Perguntas do paciente (5)

  • Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade

    Uma pessoa que, ao longo dos anos tem a tendência comportamental de mudar facilmente de casa, cidade, emprego, até de pessoas, isto ciclicamente sempre que perde interesse, é normal? A pessoa é assim desde jovem, pedra rolante, desprendida... obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Maria Magalhães

    Boa tarde, as mudanças são parte integrante da vida. Existe o propósito das mesmas, e a forma como influenciam o rumo da sua vida, e o ambiente.

    Quanto às mudanças que referiu, pergunto:

    - Ocorrem, geralmente, por iniciativa própria?
    - Fazem parte do caminho que pretende tomar, na sua vida?
    - Vai acompanhando o modo como os processos de mudança ocorrem?
    - Emoções e comportamentos associados às mudanças, quais são e como são geridos?

    Analisar se existem "limitações auto-impostas", como referiu um colega.

    Assim como analisar a crença "a situação deveria ser assim", em análise para com a frase "a situação é assim".

    Bem-haja
    Sandra Duarte


  • Sofro de ansiedade (com muitos sintomas fisicos diarios) desde o inicio do ano, ja tive várias crise

    Sofro de ansiedade (com muitos sintomas fisicos diarios) desde o inicio do ano, ja tive várias crises de pânico este ano. Já experimentei algumas terapias alternativas, e até hipnose mas tudo sem efeito.
    A medicação para mim é mesmo a minha última opção. Que aconselham para a cura da ansiedade que não passe pela medicação?!
    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Maria Magalhães

    Boa tarde, a recomendação é realizar psicoterapia, no âmbito do seu pedido. No sentido, de poder ter um acompanhamento especializado, no caminho do auto-conhecimento das suas emoções, comportamentos, pensamentos, especificamente associados aos sintomatologia que refere.

    Bem-haja
    Sandra Duarte


  • O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu j

    O Transtorno Obsessivo Compulsivo pode provocar pensamentos obsessivos sobre a relação amorosa? Eu já fui diagnosticada com ansiedade mas acabei por não fazer tratamento psicológico regular. Infelizmente, com o passar do tempo a minha ansiedade piorou e agora tenho muitos pensamentos obsessivos, normalmente com imagens perturbadoras ou sexuais. Ultimamente, tenho tido pensamentos negativos em relação ao meu relacionamento de longa duração, com uma pessoa que eu amo muito. Sempre tivemos uma relação muito boa, somos melhores amigos, adoramos estar juntos, temos uma ótima vida sexual e objetivos de vida semelhantes. Do nada, comecei a ter pensamentos intrusivos sobre a relação, do tipo, “como posso ter a certeza absoluta que esta é a relação certa para mim?”, “e se perdermos atração um pelo outro?”. Eu sei que estes pensamentos não correspondem de todo ao que eu sinto, e é por isso que me perturbam imenso, e acabo por tentar neutralizá-los, nomeadamente, a argumentar comigo própria, a procurar no Google se isto é normal, para sentir mais conforto, a bater na madeira, e a analisar constantemente o meu estado de espírito para ver se encontro algo “errado”. As obsessões estão a começar a consumir muito do meu tempo e ao fim de algum tempo parecem horrivelmente reais, mesmo que eu saiba racionalmente que não são verdade. Nos dias em que não tenho pensamentos intrusivos, eu sinto-me outra vez feliz, normal e segura da relação. Isto pode ser TOC? Pergunto porque li na Internet que alguns doentes com TOC têm obsessões com as relações e comportamentos muito parecidos com os meus. Que tipo de tratamento existe para estas situações?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Maria Magalhães

    Boa tarde, aconselho acompanhamento psicológico no âmbito das questões que abordou. Existem psicoterapeutas especializados, que realizam um trabalho significativo e dedicado.

    O seu caminho importa. Felicito-a por ter dado o primeiro passo, de solicitar apoio no âmbito da saúde psicológica.

    Bem-haja


  • Olá eu não sei bem ao certo que possa ser depressão pós-parto ou ansiedade. Tive depressão pós-parto

    Olá eu não sei bem ao certo que possa ser depressão pós-parto ou ansiedade. Tive depressão pós-parto na 1° gravidez agora tive uma bebé prematura e tive muitas complicações na gravidez. Enquanto estava internada e ia ter com a minha bebe na UCIN sentia me razoável, ansiosa mas achava normal devido á situação em si. Agora a minha bebé tem quase 3 meses estamos em casa ela é uma bebé saudável e eu sinto-me vazia com constante medo de elouquecer. E não sei se normal ou não esses sintomas pioram ao final do dia. Que tipo de ajuda devo procurar? Sinto me a desesperar. Preciso de ajuda. Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Maria Magalhães

    Boa tarde, o acompanhamento psicológico é um apoio de que pode beneficiar, para poder vivenciar a maternidade com bem-estar. Sim, claro que é possível. Os primeiros meses são desafiantes.

    Aém disso, verifica-se ser importante uma rede de apoio, que ajude efectivamente.

    Além da psicoterapia, procure momentos no dia-a-dia de tranquilidade emocional e clareza de pensamentos. O mindfulness pode ser eficaz.

    Confie, tudo vai melhorar. E sabe que é a melhor mãe que pode ser para os/as seus/suas filhos/as.


  • Transtornos do Comportamento Infantil

    Boa noite,

    Tenho um filho que em setembro faz oito anos e que me preocupa muito. É uma criança muito revoltada. À mínima situação que não corresponda aos seus interesses ou expectativas, reage de forma nervosa, com raiva embora sem agressividade. Parece sempre zangado com tudo e todos. Sempre infeliz. A vida com ele torna-se difícil. Um simples lavar os dentes, despir, chamar para vir para a mesa etc torna-se uma situação de stress. Na escola relaciona-se bem com os colegas que não o discriminam, embora as suas reações de falar alto e de reagir a tudo com raiva e chorar façam que a maioria dos pais não o queiram a conviver mais proximamente com os seus filhos. O que me deixa naturalmente muito infeliz. A professora queixa-se da sua impulsividade e dificuldade de lidar com qualquer problema ao qual reage sempre impulsivamente e de forma revoltada. Quanto ao rendimento escolar não tem qualquer problema. É um bom aluno especialmente dotado para a matemática.
    É um menino muito ativo e tendencialmente está sempre em movimento. Já pensei se terá algum tipo de hiperatividade porque mesmo que esteja sentado está muitas vezes a mexer as mãos ou os pés.
    O que mais me preocupa é no entanto a sua dificuldade de reagir naturalmente à frustração e controlar os seus impulsos. Esta característica da sua personalidade prejudica-o a ele e a todos que o rodeiam. Existe algum tratamento para controlo e modificação de comportamento em criancas desta idade? Se sim, quanto tempo demoram em média os tratamentos até que uma possível mudança comportamental se verifique?
    Muito obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Maria Magalhães

    Boa tarde, primeiro que tudo, está no bom caminho. Procurou ajuda no sentido do bem-estar do seu filho. Concordo, que seria aconselhável agendar uma consulta de psicologia, para diagnóstico, avaliação e acompanhamento ao nível emocional, cognitivo e comportamental. É muito importante aprender quais as emoçoes que se estão a sentir e porquê. Desse modo, a gestão das emoções será realizada de uma forma mais benéfica, para dar resposta às situações do quotidiano. É igualmente importante o aconselhamento parental, para que possam partilhar as suas questões e alcançar novas estratégias de apoio na área da parentalidade. Tudo a correr bem, Sandra Duarte


Perguntas frequentes

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