Boa tarde, Foi-me diagnosticada depressão e ansiedade severas, que tento combater desde os meus últ
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Boa tarde,
Foi-me diagnosticada depressão e ansiedade severas, que tento combater desde os meus últimos anos de adolescente. Tentei a abordagem de variados psicólogos e psiquiatras, e nada pareceu resultar, com a agravante de que já nem consigo sair de casa ou ver e falar com outras pessoas. Esqueço-me muito de compromissos ou objetos, da leitura, e não consigo terminar nada daquilo que começo. Leio a mesma linha de um qualquer livro diversas vezes, enfim, tenho falta de concentração e foco. Apesar disso, sou pontual com algumas obrigações mais importantes, como pagamentos, faturas / IRS, aponto datas e medicação que tomei, etc.
Apesar de ter um historial de boa aluna na escola, já tinha dificuldades em gerir o tempo, e terminava os testes sempre depois dos colegas, ou chegava atrasada, e sempre sofri as consequências. Com a tristeza profunda e falta de energia, comecei a isolar-me cada vez mais, e tornei-me num alvo fácil para pessoas maldosas, o que foi agravando o meu estado. Agora penso que toda a gente me odeia, incluindo família, conhecidos a quem nem sei se posso chamar de amigos, estranhos. Só de olharem para mim, as pessoas expressam o seu desagrado ou procuram tirar vantagem. Então tenho fobia a pessoas, penso sempre que me querem fazer mal, e a ansiedade é tão forte que começo a suar bastante. E agora estou desempregada, tinha um ambiente tóxico no trabalho que me fez piorar, e honestamente não sinto alegria por nada. Não sei o que fazer da vida, porque nada me parece rentável, nunca vou conseguir juntar dinheiro suficiente para conquistar a minha independência. A minha área (artes e humanidades) é desprezada por todos, e não só fui dissuadida de a perseguir, como a minha ansiedade e sofrimento impedem-me de continuar os estudos e tomar decisões. Tive vários ataques de pânico nos transportes públicos sempre lotados, e não aguentava mais não ter casa e viver longe de tudo. Fatores económicos, familiares e geográficos pioram tudo. E se por um lado o trabalho remoto ajuda com a questão dos transportes e ansiedade de estar num escritório o dia inteiro a ter que lidar com pessoas, não ajuda com a depressão...
Não consigo dormir, acordo sempre exausta e como se um camião me tivesse atropelado. Nos últimos dias fico na cama até ao 12h ou mais tarde, e não consigo fazer nada: ponho vários livros em cima da cama para ler, mas acabo por não pegar em nenhum, e abro mil separadores, e acabo por ficar nas redes sociais que também estão a arruinar a minha saúde, porque estou sempre à espera que alguém me mande mensagem, o que nunca acontece. Sinto necessidade de conexão, mas tenho pavor das pessoas. Só tenho licenciatura, porque lá está, a universidade era um antro de pessoas, e das que conheci lá, nenhuma me quis bem. E o que quero realmente traz dinheiro suficiente para pagar uma prestação, comida, e férias? Não é recibos verdes? (evito recibos verdes); Tem um ambiente saudável? Vou gostar do que estou a fazer?
O meu último trabalho era de analista financeira. Sentia-me um robot, e só me apetecia partir tudo e ir embora... Para além da tristeza, sinto muita raiva, e tenho alguns acessos que recalco.
A última medicação que tomei, de maio de 2024 a janeiro de 2025, Vortioxetina 10mg, fazia-me vomitar todos os dias (efeitos de longo prazo), bem como pressão nas têmporas, e a falta de acompanhamento do psiquiatra por impossibilidade horária fez-me desistir de marcar consultas até hoje. Na aflição marquei a última consulta com outro psiquiatra, que me receitou fluvoxamina 100mg e quetiapina 25mg, mas acabei por me enganar (tal era a confusão mental) e só tomei quetiapina, pensando ser o antidepressivo, durante algum tempo, e alprazolam 0.25mg em SOS (que se revelou ineficaz).
A única vez em que me sentia pelo menos mais alegre, e que me focava mais, pelo menos na leitura, talvez porque finalmente tinha conseguido aquele trabalho e precisava de pagar as contas, andava a tomar Fluoxetina Aurovitas 20mg e Quetiapina Kventiax 25mg para dormir (tomei de 2021 a 2023, acabei por desistir por achar que já estava bem, mas também porque quando me esquecia de tomar sentia-me muito estranha). Mas olhando para trás, eu dizia e fazia coisas das quais hoje me arrependo ou acho idiotas, futilidades, sendo que hoje, apesar de um farrapo, sinto-me mais lúcida e reta.
Estou aflita como se o mundo fosse acabar já, e paralisada. Tenho tanta coisa para fazer, e acabo por só me preocupar e não fazer nenhuma. Entretanto o meu namorado encontrou emprego e casa na Alemanha, o que agrava o meu sentido de urgência e confusão mental. Precisava de ajuda...
Foi-me diagnosticada depressão e ansiedade severas, que tento combater desde os meus últimos anos de adolescente. Tentei a abordagem de variados psicólogos e psiquiatras, e nada pareceu resultar, com a agravante de que já nem consigo sair de casa ou ver e falar com outras pessoas. Esqueço-me muito de compromissos ou objetos, da leitura, e não consigo terminar nada daquilo que começo. Leio a mesma linha de um qualquer livro diversas vezes, enfim, tenho falta de concentração e foco. Apesar disso, sou pontual com algumas obrigações mais importantes, como pagamentos, faturas / IRS, aponto datas e medicação que tomei, etc.
Apesar de ter um historial de boa aluna na escola, já tinha dificuldades em gerir o tempo, e terminava os testes sempre depois dos colegas, ou chegava atrasada, e sempre sofri as consequências. Com a tristeza profunda e falta de energia, comecei a isolar-me cada vez mais, e tornei-me num alvo fácil para pessoas maldosas, o que foi agravando o meu estado. Agora penso que toda a gente me odeia, incluindo família, conhecidos a quem nem sei se posso chamar de amigos, estranhos. Só de olharem para mim, as pessoas expressam o seu desagrado ou procuram tirar vantagem. Então tenho fobia a pessoas, penso sempre que me querem fazer mal, e a ansiedade é tão forte que começo a suar bastante. E agora estou desempregada, tinha um ambiente tóxico no trabalho que me fez piorar, e honestamente não sinto alegria por nada. Não sei o que fazer da vida, porque nada me parece rentável, nunca vou conseguir juntar dinheiro suficiente para conquistar a minha independência. A minha área (artes e humanidades) é desprezada por todos, e não só fui dissuadida de a perseguir, como a minha ansiedade e sofrimento impedem-me de continuar os estudos e tomar decisões. Tive vários ataques de pânico nos transportes públicos sempre lotados, e não aguentava mais não ter casa e viver longe de tudo. Fatores económicos, familiares e geográficos pioram tudo. E se por um lado o trabalho remoto ajuda com a questão dos transportes e ansiedade de estar num escritório o dia inteiro a ter que lidar com pessoas, não ajuda com a depressão...
Não consigo dormir, acordo sempre exausta e como se um camião me tivesse atropelado. Nos últimos dias fico na cama até ao 12h ou mais tarde, e não consigo fazer nada: ponho vários livros em cima da cama para ler, mas acabo por não pegar em nenhum, e abro mil separadores, e acabo por ficar nas redes sociais que também estão a arruinar a minha saúde, porque estou sempre à espera que alguém me mande mensagem, o que nunca acontece. Sinto necessidade de conexão, mas tenho pavor das pessoas. Só tenho licenciatura, porque lá está, a universidade era um antro de pessoas, e das que conheci lá, nenhuma me quis bem. E o que quero realmente traz dinheiro suficiente para pagar uma prestação, comida, e férias? Não é recibos verdes? (evito recibos verdes); Tem um ambiente saudável? Vou gostar do que estou a fazer?
O meu último trabalho era de analista financeira. Sentia-me um robot, e só me apetecia partir tudo e ir embora... Para além da tristeza, sinto muita raiva, e tenho alguns acessos que recalco.
A última medicação que tomei, de maio de 2024 a janeiro de 2025, Vortioxetina 10mg, fazia-me vomitar todos os dias (efeitos de longo prazo), bem como pressão nas têmporas, e a falta de acompanhamento do psiquiatra por impossibilidade horária fez-me desistir de marcar consultas até hoje. Na aflição marquei a última consulta com outro psiquiatra, que me receitou fluvoxamina 100mg e quetiapina 25mg, mas acabei por me enganar (tal era a confusão mental) e só tomei quetiapina, pensando ser o antidepressivo, durante algum tempo, e alprazolam 0.25mg em SOS (que se revelou ineficaz).
A única vez em que me sentia pelo menos mais alegre, e que me focava mais, pelo menos na leitura, talvez porque finalmente tinha conseguido aquele trabalho e precisava de pagar as contas, andava a tomar Fluoxetina Aurovitas 20mg e Quetiapina Kventiax 25mg para dormir (tomei de 2021 a 2023, acabei por desistir por achar que já estava bem, mas também porque quando me esquecia de tomar sentia-me muito estranha). Mas olhando para trás, eu dizia e fazia coisas das quais hoje me arrependo ou acho idiotas, futilidades, sendo que hoje, apesar de um farrapo, sinto-me mais lúcida e reta.
Estou aflita como se o mundo fosse acabar já, e paralisada. Tenho tanta coisa para fazer, e acabo por só me preocupar e não fazer nenhuma. Entretanto o meu namorado encontrou emprego e casa na Alemanha, o que agrava o meu sentido de urgência e confusão mental. Precisava de ajuda...
Penso que de facto precisa de ajuda, mas terá que ser feito em consulta, e com um clínico experiente, porque tem muita coisa para ser feita em diferentes domínios. Essas confusões, têm que ter um diagnóstico, essa dificuldade de lidar com a ansiedade..não se justifica.. a componente depressiva será endogena ou reativa ?.. que idade tem e em que fase da vida está ..etc etc etc ..
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