Olá!! Eu tive alguns relacionamentos passados que não correram bem porque me mentiram e traíram, esp
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Olá!! Eu tive alguns relacionamentos passados que não correram bem porque me mentiram e traíram, especialmente um antes deste que me deixou traumatizada. Ele mentiu me em tudo e tratou me como lixo. Tive 3 anos e tal solteira e agora tenho outro namorado. Basicamente tenho imensos ciúmes e gostava de poder controlar, não consigo. Tudo me faz confusão, é algo muito chato n é? É estranho mas até se ele comentar que outra mulher é bonita eu fico a matutar nisso... Ou se uma conhecida o cumprimentar com abraço, ou outra amiga o cumprimentar na rua e falar.... Não sei, sinto me mal sempre, já lhe tive q dizer isto as vezes... Discussões já aconteceram por causa disto, até pode ser escusado mas não consigo sentir me normal com coisas destas. O meu passado familiar foi horrível também, votei contato com a família porque me perseguiam, são de uma religião q eu n aceitei e q sempre me obrigaram a seguir mesmo eu não querendo. Foram manipuladores e tratavam me mal, vivia muito oprimida e presa sempre, sem poder ter uma infância normal.
Boa tarde. Com todo esse historial de experiências negativas, é natural que algumas situações são gatilho para se sentir assim.
A terapia cognitiva-comportamental pode ajudá-la a ultrapassar esses traumas, através da reestruturação cognifica.
Estou disponível para o que julgar necessário.
Um abraço!
Anabela do Rosário Cruz
Psicóloga
A terapia cognitiva-comportamental pode ajudá-la a ultrapassar esses traumas, através da reestruturação cognifica.
Estou disponível para o que julgar necessário.
Um abraço!
Anabela do Rosário Cruz
Psicóloga
Boa tarde,
De facto os eventos que narra são complexos e merecem muito serem bem trabalhados. Recomendo vivamente a procura de um/a profissional de Saúde Mental.
Ao dispor,
Melhores cumprimentos,
De facto os eventos que narra são complexos e merecem muito serem bem trabalhados. Recomendo vivamente a procura de um/a profissional de Saúde Mental.
Ao dispor,
Melhores cumprimentos,
Olá, e muito obrigada por partilhares o que sentes. Percebo o quanto estas situações te causam sofrimento, e quero que saibas que faz todo o sentido sentires-te assim, dadas as experiências que viveste. Não és “exagerada” ou “paranóica” – estás a reagir a feridas que ainda não tiveram tempo de cicatrizar.
O que descreves – os ciúmes intensos, a desconfiança constante, o mal-estar com interações que parecem inocentes – não é capricho. É um reflexo do teu passado, uma forma de o te tentares proteger de novos danos. Quando alguém que amamos nos magoa profundamente (seja um ex-parceiro que te traiu, seja uma família que te oprimiu), o nosso cérebro cria “alertas” para evitar que a dor se repita. O problema é que, às vezes, esses alarmes continuam a tocar mesmo quando já não há perigo real.
Vamos pensar em algumas estratégias para acalmar esses alarmes:
Nomear o medo
Em vez de entrar em pânico quando o ciúme aparecer, tenta identificar o que, exatamente, te assusta. Por exemplo:
“Tenho medo que ele me troque por outra, como aconteceu antes?”
“Sinto que não sou suficiente, porque fui tratada como descartável no passado?”
Isso ajuda a separar o que é realidade (o comportamento do teu namorado atual) do que é memória (as traições anteriores).
Criar segurança interna
A tua autoestima foi abalada por relacionamentos tóxicos e por uma família que te invalidou. Tenta reconectar-te contigo mesma:
Faz uma lista das tuas qualidades (não relacionadas com os outros).
Pratica pequenos gestos de autocuidado que te lembrem que tens valor próprio, independentemente de quem está na tua vida.
Comunicação em equipa
Fala com o teu namorado de forma aberta, mas sem acusações. Por exemplo:
“Sinto-me insegura quando [X situação acontece], mas sei que isso vem das minhas experiências passadas. Preciso de tempo para trabalhar isso, e agradeço se puderes ser paciente comigo.”
Se ele for uma pessoa segura, vai querer ajudar-te a sentir-te mais tranquila.
Exposição gradual
Se certas situações (como um cumprimento mais próximo de uma amiga) te deixam em alerta, tenta (aos poucos) enfrentá-las sem fugir. Observa o que acontece depois: o teu namorado age com naturalidade? Isso pode ajudar o teu cérebro a atualizar a ideia de que “nem todos são uma ameaça”.
Pedir ajuda profissional
Traumas de abandono, traição ou rejeição familiar muitas vezes ficam “presos” no corpo e na mente. A terapia pode ser um espaço para reprocessares essas memórias e aprenderes a confiar de forma saudável – primeiro em ti, depois nos outros.
Lembra-te:
Não és os teus ciúmes. Eles são um sintoma, não a tua essência.
Lembra-te: os teus ciúmes não são um defeito de carácter, são um sintoma. Estás a reagir a algo que, no passado, foi genuinamente doloroso. A boa notícia é que, com tempo e paciência, é possível transformar essa dor em segurança.
Com todo o apoio,
Beatriz Lourenço
O que descreves – os ciúmes intensos, a desconfiança constante, o mal-estar com interações que parecem inocentes – não é capricho. É um reflexo do teu passado, uma forma de o te tentares proteger de novos danos. Quando alguém que amamos nos magoa profundamente (seja um ex-parceiro que te traiu, seja uma família que te oprimiu), o nosso cérebro cria “alertas” para evitar que a dor se repita. O problema é que, às vezes, esses alarmes continuam a tocar mesmo quando já não há perigo real.
Vamos pensar em algumas estratégias para acalmar esses alarmes:
Nomear o medo
Em vez de entrar em pânico quando o ciúme aparecer, tenta identificar o que, exatamente, te assusta. Por exemplo:
“Tenho medo que ele me troque por outra, como aconteceu antes?”
“Sinto que não sou suficiente, porque fui tratada como descartável no passado?”
Isso ajuda a separar o que é realidade (o comportamento do teu namorado atual) do que é memória (as traições anteriores).
Criar segurança interna
A tua autoestima foi abalada por relacionamentos tóxicos e por uma família que te invalidou. Tenta reconectar-te contigo mesma:
Faz uma lista das tuas qualidades (não relacionadas com os outros).
Pratica pequenos gestos de autocuidado que te lembrem que tens valor próprio, independentemente de quem está na tua vida.
Comunicação em equipa
Fala com o teu namorado de forma aberta, mas sem acusações. Por exemplo:
“Sinto-me insegura quando [X situação acontece], mas sei que isso vem das minhas experiências passadas. Preciso de tempo para trabalhar isso, e agradeço se puderes ser paciente comigo.”
Se ele for uma pessoa segura, vai querer ajudar-te a sentir-te mais tranquila.
Exposição gradual
Se certas situações (como um cumprimento mais próximo de uma amiga) te deixam em alerta, tenta (aos poucos) enfrentá-las sem fugir. Observa o que acontece depois: o teu namorado age com naturalidade? Isso pode ajudar o teu cérebro a atualizar a ideia de que “nem todos são uma ameaça”.
Pedir ajuda profissional
Traumas de abandono, traição ou rejeição familiar muitas vezes ficam “presos” no corpo e na mente. A terapia pode ser um espaço para reprocessares essas memórias e aprenderes a confiar de forma saudável – primeiro em ti, depois nos outros.
Lembra-te:
Não és os teus ciúmes. Eles são um sintoma, não a tua essência.
Lembra-te: os teus ciúmes não são um defeito de carácter, são um sintoma. Estás a reagir a algo que, no passado, foi genuinamente doloroso. A boa notícia é que, com tempo e paciência, é possível transformar essa dor em segurança.
Com todo o apoio,
Beatriz Lourenço
Boa tarde. Deveria procurar fazer psicoterapia, vai ajudar, de certeza. Desejo-lhe as maiores felicidades. Cumprimentos José Armindo
Olá, obrigada por partilhar algo tão íntimo e importante. A forma como fala mostra que tem consciência dos seus sentimentos e que deseja compreender-se melhor — isso é um passo muito significativo e corajoso.
O que está a sentir não é “coisa pouca”, nem exagero. É um reflexo de feridas que vêm de experiências muito difíceis, tanto nos relacionamentos passados como na sua história familiar. Quando crescemos num ambiente onde não nos sentimos seguros, valorizados ou respeitados, e quando vivemos relações marcadas por mentira e traição, é natural que a nossa mente passe a funcionar em estado de alerta constante. Isso não é fraqueza — é um mecanismo de proteção.
Os ciúmes que sente hoje são, em grande parte, um reflexo desse passado. O seu corpo e os seus pensamentos reagem como se estivesse em risco de ser magoada de novo, mesmo quando, racionalmente, sabe que a situação não justifica. Isso pode tornar-se muito desgastante, porque cada gesto ou palavra do seu companheiro ativa inseguranças profundas — e a dor não vem só do que acontece no presente, mas de tudo o que ficou mal resolvido no passado.
A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Na terapia, é possível explorar a origem desses sentimentos, aprender a distinguir o que pertence ao presente e o que é “eco” do passado, e desenvolver estratégias para regular a ansiedade, comunicar com mais clareza e confiança, e fortalecer a sua autoestima.
Além disso, poder olhar para a sua história com compaixão — em vez de culpa ou vergonha — é essencial para que comece a libertar-se desses padrões. Você não é "demasiado ciumenta" ou "difícil", está apenas a tentar proteger-se com os recursos que teve até agora. A terapia pode ajudá-la a construir outros recursos, mais leves e saudáveis.
É possível viver uma relação mais tranquila, com mais confiança e menos medo. E é possível fazer as pazes com a sua história sem precisar ficar presa a ela. Se quiser iniciar esse caminho, estarei aqui para acolhê-la, ajudá-la a compreender melhor os seus sentimentos e acompanhá-la na construção de relações mais seguras — consigo mesma e com os outros.
Não está sozinha. E não é tarde para começar a cuidar das suas feridas.
O que está a sentir não é “coisa pouca”, nem exagero. É um reflexo de feridas que vêm de experiências muito difíceis, tanto nos relacionamentos passados como na sua história familiar. Quando crescemos num ambiente onde não nos sentimos seguros, valorizados ou respeitados, e quando vivemos relações marcadas por mentira e traição, é natural que a nossa mente passe a funcionar em estado de alerta constante. Isso não é fraqueza — é um mecanismo de proteção.
Os ciúmes que sente hoje são, em grande parte, um reflexo desse passado. O seu corpo e os seus pensamentos reagem como se estivesse em risco de ser magoada de novo, mesmo quando, racionalmente, sabe que a situação não justifica. Isso pode tornar-se muito desgastante, porque cada gesto ou palavra do seu companheiro ativa inseguranças profundas — e a dor não vem só do que acontece no presente, mas de tudo o que ficou mal resolvido no passado.
A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Na terapia, é possível explorar a origem desses sentimentos, aprender a distinguir o que pertence ao presente e o que é “eco” do passado, e desenvolver estratégias para regular a ansiedade, comunicar com mais clareza e confiança, e fortalecer a sua autoestima.
Além disso, poder olhar para a sua história com compaixão — em vez de culpa ou vergonha — é essencial para que comece a libertar-se desses padrões. Você não é "demasiado ciumenta" ou "difícil", está apenas a tentar proteger-se com os recursos que teve até agora. A terapia pode ajudá-la a construir outros recursos, mais leves e saudáveis.
É possível viver uma relação mais tranquila, com mais confiança e menos medo. E é possível fazer as pazes com a sua história sem precisar ficar presa a ela. Se quiser iniciar esse caminho, estarei aqui para acolhê-la, ajudá-la a compreender melhor os seus sentimentos e acompanhá-la na construção de relações mais seguras — consigo mesma e com os outros.
Não está sozinha. E não é tarde para começar a cuidar das suas feridas.
Olá, e obrigada por confiar e partilhar algo tão profundo e verdadeiro. O que você sente faz todo o sentido — quando alguém que amamos nos trai ou nos fere, especialmente vindo de um passado tão difícil e opressor como o seu, é natural que a confiança fique abalada. Os ciúmes que sente hoje não são "coisa chata", são reflexos de feridas antigas que ainda doem, e que o seu coração tenta, de forma protetora, evitar que se repitam.
É importante saber que não há nada de errado com você — esses sentimentos são compreensíveis, mas você merece poder viver um amor com mais leveza, sem estar em alerta constante. Um terapeuta pode te ajudar a curar essas marcas com cuidado e sem julgamento, para que possa confiar de novo, inclusive em si mesma.
Você não está sozinha, e há caminhos para se libertar desse peso emocional. Um passo de cada vez, com carinho por quem você é.
Algumas sugestões práticas e resumidas para lidar melhor com o ciúme:
1. Respire e observe antes de reagir:
Quando sentir ciúme, pare um momento, respire fundo e tente identificar o que exatamente te incomodou. Isso ajuda a não reagir por impulso.
2. Escreva os pensamentos:
Colocar no papel o que está a sentir pode aliviar a intensidade da emoção e ajudar a perceber se há exageros ou medos antigos por trás.
3. Fale com ele com calma e sem acusações:
Em vez de discutir, tente usar frases como: “Eu sinto insegurança quando isso acontece, mesmo sabendo que não é culpa tua”. Isso gera mais empatia e menos conflito.
4. Afirme o seu valor:
Lembre-se de tudo o que você tem de bom — ciúmes muitas vezes vêm da sensação de não sermos “suficientes”. Você é mais do que suficiente.
5. Evite comparações:
Se ele acha outra pessoa bonita, não significa que te ame menos. Apreciações não anulam sentimentos verdadeiros.
6. Considere terapia individual:
Trabalhar suas feridas antigas com ajuda profissional pode ser transformador. Você merece viver o presente sem ser prisioneira do passado.
Espero ter ajudado.
Com carinho,
Gilnéia Castro
É importante saber que não há nada de errado com você — esses sentimentos são compreensíveis, mas você merece poder viver um amor com mais leveza, sem estar em alerta constante. Um terapeuta pode te ajudar a curar essas marcas com cuidado e sem julgamento, para que possa confiar de novo, inclusive em si mesma.
Você não está sozinha, e há caminhos para se libertar desse peso emocional. Um passo de cada vez, com carinho por quem você é.
Algumas sugestões práticas e resumidas para lidar melhor com o ciúme:
1. Respire e observe antes de reagir:
Quando sentir ciúme, pare um momento, respire fundo e tente identificar o que exatamente te incomodou. Isso ajuda a não reagir por impulso.
2. Escreva os pensamentos:
Colocar no papel o que está a sentir pode aliviar a intensidade da emoção e ajudar a perceber se há exageros ou medos antigos por trás.
3. Fale com ele com calma e sem acusações:
Em vez de discutir, tente usar frases como: “Eu sinto insegurança quando isso acontece, mesmo sabendo que não é culpa tua”. Isso gera mais empatia e menos conflito.
4. Afirme o seu valor:
Lembre-se de tudo o que você tem de bom — ciúmes muitas vezes vêm da sensação de não sermos “suficientes”. Você é mais do que suficiente.
5. Evite comparações:
Se ele acha outra pessoa bonita, não significa que te ame menos. Apreciações não anulam sentimentos verdadeiros.
6. Considere terapia individual:
Trabalhar suas feridas antigas com ajuda profissional pode ser transformador. Você merece viver o presente sem ser prisioneira do passado.
Espero ter ajudado.
Com carinho,
Gilnéia Castro
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