Boa tarde!
Tenho 40 anos e sofro de compulsão alimentar desde os 19 anos. Andei em psiquiatria, tomei vária medicação até aos 24 anos, porque na altura também me foi diagnosticada depressão, mas como não sentia melhorias, muito pelo contrário (parecia alienada da realidade), resolvi deixar e desenvolver mecanismos, como o pensamento positivo e atividades para sair daquele estado. Melhorei substancialmente da depressão, mas a compulsão alimentar piorou bastante este ano. Já fiz hipnoterapia, reiki, vou para a ginástica, mas quando tenho as crises de compulsão não consigo fazer nada. Fico num estado de impotência e sofrimento avassalador, isolando-me socialmente, sentindo-me extremamente cansada e chorando muito.
Confesso que acabei por me habituar a este estado. Sabia que duas a três vezes por semana isso acontecia e habituei-me a isso, dizia para mim mesma que isso era um dia ou dois, mas depois voltava à normalidade. No entanto, este ano, a situação agravou-se bastante e tenho tido praticamente todos os dias crises, tendo aumentado de peso substancialmente.
Gostaria de saber se me pode ajudar, se eventualmente a psicoterapia ou terapia cognitiva serão indicadas, uma vez que nunca fiz.
Sinto-me muito cansada, frustrada e já sem esperança. Sinto que esta espiral me condiciona a vida e me afeta a saúde. Por vezes, só me apetece desistir...
Fico a aguardar uma resposta favorável...
Obrigada!
Dr. Ricardo Santos
Dr. Ricardo Santos
Psicólogo
Caneças
Bom dia,

Aconselho vivamente a psicoterapia, uma vez que é necessário perceber qual é a origem desse comportamento e trata-la. Muitas vezes acabamos por tentar "curar" o sintoma quando na realidade devemos tratar o foco.

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Dra. Cassandra Rosen
Dra. Cassandra Rosen
Psicólogo
Lisboa
Bom dia,
Compreendo o desespero. Seria fundamental compreender o porquê dessa compulsão por forma a tratá-la. Penso que poderia beneficiar muito de uma psicoterapia.
Não desista de procurar a melhor solução para si

 Júlia Costa
Júlia Costa
Psicólogo
Évora
Bom dia. de facto penso que deveria fazer psicoterapia, para se puder avaliar a origem de seu comportamento, para depois ter a orientação mais adequada ao problema.
Ao seu dispor.
Os meus cumprimentos.

Dra. Ana de Sousa Baptista
Dra. Ana de Sousa Baptista
Terapeuta alternativo, Psicólogo
Lisboa
Os transtornos alimentares são situações graves e a solução não depende da força de vontade mas da compreensão da situação da pessoa, da sua circunstância de vida e de desenvolvimento, e da própria pessoa.
Estão muitas vezes associadas a outras questões, como a ansiedade, depressão, ou mesmo outras.
É preciso acolher o problema com muita empatia e com a consciência do impacto que gera na vida da pessoa, em todos os ângulos.
Muitas vezes a abordagem ao problema não pode ficar apenas por uma metodologia ou especialidade, sendo necessário observar todas as necessidades e disciplinadamente, trabalhar em equipa com o paciente.

Dra. Raquel Pereira
Dra. Raquel Pereira
Psicólogo
Vila Nova de Gaia
Bom dia! Imagino como deve ser desgastante este ciclo e a pode fazer sentir-se desesperançada. Não desista de si. Penso que a psicoterapia a pode ajudar a tomar consciência das causas e dos mecanismos que mantém esta situação, assim como lhe pode trazer mais auto-confiança e auto-estima para gerir as compulsões. Estou ao seu dispor, Raquel Pereira

 Renata Mota
Renata Mota
Psicólogo
Lisboa
Bom dia. Imagino que não seja fácil o que está a viver. A psicoterapia pode ajudá-la a ir à origem do problema. O EMDR ( Eye Movement dessensitization reprocessing) tem-se mostrado bastante eficaz na resolução de perturbações alimentares. Ao dispor, Renata Mota

 Sandra Pires
Sandra Pires
Psicólogo
Lisboa
As compulsões alimentares tem por base conflitos/necessidades psicológicas não atendidas no seu percurso desenvolvimental e que procura provavelmente satisfazer através do uso compulsivo da comida. Uma psicoterapia em que possa aceder a essas emoções/necessidades e compreender se de uma forma mais ampla e aprofundada será certamente útil e contribuirá não só para a resolução do sintoma/queixa que refere mas também para a melhoria geral do seu bem estar. Felicidades.

Bom dia! A resposta à sua pergunta é definitivamente sim, a psicoteraoia pode ajudar. As perguntas seguintes serão provavelmente "como" e "porquê "? Ora se por um lado já tentou "tudo" e se neste momento a situação piorou, sente-se num estado de impotência e desesperança que acabam por se repercutir noutras áreas da sua vida e geram o seu sofrimento. Por outro lado, esta perceção de que "já tentei tudo" deve ser trabalhada e desconstruida de modo a descobrir o que é que está a manter esta compulsão. Desse modo, será possível uma maior e melhor compreensão de si mesma e do seu problema o que permite a resolução do comportamento que pretende inibir.
Desejo-lhe as maiores felicidades e que consiga o seu objetivo!

Dra. Emília Lucas
Dra. Emília Lucas
Psicólogo
Setúbal
Por se tratar de uma perturbação de ansiedade a abordagem psicoterapeutica segundo o modelo cognitivo comportamental tem, segundo os estudos, mostrado eficácia. De qualquer modo a combinação com nutrição é sempre uma mais valia.

Como pode constactar pelas respostas dos meus colegas a psicologia pode ajudar a ultrapassar as crises de ansiedade que a levam ao comportamento desajustado. Na minha opinião a abordagem congnitiva comportamental é a que pode trazer benefícios mais rápidos e constantes, sendo também breve e objectiva.
Ao dispor
Cordialmente

Dra. Ana c André
Dra. Ana c André
Psicólogo
S. Domingos de Rana
De Facto, o mais aconselhado é a psicoterapia, no sentido de perceber a causa deste problema e assim resolvê-lo.

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