Perguntas do paciente (9)
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Boa noite, já há muitos anos (mais de 10) que sofro com depressão, ansiedade e quando fiz 18 anos fo
Boa noite, já há muitos anos (mais de 10) que sofro com depressão, ansiedade e quando fiz 18 anos foi-me diagnosticado Transtorno de Personalidade Borderline. Desde os meus 17 anos que não consigo fazer quase nada: desisti dos estudos, não consigo manter um trabalho e passo os dias em casa, muitas das vezes sem conseguir sequer sair da cama para fazer o que quer que seja. Estou farta de estar assim, por vezes tenho crises em que não consigo parar de chorar, sinto muita raiva e tenho pensamentos suicidas. Tomo medicação, já passei por vários psicólogos, psiquiatras e até hipnoterapeutas e nada ajudou, principalmente porque acabo por sentir ansiedade e desisto das consultas, assim como aconteceu com os estudos e trabalho. Não consigo mais viver assim, pensei que uma boa opção seria o internamento pois assim teria horários (coisa que não tenho), terapia que não podia deixar de frequentar como tem vindo a acontecer. Penso que uma intervenção mais intensiva pudesse levar a melhoras. Tenho medo que qualquer médico/psicólogo vá dizer-me que não e eu vou continuar como já estou para sempre. Como devo proceder em relação a isto do internamento? Devo falar com que tipo de profissional de saúde?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Minha cara, ao desistir das consultas está a desistir de se comprometer consigo mesma.
Embora lhe pareça mais fácil ter "alguém" externo a si, que garanta o cumprimento de um programa (o tal internamento que sugere), o que é certo é que seria mais um passo na direcção contrária à que deve (a meu ver) ser tomada.
Pense nisso. Leve a sério o seu sofrimento e não desista. Comece por aí. O resto vem com pequenos passos.
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Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue
Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue estar nas aulas quieto e calado. Na altura da primária ele foi avaliado por uma psicóloga para despiste de Hiperactividade ou algo parecido (já que a professora na altura me "aconselhou" a pedir ao médico de família aqueles comprimidos para acalmar as crianças, que eu devia dar só durante a semana para ele se concentrar nas aulas, e eu resolvi então levá-lo a ser avaliado por um psicólogo para ver se de facto o meu filho tinha algum problema de concentração que precisasse de tratamento e não de medicação).
Entretanto como eu cheguei com um diagnóstico de criança com comportamentos e níveis de concentração normal sem necessidade de terapias ou medicação, a solução encontrada pela professora foi de cada vez que ele começava a perturbar as aulas mandá-lo ir ao recreio dar uma volta e voltar quando estivesse mais calmo.
Chegamos ao 5º ano e o problema manteve-se, com múltiplas faltas de comportamento, de TPCs e material, etc... Em casa tentámos sempre corrigir e levá-lo a ver que tinha de comportar bem na escola, aplicamos castigos de não ter telemóvel ou computador, não ver televisão e como pratica futebol, ir aos treinos mas não ir aos jogos. Comecei a fazer a mochila com ele de manhã para não haver faltas de material. Perdia casacos, carteiras, material escolar com uma facilidade tal que cheguei a pensar se não estaria a ser vitima de bullying na escola, mas não era, era mesmo ele que perdia as coisas...
Começamos o 6º ano com algumas melhorias, toma muito mais atenção às coisas deles, não ter perdido casacos nem a carteira (pelo menos não tantas vezes como no 5ºano), Está com mais atenção aos TPCs e poucas faltas tem tido (comparativamente com o ano passado). Mas o comportamento não está melhorar... Já o trocamos de turma para ver se com novos amigos ele conseguia estabilizar um bocado, foi bom durante 1 mês mas está tudo a voltar ao que era.
Perguntei às catequistas e aos treinadores de futebol se ele tinha comportamentos desenquadrados e era mal educado com eles, todos me disseram que não, que ele é irrequieto e falador mas que quando o chamam à atenção ele aceita e corrige, uns minutos mais tarde volta a falar mas aceita os correctivos e não é mal educado. Em casa e socialmente com familiares e amigos ele tem um comportamento normal e nunca faltou ao respeito a ninguém. Todo o seu mau comportamento se resume à escola. Haverá alguma justificação para isto ? Precisa o meu filho de alguma terapia ? Estamos a ficar sem ideias para o tentar corrigir. Temos outro filho mais velho com agora 17 anos com o qual tivemos os desafios normais da educação de uma criança/jovem, mas com o mais novo não estamos a conseguir, estamos a dar o nosso melhor, falamos com ele, ele admite que o comportamento foi errado mas volta a fazer o mesmo...RESPOSTA DO MÉDICO:
Olá cara mãe, nada é fácil na educação dos filhos, e se algum pai ou mãe lhe disser que nunca teve problemas então acredito que não esteja suficientemente atento/a aos seus filhos, e isto indendentemente de ter ou não hiperactividade. A educação (no caso: maternidade/paternidade) é um desafio que nos faz confrontar enquanto pais, com algumas questões nossas que poderão ter ficado por trabalhar (do passado). A HADA (Hiperactividade com défice de atenção) não é falta de concentração por falta de empenho ou um comportamento indisciplinado resultante da educação dada pelos pais. Pedir a uma criança Hiperativa que se concentre é a mesma coisa que pedir a uma pessoa com miopia para se esforçar mais e tentar ler sem óculos ou pedir a um coxo para correr mais depressa. Porém, muitas vezes as famílias de crianças com PHDA manifestam elas próprias dificuldades em gerir as suas emoções, pelo que têm dificuldades em ensinar aos filhos como fazê-lo adequadamente.
Punir ou castigar uma criança com hiperactividade é como castigar um coxo por coxear, simplesmente não faz sentido. Acredito que com a ajuda de um psicólog/a a vossa família encontrará um rumo eficaz. Sugiro que passem tempo com o vosso filhos, que não façam comparações com o irmão, nunca se esqueça de lhe dizer o quanto o ama, e de abraçá-lo várias vezes por dia. Um abraço pode resolver mais situações do que pensa, reforça o sistema imunitário e promove um maior vínculo entre si e a criança. Assegure-lhe que tudo vai correr bem, pois é em vocês que ele se apoia e confia. Felicidades.
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Depressão
Tenho 48 anos, sexo masculino, sou seguido em consultas de psiquiatria desde 1991. O meu diagnóstico é TOC associado a depressão secundária, com grande componente ansiosa. Tive um episódio convulsivo em 1993 com Anafranil, após o qual efectuei ECG e TAC (e mais tarde, já em 2014, RM). As alterações descritas nos relatórios dos referidos exames não são valorizadas pela neurologia. Efectuei o último ECG em 2014 e mantinha a indicação de "actividade paroxística em projecção temporal esquerda" (mais uma vez sem valorização pela neurologia). A depressão é, actualmente, o meu maior problema, aquilo que verdadeiramente me incapacita. Tenho vindo a consultar diversos psiquiatras ao longo dos anos, mas não sinto melhorias com os tratamentos. Também muitos desses psiquiatras, seja logo na primeira consulta, ou algumas consultas depois, demonstram uma forma displicente de me tratar, razão que me leva a andar sempre a mudar de médico. Tive agora uma consulta, numa Clínica, e a médica psiquiatra que me atendeu disse-me que eu estava já demasiado "psiquiatrizado", que é minha responsabilidade sair do papel de doente e que a razão dos psicofármacos (sobretudo os antidepressivos) não actuarem tem a ver com o facto de o "psicológico" não os deixar actuar. Ou seja, eles actuam nos neuro-receptores, mas depois o "psicológico" trava o seu efeito. Ora, eu faço psicoterapia há 6 anos, sempre com a mesma psicóloga, com quem tenho uma excelente relação terapêutica. A minha questão é: sentindo-me cada dia mais angustiado, sem energia ou sequer vontade de viver, estado este agravado pelas constantes decepções relativamente à psiquiatria, pergunto se há algo que, de facto, a psiquiatria possa fazer por mim, no sentido de me dar o mínimo que seja de qualidade de vida e a possibilidade de retomar a minha actividade profissional (interrompida há mais de um ano)? Muito obrigado pela atenção que este texto, porventura demasiado longo (as minhas desculpas), lhes possa merecer.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Estou tentada a concordar com o facto de que está demasiado psiquiatrizado, mas também não é incomum que os pacientes adoptem alguns termos que ouvem com frequência em contexto clínico. Quanto às questões relativas à área da psiquiatria deverão ser respondidas por um médico psiquiatra, mas creio que será importante perceber com que medicação sente melhores resultados e se comunica ao médico efeitos indesejáveis . Relativamente à psicoterapia, e não sabendo que abordagem e periodicidade tem a nível psicoterapêutico, parece-me importante pensar em que medida se apercebe esse processo no qual está há 6 anos lhe permitiu conhecer-se e conhecer a fundo as questões principais potencial causadoras da sua angústia e posterior instalação do quadro clínico que apresenta. O TOC pode ser explicado por vários factores, mas geralmente a sua génese está em situações vividas de forma bastante tensional e angustiante na infância e que na fase adulta pode ser efectivamente bastante incapacitante. A depressão no seu caso pode parecer indicar uma reactividade à falta de controle da sua problemática, por outro lado pode não ser apenas reactiva, mas ocupar uma fatiamais importante do que julga no meio de tudo o que sente. Espero ter ajudado.
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Sofrendo de TAG. Psicoterapia ajuda
Sofrendo de TAG. Psicoterapia ajuda a entender a origem e a viver com os sintomas. A medicação elimina os sintomas. Após 2 anos de terapias aprendi a viver com os sintomas constantes mas nunca recuperei a qualidade de vida que tinha antes acabando por ter recaídas. Talvez medicação seja melhor?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A TAG pode ter implicações na vida do paciente até á sua velhice, pelo que não é incomum que se conjugue uma combinação entre psicoterapia e medicação. Aconselhe-se com o seu terapeuta,ou com o seu médico de família, ou procure um psiquiatra, pois será ele o melhor a poder medicá-lo de acordo com o seu caso.
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Sofro de ansiedade e comecei a
Sofro de ansiedade e comecei a correr 20 min por dia. É possível o exercício causar mais ansiedade? Sei que devia ajudar mas parece q não. Não falo das sensações normais no final da actividade como coração bater mais rápido ou faltar ar.. Na verdade no final relaxo mas passado 4h sinto instabilidade
RESPOSTA DO MÉDICO:
Se me permite: se só passadas 4 horas começa a sentir instabilidade, parece-me que talvez a causa da sua instabilidade seja algo com que tem de lidar posteriormente a essa actividade física e não a actividade física enquanto a faz, pois conforme refere até relaxa. No entanto, caso esteja a forçar-se a fazer uma actividade física da qual não gosta, poderá estar a causar-lhe mal-estar (nada resulta ou resultará muito pouco se for feito contra a nossa vontade) existem outras opções em termos de se manter activo/a (exs: natação, bicicleta, caminhar, ou outras actividades de grupo tais como basket, voleibol, remo, ballet, ginástica rítmica, etc....). É só procurar e encontrará algo à sua "medida".
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o meu otorrino falou-me que tenho
o meu otorrino falou-me que tenho um quadro de ansiedade gerado pela minha rinite alérgica e sinusite. estou a psicoterapia mas sem resultados duradouros o que fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O seu otorrino devia cingir a sua opinião médica à área de conhecimento em que actua, em vez de poder estar a induzir os pacientes em erro....A não ser que a sua renite/sinusite tenha sido causada por algum desvio nas vias aéreas superiores, ou como reação secundária a infecção respiratória ou ainda por contaminação por substâncias tóxicas, saiba que a Doença Crónica de Rinite Alérgica geralmente tem origem em estados de tensão emocional crónica. Logo não é a causa, mas sim um sintoma! Sendo crónica, implica que já a tem há muito tempo, possivelmente com origem na sua infância. Procure um bom Psicólogo(a) pois através da Psicoterapia poderá tomar consciência do seu padrão emocional e comportamental e poderá atenuar de forma significativa a sintomatologia associada.
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Faço escitalopram 20mg a 6 anos
Faço escitalopram 20mg a 6 anos e como já tinha referido a minha psiquiatra alterou para Sertralina 50mg. Ainda não tive coragem de fazer a troca com medo dos efeitos secundários. Sofro de TAG + ataques pânico com depressao. Quero engravidar. O que devo fazer?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Se me permite a questão: deseja engravidar? Sente-se preparada para abraçar essa ideia? Se sim, então aconselhe-se com a sua ginecologista/obstetra, e se ainda não está a ser acompanhada por um Psicólogo(a) procure o quanto antes, para a ajudar durante o processo de gestão. Ser MÃE é um passo muito importante na vida de uma Mulher, e um dos mais belos que pode experienciar, mas RESPIRE primeiro ok :-) Vai apreciar melhor toda a experiência se se sentir mais serena e confiante.
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o que é a psicoterapia regres
o que é a psicoterapia regressiva?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Há muito poucos colegas em Portugal a quem confiaria um paciente para usar essa técnica, até porque tem de ser um técnico especializado e efectivamente há muitos "curiosos" que podem estragar mais do que audar quem os procura. Procure saber e/ou confirmar as credenciais do técnico (caso seja) que pensa visitar.
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Como distinguir somatização ou
Como distinguir somatização ou níveis de cortisol elevados devido a stress crónico (+2 anos) quando se toma medicação mas ocorrem novos sintomas: negras e arranhões difíceis de cicatrizar, imunidade baixa, perda músculo rapidam/, ganho gordura abdomén, irritabilidade, fraqueza, cansaço, rídulas face
RESPOSTA DO MÉDICO:
Na dúvida, o melhor é despistar com exame médico ao sangue, urina ou saliva (endocrinologista). Porém, não me parece dever-se excluir a hipótese de que possa haver somatização coincidente com quadro de ansiedade, quadro depressivo ou outro. Concordo em absoluto com as sugestões dos colegas acima: PROCURE AJUDA PSICOTERPÊUTICA :-) . Lembre-se que o nosso organismo/corpo tem sempre uma forma de reagir às emoções sentidas internamente. Boa sorte!
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…