Perguntas do paciente (82)

  • Boa noite. Tenho 23 anos e neste momento sou trabalhadora e estudante de mestrado. A nível profissio

    Boa noite.
    Tenho 23 anos e neste momento sou trabalhadora e estudante de mestrado. A nível profissional não podia estar mais contente, recentemente fui promovida a supervisora e sinto me desafiada todos os dias. Contudo, desmotivei muito a nível do mestrado e adiei 6 meses, e agora sinto que estou a adiar a continuação da minha tese.
    Em parte sinto que tudo o que está acontecer é um reflexo de muitas coisas que se têm passado na minha vida. Sofro de ansiedade e de há um ano para cá que tenho imensa dificuldade em dormir. Sinto-me emocionalmente instável e desgastada e tem se vindo a refletir a nível físico. Recentemente fui parar ao hospital completamente desgastada fisicamente. Não sei o que fazer, sempre tive objetivos bem definidos e muita motivação, e agora não o consigo. Há dias já não me apetece sair da cama e não sei o que fazer? A minha cabeça balança entre querer alcançar todos os meus objetivos e querer largar tudo.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde,
    Como muito bem diz, o que está agora a acontecer é reflexo de um somatório de situações e emoções, algumas bem distantes, ultimamente tendo vindo ao de cima, provavelmente por situações mais recentes. Refere um quadro ansioso e depressivo que deve ser avaliado quanto a necessidade ou não de medicação, mas sem qualquer dúvida a necessitar de psicoterapia. Não adie a consulta de um psicólogo psicoterapeuta. Felicidades, tem tudo para correr bem se não adiar.


  • Eu tomo Victan 2 MG 2 vez por dia deixei de tomar ontem e hoje sinto-me em baixo sem motivação pra n

    Eu tomo Victan 2 MG 2 vez por dia deixei de tomar ontem e hoje sinto-me em baixo sem motivação pra nada e nervoso .. Isso é ressaca ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde,
    Tal como refere a colega, o victan deveria ser tomado em situações de crise e não por sistema em continuidade. É uma solução de alívio temporário, que pode facilitar o funcionamento nalgumas situações pontuais, mas não actua ao nível da motivação. As questões motivacionais que lhe impedem a acção e eventuais alterações necessárias na sua vida, e que causam a ansiedade deverão ser abordadas em sessões de psicoterapia. Recomendo não adiar, pois a tendência é para piorar. Boas escolhas e boas decisões.


  • A perturbação dismórfica corporal tem cura?

    A perturbação dismórfica corporal tem cura?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Sim, mediante psicoterapia (em casos mais graves com intervenção de uma equipa também com psiquiatra, endocrinologista e nutricionista, etc ). É fundamental trabalhar o sentido de identidade e individualidade, para além de outros aspetos que derivam daqui e perpetuam a perturbação.


  • Boa Tarde. Tenho 30 anos e apesar de eu nunca ter tido namorado e ser solteira, gostava muito de te

    Boa Tarde.
    Tenho 30 anos e apesar de eu nunca ter tido namorado e ser solteira, gostava muito de ter um namorado e de me casar.
    Mas é a tal coisa, eu por muitos motivos não quero ter filhos, não tenho nenhuma paciência para sofrer birras e choros de crianças e como eu não quero ter filhos, quando eu tiver um namorado tenho muito receio de que ele me vaia deixar e de vir a ficar solteira para sempre somente pelo fato de eu não querer ter filhos, pois há homens que querem ter filhos.
    1- No entanto, ao eu não querer ter filhos nem isso sequer fazer parte dos meus planos futuros, deverei ser sincera com o meu futuro namorado ao dizer-lhe que eu não quero ter filhos?!
    Pois eu por causa disso, tenho muito receio de que ele me possa vir a deixar e como eu não quero ter filhos, eu não quero ficar solteira para sempre, uma vez que eu pretendo muito vir a ter um futuro namorado e me casar.

    Aguardo pela resposta!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde, A primeira coisa a fazer é conhecer-se melhor, ou seja, perceber porque nunca namorou, porque sente agora necessidade de namorar, porque pensa que tem necessidade de casar e porque não quer ter filhos. (a falta de paciencia é um motivo, mas normalmente há outras questões por trás, que a podem estar a impedir de gostar suficientemente de si). Não ter filhos é sempre uma opção e se for a sua deve respeitá-la. Gostar de si e aceitar-se é o primeiro passo, depois perder o receio de se aproximar dos outros e de estabelecer relações. As relações para poderem evoluir devem basear-se na honestidade, e por isso não deve esconder a sua vontade de não ter filhos, embora as coisas que possam mudar. Pode-se namorar sem casar, casar sem ter filhos, ter filhos sem casar etc, tudo isto depende de muitos fatores. Nem o namoro nem o casamento, nem ter filhos, são soluções para nada. São apenas caminhos que escolhemos ou não.
    Como disse, O primeiro passo será conhecer-se bem, aceitar-se e cuidar da sua criança interior , uma parte que todos temos, e que temos que aprender a tratar bem, para crescermos interiormente de forma saudável e podermos fazer escolhas mais livres, mais adultas e menos presas a traumas passados ou a ideais que, por vezes, nem são bem nossas. A melhor forma de fazer este trabalho de autoconhecimento é com um psicólogo. Felicidades e boas reflexões.


  • Olá. Então, é o seguinte: eu tenho 17 anos, e tive uma vida relativamente atribulada. Desde ser frut

    Olá. Então, é o seguinte: eu tenho 17 anos, e tive uma vida relativamente atribulada. Desde ser fruto de uma relação marcada pela violência doméstica a ter mudado de escola cerca de 10x devido à minha mãe ser uma pessoa relativamente instável, ou ainda ter visto o meu padrasto enforcado, enfim. Uma vida atribulada como disse. Como se tal não bastasse, ultimamente tem algo que me anda a incomodar. Sinto que aconteceu algo comigo quando eu tinha 10/11 anos. Um colega da minha mãe, que era um amigo muito próximo da família, dava-se muito bem connosco e eu costumava passar imenso tempo com ele. E isto é o que me lembro: Fui tomar banho a casa dele porque tinhamos vindo da praia, e ele enfiou o dedo dentro de mim, recordo-me de não contar a ninguém por achar que era "normal" ou culpa minha, mas a minha irmã reparou no inchaço e vermelhidão da minha vagina, contou à minha mãe e aí eu contei-lhe o que se tinha passado e claro aí afastamo-nos desse homem e nunca mais o vi desde então. Agora o tempo passou e eu sinto que algo mais aconteceu e eu não contei. Talvez por insegurança ou por não me lembrar mesmo. Agora que tento recordar o que se passou é como se essa memória estivesse em branco. Lembro-me da parte do banho mas depois disso é como se mais nada se tivesse passado até ao dia seguinte. Quis perguntar à minha mãe mas secalhar na altura que isso aconteceu não lhe contei então ela dirá que não, só eu tenho a resposta para a pergunta o que aconteceu mas não consigo lembrar-me. Não sei se fui drogada, se a minha mente bloqueou essa memória, não sei e a este ponto já não sei nada. Sinto mesmo que algo aconteceu e preciso de esclarecer isso porque anda a dar comigo em doida, mal durmo a pensar nisto, o meu namorado acha estranho certos comportamentos meus que eu sempre tive e nunca reparei e agora é que percebo que podem ser sinais de algo... Não sei. O que devo fazer? Algum conselho? Obrigada, aguardo breve resposta.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa Tarde,
    Em primeiro lugar, saiba que a net não é segura, como tal há coisas que não será boa ideia partilhar aqui. Em segundo lugar lastimo que tão nova tenha passado por tanto e compreendo que necessita de ajuda. Finalmente e creia-me, é o mais importante, precisa de fazer psicoterapia, pois se adia todos os problemas de que falou eles vão atravessar-se no seu caminho, numa altura ou noutra, condicionando as suas escolhas.
    Está a agarrar-se a um aspeto da sua vida que neste momento lhe parece o mais importante, mas há outros que referiu e que rodeiam esse, tão ou mais importantes e todos eles devem ser abordados num processo de psicoterapia, por vezes saber a verdade dos factos, não só não é possível, como quando é, revela-se bem menos importante do que o impacto que nos causaram e causam.
    E sim, é verdade que a nossa mente é boa a bloquear coisas dolorosas, mas com esse processo bloqueia muito mais em nós. Procure ajuda psicológica, pois está numa idade em que quase tudo se pode arrumar sem aumentar os danos já sofridos e permitindo-lhe uma maior noção de si e um maior grau de tranquilidade.


  • Bom dia, eu sofro de ansiedade é possível os sintomas piorarem na menstruação? De noite fico com pes

    Bom dia, eu sofro de ansiedade é possível os sintomas piorarem na menstruação? De noite fico com pesadelos, falta de ar, agoniada, depois de um tempo passa e volto a dormir.. Não estou a fazer nada para a ansiedade apenas tenho o victan em casos de sos... Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde, sim é possível e é possível também que exista alguma desregulação hormonal pelo que deve consultar um médico, mas como refere a colega acima, a ansiedade deve ser trabalhada em psicoterapia, para que perceba o que a desencadeia e tenha estratégias para lhe fazer face.


  • Bom dia :-) A ansiedade tem cura? Quando digo cura, é chegar ao fim dum tratamento medicamentoso e

    Bom dia :-)
    A ansiedade tem cura? Quando digo cura, é chegar ao fim dum tratamento medicamentoso e o nosso médico dizer—nos..Está curado !
    A psicologia pode ser uma das maravilhas do mundo mas para mim não serve pq a única forma de esquecer ou lidar com sofrimento sério.. é morrendo !
    Sim, já tentei..a psicologia :-D
    Obrigada :-)

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa noite :)
    Não, a ansiedade não tem cura. Tal como a alegria não tem cura, nem a tristeza, nem as chatices da vida. Tal como refere a colega acima, é necessário aprender a lidar com tudo o que a vida nos trás e com tudo o que queremos fazer dela.
    A ansiedade resulta dum complexo de emoções, que é possível atenuar com medicação, mas não curar. A cura para a vida é a morte, só ela acaba com tudo, mas como dizia um conhecido autor "é uma solução demasiado permanente para problemas temporários..."
    É bom não pensar na ansiedade como um vírus que apanhámos, é bom ter consciencia do que fazemos connosco para nos pormos ansiosos, pois é precisamente isso que nos impede de usufruir a vida plenamente com os seus altos e baixos.
    Esperar magia de medicação ou de outras pessoas e não apostar em si e na sua capacidade de mudança, não é uma boa solução para a ansiedade. (poderá ser apenas uma ajuda)
    A melhor "cura" para a ansiedade é a acção, abdicando da necessidade de provar seja o que for a quem quer que seja, é ligar-se ao que nos faz feliz sejam pessoas sejam projetos, amando-nos incondicionalmente e sem receios.
    Por vezes, para conseguir fazer isto e aprender a baixar os níveis de ansiedade, é necessário psicoterapia para analizar o que nos está a bloquear e impedir de o fazer e de viver com tranquilidade.
    Quando se vai a um restaurante e não se gosta não se desiste de comer, exprimenta-se outro; o mesmo se passa com psicólogos, pelo facto de não ter funcionado com um, não quer dizer que não funcione com outro.
    A relação terapeutica é essencial para o sucesso do processo. Faça por si, nós (psicoterapeutas) podemos ajudar :)


  • boa tarde a minha pergunta é eu sofro de ansiadade e tomo meicação para isso só que eu fazia exercic

    boa tarde a minha pergunta é eu sofro de ansiadade e tomo meicação para isso só que eu fazia exercicio antes de começar a tomar a medicação porque tive uma crise e eu tomava antes de fazer exercicio um pre treino que é este "o big shot pre worket da prozis" a medicação que eu tomo é sertralina 50,pregabalina teva 100mg mas em uma semana vou passar a tomar 150mg e para dormir tomo trazadona 100 mg eu gostaria de saber se eu posso voltar a tomar o pre treino com esta medicação que eu tomo, queria saber se faz algum mal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde, Essa é uma questão que deverá ser um médico a responder, nomeadamente o que lhe receitou essa medicação, pois há que ter em conta a mistura de substâncias.
    Pela minha gostaria de dizer que se não está a fazer psicoterapia a sua ansiedade e depressão irão ressurgir, se não fizer nada para compreender as suas causas e modificar padrões comportamentais para consigo e para com os que o rodeiam. Cuide da sua mente tal como faz com o seu corpo. Recomendo psicoterapia.


  • Meu filho de 10 ano é uma criança sozinha e não têm muitos amigos,ele já me falou que preferia morre

    Meu filho de 10 ano é uma criança sozinha e não têm muitos amigos,ele já me falou que preferia morrer e ás vezes é agressivo com outras crianças,na escola é pesadelo e ele me diz que todos o gozam e ele torna-se agressivo o que posso fazer? obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde, o seu filho está em grande sofrimento e necessita de ser acompanhamento psicológico quanto antes. Para si, a situação também deve ser difícil e pode não saber como agir com ele da melhor forma pelo que recomendo aconselhamento parental para os pais. Não adiem, pois a puberdade e a adolescência não vão melhorar a situação, talvez antes pelo contrário, e no entanto, com o devido seguimento psicológico, tudo pode entrar na normalidade logo que ele tenha ferramentas que lhe permitam sentir que gosta de si próprio.


  • Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue

    Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue estar nas aulas quieto e calado. Na altura da primária ele foi avaliado por uma psicóloga para despiste de Hiperactividade ou algo parecido (já que a professora na altura me "aconselhou" a pedir ao médico de família aqueles comprimidos para acalmar as crianças, que eu devia dar só durante a semana para ele se concentrar nas aulas, e eu resolvi então levá-lo a ser avaliado por um psicólogo para ver se de facto o meu filho tinha algum problema de concentração que precisasse de tratamento e não de medicação).

    Entretanto como eu cheguei com um diagnóstico de criança com comportamentos e níveis de concentração normal sem necessidade de terapias ou medicação, a solução encontrada pela professora foi de cada vez que ele começava a perturbar as aulas mandá-lo ir ao recreio dar uma volta e voltar quando estivesse mais calmo.

    Chegamos ao 5º ano e o problema manteve-se, com múltiplas faltas de comportamento, de TPCs e material, etc... Em casa tentámos sempre corrigir e levá-lo a ver que tinha de comportar bem na escola, aplicamos castigos de não ter telemóvel ou computador, não ver televisão e como pratica futebol, ir aos treinos mas não ir aos jogos. Comecei a fazer a mochila com ele de manhã para não haver faltas de material. Perdia casacos, carteiras, material escolar com uma facilidade tal que cheguei a pensar se não estaria a ser vitima de bullying na escola, mas não era, era mesmo ele que perdia as coisas...

    Começamos o 6º ano com algumas melhorias, toma muito mais atenção às coisas deles, não ter perdido casacos nem a carteira (pelo menos não tantas vezes como no 5ºano), Está com mais atenção aos TPCs e poucas faltas tem tido (comparativamente com o ano passado). Mas o comportamento não está melhorar... Já o trocamos de turma para ver se com novos amigos ele conseguia estabilizar um bocado, foi bom durante 1 mês mas está tudo a voltar ao que era.
    Perguntei às catequistas e aos treinadores de futebol se ele tinha comportamentos desenquadrados e era mal educado com eles, todos me disseram que não, que ele é irrequieto e falador mas que quando o chamam à atenção ele aceita e corrige, uns minutos mais tarde volta a falar mas aceita os correctivos e não é mal educado. Em casa e socialmente com familiares e amigos ele tem um comportamento normal e nunca faltou ao respeito a ninguém. Todo o seu mau comportamento se resume à escola. Haverá alguma justificação para isto ? Precisa o meu filho de alguma terapia ? Estamos a ficar sem ideias para o tentar corrigir. Temos outro filho mais velho com agora 17 anos com o qual tivemos os desafios normais da educação de uma criança/jovem, mas com o mais novo não estamos a conseguir, estamos a dar o nosso melhor, falamos com ele, ele admite que o comportamento foi errado mas volta a fazer o mesmo...

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde, há crianças mais irrequietas, distraídas e curiosas do que outras sem que isso seja sinônimo de hiperatividade. Castigos sem relação com o comportamento em causa são má ideia pois estão a punir uma incapacidade ou dificuldade. Já será diferente sofrer as consequências do seu próprio comportamento, isso sim, para que tente ficar mais atento e evita lãs. Mas e sobretudo há concertesa razões para ele ter dificuldades de autoregulacao do comportamento e sim, com acompanhamento psicológico, não só será possível tentar perceber o que se passa a nível emocional, como também aprender algumas estratégias de autoregulacao. Além do psicólogo poder indicar aos pais algumas estratégias a seguir. Cada ser e diferente e há que perceber o que funciona ou não com cada um, sem comparacoes. Não é fácil, mas é o desafio da educação... Boa sorte.


  • Terapia familiar

    A minha mãe é idosa, há alguns meses atrás tive de resgata-la de uma situação de dívidas exageradas e falência financeira pessoal, o assunto ficou aparentemente resolvido, ficou a viver numa casa muito mais próximo de mim, porém como sou filho único e recentemente arranjei uma companheira, isso despoletou nela uma revolta intensa contra a minha actual companheira e mesmo contra mim, acusando-me de abandono e negligência, isso apesar de que disponibilizo-lhe toda a assistência financeira e médica de que ela precisa, os ataques de fúria e insultos contra mim vêm crescendo (algo que já era comum no passado), a nossa relação tornou-se extremamente difícil pois ela oscila de momentos de um humor relativamente calmo para ataques de fúria quase sempre relacionados com a minha relação, muitas vezes sinto-me igualmente revoltado e tendo a afastar-me mas sei que ela sofre imenso e simplesmente não sei como ajuda-la. Após alguma leitura desconfio que ela sofra de TPB pois os sintomas estão todos lá. Gostaria que me dissessem como poderei melhorar a qualidade de vida dela?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Só ela poderá melhorar a qualidade de vida dela, uma vez que aparentemente você já faz o que pode. É natural que o problema dela já exista há vários anos, mas que se tenha vindo a agravar. É necessário avaliar a situação e intervir psicologicamente, e, eventualmente, medicamente. Ela terá de querer responsabilizar-se pelo seu bem-estar e aderir ao processo terapeutico.


  • Automutilação

    Qual o tratamento adequado para uma pessoa que bate no seu próprio corpo em momentos de stress? Sendo que a psicoterapia não ajudou. O que recomendam fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    A psicoterapia depende muito da relação terapeutica que se establece. O facto de não ter resultado, não significa que não resulte com outro psicoterapeuta. É necessário perceber o que leva a esses comportamentos, qual a função que têm na vida da pessoa e aprender a controlá-los e a lidar com a dor da realidade de outra forma, que não a auto-agressão. A medicação pode ajudar a diminuir a necessidade de o fazer.


  • Tratamento da ansiedade

    Olá.. Deixei medicação para ansiedade a mais de mês.. Tenho me senti muito mal muita tontura irritabilidade não sei o que fazer? Isto leva muito tempo a passar.. Estes sintomas

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Não refere se fez ou não psicoterapia. É essencial que faça. A medicação não deve ser deixada sem indicação médica e sem que paralelamente tenha acompanhamento psicológico/psicoterapeutico, para que o processo de recuperação seja feito com segurança e as mudanças necessárias interiorizadas. Se não fizer psicoterapia a necessidade de medicação será mais prolongada e recorrente, uma vez que não são analisadas causas nem estratégias que possibilitem mudança e adaptação.


  • Transtorno da Personalidade Borderline

    O meu namorado sofre de TPB, é seguido pelo psiquiatra e toma medicação todos os dias pela manhã.
    Não sei bem como lidar com a situação, eu própria tenho uma personalidade vincada e quando assisti à primeira crise fiquei muito assustada. Gosto dele, gostava de o poder ajudar. Mas tenho receio de não ser capaz até porque a Mãe fica do lado dele quando ele está em crise o que me deixa sozinha e o deixa mais confiante daquilo que está a fazer.
    Será que há alguma melhoria deste transtorno? Ou tem tendência a piorar mesmo seguido pelo psiquiatra?
    Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Compreendo o seu probçema e devo dizer que ficar assustada não é bom, nem para si, o que a faz sentir, nem para a messagem que passa para o seu namorado (ele consegue assustá-la). Você só pode ajudar se ele quiser ser ajudado.
    O próprio assumir a responsbilidade da sua perturbação é absolutamente essencial e normalmente é difícil que isso aconteça sobretudo quando se habitou a que ninguém lhe ponha limites. haverá tendência para uma desresponsabilização em nome da "doença" e da vida e dos outros. O próprio tem de querer fazer psicoterapia e entender-se e controlar-se, pois a medicação não muda os padrões comportamentais, nem o amontoado de sentimentos e emoções que habitam a pessoa, apenas as tornam menos activos. Para quem está ao pé, criar limites é fundamental, ou será arrastado para o turbilhão emocional, ficará mal, sem conseguir nada de bom (antes pelo contrário) para a pessoa com TPB.


  • Como combater a ideação suicida ? E os ataques pânico ?

    Como combater a ideação suicida ?
    E os ataques pânico ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    A ideação suicida, necessita de intervenção psiquiatrica, pois requer a ajuda de medicação. Os ataques de pânico, podem também beneficiar de medicação (quanto mais não seja em s.o.s). Paralelamente é importante intervenção psicológica/psicoterapeutica que trabalhe as questões que levam à ideação suicida, à ansiedade generalizada e aos ataques de pânico, com vista a uma nova forma de habitar a vida.


  • Por favor nas relações sexuais não consigo penetracao tive cancro do colo do útero o que posso fazer

    Por favor nas relações sexuais não consigo penetracao tive cancro do colo do útero o que posso fazer ainda sou nova estou desesperada ajuda por favor

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa tarde,
    O cancro do colo de útero não deverá ser a razão para a dificuldade de penetração embora do ponto de vista psicológico possa não ajudar. Caso não haja qualquer razão ginecológica, deverá consultar um psicólogo com experiência na área da sexologia, pois após avaliaçã da sua história e com a intervenção adequada e o seu envolvimento nela, a sua vida sexual irá melhorar consideravelmente.


  • Transtorno de Conduta

    Boa tarde, eu estou com um problema mas não sei qual. Eu tão depressa estou bem como de repente mudo sem razão aparente.
    ando quase sempre nervoso, não controlo a minha raiva, sou violento, stresso por um simples já não me apetece fazer ou ir, sei que isso não é normal. também estive preso durante 5 anos e 10 meses. O que devo fazer? Muito obrigado.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    É importante que consulte um psicólogo clinico para avaliar a situação e para o ajudar a compreender_se e a regular emoções e comportamentos, de modo a sentir-se melhor.


  • Transtornos do Comportamento Infantil

    Boa noite,

    Tenho um filho que em setembro faz oito anos e que me preocupa muito. É uma criança muito revoltada. À mínima situação que não corresponda aos seus interesses ou expectativas, reage de forma nervosa, com raiva embora sem agressividade. Parece sempre zangado com tudo e todos. Sempre infeliz. A vida com ele torna-se difícil. Um simples lavar os dentes, despir, chamar para vir para a mesa etc torna-se uma situação de stress. Na escola relaciona-se bem com os colegas que não o discriminam, embora as suas reações de falar alto e de reagir a tudo com raiva e chorar façam que a maioria dos pais não o queiram a conviver mais proximamente com os seus filhos. O que me deixa naturalmente muito infeliz. A professora queixa-se da sua impulsividade e dificuldade de lidar com qualquer problema ao qual reage sempre impulsivamente e de forma revoltada. Quanto ao rendimento escolar não tem qualquer problema. É um bom aluno especialmente dotado para a matemática.
    É um menino muito ativo e tendencialmente está sempre em movimento. Já pensei se terá algum tipo de hiperatividade porque mesmo que esteja sentado está muitas vezes a mexer as mãos ou os pés.
    O que mais me preocupa é no entanto a sua dificuldade de reagir naturalmente à frustração e controlar os seus impulsos. Esta característica da sua personalidade prejudica-o a ele e a todos que o rodeiam. Existe algum tratamento para controlo e modificação de comportamento em criancas desta idade? Se sim, quanto tempo demoram em média os tratamentos até que uma possível mudança comportamental se verifique?
    Muito obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Boa Tarde, os comportamentes que refere parecem indicar problemas emocionais com os quais ele não sabe lidar, pois, provavelmente nem tem noção donde surgem nem o que fazer com eles. É fundamental que encontre um psicólogo, psicoterapeuta de crianças, para que seja avaliada a problemática, a intervenção adequada com a criança e sugestões de algumas alterações de comportamento aos pais. Os pais, podem também, eventualmente, procurar aconselhamento parental, pois a dinâmica relacional na família ( pelo menos entre alguns dos seus elementos) parece não estar a funcionar e pode estar a agravar o sentimento de mau-estar do seu filho. Ele necessita de ser ouvido e acompanhado para não agravar determinados sentimentos nem cristalizar atitudes e comportamentos.


  • Dolo

    Como lidar com a morte de um ser querido, lidar com a solidão e deixar de sentir que a vida não faz sentido?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Concordo com as colegas e rspondendo diretamente as suas questões.
    1 - chora-se a perda. Estar triste é natural.
    2- acompanhá-lo a si próprio com o carinho com que a outra pessoa o fazia. Habite-se a estar consigo e a olhar para o presente.
    3- A vida não tem sentido. Está na sua mão dar-lhe lhe um sentido e investir o que sentia por quem perdeu em energia para encontrar esse sentido.

    Se for difícil fazê-lo sozinho (porque por vezes não é apenas a perda, mas algo que foi desenterrado com ela e a que é necessário dar atenção) procure ajuda de um psicólogo.
    Se gosta de ler recomendo "Em busca de um sentido para a vida" de Vítor Franklin.


  • Transtorno Depressivo

    O meu filho de 23anos acabou uma relação à 3 anos e entrou em depressão chegando a auto- mutilar-se desde então está a ser seguido por psiquiatria,que lhe prescreve excesso de medicação que até hoje não vejo resultados nenhuns, bem pelo contrário, entrou num transtorno alimentar, está cada vez mais agressivo e depressivo, completamente anti-social e refugiando-se na comida estando com a sua saúde muitíssimo comprometida uma vez que lhe foi diagnosticado apneia do sono grave e ele continua a engordar imenso e a recusar-se ao uso da máscara. Estou desesperada, pois ele só diz que está muito bem assim e que quando tiver que morrer que não se perde nada .. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

     Cristina Marreiros da Cunha

    Não é fácil, mas a primeira coisa a fazer é mudar o seu relacionamento com ele não parecendo que quer mais que ele esteja bem do que ele próprio. Penso que a psicoterapia é essencial para além da revisão da medição. Mas tem de ser ele a querer conhecer-se e introduzir mudanças sem pressão. Deve ter a noção de que é uma escolha dele. Nesta idade esse passo não é fácil mas de nada serve a insistência nem a zanga. Apenas o apoio às decisões que ele tome por muito que isso custe. E limitando o impacto que elas tem sobre si, não se sujeitando ao que não quer. Pode sempre procurar ajuda para si para lidar com ele enquanto ele não dá o passo.


Perguntas frequentes

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