Perguntas do paciente (121)

  • Só pessoas com transtornos mentais graves precisam de psicoterapia ?

    Só pessoas com transtornos mentais graves precisam de psicoterapia ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá! Essa é uma dúvida muito comum, e fico feliz por ter colocado a questão.
    A resposta é: não, de forma alguma. A psicoterapia não é exclusiva para pessoas com transtornos mentais graves. Na verdade, ela pode beneficiar qualquer pessoa que deseje compreender melhor os seus pensamentos, emoções, comportamentos ou relações interpessoais.
    Muitas pessoas procuram terapia para lidar com situações do dia a dia, como ansiedade, stress, dificuldades nos relacionamentos, tomada de decisões, autoestima, luto, transições de vida, entre outros temas. Outras recorrem à psicoterapia para se conhecerem melhor, desenvolverem autoconfiança ou simplesmente porque sentem que querem viver com mais equilíbrio e bem-estar.
    Procurar psicoterapia é um ato de cuidado e responsabilidade consigo mesmo — e não um sinal de fraqueza ou "gravidade". Se sente que há algo que gostaria de mudar, compreender ou melhorar na sua vida, a terapia pode ser um espaço valioso para isso.


  • Olá!! Eu tive alguns relacionamentos passados que não correram bem porque me mentiram e traíram, esp

    Olá!! Eu tive alguns relacionamentos passados que não correram bem porque me mentiram e traíram, especialmente um antes deste que me deixou traumatizada. Ele mentiu me em tudo e tratou me como lixo. Tive 3 anos e tal solteira e agora tenho outro namorado. Basicamente tenho imensos ciúmes e gostava de poder controlar, não consigo. Tudo me faz confusão, é algo muito chato n é? É estranho mas até se ele comentar que outra mulher é bonita eu fico a matutar nisso... Ou se uma conhecida o cumprimentar com abraço, ou outra amiga o cumprimentar na rua e falar.... Não sei, sinto me mal sempre, já lhe tive q dizer isto as vezes... Discussões já aconteceram por causa disto, até pode ser escusado mas não consigo sentir me normal com coisas destas. O meu passado familiar foi horrível também, votei contato com a família porque me perseguiam, são de uma religião q eu n aceitei e q sempre me obrigaram a seguir mesmo eu não querendo. Foram manipuladores e tratavam me mal, vivia muito oprimida e presa sempre, sem poder ter uma infância normal.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar algo tão íntimo e importante. A forma como fala mostra que tem consciência dos seus sentimentos e que deseja compreender-se melhor — isso é um passo muito significativo e corajoso.
    O que está a sentir não é “coisa pouca”, nem exagero. É um reflexo de feridas que vêm de experiências muito difíceis, tanto nos relacionamentos passados como na sua história familiar. Quando crescemos num ambiente onde não nos sentimos seguros, valorizados ou respeitados, e quando vivemos relações marcadas por mentira e traição, é natural que a nossa mente passe a funcionar em estado de alerta constante. Isso não é fraqueza — é um mecanismo de proteção.
    Os ciúmes que sente hoje são, em grande parte, um reflexo desse passado. O seu corpo e os seus pensamentos reagem como se estivesse em risco de ser magoada de novo, mesmo quando, racionalmente, sabe que a situação não justifica. Isso pode tornar-se muito desgastante, porque cada gesto ou palavra do seu companheiro ativa inseguranças profundas — e a dor não vem só do que acontece no presente, mas de tudo o que ficou mal resolvido no passado.
    A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Na terapia, é possível explorar a origem desses sentimentos, aprender a distinguir o que pertence ao presente e o que é “eco” do passado, e desenvolver estratégias para regular a ansiedade, comunicar com mais clareza e confiança, e fortalecer a sua autoestima.
    Além disso, poder olhar para a sua história com compaixão — em vez de culpa ou vergonha — é essencial para que comece a libertar-se desses padrões. Você não é "demasiado ciumenta" ou "difícil", está apenas a tentar proteger-se com os recursos que teve até agora. A terapia pode ajudá-la a construir outros recursos, mais leves e saudáveis.
    É possível viver uma relação mais tranquila, com mais confiança e menos medo. E é possível fazer as pazes com a sua história sem precisar ficar presa a ela. Se quiser iniciar esse caminho, estarei aqui para acolhê-la, ajudá-la a compreender melhor os seus sentimentos e acompanhá-la na construção de relações mais seguras — consigo mesma e com os outros.
    Não está sozinha. E não é tarde para começar a cuidar das suas feridas.


  • Boa tarde :) Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar. Emigrei ha 2 ano

    Boa tarde :)
    Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar.

    Emigrei ha 2 anos e meio, completamente sozinha, num pais que nao entendo nada.

    Tenho 30 anos, tenho me safado, mas ...

    Gostava mesmo de conseguir entender tudo na minha vida, resolver traumas, quebrar rotinas e vicios, entender o meu preposito na vida, qual o meu caminho, o porquê de ser tao ambiciosa.

    Sei que é normal isto na vida. Altos e baixos, por mais baixo que estive na vida consegui sempre votlar a cima, sinto que preciso de falar as vezes com alguem, que aqui jao confio em ninguem, mas por outro lado depois passa e nao sei se vale a pena, porque os meus problemas nao sao assim tao graves comparados com outras pessoas.

    Tive algumas crises de ansiedade e depressao na adolescencia, sempre me recusei a fazer a medicacao, aos 15/16 comecei a fumar thc, o que me fazia dormir e acalmava, ate hoje.. ano passado deixei de fumar, mas no fim do ano voltei, porque nao consigo dormir, tenho muitas insonias e pesadelos e pronto, tenho que dormir e trabalhar...

    Milhoes de coisas, tenho medo de ficar maluca também.

    E pronto, nao tenho NINGUEM a minha volta que saiba mais ou faça mais ou me ensine mais que eu ja saiba e nao sei que fazer entretanto.

    Espero me identificar com algum Dr nos comentarios.

    Muito obrigada pelo tempo disponibilizado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Boa tarde, e obrigada por partilhar algo tão sincero e profundo. A forma como se expressa mostra o quanto tem lutado por si mesma, mesmo em momentos difíceis — e isso, por si só, já é sinal de força e consciência.
    O que descreve é algo que muitas pessoas sentem, ainda que nem sempre tenham coragem de dizer: o desejo de compreender-se mais profundamente, de curar feridas do passado, de encontrar sentido na vida, e ao mesmo tempo, a dúvida se tudo isso "vale a pena" ou se é "grave o suficiente". Mas a verdade é que não existe um critério de gravidade para que alguém mereça apoio psicológico. Sentir-se sobrecarregada, sozinha, confusa ou exausta emocionalmente já é motivo suficiente para procurar alguém com quem conversar e partilhar essa carga.
    A sua experiência de emigrar sozinha, adaptar-se a uma cultura nova, enfrentar rotinas exigentes, lidar com insónias, crises de ansiedade, dependência de substâncias para conseguir dormir, tudo isso tem impacto real na sua saúde mental — e cuidar disso não é exagero, é autocuidado.
    A psicoterapia pode ser um espaço onde, pouco a pouco, poderá organizar os pensamentos, entender o que carrega do passado, o que deseja transformar no presente e o que procura para o futuro. Não é sobre ter um "problema grave", mas sobre dar-se o direito de falar sem medo, ser ouvida sem julgamento e construir clareza com apoio.
    A sua ambição, por exemplo, pode conter pistas importantes sobre os seus valores e necessidades mais profundas. Os padrões que hoje sente como "vícios" podem ser estratégias que o seu corpo e mente encontraram para sobreviver — e isso também merece ser compreendido.
    Se sentir que estou alinhada com aquilo que procura, estarei aqui para acolhê-la nesse caminho com empatia, escuta e ferramentas terapêuticas que respeitam o seu ritmo. E se ainda estiver em dúvida, saiba que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem e responsabilidade emocional.
    Está tudo bem em não ter todas as respostas agora. O primeiro passo já foi dado: falar. E isso é um começo valioso.


  • Boa tarde, Há mais de 5 anos que tenho sofrido de ansiedade na condução, principalmente na auto-e

    Boa tarde,

    Há mais de 5 anos que tenho sofrido de ansiedade na condução, principalmente na auto-estrada. Evito ao máximo andar na mesma, mas há situações que tem mesmo de ser, e começo a sentir o coração acelerado, as vezes problemas a respirar, engolir saliva, boca seca, soar nas mãos... Será que me podiam aconselhar? Gostava muito de tirar este problema da minha vida!

    Obrigado.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Boa tarde,
    Agradeço por partilhar a sua experiência. O que descreve é mais comum do que parece, e muitas pessoas vivem situações semelhantes, especialmente relacionadas à condução em autoestradas, que podem despertar sensações de falta de controlo, vulnerabilidade ou medo de que algo corra mal.
    Os sintomas que refere — aceleração do coração, dificuldade em respirar, boca seca, suor nas mãos — são típicos de uma resposta de ansiedade. Estes sintomas não significam que algo de errado está a acontecer no seu corpo, mas sim que ele está a reagir a uma perceção de ameaça, mesmo que racionalmente saiba que está em segurança.
    A boa notícia é que este tipo de ansiedade pode ser tratado com eficácia. Na terapia cognitivo-comportamental, trabalhamos estratégias específicas para lidar com situações como esta, ajudando a identificar os pensamentos que alimentam a ansiedade, a modificar a relação que tem com esses pensamentos e a utilizar técnicas de regulação fisiológica, como respiração diafragmática, para reduzir os sintomas físicos.
    Também utilizamos estratégias de exposição gradual, nas quais a pessoa vai sendo convidada a retomar o contacto com a situação temida (neste caso, a condução na autoestrada), de forma estruturada e segura, recuperando a confiança ao longo do tempo.
    É possível ultrapassar esta dificuldade e recuperar o prazer e a tranquilidade de conduzir. Procurar ajuda já é um passo importante nesse caminho. Se decidir dar esse passo, estarei disponível para acompanhá-lo nesse processo, respeitando sempre o seu ritmo.
    Obrigada pelo seu testemunho, e saiba que há soluções. Não precisa de enfrentar isto sozinho.


  • Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um comprom

    Com 28 anos, nunca tive uma relação muito séria. Só me envolvo com pessoas que não querem um compromisso, pela leveza de não ter de as magoar. No entanto, acabo sempre por me apaixonar por essas pessoas e sair magoada.
    Agora conheci alguém incrível, com qualidades que eu acredito serem o que procuro, mas sinto-me paralisado pela ansiedade e pelas comparações constantes com relações passadas. O medo e até ataques de pânico estão a impedir-me de viver esta relação e tenho medo de que aquilo que sinto pela pessoa não seja o suficiente ou que não goste dela de todo.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Antes de mais nada, desejo expressar minha admiração pela coragem em compartilhar seus sentimentos e preocupações. O que você está vivenciando não é incomum, e muitas pessoas enfrentam desafios semelhantes no âmbito do amor e do compromisso.
    Com base no que você relatou, parece que está em um momento de grande conflito interno, em que a ansiedade e os medos estão assumindo um papel relevante. Essa situação pode fazer com que tudo pareça confuso e avassalador. Vou compartilhar algumas reflexões que podem contribuir para que você compreenda melhor o que está acontecendo, mas quero enfatizar, desde já, que buscar ajuda profissional é essencial nesse processo.
    Os sentimentos que você mencionou são absolutamente legítimos. É compreensível sentir medo diante da possibilidade de algo significativo, como o desenvolvimento de uma relação com potencial profundo.
    É possível que a ansiedade que você experimenta esteja ligada a experiências anteriores, em que as relações trouxeram dores ou dificuldades emocionais. Identificar esse padrão é um primeiro passo importante para trabalhar no sentido de modificá-lo.
    A ansiedade relacionada a relacionamentos pode surgir em pessoas que já vivenciaram decepções amorosas, levando a medos de repetição de padrões ou de não serem suficientes para o outro. Investir em uma relação séria frequentemente envolve a exposição de sentimentos e inseguranças, o que pode ser assustador para quem já enfrentou rejeições ou desilusões.
    Comparar a pessoa atual com relações passadas pode refletir dúvidas internas, como: “Será que serei capaz de fazer esta relação dar certo?” ou “Será que sou suficientemente boa para essa pessoa?”.
    Trate-se com a mesma gentileza que ofereceria a uma amiga querida. Diga a si mesma: “Estou aprendendo a lidar com minhas emoções, e isso é um processo gradual. Não preciso ser perfeita.”
    Considere compartilhar gradualmente seus receios com a pessoa que conheceu. Relacionamentos saudáveis são construídos com comunicação mútua e empatia.
    Evite pressão excessiva. Recorde que não há necessidade de tomar decisões imediatas. Relacionamentos são processos, e os sentimentos podem evoluir com o tempo.
    Embora essas orientações possam oferecer um ponto de partida, é fundamental buscar o suporte de um profissional de saúde mental qualificado. Um profissional poderá ajudá-la a construir uma base mais sólida de autoestima e autoconfiança, permitindo que você se sinta mais preparada para vivenciar relações de forma saudável.
    A busca por apoio profissional não representa fraqueza, mas sim um ato de coragem e autocuidado. Você merece vivenciar relações livres do peso do passado e explorar plenamente o potencial deste novo capítulo de sua vida.
    Desejo que você encontre clareza, serenidade e a confiança necessária para viver este momento com plenitude.


  • Preciso tratar uma condição que me assombra desde sempre, mas que penso que se agravou em algum mome

    Preciso tratar uma condição que me assombra desde sempre, mas que penso que se agravou em algum momento durante o ensino médio/secundário.
    Fico extremamente nervoso, com medo, coração acelerado, voz trêmula e acelerada e esqueço o que pretendo falar ou as palavras que quero usar, tudo isso quando preciso me expor, seja em uma conversa com alguém que julgo superior, em apresentações, quando tento expor meu ponto de vista sobre algo, quando sou questionado ou a vezes até em uma conversa normal. Até então entendia isso como ansiedade, mas acho que pode ser fobia social.
    Gostaria muito de ultrapassar isso, pois não consigo dar 100% de mim no trabalho ou em entrevistas.
    Preciso de ajuda para me entender melhor e quem sabe, passar por esta fase.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar o que está a sentir. O que descreve pode ser muito desafiador e ter um impacto significativo no seu dia a dia, especialmente em situações que envolvem interação social ou exposição. É compreensível que isso o preocupe e que procure ajuda para lidar com essa situação.

    Os sintomas que mencionou, como nervosismo extremo, aceleração do coração, tremores na voz e dificuldades em organizar os pensamentos ou encontrar as palavras certas, podem estar relacionados a um quadro de ansiedade social, também conhecido como fobia social. Este tipo de ansiedade é comum e caracteriza-se pelo medo intenso de ser julgado ou avaliado em situações sociais. No entanto, apenas uma avaliação aprofundada poderá confirmar isso.

    Um primeiro passo importante é compreender que esses sentimentos não definem quem você é e que existem estratégias eficazes para ultrapassar essa fase. Na terapia, podemos explorar as situações que mais o afetam, identificar os pensamentos automáticos que surgem nesses momentos e trabalhar na reestruturação deles. Técnicas como a respiração controlada e o relaxamento podem ajudá-lo a lidar com os sintomas físicos, enquanto a prática de exposição gradual pode reduzir o desconforto em situações específicas.

    Além disso, desenvolver habilidades de comunicação e trabalhar a sua autoconfiança são objetivos que podem ser alcançados com o tempo, permitindo-lhe enfrentar esses desafios de uma forma mais segura e tranquila. O mais importante é lembrar que ultrapassar esta situação é possível e que procurar ajuda já é um grande passo nesse sentido.

    Estou aqui para acompanhá-lo nesse processo, ajudando-o a compreender melhor o que está a sentir e a construir ferramentas para lidar com essas situações de forma mais confiante e equilibrada. Não precisa enfrentar isso sozinho, e juntos podemos trabalhar para que alcance o bem-estar e a realização que procura.


  • Boa tarde. Sofro de ansiedade e fiz cerca de um ano de psicoterapia, o que me ajudou bastante a co

    Boa tarde.
    Sofro de ansiedade e fiz cerca de um ano de psicoterapia, o que me ajudou bastante a controlar as crises e evitou que tivesse de recorrer a medicação.
    Mas de há uns meses para cá notei que sinto a necessidade de ter sempre as mãos ocupadas, seja a mexer numas bolinhas de uma pulseira que tenho ou a coçar o couro cabeludo.
    A minha questão é se este novo "sintoma" poderá ser derivado à ansiedade ou algo para além disso.
    Sem mais,
    Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Boa tarde! Gostaria de parabenizá-la por ter buscado ajuda através da psicoterapia para lidar com a ansiedade. Essa atitude demonstra coragem e cuidado consigo mesma. Além disso, é muito importante a percepção que você teve em relação a esse comportamento recente, pois reconhecer os sinais do corpo e da mente é um passo essencial para compreender o que está acontecendo.
    A necessidade de manter as mãos ocupadas, seja mexendo em objetos ou coçando o couro cabeludo, pode estar relacionada à ansiedade. Muitas vezes, essas ações surgem como formas inconscientes de autoalívio ou autorregulação emocional, especialmente em momentos de tensão, estresse ou inquietação. Esses gestos, frequentemente chamados de "gestos de conforto", podem ser uma maneira do corpo buscar uma sensação de segurança ou distração em meio à agitação interna. Apesar disso, é importante observar se há padrões ou gatilhos específicos que desencadeiam esses comportamentos.
    Se esses gestos ocorrem principalmente em situações estressantes ou de ansiedade elevada, é provável que sejam uma extensão da condição que você já conhece e com a qual vem lidando. Entretanto, caso se tornem muito frequentes, intensos ou causem desconforto (como lesões no couro cabeludo, no caso das coceiras), pode ser interessante buscar uma avaliação mais detalhada com um psicólogo ou médico.
    Enquanto isso, pode ser útil observar atentamente em quais momentos ou circunstâncias esses comportamentos aparecem. Pergunte a si mesma se eles surgem em situações de estresse, tédio ou até mesmo como uma forma de se concentrar. Esse tipo de auto-observação pode ajudar a entender melhor o que está motivando o comportamento. Além disso, você pode experimentar técnicas simples para gerenciar a ansiedade de forma mais consciente, como a respiração diafragmática. Um exemplo é inspirar profundamente pelo nariz durante quatro segundos, segurar o ar por quatro segundos e depois expirar lentamente pela boca em seis segundos. Essa prática ajuda a reduzir a ativação do sistema nervoso e pode trazer maior calma.
    Ainda assim, é essencial reforçar que essas estratégias são apenas um ponto de partida. Recomendo fortemente que você considere conversar com um profissional de saúde mental para explorar mais profundamente esse comportamento e entender sua origem. Um psicólogo poderá ajudá-la a identificar se há fatores emocionais subjacentes ou padrões comportamentais que merecem atenção, além de oferecer ferramentas específicas para lidar com eles.


  • Boa tarde! Tenho muito dificuldade de aprendizagem de concentração , foco sou muito distraída desde

    Boa tarde!
    Tenho muito dificuldade de aprendizagem de concentração , foco sou muito distraída desde quando era criança era assim. A professora ate chegou chama de burra por eu ser atrasada na escola.
    Hoje tenho 37 anos continuo na mesma falta de concentração ,foco dificuldade de acompanhar uma conversa me perdo na conversa faço coisa sem da conta muitas das vezes até me prejudico só depois que dou conta.
    Tenho vontade de lê aprender algo novo mas me desmotiva por ter falta de concentração ,foco.
    Não sei que devo fazer sinto-me triste por ser assim.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, boa tarde!

    Antes de mais nada, quero dizer que os seus sentimentos são válidos, e é compreensível que essa situação a deixe triste. Agradeço por partilhar o que tem enfrentado. Pelo que descreveu, percebo que há desafios relacionados à concentração, ao foco e à autoconfiança, que podem estar a impactar várias áreas da sua vida.

    Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que pensamentos, emoções e comportamentos estão profundamente interligados. Quando surgem crenças negativas sobre si mesma, como "não consigo me concentrar" ou "não sou capaz", estas podem influenciar diretamente as suas emoções, gerando tristeza ou desmotivação, e também os seus comportamentos, como evitar aprender algo novo. Muitas vezes, essas crenças têm raízes em experiências passadas, como comentários negativos ou críticas recebidas na infância.

    Reconhecer esses pensamentos automáticos é um passo importante. Pergunte-se: "O que estou a dizer para mim mesma neste momento?" Ao identificar pensamentos como "não consigo" ou "não sou boa o suficiente", procure desafiá-los, refletindo se são realmente verdadeiros, e substitua-os por ideias mais realistas e construtivas.

    Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer a diferença. Divida as tarefas em passos menores e celebre cada progresso. Crie um ambiente organizado e sem distrações para facilitar a concentração. Se sentir dificuldade em começar algo, lembre-se do motivo pelo qual deseja realizar aquela atividade e estabeleça metas pequenas e alcançáveis. Não se esqueça de se recompensar por cada avanço, por mais simples que pareça.

    É comum focarmos tanto nos nossos desafios que acabamos por negligenciar os nossos pontos fortes. Tire um momento para refletir sobre as conquistas que já alcançou ou os obstáculos que superou. Esse exercício pode ajudar a reforçar a sua confiança e a lembrar-se da sua capacidade de enfrentar desafios.

    Por fim, a terapia pode ser uma ferramenta poderosa para compreender os seus padrões de pensamento e comportamento e desenvolver estratégias personalizadas que a ajudem a lidar com essas dificuldades.

    Lembre-se de que ter dificuldade de concentração não define quem você é. Isso não significa que não possa aprender novas formas de lidar com essa situação. Procurar ajuda é um ato de coragem, e estou aqui para apoiá-la nesse processo, caso decida dar esse passo. Não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Eu e o meu marido fomos pais há 3 anos e desde que engravidei nunca mais tivemos relações, gostaria

    Eu e o meu marido fomos pais há 3 anos e desde que engravidei nunca mais tivemos relações, gostaria de saber o que posso fazer pra voltar a ter vontade porque sinto que não fazemos porque eu não tenho vontade

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar algo tão íntimo e importante. A falta de desejo sexual após a gravidez é uma questão comum e multifatorial, que pode estar relacionada a mudanças físicas, hormonais, emocionais e até à dinâmica do relacionamento.

    O período após a chegada de um filho é frequentemente desafiador. O corpo passa por transformações significativas, e a rotina com a maternidade pode gerar cansaço, stress e até mesmo mudanças na perceção de si mesma. Todos esses fatores podem influenciar a sua libido. Além disso, é normal que as prioridades mudem, e a intimidade no relacionamento possa ficar em segundo plano.

    Um bom primeiro passo é refletir sobre os possíveis fatores que possam estar a contribuir para a falta de desejo. Pergunte-se:
    - Como me sinto em relação ao meu corpo atualmente?
    - Como está a minha rotina diária? Há espaço para autocuidado e descanso?
    - Como está a conexão emocional com o meu parceiro?

    É importante criar momentos de proximidade e intimidade com o seu marido, mesmo que não sejam necessariamente focados em relações sexuais. Pequenos gestos, como conversas mais profundas, carícias e momentos de lazer juntos, podem ajudar a restaurar a conexão emocional, que é frequentemente uma base importante para o desejo sexual.

    Se houver questões emocionais, como exaustão, ansiedade, ou até mesmo sentimentos de inadequação ou culpa, pode ser útil explorar esses sentimentos com o apoio de um terapeuta. A terapia sexual ou conjugal pode ajudar a compreender melhor o que está a acontecer e a desenvolver estratégias para reconstruir o desejo de forma natural e sem pressões.

    É fundamental também lembrar que cada pessoa tem o seu próprio tempo para recuperar a vontade sexual, e isso é perfeitamente normal. Criar um espaço de diálogo aberto e acolhedor com o seu marido, onde possa partilhar como se sente sem receio de julgamento, é essencial para que ambos possam trabalhar juntos nesse processo.

    Se sentir que precisa de apoio profissional, estarei aqui para ajudá-la a explorar este momento com empatia e estratégias práticas que respeitem o seu ritmo e as suas necessidades. Não está sozinha, e há formas de redescobrir a sua intimidade e fortalecer a relação com o seu parceiro.


  • Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular

    Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
    Esta situação afeta me muito e causa me depressão.
    Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil da parte dela, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto Preciso de um terapeuta que saiba fazer com que os afetos voltem a vir ao de cima.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar a sua história. O que está a sentir é perfeitamente compreensível, e o distanciamento de alguém que ama pode ser profundamente doloroso. A sua vontade de se reaproximar da sua irmã demonstra o quanto valoriza essa relação, mesmo que o processo esteja a ser desafiador.
    Na terapia, podemos trabalhar juntos em estratégias para lidar com os sentimentos de tristeza e frustração que surgem nessa situação. Além disso, uma abordagem focada na comunicação assertiva e na Comunicação Não-Violenta pode ajudá-la a expressar os seus sentimentos e necessidades de forma clara e empática, facilitando a reaproximação.
    A comunicação assertiva envolve expressar o que sente e pensa de forma respeitosa e equilibrada, evitando tanto a imposição como a evitação de conflitos. Por exemplo, pode começar por partilhar com a sua irmã como o afastamento tem impactado as suas emoções, utilizando frases como: "Eu sinto-me triste com o distanciamento e gostava de entender melhor como você se sente."
    Já a Comunicação Não-Violenta concentra-se na identificação das suas necessidades e das da outra pessoa, promovendo empatia e reconexão. Pode ser útil estruturar a conversa em quatro etapas:
    1. Observar sem julgamento: "Notei que ao longo dos anos nos afastámos, e isso não aconteceu por nenhuma razão específica."
    2. Expressar sentimentos: "Sinto-me triste e com saudades da nossa proximidade."
    3. Identificar necessidades: "Preciso de fortalecer a nossa relação porque você é muito importante para mim."
    4. Fazer um pedido concreto: "Será que poderíamos marcar um momento para conversarmos ou fazermos algo juntas?"
    Essas técnicas podem ajudá-la a criar um espaço mais acolhedor para a reaproximação, ao mesmo tempo que reforçam a sua confiança para expressar o que sente. Lembre-se de que a reconexão é um processo gradual que depende de ambas as partes, mas ao ajustar a sua abordagem e a forma como comunica, estará a abrir caminho para uma relação mais próxima e significativa.
    Se sentir que a psicoterapia pode ser uma ajuda valiosa neste momento, estou disponível para acompanhá-la nesse processo, ajudando-a a encontrar estratégias eficazes para fortalecer os laços com a sua irmã e alcançar o equilíbrio emocional que procura.


  • Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergen

    Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergente...

    Penso o que é que me faltou no meu crescimento, na minha adolescência.. Porque é que não aprendi o que a maioria das pessoas aprendeu..
    Porque é que não tive amigos na infância, porque é que não tive amigos na adolescência.. Porque é que na faculdade não fiz amizades fortes, ao contrário da maior parte dos meus colegas de turma da faculdade..
    Penso quais foram as experiências de relacionamento humano que me faltaram..

    Porque é que não amadureci...

    Porque é que aos 27 anos me afastei da minha
    família...

    Porque é que nunca tive um relacionamento amoroso longo.. (nunca passou de um ano)...
    e muito menos tenho filhos.

    Porque é que não tenho amigos... (se toda a gente diz que sou boa pessoa)..

    Não entendo o que se passa comigo.. Não entendo porque sou tão sozinha, não entendo quais são as minhas lacunas como pessoa...
    Não entendo..........

    Penso como é que hei de mudar estas coisas..

    Nota1: tenho mais de 40 anos
    Nota2: já tive sessões de terapia, não deu em nada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, e obrigada por confiar e partilhar algo tão profundo e honesto. As perguntas que levanta não são pequenas — são questões existenciais, sentidas no corpo e no silêncio, não só pensadas com a mente. E o simples facto de as colocar com essa clareza já mostra uma grande capacidade de autoobservação e um desejo genuíno de compreender-se.
    É natural sentir-se cansada quando já tentou ajuda e sentiu que “não deu em nada”. Isso pode trazer frustração e a sensação de que talvez o problema esteja em si — mas, na verdade, pode simplesmente significar que a abordagem ou o vínculo terapêutico anterior não foram os certos para si naquele momento da vida. Às vezes, é preciso encontrar um espaço onde se sinta verdadeiramente escutada, sem pressa para mudar, sem expectativa de “normalizar”, mas com presença e respeito pela sua história única.
    A sua sensação de não ter aprendido o que “todos os outros aprenderam”, de não ter vivido relações marcantes, de não se sentir integrada, não são sinais de falha — são pistas de uma trajetória marcada, talvez, por vivências de exclusão, solidão ou incompreensão desde cedo. E isso deixa marcas. Não porque algo esteja “errado” consigo, mas porque o mundo nem sempre foi justo ou sensível ao seu modo de estar.
    Quando menciona a neurodivergência, está a tocar num ponto muito importante. Ser neurodivergente pode significar ter um modo de funcionar diferente do esperado socialmente — e quando esse funcionamento é sistematicamente invalidado ou incompreendido, a pessoa aprende a viver em esforço constante, tentando “acompanhar” um ritmo que não foi feito para ela. E esse esforço cobra um preço alto: cansaço emocional, isolamento, confusão, sentimento de inadequação.
    As perguntas que coloca — “porque é que sou assim?”, “o que me faltou?”, “porque não amadureci?”, “porque sou tão sozinha?” — não têm respostas simples, mas merecem ser exploradas com tempo, profundidade e compaixão. Não para encontrar culpados, mas para compreender como se construiu a sua história interna e, a partir daí, começar a criar outra forma de se relacionar consigo mesma.
    Há algo muito importante nas suas palavras: você ainda quer mudar, compreender, encontrar caminhos. Isso, por si só, é sinal de vitalidade emocional. Talvez precise agora de um espaço terapêutico que não a empurre para "ser como os outros", mas que a ajude a fazer as pazes com quem você é — e que vá, pouco a pouco, descobrindo o que ainda pode florescer na sua vida, a partir de quem você é de verdade.
    Há muito que ainda pode ser vivido, com mais leveza e sentido — mesmo que, agora, isso pareça distante. O facto de estar a questionar-se assim mostra que ainda acredita que é possível. E é.


  • Olá tenho 29 anos, e entrei recentemente em uma relação acontecesse que com o tempo fui sabendo algu

    Olá tenho 29 anos, e entrei recentemente em uma relação acontecesse que com o tempo fui sabendo algumas coisas do passado da minha namorada, algo que ela admite e não tem problemas a falar sobre isso, o problema é que eu não estou a saber lidar isto porque ela mantem muitos ex namorados e pessoas que esteve presentes na vida dela e dou por mim a comparar-me com pessoas que ela esteve como se não fosse suficiente para ela e apesar de acreditar que ela realmente gosta de mim acabo por imaginar o que ela teve, pesquisei sobre isso e penso que tenho ciumes retroativos , acabando por a confrontar várias vezes e a ultima semana tem sido desgastante porque pensamos de forma muito diferente e sempre que tento dialogar com ela penso que para ter mais certezas que ela gosta de mim ela entende como um ataque e amua.
    E por vezes sinto que ela ainda tem medo de mostrar que namora comigo e isso só ajuda a fazer 'filmes' da minha cabeça. E acabo por não estar a confiar aparentemente sem razão para tal.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar o que está a sentir com tanta honestidade. O que descreve é uma experiência emocional muito mais comum do que se imagina, e é importante reconhecer a sua coragem em olhar para isso de frente. Ter ciúmes do passado de alguém — o chamado "ciúme retroativo" — pode ser muito desgastante, tanto para quem sente como para a relação, especialmente quando não se consegue compreender exatamente o porquê de essa insegurança surgir.
    Pelo que partilha, percebe-se que há sentimentos de comparação, de dúvida e de necessidade de confirmação, mesmo quando há sinais de que a sua namorada está envolvida e é honesta consigo. E o facto de ela manter contacto com pessoas do passado pode acabar por acionar ainda mais essas inseguranças, não porque ela esteja a fazer algo de errado, mas porque dentro de si há um medo de não ser suficiente, de ser trocado, ou de não conseguir corresponder.
    Isso não significa que não confia nela — muitas vezes, o problema não é a confiança no outro, mas a insegurança que temos em relação a nós mesmos. O desejo constante de obter garantias e certezas pode acabar por gerar tensão e desgaste na relação, mesmo sem intenção. Quando tenta conversar para se sentir mais seguro e ela entende como um ataque, isso mostra que os dois estão a falar de lugares diferentes: você está a tentar aliviar uma angústia, e ela está a tentar proteger-se do que sente como uma acusação.
    A verdade é que nenhum de nós tem controlo sobre o passado das pessoas que escolhe amar. Mas temos poder sobre como decidimos lidar com o que sentimos em relação a isso. A terapia pode ser um espaço muito importante para compreender melhor de onde vêm essas comparações e esta necessidade de confirmação constante — e, mais do que isso, para fortalecer a sua autoestima e aprender a gerir o medo da rejeição sem precisar confirmar o tempo todo que é amado.
    É natural querer sentir-se especial e valorizado na relação. E é possível trabalhar essas inseguranças sem se culpar por senti-las. O primeiro passo, que é reconhecê-las, já foi dado. Se sentir que precisa de apoio para lidar com tudo isto de forma mais leve e construtiva, estarei aqui para acompanhá-lo. Relacionar-se não é sobre ser perfeito, mas sobre crescer junto — consigo mesmo e com o outro.


  • Tive curiosidade de experimentar fezes... Alguém me explica o porquê, acho que não tenho fetiche com

    Tive curiosidade de experimentar fezes... Alguém me explica o porquê, acho que não tenho fetiche com isso mas tive curiosidade.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigado por partilhar algo tão pessoal. Antes de mais, é importante reconhecer que pensamentos ou curiosidades que possam parecer incomuns podem surgir em qualquer pessoa, e isso não significa, necessariamente, que algo esteja errado consigo.

    A curiosidade sobre experiências que desafiam normas sociais pode estar relacionada a vários fatores, como uma busca por novidade, a exploração de limites pessoais, ou até o impacto de informações ou estímulos externos. Não ter um fetiche associado a isso reforça que, para si, parece ser mais uma questão de curiosidade do que de desejo ou prazer ligado ao ato em si.

    Se isso lhe causou desconforto ou confusão, pode ser útil explorar esses pensamentos com um profissional de saúde mental, que poderá ajudar a compreender melhor o contexto dessa curiosidade e o que ela significa para si. A terapia oferece um espaço seguro e sem julgamentos para explorar temas delicados e encontrar respostas alinhadas com os seus valores e sentimentos.

    O mais importante é lembrar que ter curiosidades ou pensamentos incomuns não define quem você é. Trata-se apenas de uma parte do que está a experimentar no momento, e há sempre formas de compreender e lidar com isso, caso sinta necessidade. Se quiser aprofundar essa reflexão, estarei aqui para a ajudar.


  • Fui fazer uma avaliação psicologica (que correu mt bem). Porém, desde do momento que vi o psicólogo(

    Fui fazer uma avaliação psicologica (que correu mt bem). Porém, desde do momento que vi o psicólogo(ainda nem tinhamos trocado palavras) fiquei completamente apaixonada/atraida por ele. Já lá vai um ano, porém não o consigo esquecer. Não sei o que fazer, tenho medo de lhe contar pois não sei como ele irá reagir. Se vos acontecesse algo do genero, preferiam que o paciente vos contasse? Grata,

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, obrigada por partilhar algo tão íntimo com tanta honestidade. O que descreve revela uma experiência emocional intensa, e é importante dar-lhe espaço e valor, mesmo que à primeira vista pareça confusa ou difícil de entender.
    O facto de ter sentido uma forte atração ou até paixão no momento em que viu o psicólogo, antes mesmo de trocarem palavras, não é sinal de algo errado. Muitas vezes, quando estamos em momentos de maior sensibilidade ou vulnerabilidade emocional, o nosso sistema emocional pode projetar, quase instantaneamente, no outro, características que nos transmitem segurança, acolhimento ou até algo que sentimos que nos falta. Sem nos darmos conta, podemos associar aquela pessoa a uma figura de cuidado, presença e compreensão — especialmente quando essa figura é um profissional cuja postura transmite atenção e escuta, mesmo que em silêncio.
    Por isso, o sentimento que carrega há um ano pode estar menos relacionado com o psicólogo em si, e mais com o que ele passou a representar dentro de si: talvez uma âncora emocional, uma fantasia de reparação, uma esperança de conexão ou validação profunda.
    É completamente natural ter receio de partilhar isso com ele, e a sua hesitação mostra que está a tentar agir com responsabilidade e respeito. No entanto, como ele não é seu terapeuta e o contacto foi apenas numa avaliação, talvez a melhor forma de cuidar de si neste momento não seja procurar essa conversa com ele, mas sim compreender o que essa vivência emocional tão forte tem para lhe dizer sobre si própria.
    O que é que essa experiência despertou? O que ela revela sobre as suas necessidades emocionais, os seus desejos, ou até sobre partes suas que talvez ainda estejam à espera de cuidado, afeto ou escuta? Esses sentimentos, por mais desconcertantes que possam parecer, são uma oportunidade importante para se conhecer melhor — e trabalhar tudo isto num espaço terapêutico seguro e sem julgamento pode ajudá-la a integrar essa experiência de forma muito mais libertadora e construtiva.
    Às vezes, o que parece "amor à primeira vista" é, na verdade, o primeiro vislumbre de uma parte sua que precisa ser olhada com mais carinho. E isso, sim, merece atenção.


  • Eu convivo com dores crónicas há quase seis anos ( fora da menstruação)suspeitam de eu ter Endometri

    Eu convivo com dores crónicas há quase seis anos ( fora da menstruação)suspeitam de eu ter Endometriose . Em 3 meses eu perdi 5 kg , não tenho apetite , obrigo-me a comer e fico com dores de estômago por isso , não tenho força no corpo e não sinto vontade de fazer as coisas , nem prazer nas coisas que gostava antes! Pode ser depressão?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Existe a hipótese de ser uma depressão desencadeada pelos sintomas físicos, entretanto só é possível obter essa resposta por meio de uma avaliação profissional.
    Ao dispor


  • Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?

    Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, o ideal é que vá aos dois profisisonais, pois a associação entre a psicoterapia e o tratamento medicamentoso costuma proporcionar melhores resultados.
    Ao dispor


  • O que fazer para tratar o meu medo de sexo? Obrigada!

    O que fazer para tratar o meu medo de sexo? Obrigada!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Sugiro a realização de sessões de terapia cognitivo-comportamental, para identificar as crenças, pensamentos e sentimentos que contribuem para a manutenção dessa crença.
    Ao dispor.


  • Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?

    Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, boa tarde.
    Em muitos casos os melhores resultados são obtidos por meio da associação da psicoterapia com o tratamento medicamentoso.


  • Sofro de ansiedade (com muitos sintomas fisicos diarios) desde o inicio do ano, ja tive várias crise

    Sofro de ansiedade (com muitos sintomas fisicos diarios) desde o inicio do ano, ja tive várias crises de pânico este ano. Já experimentei algumas terapias alternativas, e até hipnose mas tudo sem efeito.
    A medicação para mim é mesmo a minha última opção. Que aconselham para a cura da ansiedade que não passe pela medicação?!
    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá, boa tarde.
    Eu aconselho a associação da Terapia Cognitivo-Comportamental com o tratamento medicamentoso.
    Melhores cumprimentos


  • Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?

    Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Ana Lúcia Pereira

    Olá!
    Aconselho fortemente a procura de um psicólogo para te ajudar não só nessa descoberta, mas também nas decisões/mudanças decorrentes dela.
    Independentemente da resposta para a pergunta ser sim ou não, o simples fato da dúvida existir já é motivo suficiente para buscar apoio psicológico.
    Ao dispor.


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