Ansiedade
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Sofri de bullying quando era criança e então formei uma personalidade forte desde ai nunca querendo mostrar fraqueza a ninguém e receio de me sentir rebaixado, ha uns tempos começei a ter pequenos ataques ansiedade e sempre que tenho encontros sociais (sobretudo com amigos mais próximos) sofro por antecipação, que eles reparem que estou mal, sei que é irracional pois nunca ninguém reparou, não são ataques notórios. Começei a fazer terapia EMDR para reprocessar todas as memorias de bullying de criança. As memorias não me afectam, nunca olhei para o bullying como traumatico... Posso superar isto sem emdr? Pois infelizmente não vou poder continuar as consultas.. Já alguém ouviu falar em hoponopono? É identico? Ou outra forma? Obrigado
Boa tarde,
Muitas vezes as pessoas que sofreram bullying sentem a necessidade de construir uma espécie de "capa" para se sentirem mais seguras no contato com o outro. No entanto, isso não significa que tenha construído uma personalidade forte, mas sim defensiva. E por vezes é necessário resignificar essas vivências traumáticas. Sugiro portanto Psicoterapia Psicodinâmica, de modo a poder compreender melhor o que viveu e não ser invadido por esses ataques de pânico.
Ao seu dispor.
Muitas vezes as pessoas que sofreram bullying sentem a necessidade de construir uma espécie de "capa" para se sentirem mais seguras no contato com o outro. No entanto, isso não significa que tenha construído uma personalidade forte, mas sim defensiva. E por vezes é necessário resignificar essas vivências traumáticas. Sugiro portanto Psicoterapia Psicodinâmica, de modo a poder compreender melhor o que viveu e não ser invadido por esses ataques de pânico.
Ao seu dispor.
Olá! Recomendo que procure Psicoterapia Psicodinâmica pois é um processo que te trará a oportunidade de alcançar o seu equilíbrio e bem-estar emocional de modo que você possa administrar com autonomia os desafios que se apresentam em sua vida neste momento e também ressignificar sua experiência.
Hoʻoponopono é um ritual espiritual das tribos havaianas destinada a restaurar harmonia entre indivíduos e grupos. Há alguns livros de auto-ajuda que o referem, e já houve investiadores de origem havaiana que fizeram pequenos estudos sobre a sua utilização em contexto de terapia familiar ou na redução de stress. Contudo, e que eu saiba, não há investigação sobre a sua utilização em tratamento de ansiedade ou mesmo de apoio psicoterapeutico. Se não se sente satisfeito com os resultados do seu tratamento, idealmente deveria primeiro falar sobre isso com o seu terapeuta para que ele possa eventualmente fazer alguns ajustamentos e correcções e depois, caso continuo insatisfeito, procurar outro tipo de abordagem.
O bullying é um fenómeno peculiar. Acontece muitas vezes, ou na grande maioria das vezes, numa idade muito específica, onde o ser humano é rico em mecanismos de abstração e resiliência mas também é frágil. A sua descrição indica isso mesmo, que não tem impacto visível e estando aparentemente resolvido, ainda se manifesta de forma desassociada com o passado. Mas esta "resolução", este "acomodar" ou até mesmo esta resiliência consiste em alguns casos numa camada fina de proteção que, com o passar do tempo, vai reduzindo.
É bem possível que agora como adulto não veja uma referência direta entre o seu passado e a condição atual, mas o stress e a ansiedade dos encontros do passado marcam o ser humano e forma como vivemos. Já reparei que ganhou força e estratégias para combater as agressões, mas que estratégias possui para lidar com a ansiedade quando não sabemos onde está o mecanismo que a desperta? No passado conseguiu ultrapassar as agressões e focou-se nessa "força" mas que estratégias encontrou para ultrapassar o stress sentido nesses episódios?
Relativamente ao Hoʻoponopono, acredito que deve fazer o que o faça sentir-se bem, sendo essa ou outro tipo de meditação, na minha opinião, mais que válida. Contudo proponho um desafio. Um desafio que o levará a focar-se mais nas questões que geram ansiedade no presente. Estou convicta que encontrará estratégias adaptativas para reduzir a ansiedade e trabalhar um poucos algumas crenças.
Os meus cumprimentos
MJP
É bem possível que agora como adulto não veja uma referência direta entre o seu passado e a condição atual, mas o stress e a ansiedade dos encontros do passado marcam o ser humano e forma como vivemos. Já reparei que ganhou força e estratégias para combater as agressões, mas que estratégias possui para lidar com a ansiedade quando não sabemos onde está o mecanismo que a desperta? No passado conseguiu ultrapassar as agressões e focou-se nessa "força" mas que estratégias encontrou para ultrapassar o stress sentido nesses episódios?
Relativamente ao Hoʻoponopono, acredito que deve fazer o que o faça sentir-se bem, sendo essa ou outro tipo de meditação, na minha opinião, mais que válida. Contudo proponho um desafio. Um desafio que o levará a focar-se mais nas questões que geram ansiedade no presente. Estou convicta que encontrará estratégias adaptativas para reduzir a ansiedade e trabalhar um poucos algumas crenças.
Os meus cumprimentos
MJP
Aconselho a psicoterapia, tal como os colegas referiram. Ao mesmo tempo deverá fazer yoga, mindfulness ou qualquer tipo de terapia meditativa e de relaxamento, para diminuir o estando de ansiedade. Boas melhoras
Antes de mais deve falar com o seu psicoterapeuta uma vez que não se sente satisfeito com os resultados da terapia . E só depois tomar a decisão se deve ou não procurar um profissional da área que use outros modelos de intervenção .
Olá. Não conheço nem pratico as técnicas que refere. Tenho bons resultados com os meus clientes com sintomatologia ansiosa. O que está no passado só importa se tiver impacto no presente. Trabalho o aqui e agora e as diversas formas de melhor nos adaptarmos ao que vivemos no nosso dia-a-dia, promovendo a maior consciência de si e do mundo que o rodeia.
Tenho tido resultados bastante rápidos e duradouros em situações semelhantes à que descreve recorrendo a uma conjugação de psicoterapia e hipnose clínica
Especialistas
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