Perguntas do paciente (9)

  • Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal

    Estou com problemas com o meu filho, não sei como lidar com determinadas situações, ele trata-me mal psicológicamente.Preciso de ajuda. Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Podemos ver em conjunto que tipo de dinâmica está a gerar o seu sofrimento e que estratégias podem ser implementadas para modificar este quadro.


  • A dor no meio do tórax pode ser um sintoma de Covid-19? Eu sofro de ansiedade e ataques de pânico p


    A dor no meio do tórax pode ser um sintoma de Covid-19?
    Eu sofro de ansiedade e ataques de pânico poderá também ter haver com isso?
    Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Pela sua descrição, parece que a sua ansiedade piorou. A sensação de isolamento, especialmente quando tem apenas algumas pessoas nas quais pode confiar, pode ser muito stressante. Mesmo com a sua família mais próxima, pode ficar mais angustiado e preocupado com as suas próprias emoções. Caso esse sentir mais ansioso ou stressado se esteja a tornar insuportável, agora é o momento de procurar ajuda profissional. Acredito que as palavras podem curar e ser apoiado num espaço seguro, onde pode ser ouvido e incentivado por um profissional experiente realmente faz toda a diferença. Sentir-se no controlo da sua vida, além de tudo o resto, permite que consiga alcançar mais, manter-se mental e fisicamente energizado e concentrar-se no que realmente gosta. Estamos sempre a tempo de fazer algo diferente, independentemente da situação. Procure uma ajuda profissional nestes tempos incertos.


  • Que médico devo procurar para tratar falta de atenção com grandes prejuízos no local de trabalho? Tr

    Que médico devo procurar para tratar falta de atenção com grandes prejuízos no local de trabalho? Trata se de distração, esquecimento, desatenção,

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Deve procurar um psicólogo clínico especializado em Neuropsicologia de forma a fazer uma investigação neuropsicológica, ou seja, uma avaliação formal às funções nervosas superiores. Como resultado vai poder perceber aspetos importantes da sua capacidade de atenção/concentração, memória, eventual impulsividade, entre outros. Em conjugação com esse instrumento e técnica de avaliação, pode ser ainda muito útil uma avaliação à personalidade para descortinar características pessoais e traços gerais do seu modo de funcionamento que também ajudam a enquadrar as suas atuais dificuldades, criando um todo com sentido e uma maior tomada de consciência do estado atual e possíveis estratégias para modificar comportamentos e atingir os seus objetivos.


  • Boa tarde. Qual a diferença entre "burnout" e depressão?

    Boa tarde.
    Qual a diferença entre "burnout" e depressão?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Boa tarde. É uma boa pergunta. O burnout retrata um conjunto de sintomas e decorre de um stressor externo intenso e prolongado num ou em diversos ambientes da vida da pessoa, mas é específico e bem identificado. Um desgaste enorme perante condicionantes que não conseguimos mudar, habitualmente relacionadas com o contexto profissional. Falamos em stressor externo mas claro que tudo se liga também às nossas características de personalidade e experiências de vida anteriores à situação. Na depressão, temos critérios diagnósticos muito específicos, podendo retratar um quadro de depressão exogena (fatores externos, relacionais ou de contexto) ou endógena (fatores internos ou individuais). Porém a causa apontada nem sempre é clara para a pessoa, pode ser difusa e, sobretudo, influencia a generalidade dos contextos de vida, ou seja, temos uma perspetiva generalizada e não específica como no caso anterior. Observar-se tendencialmente pessimismo, desesperança, impotência e sentimentos de incapacidade que se associam a afetos negativos e baixo nível de atividade ou apatia. A percepção ou distorção perceptiva aparenta estar generalizada porque afeta a visão de si próprio - autoperceção negativa; a visão do mundo - tendência a experimentar o mundo como hostil e exigente; e a visão do futuro - expetativa de sofrimento e fracasso. Ambas as condições de saúde apresentam sintomatologia semelhante e um sofrimento profundo, pelo que se recomenda uma avaliação formal para traçar o Plano Terapêutico.


  • Meu filho de 10 ano é uma criança sozinha e não têm muitos amigos,ele já me falou que preferia morre

    Meu filho de 10 ano é uma criança sozinha e não têm muitos amigos,ele já me falou que preferia morrer e ás vezes é agressivo com outras crianças,na escola é pesadelo e ele me diz que todos o gozam e ele torna-se agressivo o que posso fazer? obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    O seu filho está a dar sinais de que vive insatisfeito e que não sabe fazer de outra forma. A faixa etária dos 10-11 anos é habitualmente crítica no plano interpessoal, é uma fase que pode ser vivida com muito sofrimento sobretudo se o clima da escola não facilitar (exigência, abandono ou bullying). Ele precisa de ajuda para dar um passo em frente e sustentar um desenvolvimento da sua personalidade mais salutar, o que passa pela melhoria da autoconsciência. Num primeiro plano, uma avaliação dos fatores afetivos e funcionamento global impõe-se. Caso apresente dificuldades de aprendizagem para além das questões motivacionais, uma avaliação neuropsicológica pode ser recomendada. Com base nos dados recolhidos, será traçado um plano terapêutico que contempla habilitação neuropsicológica e psicoterapia.


  • Avaliação psicológica

    Eu cheguei até aqui porque não consigo resolver isto. O meu ex já terminou comigo faz agora 1 ano e eu não consigo esquecê-lo. Não consigo dormir bem. Não consigo arranjar emprego. Não sei o quero fazer da vida. Sinto que já devia ter saído de casa, já devia ter um emprego bom, que devia começar família. Sinto que a vida já não mais sentido e tenho medo de fazer alguma estupidez.
    Existe algum método para ajudar-me? Tive um ano para conseguir fazer sozinha e não consegui.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Está num primeiro passo de tomada de consciência da situação em que se encontra. Numa primeira fase de ação, deve procurar fazer uma avaliação psicológica para perceber, para além do que consegue expressar, o que se passa consigo, qual o seu modo de funcionamento habitual e traços de personalidade. Pois parece que, para além da separação que cria uma situação de crise maior, já se vem sentido assim há algum tempo. Há mesmo momentos que precisamos de pedir ajuda e, com coragem, procurar uma resposta profissional na psicologia. Procure um colega, de preferência, neuropsicólogo.


    Convidamo-lo para uma consulta

    Avaliação Psicológica
    60 €

  • Transtornos do Comportamento Infantil

    Boa noite,

    Tenho um filho que em setembro faz oito anos e que me preocupa muito. É uma criança muito revoltada. À mínima situação que não corresponda aos seus interesses ou expectativas, reage de forma nervosa, com raiva embora sem agressividade. Parece sempre zangado com tudo e todos. Sempre infeliz. A vida com ele torna-se difícil. Um simples lavar os dentes, despir, chamar para vir para a mesa etc torna-se uma situação de stress. Na escola relaciona-se bem com os colegas que não o discriminam, embora as suas reações de falar alto e de reagir a tudo com raiva e chorar façam que a maioria dos pais não o queiram a conviver mais proximamente com os seus filhos. O que me deixa naturalmente muito infeliz. A professora queixa-se da sua impulsividade e dificuldade de lidar com qualquer problema ao qual reage sempre impulsivamente e de forma revoltada. Quanto ao rendimento escolar não tem qualquer problema. É um bom aluno especialmente dotado para a matemática.
    É um menino muito ativo e tendencialmente está sempre em movimento. Já pensei se terá algum tipo de hiperatividade porque mesmo que esteja sentado está muitas vezes a mexer as mãos ou os pés.
    O que mais me preocupa é no entanto a sua dificuldade de reagir naturalmente à frustração e controlar os seus impulsos. Esta característica da sua personalidade prejudica-o a ele e a todos que o rodeiam. Existe algum tratamento para controlo e modificação de comportamento em criancas desta idade? Se sim, quanto tempo demoram em média os tratamentos até que uma possível mudança comportamental se verifique?
    Muito obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Olá. O seu filho tem muita dificuldade em inibir uma resposta mais impulsiva, sofre muito quando tem que gerir a frustração. Mas crescer é exatamente ver-se progressiva e regularmente confrontado com o "não" e os seus limites, assim como os dos outros à sua volta. E assim, conseguir no futuro regular o seu próprio comportamento pela influência dos pais, demais educadores e dos pares estruturando a zona pré-frontal do cortex cerebral. Algumas crianças precisam de mais ajuda neste processo, e a habilitação neuropsicológica tem os melhores resultados quando aliada à psicoterapia tradicional ou ludoterapia consoante o caso. No espaço de 12 sessões consegue melhorias notórias, aumento da qualidade de vida e redução do sofrimento com o alívio da tensão familiar. Espero ter esclarecido.


  • Ansiedade

    Sofri de bullying quando era criança e então formei uma personalidade forte desde ai nunca querendo mostrar fraqueza a ninguém e receio de me sentir rebaixado, ha uns tempos começei a ter pequenos ataques ansiedade e sempre que tenho encontros sociais (sobretudo com amigos mais próximos) sofro por antecipação, que eles reparem que estou mal, sei que é irracional pois nunca ninguém reparou, não são ataques notórios. Começei a fazer terapia EMDR para reprocessar todas as memorias de bullying de criança. As memorias não me afectam, nunca olhei para o bullying como traumatico... Posso superar isto sem emdr? Pois infelizmente não vou poder continuar as consultas.. Já alguém ouviu falar em hoponopono? É identico? Ou outra forma? Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Olá. Não conheço nem pratico as técnicas que refere. Tenho bons resultados com os meus clientes com sintomatologia ansiosa. O que está no passado só importa se tiver impacto no presente. Trabalho o aqui e agora e as diversas formas de melhor nos adaptarmos ao que vivemos no nosso dia-a-dia, promovendo a maior consciência de si e do mundo que o rodeia.


  • Não consigo ter qualidade de vida

    Não consigo ter qualidade de vida pois perdi toda força de vontade a alto estima está muito baixa.Quero cuidar da saúde,perder 10 kg e poder fazer muita coisa boa ainda e ser feliz. As conversas e tb a hipnose poderiam me ajudar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Ana Beatriz Saraiva

    Sobre hipnose clínica, não lhe sei responder pois não é uma técnica que use. Quanto a pretender fazer um trabalho sobre si próprio/a parece-me que tem vindo progressivamente a tomar consciência do quanto seria útil a ajuda de um profissional. Tenho tido bons resultados através da psicoterapia e habilitação neuropsicológica e, com uma intervenção adequada ao seu caso, as intenções que refere podem ser uma realidade.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no Doctoralia.com.pt, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.