagnóstico de doença

    Tenho o diagnóstico de doença bipolar.
    Gostava de saber se há alguma forma de me curar de gastos excessivos, que é o único
    sintoma, que eu não tenho conseguido controlar??

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Sousa

    Tendo em conta o diagnóstico, deverá ser acompanhada/o por um médico psiquiatra, a par com a psicoterapia. Esta última irá ajudá-lo/a a identificar os sinais de aparecimento dos episódios depressivos e maníacos, aumentando a estabilidade do humor. Através da psicoterapia poderá também receber ajuda no controlo de impulsos, regulando assim os gastos excessivos que refere, juntando uma intervenção cognitiva, emocional e comportamental.


Perguntas frequentes

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