Perguntas do paciente (5)

  • Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas

    Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
    Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
    A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
    Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
    No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
    Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
    Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
    Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
    Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
    Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Mallika Souprayenmestry

    Não deve ter sido nada fácil passar por tudo o que descreve. Foram muitas situações difíceis, num período em que precisava de apoio, segurança e cuidado. É natural que, depois de tanto sofrimento, hoje se sinta confusa, triste e sem saber exatamente o que sente.

    Quando uma relação começa e se mantém com tanto peso, medo e falta de proteção, é comum surgirem dúvidas, ambivalência e cansaço emocional. O facto de, por vezes, sentir que o ama e, noutras, sentir distância ou incompreensão não significa que haja algo de errado consigo. Muitas vezes, isso acontece porque houve muita dor que nunca pôde ser verdadeiramente cuidada.

    Também é compreensível que questione se isto é “normal”, sobretudo sendo a sua primeira relação longa e tendo uma filha. Todos precisamos de nos sentir respeitados, protegidos e emocionalmente seguros numa relação. Quando isso não acontece, o corpo e as emoções acabam por dar sinais.

    Procurar um psicólogo não é sinal de fraqueza nem significa que haja algo “errado” consigo. Pode ser apenas um espaço para parar, respirar, organizar o que viveu e perceber o que sente hoje. A psicoterapia não serve para dizer o que deve fazer, mas para a ajudar a escutar-se e a ganhar mais clareza.

    Se sentir que faz sentido, estou disponível para a acompanhar e compreender melhor estas questões em consulta, com calma, sem julgamentos e ao seu ritmo.


  • A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler be

    A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram na sala com a professora. Este ano começou piano e aprende com uma facilidade impressionante. Começo a ficar preocupada pois não sei como a motivar. Ela é uma menina tímida e sensível e parece-me que a professora não gosta muito disso. Como faço para ajudar a ter mais atitude e ultrapassar a frustração (ela muitas vezes dissem que a chamam de burra? Como incentivá-la a ter boaa notas, a tirar dúvidas? Ela é um doce mas cada vez está mais perdida e triste e eu estou preocupada com ela pois acredito que esta situação ainda vá piorar com o avanço da escola.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Mallika Souprayenmestry

    O que descreve na sua filha é algo que preocupa muitos pais, e é muito compreensível que se sinta apreensiva ao vê-la triste e a perder confiança em si mesma. Pelo que partilha, a sua filha parece ser uma menina sensível, inteligente e com boas capacidades, mas que poderá não se sentir segura ou reconhecida no contexto escolar.

    Nem sempre o rendimento escolar reflete as capacidades reais da criança. A falta de interesse, o “não me lembro”, a dificuldade em colocar dúvidas ou a frustração podem estar mais ligadas a fatores emocionais (como ansiedade, timidez, medo de errar ou de desagradar) do que a dificuldades cognitivas. O facto de aprender piano com tanta facilidade mostra que, quando se sente motivada e segura, o seu potencial emerge.

    Quando uma criança começa a ouvir comentários depreciativos, como ser chamada de “burra”, isso pode afetar profundamente a autoestima e a vontade de tentar. Antes de pensarmos em “melhorar notas”, é essencial ajudá-la a sentir-se valorizada, capaz e protegida.

    Talvez seja importante refletir:
    Como é que ela se sente na sala de aula?
    Sente que pode errar?
    Sente-se vista e compreendida?

    Um acompanhamento psicológico infantil pode ajudar a criança a ganhar confiança, a expressar emoções e a desenvolver estratégias para lidar com a frustração e com o contexto escolar. Também pode ser um espaço de apoio aos pais, para perceber como motivar sem pressionar.

    Se desejar, estou disponível para conversar consigo e compreender melhor a situação em consulta.


  • Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei

    Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei mais o que fazer..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Mallika Souprayenmestry

    Quando a mente fica presa aos mesmos pensamentos e cenários, isso pode ser muito cansativo e angustiante. Não significa que algo vá acontecer, mas sim que algo dentro de si precisa de atenção.

    Se quiser, pode marcar uma consulta comigo e, juntos, vamos trabalhar para que consiga lidar com esses pensamentos de uma forma mais tranquila, compreendendo melhor o que os mantém e encontrando estratégias que façam sentido para si.


  • Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo

    Bom dia
    Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Mallika Souprayenmestry

    Pare, respire e tente não se prender a esses pensamentos. É normal que a mente às vezes se encha de dúvidas, especialmente quando sentimos medo de perder ou não temos certezas sobre o que sentimos.

    Permita-se observar os seus sentimentos sem pressionar-se para ter respostas imediatas. Repare nos momentos em que se sente tranquila, feliz ou conectada, e também na forma como reage quando surgem dúvidas.

    Refletir sobre estas sensações com alguém pode ajudar a ganhar mais clareza e confiança. Se sentir que faz sentido, estou disponível para explorar consigo estas questões numa consulta, num espaço seguro e sem julgamentos.


  • Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular

    Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
    Esta situação afeta me muito, muito, e causa me depressão.
    Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto. Preciso de um terapeuta que saiba como reconstruir os afetos.
    Não pretendo psicoterapia para "lidar com o luto".
    Procuro uma terapeuta experiente em lidar com pessoas, que goste de lidar com famílias e que goste verdadeiramente de ajudar a reunir famílias.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Mallika Souprayenmestry

    Não existe um terapeuta que consiga “reconstruir os afetos” sozinho, porque as relações dependem sempre das duas partes. Não está nas suas mãos garantir que a sua irmã queira aproximar-se ou voltar a comunicar, e isso pode ser muito doloroso de aceitar.

    O trabalho em psicoterapia não é forçar uma reconciliação, mas ajudá-la a atravessar este processo com mais leveza. Pode ser um espaço para compreender melhor o que sente, o que está ao seu alcance fazer por si e como lidar com esta ausência sem se perder emocionalmente.

    Às vezes, este trabalho ajuda a melhorar a forma como se posiciona nas relações; outras vezes, ajuda a ver novas possibilidades, novos significados e a cuidar de si, mesmo quando o outro não está disponível.

    Se sentir que faz sentido, estou disponível para a acompanhar neste processo em consulta, com respeito pelo seu ritmo e pela sua história.


Perguntas frequentes

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