Perguntas do paciente (31)
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Ultimamente tenho sentido tremor no olho direito, algumas situações uma sensação de cabeça vazia, em
Ultimamente tenho sentido tremor no olho direito, algumas situações uma sensação de cabeça vazia, em que pouco me consigo concentrar no que me dizem. parece que ate deixo de ouvir como deve ser. preocupa-me excessivamente o que os outros acham, se posso estar a fazer algum olhar estranho ou dizer algo estranho. as vezes ate tenho medo de enlouquecer. pode parecer esquisito mas tem afectado a minha vida social. sempre fui ansiosa desde criança. o que me poderiam aconselhar?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
O quadro que apresenta é compatível com diversos quadros, que na generalidade são benignos e respondem bem à terapia psicológica que pode, e nalguns casos necessita, de apoio psiquiátrico.
Os casos que configuram patologia médica não são tão frequentes e há tratamentos próprios para cada perturbação.
O transtorno psicológico é vivido, na generalidade das pessoas, como uma experiência pessoal e muito privada que leva a pessoa a isolar-se, a ocultar-se e a sentir-se estranha, diferente, afectada por uma doença única. muitas vezes constrangedora.
Sugiro que procure apoio psicológico, que se assegure que existe empatia e boa comunicação com (o) psicólogo(a) que a acompanhará.
É preciso que se sinta bem na relação terapêutica e pode ser necessário procurar a pessoa que reúne o perfil adequado para a ajudar.
Faço votos que inicie em breve uma terapia frutuosa que a ajude a recuperar a paz e a capacidade de voltar a apreciar a vida.
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Olá, Tenho 27 anos e vejo pornografia de forma ocasional (média 2x/mês). Tenho um namorado há 3 an
Olá,
Tenho 27 anos e vejo pornografia de forma ocasional (média 2x/mês). Tenho um namorado há 3 anos que me preenche muito a nível intimo/sexual e quando não estamos juntos por estarmos chateados, quando não nos vemos e não nos falamos, sinto desejo por ele e vejo pornografia numa forma de compensação por não poder estar com ele. Acontece que ele não compreende isso, acha que não me satisfaz e que procuro prazer a ver outros homens e neste momento coloco em causa se terei algum transtorno parafílico ou se realmente é um comportamento normal. Podem ajudar-me a compreender o que se passa?RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
A sexualidade é um campo da vida pessoal e relacional que se encontra muito marcada e condicionada por juízos morais.
A mentalidade das pessoas que possuem conceitos muito vincados, grandes certezas e discursos morais profundamente marcados por uma ideologia social conservadora, revela posições intolerantes e inamovíveis.
O amor nem sempre é capaz de abrir a porta ao diálogo e ao entendimento.
Assistir a pornografia num enquadramento adulto. maduro entendo-a como uma exibição sem outras pretensões que a obtenção de excitação sexual e diversão, não é sinónimo de parafilia ou perversão.
A pornografia é usada em terapia sexual, em contextos próprios e devidamente enquadrados.
Vive com angústia uma situação cujo juízo moral lhe é estranho e não pode influenciar.
Sugiro que procure ajuda para o seu namorado junto de um terapeuta sexual e se ele possuir, igualmente, especialização em terapia de casal.
Caso o seu namorado não aceite, sugiro que procure um psicólogo que a ajude a lidar com a situação para que possa fazer escolhas esclarecidas e lúcidas.
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Boa tarde, é possível corrigir a gaguez derivada da ansiedade? Frequento um psicólogo que não me con
Boa tarde, é possível corrigir a gaguez derivada da ansiedade? Frequento um psicólogo que não me consegue ajudar muito nesta situação, e é um dos meus principais desafios no que toca até à autoconfiança. E denegrindo esta, aumenta por conseguinte a gaguez a falar. O que posso fazer? É corrigível a nível médico?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
A gaguez é uma das manifestações da perturbação de anisedade e a intervenção tem de ter em conta as circunstâncias de vida que propiciaram o seu aparecimento.
A terapia psicológica é importante e deve considerar os aspectos presentes na actualidade e intervir neles para atenuar as manifestações de ansiedade e permitir trabalhar para além do presente.
Neste sentido sugiro que não desista da terapia psicológica procurando alguém com quem estabeleça uma empatia terapeuticamente mais funcional, que sejam incluídas no seu trabalho psicológico técnicas de relaxamento e que seja acompanhado por psiquiatria para que possa beneficiar de fármacos estabilizadores de humor e se for esse o parecer do clínico, da ansiedade.
A actual geração de fármacos raramente gera efeitos entorpecentes, perceptíveis ou entorpecentes.
O controle inicial da ansiedade ajudará a terapia psicológica a trabalhar os factores pessoais mais profundos, melhorando as condições para a evolução pretendida, menos gaguez e melhor gestão dos ambientes e factores ansiogénicos desencadeadores da perturbação.
Continue a apostar em si e a valorizar quem é.
Votos de Felicidades.
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Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q
Algumas pessoas que convivem comigo dizem q sou acelerada, outras dizem q sou muito activa, outras q sou ansiosa, outras dizem q não tenho paciência, que estou sempre irritada, outras dizem que sou intolerante.... Reparei que todas estas características são parecidas... O que será que eu tenho??!
RESPOSTA DO MÉDICO:
É reacção? É fuga? É zanga? É tristeza?
Qualquer destas situações geram reacções pulsionais, de irritação ou intolerância relativamente a quaisquer circunstâncias, estímulos e relações que afectem a disposição perturbando a pessoa.
Certamente é possível obter uma resposta à questão que coloca mas para encontrá-la é preciso descobri-la.
O acompanhamento psicológico será, certamente, uma mais valia.
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O meu pai bebe demasiado álcool provocando muito conflito em meio familiar. Como filha o que posso f
O meu pai bebe demasiado álcool provocando muito conflito em meio familiar. Como filha o que posso fazer? Ele está a acabar com a saúde dele devido a esta situação. Já partilhamos com ele esta situação, acho que faz de conta que ouve… Em casa já colocamos o limite de vinho para o almoço e jantar, mas ele arranja sempre maneira de beber entre refeições… Eu sei que o álcool é uma dependência igualmente grave como se fosse uma droga pesada... Daí não saber mais que atitudes tomar. O que me aconselham fazer? Obrigada
RESPOSTA DO MÉDICO:
O alcoolismo não é um problema de vontade. É uma doença que resulta de uma dependência orgânica e a suspensão súbita pode ser muito violenta.
O tratamento é, simultaneamente, médico e comportamental e o seu pai deve procurar ajuda médica e pedir acompanhamento para fazer uma desintoxicação.
Apesar de ser uma doença de uma pessoa, o alcoolismo revela-se uma doença de toda a família, na medida que afecta e causa sofrimento a todos.
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Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razã
Todos os meus problemas na vida começaram em bebé e na infancia, minha mãe me batia muito e sem razão, é narcisista. Com a morte do meu pai aos 11 anos e minha mãe que nunca ligou para mim e só me tratava mal. Passei toda minha adolescência chorando pelo meu pai, me afundei nos livros, não tive amigos nem socialização. Não tive nada de bom na infância nem na juventude. Nunca recebi amor de ninguém. Nem amigos. Fiquei presa na depressão. Nem aprendi a viver. Por isso todas minhas relações falham. Carencia extrema, insegurança enorme. Já recorri a vários psicólogos mas não resulta, parece que não conseguem chegar até mim nem eu com eles. Tenho 45 anos. Estou desesperada. O que posso fazer com minha vida?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
O amor é uma necessidade humana vital.
O amor envolve muito mais que o afecto inerente, é a base do desenvolvimento, da aquisição de competências diversas como as sociais e as emocionais, perticipa na construção de uma pessoa com condições para lidar com as inseguranças, que aprenda a amar-se a si e à vida.
Entendo a sua situação de aflição.
A relação terapêutica é uma relação sensível que precisa que se estabeleça empatia assente numa comunicação partilhada e sensível.
Certamente há alguém com quem conseguirá estabelecer uma relação terapêutica empática e que possua o perfil compatível com o acompanhamento e apoio que precisa.
Não desista de si. É uma luta que conhece e por quem vale a pena, por si.
Felicidades
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Olá a todos! Após vasta hesitação gostaria de consultar um psicólogo, preferencialmente em consultó
Olá a todos!
Após vasta hesitação gostaria de consultar um psicólogo, preferencialmente em consultório, na área de Viseu.
Mas estou com bastantes duvidas em relação a como escolher o profissional mais adequado, pelo que aceito recomendações. Também estou apreensiva em relação ao que esperar da primeira consulta e do acompanhamento, nomeadamente o número de sessões necessárias para determinar ferramentas para gestão do cenário psicológico. Pode vir a ser uma caixa de Pandora, um labirinto, que se arrasta por diferentes terapeutas e inúmeras sessões (o que seria uma situação indesejada no meu caso)?
Após várias pesquisas e muita introspecção consegui identificar claras tendências
"Borderline", mesmo sem diagnóstico oficial/profissional.
Assim, pergunto:
1. Para uma pessoa.relativamente autoconsciente e introspectiva seriam, à partida, necessárias 5, 10, 20 ou mais sessões...?
2. É sagaz partilhar com o psicólogo este autodiagnostico?
3. O diagnostico é sequer importante?
Desde já muito obrigada pela sua atenção e por ler. Cumprimentos!RESPOSTA DO MÉDICO:
Mais que um diagnóstico, importa compreender.
Os diagnósticos são estáticos e se classificam, e nesse sentido são um bom auxiliar terapêutico, pouco mais esclarecem e ajudam a lidar com as dimensões do viver.
Compreender como se sente, em que momento da sua vida se encontra é uma condição imprescindível para encontrar sentidos e agir.
Impõe-se abordar e organizar o presente para reunir condições de resolver as questões que o perturbam e recuperar a capacidade de tomar decisões e construir um projecto de vida.
As sessões podem ser tradicionais ou via WEB.
Num volume significativo das situações é uma questão de preferência, salvaguardadas as condições de privacidade.
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Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade
Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade, emprego, até de pessoas, isto ciclicamente sempre que perde interesse, é normal? A pessoa é assim desde jovem, pedra rolante, desprendida... obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
O que alimenta essa dúvida?
Essa é, em primeiro lugar, a questão a elucidar.
O que gera o desinteresse?
A segunda questão a esclarecer.
Quais os efeitos dessas mudanças?
A terceira questão a definir.
Quais os sentimentos que suscita?
A quarta questão a compreender.
A partir do momento em que for possível enquadrar em que assentam as suas dúvidas, será possível trabalhar os aspectos motivacionais e pulsionais, as emoções emergentes e os efeitos subsequentes para então ganhar o controle lúcido da sua vida e viver em paz e harmonia com as suas decisões.
As sessões decorrem presencialmente, nos Açores e à distância onde o idioma utilizado seja o português.
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Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?
Bom dia, como devo tratar um problema de ansiedade e poc, devo ir ao psicológico ou psiquiatra?
RESPOSTA DO MÉDICO:
O tratamento e/ou moderação sintomática da perturbação deve ser objecto de intervenção psiquiátrica.
A compreensão e abordagem para resolver a razão da ansiedade serão de trabalhar com o psicólogo.
Sessão WEB
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Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
Como saber se é mais acertado recorrer a um psicólogo ou a um psiquiatra?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A psiquiatria é uma especialidade médica promovendo a saúde e intervindo na doença com um intuito curativo.
A psicologia é uma ciência que estuda a mente nos seus processos mentais e psicológicos com o intuito de descobrir, identificar e compreender como lida com o ambiente (interno e externo), como reage aos estímulos, estudando os processos mentais e a sua expressão em termos de comportamento, afectos, sentimentos, pulsões com o intuito de participar num projecto comum, com a pessoa, para alcançar metas pessoais desde o equilíbrio ao entendimento passando pela reflexão, reconhecimento e trabalho de modo harmonizar e conciliar a pessoa consigo própria e as suas realidades alcançando a realização pessoal e a capacidade de intervir, corrigir e apreciar a vida em equilíbrio consigo e com os outros.
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Ajuda urgente Desde Quinta feira na parte da parte da tarde ate agora me tem dado uns sintomas esqu
Ajuda urgente. Desde Quinta feira na parte da parte da tarde ate agora me tem dado uns sintomas esquisitos passo a cita-los. Me sinto triste desanimado. Sinto minhas pernas fracas. Só me apetece estar no quarto trancado sem ouvir ninguém. Não sinto vontade de fazer nada do que fazia. Tenho muito sono mas me deito e não consigo dormir. Tenho pouco apetite de comer. as vezes me sinto um pouco melhor mas tem certas alturas que me sinto muito mal . Preciso de ajuda urgente. Agradeço quem me ajude
RESPOSTA DO MÉDICO:
O quadro que apresenta sugere que esteja a sofrer o início de um estado depressivo de natureza afectiva.
A intervenção nos riscos depressivos é urgente, pois quanto mais precoce for a intervenção maior a possibilidade de uma recuperação substancial e/ou plena bem como a atenuação do risco de recidivas ou redução e espaçamento destas.
Pelo exposto sugiro que se dirija às urgências de psisquiatria e que seja posteriormente acompanhado em consulta de terapia psicológica, que poderá ser proposta pelo psiquiatra e realizada nos serviços de saúde ou contratada no privado.
A depressão é uma perturbação invisível causadora de grande sofrimento psicológico.
A terapia pode ser realizada presencialmente ou via WEB.
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Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não mui
Ola boa noite! Em junho devido a uma situação de trabalho junto com algumas outras situações não muito esclarecidas na vida, tive uma depressão.
Fui acompanhada por uma psiquiatra e ainda estou a ser medicada. Já estou a trabalhar por ter ido a uma junta medica em setembro. Foi me diagnosticado uma depressão grave. Neste momento sinto me em baixo muitas vezes.
A minha questão é a seguinte.
Psiquatra ou psicólogo? Gostava de deixar a madicaçao.
Boa noite . obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia. As depressões são uma perturbação afectiva.
A assistência psiquiátrica é essencial para a estabilização do quadro e, não ficando curada, para a extinção do episódio.
Sendo uma perturbação psicológica o seu tratamento carece de uma abordagem que ajude a pessoa a perceber a sua dinâmica relacional e afectiva.
As depressões ocorrem como resultado de um processo longo em que se sucedem estados mais ou menos penosos até se chegar a um ponto em que desabam as defesas e a pessoa implode num profundo sofrimento psicológico.
A ausência de tratamento psicológico impede que a pessoa ganhe capacidade para prevenir futuras ocorrências ou de moderar a sua intensidade.
Acessoriamente, o tratamento da depressão tem resultados menos seguros em função do momento em que se intervém.
Os momentos de intervenção sofrem os efeitos do momento e intensidade da depressão, da idade da pessoa e da história de depressões.
Adiar a terapia psicológica da depressão está associado a episódios mais agudos, mais intensos e de curso mais longo.
Frequentemente a pessoa experimenta um alívio grande da perturbação logo nas primeiras sessões. Mas atenção, ao longo da terapia experimentará diferentes intensidades à medida que se vão trabalhando os aspectos que causam a perturbação. Tratar a depressão é um processo que conduz a pessoa a conhecer melhor o que a marcou e no qual se vão resolvendo os aspectos que a marcaram e se adequere a capacidade de lidar com as problemáticas e os factores susceptíveis de desencadear a depressão.
Sendo uma afecção complexa, são diversos os seus aspectos e só em sessão se pode identificar e trabalhar os predominantes e marcantes.
Enfrentar a depressão é abrir uma porta, mais que de saída, uma porta para a própria pessoa e uma relação com o mundo mais gratificante.
A terapia psicológica pode ser presencial e, na maioria dos quadros, via WEB.
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Tenho um amigo em prisao domiciliaria. A pessoa em questão aguarda julgamento. O que pode levar mese
Tenho um amigo em prisao domiciliaria. A pessoa em questão aguarda julgamento. O que pode levar meses ou até anos. Refiro que a pessoa é inocente mas estava no local errado à hora errada e sendo assim será julgada como os restantes presentes no local por falta de provas concretas... Neste momento a pessoa encontra-se desmotivada, desanimada, constantemente em baixo, com muita ansiedade e insonias.. esta a se tornar agressiva fria e a se isolar. Não querendo contacto com pessoas mesmo que sejampróximas ou familiares. Afastando-as e sentindo culpa pelo sofrimento que lhes causa pela situação em que está. Não aceita apoio de ninguém e não recorre a ajuda psicológica. Esta a tentar através de leitura de livros ter autocontrolo sobre as emoções dela. Ou seja esta numa luta interior que quer lutar sozinha... respeito-a. Mas isolando-se desta forma e com toda a mudança de comportamento, tenho medo que se suicide... que posso fazer para ajudar a pessoa neste momento? Que conselhos posso dar para ajudar no controlo da ansiedade que assombra à meses esta pessoa enquanto aguarda algo decisivo na sua vida? Obrigada.
RESPOSTA DO MÉDICO:
A questão coloca-se entre os conselhos e a terapia.
O desconhecimento da situação psicológica objectiva é contrária aos conselhos e não é possível delegar as competências terapêuticas.
Nestas circunstâncias só é possível encorajar que sugira que a pessoa procure o acompanhamento profissional, pessoa obrigada deontologicamente ao segredo.
O acompanhamento pode ser feito em regime de visita ao domicílio ou on line.
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Boa tarde, estou com um grave problema para conseguir terminar tudo o que começo. Já fui três vezes
Boa tarde, estou com um grave problema para conseguir terminar tudo o que começo. Já fui três vezes para a faculdade e nunca consegui terminar nada. Começo extremamente motivada e sem motivo perco o interesse após alguns dias. Tenho graves problemas de concentração e não consigo ficar parada quando preciso de estudar. Preciso de andar de um lado para o outro. Tenho vários tiques nervosos. Um deles é arrancar as minhas sobrancelhas. Quando estou motivada eu quero fazer tudo ao mesmo tempo. Até faço um cronograma para me orientar, mas no dia seguinte perco logo o interesse. Por vezes que sinto que estou a ser observada, outras vezes não consigo lidar com os meus próprios pensamentos e preciso de colocar a música aos altos berros. Sinto como se uma outra pessoa estivesse aos berros dentro da minha cabeça ou estivesse a dar-me ordens tipo para me matar. Já tive várias tentativas de suicídio e no dia seguinte estava tudo bem. Parecia que eu era a pessoa mais feliz do mundo. Por vezes tenho vontade de me mutilar. Sinto-me constantemente culpada. Nesses casos preciso de me mutilar para me castigar e sentir aliviada. Tenho graves problemas de alimentação pois passo horas sem comer e só consigo comer de noite. Em muitos casos eu faço greve de fome de propósito com o intuito de me magoar. Viver comigo é como se vivesse numa montanha russa. Num dia eu sou a pessoa mais confiante e sociável do mundo, faço imensos planos e noutro eu estou a planear o meu suicídio. Isto está a dar cabo de mim porque eu não consigo terminar e sinto culpa. Num minuto estou a dançar de alegria e noutro só quero chorar e gritar. Tenho muitas dificuldades em comunicar-me. . De manhã posso acordar como se fosse a pessoa mais feliz do mundo, com vontade de viver até aos 100 anos e com vontade de fazer milhões de coisas e terminar o meu dia a tentar matar-me. Em certos momentos eu tenho medo da morte e noutros eu quero que ela me leve. Sobre as minhas relações nem vou comentar. Eu consigo amar e odiar uma pessoa de um minuto. É como se não tivesse controlo das minhas próprias emoções. É como se tivesse várias pessoas dentro de mim. Tenho ataques de raiva em que me apetece partir tudo. Já cheguei a atirar um computador pela janela. Tenho medo que durante um desses ataques de raiva, possa magoar alguém. Eu quero ir a um psiquiatra porque tenho medo de me esquecer de algo importante e isso prejudicar o meu diagnóstico. Já fui seguida mas só piorou. Eu sentia que estava pior do que antes. Eu tenho dificuldades em dormir. Muitas vezes tenho vários pesadelos em que vejo pessoas a morrer. Já acordei várias vezes a chorar e aos berros. Os meus pensamentos são desorganizados que fico cheia de dores de cabeça. Já acreditei que andava a ser perseguida. Pode parecer loucura, mas tenho feito uma pesquisa sobre transtorno bipolar e eu identifico-me com alguns sintomas. Será que existe algum teste que me ajude a descobrir.
RESPOSTA DO MÉDICO:
O seu quadro sugere a importância de considerar o acompanhamento psiquiátrico sem que dispense a terapia psicológica.
Apesar de serem ferramentas poderosas, os testes de avaliação são auxiliares do terapeuta pois os diagnósticos não reduzem a totalidade da Pessoa num quadro nem revelam a complexidade das dimensões presentes e actuantes na vida da Pessoa.
Um diagnóstico não compreende, define, identifica.
A terapia psicológica permite melhorar o auto conhecimento e dessa forma orientar a Pessoa de forma a lidar com as suas dinâmicas afectivas, emocionais e psicológicas.
Tem como alternativas de acompanhamento a clínica presencial ou a clinica WEB.
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De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deve
De forma a confirmar a existência de um Transtorno obsessivo-compulsivo, a que especialidade se deverá recorrer em primeiro lugar, psicologia ou psiquiatria?
Obrigado.RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva.
Depende da intensidade do quadro.
Sendo um quadro intenso carece de acompanhamento psiquiátrico para que possa beneficiar da própria terapia psicológica.
Nos quadros menos graves, a terapia psicológica é recomendável e o modelo psicológico dependerá do tipo de resultados que pretende alcançar e a urgência na supressão das manifestações do quadro.
Em função do acima referido, deverá procurar o terapeuta em função do objectivo.
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Olá. Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade. Depois de ler e
Olá.
Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade.
Depois de ler e pesquisar bastante parece que defice de atenção não tem cura e terei que tomar medicação para o resto da vida, é verdade ? Tenho 21 anos e estou completamente perdido, não trabalho nem estudo e não sei o que quero seguir como carreira profissional. Mudo várias vezes de hobbies, digo e faço coisas de forma compulsiva, sou muito esquecido, bastante desorganizado e preguiçoso, e tudo o que seja tarefas ou coisas que não gosto é muito dificil concentrar. Consigo passar horas a ver filmes ou a jogar, mas lembro-me quando estudava que não conseguia começar a estudar, distraí-me sempre com alguma coisa. É mesmo muito dificil para mim começar alguma tarefa ou fazer algo que eu não gosto. Também tenho uma imaginação bastante vivida e estou sempre a imaginar coisas durante o dia. Também tenho muita pouca paciência, tudo me irrita.RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
As questões que se coloca denotam a presença de ansiedade.
A ansiedade está associada a sentimentos de insegurança, dificuldades em persistir em virtude da incerteza e um estado permanente de dúvida generalizada.
As dificuldades de concentração podem ocorrer por razões diversas do défice de atenção.
A terapia psicológica será um recurso importante para enfrentar e resolver algumas dificuldades e, em particular, saber viver com as perturbações e melhorar a mobilização das suas capacidades e recursos.
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Olá. Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade. Depois de ler e
Olá.
Tenho quase a certeza que tenho tdah, juntamente com depressão e ansiedade.
Depois de ler e pesquisar bastante parece que defice de atenção não tem cura e terei que tomar medicação para o resto da vida, é verdade ? Tenho 21 anos e estou completamente perdido, não trabalho nem estudo e não sei o que quero seguir como carreira profissional. Mudo várias vezes de hobbies, digo e faço coisas de forma compulsiva, sou muito esquecido, bastante desorganizado e preguiçoso, e tudo o que seja tarefas ou coisas que não gosto é muito dificil concentrar. Consigo passar horas a ver filmes ou a jogar, mas lembro-me quando estudava que não conseguia começar a estudar, distraí-me sempre com alguma coisa. É mesmo muito dificil para mim começar alguma tarefa ou fazer algo que eu não gosto. Também tenho uma imaginação bastante vivida e estou sempre a imaginar coisas durante o dia. Também tenho muita pouca paciência, tudo me irrita.RESPOSTA DO MÉDICO:
Mais que um diagnóstico, importa compreender.
Compreender como se sente, em que momento da sua vida se encontra.
Impõe-se abordar e organizar o presente para reunir condições de resolver as questões que o perturbam e recuperar a capacidade de tomar decisões e construir um projecto de vida.
Existe acompanhamento presencial e via WEB.
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O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu j
O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu já fui diagnosticada com ansiedade mas acabei por não fazer tratamento psicológico regular. Infelizmente, com o passar do tempo a minha ansiedade piorou e agora tenho muitos pensamentos obsessivos, normalmente com imagens perturbadoras ou sexuais. Ultimamente, tenho tido pensamentos negativos em relação ao meu relacionamento de longa duração, com uma pessoa que eu amo muito. Sempre tivemos uma relação muito boa, somos melhores amigos, adoramos estar juntos, temos uma ótima vida sexual e objetivos de vida semelhantes. Do nada, comecei a ter pensamentos intrusivos sobre a relação, do tipo, “como posso ter a certeza absoluta que esta é a relação certa para mim?”, “e se perdermos atração um pelo outro?”. Eu sei que estes pensamentos não correspondem de todo ao que eu sinto, e é por isso que me perturbam imenso, e acabo por tentar neutralizá-los, nomeadamente, a argumentar comigo própria, a procurar no Google se isto é normal, para sentir mais conforto, a bater na madeira, e a analisar constantemente o meu estado de espírito para ver se encontro algo “errado”. As obsessões estão a começar a consumir muito do meu tempo e ao fim de algum tempo parecem horrivelmente reais, mesmo que eu saiba racionalmente que não são verdade. Nos dias em que não tenho pensamentos intrusivos, eu sinto-me outra vez feliz, normal e segura da relação. Isto pode ser TOC? Pergunto porque li na Internet que alguns doentes com TOC têm obsessões com as relações e comportamentos muito parecidos com os meus. Que tipo de tratamento existe para estas situações?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Viva,
Antes de mais há que despistar, controlar e excluir outras questões que possam estimular esse curso do pensamento.
As perturbações obsessivo-compulsivas estabelecem-se num quadro afectivo mais arcaico pelo que o acompanhamento e o modelo de intervenção deve ser escolhido em função de factores como a natureza da intervenção e o tempo a investir.
Uma intervenção de efeitos mais imedidatos pode ser conseguida se o apoio seguir o modelo cognitivo-comportamental.
Se o objectivo é clarificar e resolver a perturbação nos seus aspectos afectivos e do desenvolvimento, a intervenção com recurso aos modelos dinâmicos, sendo mais morosa, permite lidar e resolver as questões que influenciam a sua afectividade e segurança presentes.
Já o modelo, dito eclético, focando-se nos aspectos emergentes, considerando a expressão comportamental, afectiva e existencial foca-se nas questões emergentes trabalhando-as de acordo com o impacto presente e futuro permitindo que a pessoa trabalhe de imediato os aspectos que mais afectam a sua vida, mantendo em foco as questões ligadas ao desenvolvimento afectivo, a necessidade de agir no presente e de perspectivar o futuro.
Os casos mais intensos ou de maior actividade ideativa devem ser trabalhados, sempre que possível, de forma a estabilizar o humor, integrando a psiquiatria de forma a promover as melhores condições psicológicas para melhor aproveitar o trabalho psicológico.
Pode ser acompanhada presencialmente ou em vídeo conferência, de acordo com o que melhor for ao encontro das suas preferências.
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Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?
Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Um psicólogo, sim. Acima de tudo uma pessoa com quem seja possível criar um espaço de diálogo, de encontro, de descoberta, de construção de identidade.
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gosto de fazer xixi na fralda e andar de chupeta isto pode ser sintoma?
gosto de fazer xixi na fralda e andar de chupeta isto pode ser sintoma?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Não me parece que esse seja o problema.
Quanto a uma postura desafiante e provocadora, se não lhe traz incómodos nem incomóda ninguém, não existe legislação ou patologia psiquiátrica susceptível de penalizar uma fixação oral e a erotização da excreção.
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Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…