Perguntas do paciente (8)

  • Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergen

    Penso muitas vezes porque é que eu não sou como as pessoas "normais", porque é que sou neurodivergente...

    Penso o que é que me faltou no meu crescimento, na minha adolescência.. Porque é que não aprendi o que a maioria das pessoas aprendeu..
    Porque é que não tive amigos na infância, porque é que não tive amigos na adolescência.. Porque é que na faculdade não fiz amizades fortes, ao contrário da maior parte dos meus colegas de turma da faculdade..
    Penso quais foram as experiências de relacionamento humano que me faltaram..

    Porque é que não amadureci...

    Porque é que aos 27 anos me afastei da minha
    família...

    Porque é que nunca tive um relacionamento amoroso longo.. (nunca passou de um ano)...
    e muito menos tenho filhos.

    Porque é que não tenho amigos... (se toda a gente diz que sou boa pessoa)..

    Não entendo o que se passa comigo.. Não entendo porque sou tão sozinha, não entendo quais são as minhas lacunas como pessoa...
    Não entendo..........

    Penso como é que hei de mudar estas coisas..

    Nota1: tenho mais de 40 anos
    Nota2: já tive sessões de terapia, não deu em nada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Boa tarde, independentemente da sua idade, se agora está numa fase mais instrospectiva, talvez seja a altura de procurar aprofundar melhor e poder assum iniciar a sua jornada de autoconhecimento. Podem ter havido questões familiares que possam estar na base das dificuldades que apresenta. Porém, afastar-se da familia não elimina as histórias ou traumas que possam ter ocorrido lá atrás. É importante poder abrir-se a explorar isso com um profissional de psicologia que seja da sua confiança. Devemos permitir-nos a tentar novamente, mesmo que no passado algo possa ter corrido mal, ou seja, porque teve consultas que não resultaram no passado com outro profissional, pode desta vez tentar encontrar alguém com quem tenha mais empatia e outras caracteristicas que valorize, no entanto, a iniciativa e o compromisso terão de partir de si para que o processo (que nem sempre é fácil) se efective. Força e coragem! Espero ter ajudado, cumprimentos, Liliana Rocha, psicóloga clínica


  • 1- Durante o coito, há mulheres que gostam de levar quecas, com muita força, a fim de, poderem conse

    1- Durante o coito, há mulheres que gostam de levar quecas, com muita força, a fim de, poderem conseguirem atingirem o orgasmo?
    2- Como pedir ao meu futuro namorado para me dar vários orgasmos de seguida e para me dar muito prazer, durante as preliminares, na masturbação, no sexo oral e durante o coito? De maneira a que eu possa vir a ficar bastante consolada, satisfeita e aliviada?
    Por favor, agradecia imenso se vocês pela última vez me tirassem estas dúvidas!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Boa tarde, a resposta às suas questões estará mais no seu auto conhecimento, no estudo sobre a matéria e principalmente no diálogo que deverá manter em aberto com o seu parceiro. Só assim poderá perceber o que realmente a satisfaz e dar essas indicações ao seu companheiro para que ele possa ajudar nessa jornada de descobrimento da sua sexualidade. Espero ter ajudado a clarificar, cumprimentos, Liliana Rocha, psicóloga clínica


  • 1- Existem orgasmos muito altos de prazer e de gemidos? 2- Existem gemidos muito altos de prazer?

    1- Existem orgasmos muito altos de prazer e de gemidos?
    2- Existem gemidos muito altos de prazer?
    3- É normal a mulher ter a grande necessidade de ser estimulada no clitóris durante o coito e durante as preliminares?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    1- Existem orgasmos muito altos de prazer e de gemidos? 2- Existem gemidos muito altos de prazer? 3- É normal a mulher ter a grande necessidade de ser estimulada no clitóris durante o coito e durante as preliminares?
    Boa tarde, a todas as questões que faz, não parece existir nada de "anormal". A intensidade dos orgasmo, irão depender de varias variáveis (contexto, intimidade, período fértil, confiança, sensibilidade, etc). Quanto aos gemidos, se forem na sequência dos factores apontados anteriormente, tudo ok, porém se não forem genuínos e relativos ao prazer sentido no momento e for para demonstrar algo ao parceiro ou criar uma personagem, então deverá ser analisado o porquê. Quanto ao querer ser estimulada durante o coito, é perfeitamente normal, pois nas mulheres o ponto de maior sensibilidade e prazer situa-se no clitóris, por ser o órgão onde contem as extremidade nervosas e que estão ligadas ao prazer sexual da mulher, sendo que os outros pontos são coadjuvantes na relação. Porém se ainda existem dúvidas, poderá procurar vários artigos disponíveis na internet e em livros para poder obter mais informação e aprofundar o seu auto-conhecimento. Espero ter ajudado a clarificar :) cumprimentos, Liliana Rocha


  • Numa terapia de casal o terapeuta diz a uma das partes que vai falar com a outra, no sentido de aler

    Numa terapia de casal o terapeuta diz a uma das partes que vai falar com a outra, no sentido de alertar para comportamentos incorretos. Mas não o faz.

    Como pode ser interpretada esta situação? O que fazer nestes casos.

    Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Na terapia de casal, é sempre importante que os assuntos a serem tratados, sejam de ordem pessoal ou de casal, o seja na presença de ambos. O psicólogo funciona como mediador dos conflitos que o casal trás para a consulta, propondo reflexões. Poderão ser propostos exercícios individuais ou em conjunto, entre consultas, para ajudar nas reflexões trazidas em cada consulta. Espero ter ajudado, cumprimentos, Liliana Rocha


  • Olá tenho 29 anos, e entrei recentemente em uma relação acontecesse que com o tempo fui sabendo algu

    Olá tenho 29 anos, e entrei recentemente em uma relação acontecesse que com o tempo fui sabendo algumas coisas do passado da minha namorada, algo que ela admite e não tem problemas a falar sobre isso, o problema é que eu não estou a saber lidar isto porque ela mantem muitos ex namorados e pessoas que esteve presentes na vida dela e dou por mim a comparar-me com pessoas que ela esteve como se não fosse suficiente para ela e apesar de acreditar que ela realmente gosta de mim acabo por imaginar o que ela teve, pesquisei sobre isso e penso que tenho ciumes retroativos , acabando por a confrontar várias vezes e a ultima semana tem sido desgastante porque pensamos de forma muito diferente e sempre que tento dialogar com ela penso que para ter mais certezas que ela gosta de mim ela entende como um ataque e amua.
    E por vezes sinto que ela ainda tem medo de mostrar que namora comigo e isso só ajuda a fazer 'filmes' da minha cabeça. E acabo por não estar a confiar aparentemente sem razão para tal.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Boa tarde, quando se inicia um relacionamento afectivo é importante ter como bases: a verdade, o respeito e o diálogo e acima de tudo, estar no PRESENTE. Também é importante ter um bom auto-conhecimento, que permita saber quem somos, quais os nossos traumas passados e as coisas que possam ainda não estar bem resolvidas e devidamente amadurecidas. Perceber as causas da inseguranças é um trabalho interno e necessário, que se faz através de estudo e de psicoterapia. Estar consciente quais as siatuações que despoletam esses sentimentos, promover um diálogo calmo e maduro sem ataques e onde refere coo se sente face a determinados comportamentos ou situações, é de extrema importância. O dialogo deve ser feito para falar de como se sente (situações positivas ou negativas) e não para acusar ou coagir a outra pessoa a fazer ou ter o que desejariamos. Caso entenda que tem mais a ver consigo e não com a sua namorada, recomendo fortemente a procura de um psicologo, para poder conhecer-se melhor e resignificar questões antigas. Espero ter ajudado, cumprimentos, Liliana Rocha, psicóloga clínica


  • Boa tarde. Fui diagnosticada com borderline e tenho conhecimento de que DBT seria o mais indicado pa

    Boa tarde. Fui diagnosticada com borderline e tenho conhecimento de que DBT seria o mais indicado para este caso, mas estou a ter dificuldades em encontrar algum psicologo especializado neste tipo de terapia. Algum psicólogo especializado em DBT por aqui?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Boa tarde, independentemente da abordagem psicoterapêutica que escolha, o que trará resultados será sempre a relação que desenvolver com o psicólogo que escolher. Vários estudos psicológicos que têm sido feitos, têm mostrado que a empatia, a capacidade de retorno e escuta (entre outros factores importantes para o paciente), têm maior relevância no tratamento. Por esta razão, mais que focar na abordagem/vertente, é ter em consideração o que irá SENTIR face ao psicólogo que escolher, nas primeiras consultas. Espero ter ajudado :) cumprimentos, Liliana Rocha, psicóloga clínica


  • Tive curiosidade de experimentar fezes... Alguém me explica o porquê, acho que não tenho fetiche com

    Tive curiosidade de experimentar fezes... Alguém me explica o porquê, acho que não tenho fetiche com isso mas tive curiosidade.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Boa tarde, o que refere pode ser considerado como coprofagia ( transtorno alimentar que consiste na ingestão de substâncias não alimentares e não nutritivas e inapropriado para o estágio desenvolvimento da pessoa). Quando surge, deverá ser analisado o contexto que deu origem à compulsão, que poderá ter várias origens, pelo que apenas numa consulta da especialidade (neste caso, a Psicologia, parece enquadrar-se melhor), será aquela onde poderá encontrar melhor respostas. De observar igualmente, em quais situações aparece esta vontade, ou se essa necessidade remete para uma punição a si próprio de algo ou se pode estar ligado ainda a alguma situação traumática. Aconselho fortemente à marcação de uma primeira consulta. Espero ter ajudado a clarificar, Cumprimentos, Liliana Rocha - psicóloga clínica


  • Boa Tarde. Tenho 30 anos e apesar de eu nunca ter tido namorado e ser solteira, gostava muito de te

    Boa Tarde.
    Tenho 30 anos e apesar de eu nunca ter tido namorado e ser solteira, gostava muito de ter um namorado e de me casar.
    Mas é a tal coisa, eu por muitos motivos não quero ter filhos, não tenho nenhuma paciência para sofrer birras e choros de crianças e como eu não quero ter filhos, quando eu tiver um namorado tenho muito receio de que ele me vaia deixar e de vir a ficar solteira para sempre somente pelo fato de eu não querer ter filhos, pois há homens que querem ter filhos.
    1- No entanto, ao eu não querer ter filhos nem isso sequer fazer parte dos meus planos futuros, deverei ser sincera com o meu futuro namorado ao dizer-lhe que eu não quero ter filhos?!
    Pois eu por causa disso, tenho muito receio de que ele me possa vir a deixar e como eu não quero ter filhos, eu não quero ficar solteira para sempre, uma vez que eu pretendo muito vir a ter um futuro namorado e me casar.

    Aguardo pela resposta!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Liliana Rocha

    Bom dia,
    Parecem existir algumas falsas crenças associadas à ideia de ter um relacionamento afectivo e ao facto de a este ter que ter necessáriamente ter filhos, o que muitas vezes é incutido desde muito cedo pela sociedade. Porém, uma coisa não tem que ter a ver com a outra, ou seja, pode ter um relacionamento afectivo sem ter vontade ou necessidade de ter filhos. Tudo depende do que quer realmente para si e para o seu futuro. Na procura de um parceiro, é importante que no desenrolar do relacionamento seja sincera no que realmente deseja e que comunique as suas expectativas no decorrer desse relacionamento, para que as expectativas de ambos sejam geridas. Se estiver realmente confiante quanto ao que pretende, o seu futuro companheiro, concerteza irá perceber. No entanto, pela sua questão, é notoório que existem inseguranças que podem levar à dificuldade em relacionar-se, e com isso, dificultar o desenrolar de uma relação afectiva, pelo que deverá procurar fazer psicoterapia, para perceber e resolver essas inseguranças, desassociando essas crenças, pois o seu desejo de não querer ter filhos não implica que não possa viver em plenitude um relacionamento afectivo. Ao dispor para mais questões, cumprimentos, Liliana Rocha.


Perguntas frequentes

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