Perguntas do paciente (12)

  • Porque todos os sites que encontro na internet (em inglês) a falar sobre o victan (neste caso eu pro

    Porque todos os sites que encontro na internet (em inglês) a falar sobre o victan (neste caso eu procuro pelo princípio activo) dizem que é uma benzodiazepina de longa duração mas os médicos dizem que é de curta duração e receitam em SOS.

    Os sites dizem que tem uma meia vida longa mas o meu médico de familia disse que tem meia vida curta. Os sites estão todos errados?

    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    De facto, o Loflazepato de etilo tem um início de acção rápido quando comparado com outras moléculas da mesma família (benzodiazepinas) mas é uma benzodiazepina de acção longa com uma semI-vida entre 51-103 horas. Outras benzodiazepinas de acção rápida são o Diazepam e o Clorazepato dipotássico. Não se deve trincar nem colocar debaixo da língua porque nesse caso não será absorvido, já que não se trata duma formulação orodispersível. Deve ser ingerido, preferivelmente com um pouco de água.


  • Alcoolismo

    A minha esposa bebe demasiado ate perder sentidos e caidas desamparada, o que posso fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    De facto, existe tratamento MAS é absolutamente imprescindível que a sua esposa QUEIRA E ACEITE tratar-se.
    Talvez fosse importante você ir a uma consulta para APRENDER VOCÊ MESMO a lidar com este problema.
    Este problema é tão grave que a tendência inicial é subestimar o problema, o que faz com que ele se agrave.
    Além disso ser-lhe-ia útil a si frequentar desde já as FAMÍLIAS ANÓNIMAS, um grupo de auto-ajuda formado exclusivamente de familiares de pacientes com Alcoolismo, que se reúnem para aprender a lidar com familiares com esta doença aditiva e para proporcionarem apoio mútuo.


  • Ataques de Pânico

    Olá.. Fui ao Psiquiatra a semana passada, pois desde há 1 ano e meio para esta data, tive 4 ataques de pânico (transpiração excessiva, batimento cardíaco muito acelerado, pensamentos maus) e ando constantemente com ansiedade.. Como já não sabia o que fazer, fui a uma consulta de psicoterapia e aconselharam ir ao Psiquiatra, pois a medicação aliada à psicoterapia podia ajudar muito. OK, fez-me sentido. Foi-me receitado Sertralina, meio comprimido nos primeiros 6 dias e depois inteiro. O problema é que tive efeitos colaterais desde a primeira toma, hoje é a quarta toma e já senti batimento acelerado, uma queimação na boca e virilhas, suores, um pouco de tremor, e agora desequilíbrio. Fiquei assustada e liguei pó psiquiatra que me disse que era tudo normal, para eu insistir na medicação e para a semana falávamos novamente.. Mas estou com medo desta medicação... Acham melhor procurar outro psiquiatra, ajudava?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Não deve desistir do tratamento proposto pelo seu psiquiatra. De facto é normal que se sinta mais ansiosa nos primeiros dias ou durante uma ou duas semanas na medida em que, nesse período de tempo inicial, a Sertralina ainda não teve tempo de produzir um efeito benéfico. Além disso, o seu receio e ansiedade acrescida de tomar um medicamento novo e que este lhe faça mal pode ser interpretado aos seus olhos como um agravamento da sua ansiedade quando o que acontece é que está a canalizar a sua ansiedade para a toma do novo medicamento. Isto faz com que habitualmente muitos paciente suspendam o tratamento convencidos de que foram mal medicados ou que o medicamento está a produzir efeitos adversos, quando os sintomas que você enumera são sintomas físicos causados pela própria ansiedade e não pelo medicamento. Dê o benefício da dúvida ao seu médico e ao medicamento e peça-lhe para lhe prescrever um medicamento para fazer em SOS quando se sentir muito aflita. Vai ver quem em 20-30 dias verá o seu esforço recompensado.
    Seria utilíssimo iniciar uma psicoterapia como tratamento imprescindível e complementar to tratamento médico.


  • Confusão Mental

    Minha mãe tá confusa mentalmente não sei se foi por causa da retirada do Olcadil que ela fazia uso a mais de 45 anos ou ao Alprazolam que foi substituto do Olcadil. obs: exame de urina e sangue estão normais. Que aconselham fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Se já fazia Olcadil há 45 anos, a mudança para outro fármaco - mesmo que da mesma família (tal como é o Alprazolam) - pode gerar verdadeiros quadros confusionais.
    Afinal, há todo um desequilíbrio da neurotransmissão (que atingiu um "novo equilíbrio" estável com o Olcadil) que não não é negligenciável com uma mudança assim.
    A partir de certa altura (idade, tempo de duração de toma do fármaco) é mais pernicioso substituí-lo ou tentar retirá-lo que simplesmente mantê-lo.
    O meu conselho é que retome imediatamente o Olcadil, suspenda o Alprazolam e aconselho que recorra novamente ao seu médico psiquiatra e lhe relate o sucedido.


  • Tomo a venlafaxine desde agosto de 2017 comecei com 37.5 e agora já estou com 225mg pararam os atake

    Tomo a venlafaxine desde agosto de 2017 comecei com 37.5 e agora já estou com 225mg pararam os atakes de pânico mas sinto-me por vezes nervosa ansiosa tenho muitas mudanças de humor por vezes só me apetece estar sozinha nu trabalho tanto estou bem como nao me apetece falar será normal

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Se apesar de estar a fazer já uma dose relativamente substancial de Venlafaxina a ansiedade melhorou mas não significativamente e se existirem mudanças de humor frequentes com períodos depressivos ou mesmo mudanças de humor frequentes num só mesmo dia, há que pesquisar de existe também irritabilidade, insónia persistente, sensação interior de "nervoso muidinho", agitação ("não estar bem em lado nenhum") e se "sente a mente acelerada" ("a 200 à hora"), levando a dificuldade em manter o foco de atenção e a esquecimentos frequentes.

    Isto tem que ser pesquisado detalhadamente porque por vezes há quadros predominantemente de ansiedade (mas não só) que respondem melhor a um estabilizador do humor do que a um antidepressivo da classe que você está agora a tomar.


  • Sofro de labilidade emocional,

    Sofro de labilidade emocional, faço psicoterapia de 15 em 15 dias, tomo fluoxetina, bromalex 3mg e gabapentina. No entanto, não sinto as melhoras que desejava. Estou a ser acompanhada há 16 meses. Sinto-me cansada. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Há depressões que se acompanham de ansiedade, irritabilidade e insónia e nas quais é mais frequente - mas não exclusiva - a labilidade emocional.
    Este tipo de depressões geralmente não melhoram com antidepressivos ou estes revelam-se ineficazes ou mesmo prejudiciais.
    Se tiver os sintomas acima citados (ansiedade, irritabilidade e insónia) considere voltar a ponderá-los com o seu médico assistente.


  • Gostava que me indicassem alguém

    Gostava que me indicassem alguém que faça uma abordagem cognitiva/comportamental, em évora. Sofro de ansiedade generalizada há muitos anos, consegui entretanto ultrapassar o meu problema de fagofobia. Contudo há já alguns anos que venho sofrendo com ataques de pânico, sobretudo em viagens

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Procure na Consultalen, Lda. na Quinta da Soeira em Évora.

    Tem excelentes psicoterapeutas também da linha cognitivo-comportamental.

    Procure em CONSULTALEN.


  • A medicação é igual para todos

    A medicação é igual para todos os doentes bipolares? Como se pode diminuir a dosagem

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    A medicação NÃO É toda igual para os doentes bipolares.
    Falando apenas de estabilizadores do humor, o (ou os) estabilizadores de humor escolhidos dependem das características particulares da doença nesse mesmo paciente (predominância de estados mistos, episódios maníacos frequentes, entre outros exemplos), da tolerância do paciente ao fármaco escolhido (ausência de efeitos secundários que comprometam a continuidade do tratamento com fármaco escolhido) e ainda, em avaliações posteriores, da eficácia terapêutica nesse mesmo paciente do estabilizador de humor escolhido.


  • O transtorno bipolar tem melhoras? como

    O transtorno bipolar tem melhoras?
    como levar um bipolar a ser mais sociável?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    A irritabilidade e frequentemente a explosividade são sintomas frequentes em pacientes bipolares não adequadamente controlados.
    Um tratamento adequado com estabilizadores de humor pode melhorar estes sintomas e melhorar a capacidade de sociabilização destes pacientes.
    Mas há outras condições - nomeadamente Perturbações da Personalidade - nas quais existe uma baixa tolerância à frustração e nestes casos é mais importante uma abordagem por psicoterapia do que um tratamento farmacológico.


  • É possivel através da hipnose

    É possivel através da hipnose deixar totalmente de ficar corada por tudo e por nada? É que para além destes sintomas, quando estou a ter uma conversação, fico com o coração muito acelerado, a suar, não digo coisa com coisa e só quero fugir da situação.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    A hipnose NÃO É só por si uma terapia, mas antes uma técnica que permite modificar o estado de consciência do indivíduo.
    Os sintomas que descreve são compatíveis com Ansiedade Social - duma forma mais simplista - medo que você sente quando interage com outras pessoas, por exemplo, por temer que o outro fique com uma ideia negativa de si ou medo de fazer "figuras ridiculas".
    O problema é mais complexo que o que acabei de descrever (veja as respostas anteriores à minha e com as quais concordo).
    O seu problema pode ter uma abordagem médica, com medicamentos para controlar estas reacções de medo (ansiedade) e uma abordagem psicológica ou psicoterapia.
    Estas 2 abordagens são complementares: os medicamentos podem provocar um alívio mais rápido dos sintomas, mas a psicoterapia vai ajudá-la a conhecer-se a si própria e a modificar - e melhorar - entre outras coisas, a forma como você vivencia as suas relações sociais e a interacção com os outros.


  • O meu irmao tem 21 anos, desde

    O meu irmao tem 21 anos, desde ha muito tempo que o seu comportamento tem degradado se e comeca a ser perigoso para ele e para os outros. Ele recusa estar doente e recusa consultar um medico, o que posso fazer para o ajudar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Caso suspeite que o seu irmão está doente, que a agressividade resulta desse estado de doença, que ele não esteja consciente de que está doente e, por isso mesmo, recusa ser observado por um psicólogo clínico ou por um psiquiatra, você pode dirigir-se ao seu Centro de Saúde e marcar uma consulta com o Delegado de Saúde.
    O Delegado de Saúde é um médico que dispõe de algumas atribuições legais a quem deve explicar detalhadamente o caso.
    Se concordar consigo na suspeita de doença do foro psiquiátrico ele poderá determinar que o seu irmão necessita duma avaliação psiquiátrica e poderá emitir um Mandado de Condução que permitirá à Policia ir a sua casa por forma a conduzir o seu irmão para essa mesma avaliação.
    Após esta avaliação ficará claro se ele padece (ou não) duma doença do foro psiquiátrico e se carece (ou não) dum internamento compulsivo.
    No entanto, a decisão por um eventual internamento compulsivo dependerá inteira e exclusivamente do resultado dessa avaliação psiquiátrica.


  • Há anos foi-me diagnosticada a

    Há anos foi-me diagnosticada a doença bipolar.
    A minha pergunta é se a doença bipolar oscila entre dois polos (depressão e euforia) como é que eu não tenho euforia há mais de 15 anos?
    (Estou medicada com Priadel, Risperidona e Fluoxetina)
    É possível que não haja necessidade de mudar esta medicação?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. João Parente

    Além de que um episódio eufórico pode ser suficiente para o diagnóstico duma Doença Bipolar, sabe-se hoje em dia que existem formas de Doença Bipolar nas quais não existem períodos de Mania (euforia) ou Hipomania (expansividade do humor) e que cursam com episódios mistos recorrentes, ou seja, episódios em que coexistem sintomas maníacos e depressivos.
    Assim, a ausência de episódios de euforia não exclui necessariamente o diagnóstico de Doença Bipolar.


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