Perguntas do paciente (9)

  • Olá, sou homem hétero com 51 anos. Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ai

    Olá, sou homem hétero com 51 anos.
    Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ainda gosto de usar fraldas 24 horas por dia e fazer as necessidades nelas. É de salientar que só fazia cocó quando estava sozinho para não incomodar ninguém.
    Nunca deixei de xuxar no dedo, é algo que me dá um conforto enorme mas também uso Xuxa. Gosto de permanecer com a fralda suja bastante tempo.
    Agora com o passar dos anos usando sempre fraldas já não consigo aguentar e faço logo.
    Desde pequeno, cerca dos 5/6 anos sempre quis fazer xixi nas calças e na cama como os outros meninos.
    Não sei porque sempre desde a minha infância tive esta atração.
    Nesta altura da vida não tenho qualquer problema nem vontade de deixar de usar fraldas
    , até porque considero ser conveniente, prático e confortável.
    Este assunto em Portugal infelizmente ainda é tabu. Este assunto hoje em dia chama-se ABDL muito comum no resto da Europa, América e muito mais. Existem comunidades em praticamente todo o mundo. Existem sites para estas pessoas falarem e até organizar encontros.
    Só gostava de perceber porque sou assim desde a minha infância.
    Obrigado
    Necessito apenas de respostas construtivas e respeito.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom Dia!
    Como o termo indica ABDL - Adult Baby / Diaper Lover, o estilo de vida parece assentar numa fase primaria do desenvolvimento. É importante tomar consciência que algo em nós não se desenvolveu adequadamente, ficando à margem de um equilíbrio emocional, fisiológico e social. O autocontrolo, a autonomia a maturidade emocional e social, a resiliência e a frustração parecem características desreguladas. O porquê desta situação?? Ora..., Primeiro deve consultar um médico e entender o tipo de problema, ou seja, saber se é fisiológico ou Psicológico (muito realcionado com a frequencia destes comportamentos). Depois ter consciência do passado e da família, pois poderá estar associado à ausência de um dos progenitores e/ou ao medo de abandono. Estas podem ser algumas razões que o levam a utilizar estilo de funcionamento "infantil" com intenção de obter atenção e validação emocional. Sugiro que procure ajuda para se deixar construir enquanto Adulto Psicológico.


  • Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todo

    Olá eu já namoro há algum tempo sempre vivemos a 30 minutos um do outro, há três anos ele passa todos os verões comigo em minha casa neste momento estou a passar uns meses na casa dele, ele tem me deixado sozinha varias vezes para estar com amigos e acaba por dormir fora de casa sem me avisar, fiquei chateada com a situação só depois de uns dias é que fui falar com ele da situação de como isso me incomodou, eu falei a minha perspetiva de como me sentia mas parece que fui ignorada isto nunca aconteceu na minha relação e tenho sentido um distanciamento por parte dele e eu me aproximo dele para conversar/namorar ele nem me olha nos olhos não me toca ele diz que se sente confuso e tem que muita coisa na cabeça e não fala comigo já lhe pedi varias vezes o que faço?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! A situação que descreve parece indicar um desalinhamento desta relação. Provoco a reflexão acerca de:
    - o que estamos fazemos em casa de outra pessoa, se ela nem sequer lá está ou, sai e não volta?
    - se existe uma sensação de estar a ser ignorada quanto ao que sente, porque insiste?
    - se há um distanciamento indicado por: falta de olhar, fraca comunicação, baixo envolvimento emocional, confusão e distorção da realidade, o que a faz continuar à procura de alguém que parece não querer estar consigo?

    Por muito duro que seja, será importante pensar sobre estes assuntos; devolver-se a si própria e procurar companhias que a desejem. Por vezes, afastarmo-nos, provoca no outro um sentimento de perda, evidenciando as emoções e, consequentemente, esclarece as verdadeiras intenções acelerando a tomada de decisões.


  • Eu e o meu marido fomos pais há 3 anos e desde que engravidei nunca mais tivemos relações, gostaria

    Eu e o meu marido fomos pais há 3 anos e desde que engravidei nunca mais tivemos relações, gostaria de saber o que posso fazer pra voltar a ter vontade porque sinto que não fazemos porque eu não tenho vontade

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! A situação descrita parece indicar um objetivo (ter um filho) e não uma consequência por Amor do Casal. Quando há amor, há vontade e motivação, antes, durante e depois. Parece-me ainda que deverá ser analisado se estamos a falar de uma carência afetiva compensada agora pela presença de um filho, ou seja «face ao novo elemento para a troca de afetos (filho), deixamos de lado o antigo (marido), do qual estávamos cansados», no entanto, bem distintos os papéis de cada um bem como a função afetiva que os dois sujeitos têm na modelação das emoções da esposa.
    Outra questão a refletir com profundidade será: «poderá esta gravidez ter servido (ou estar a servir) para evitar uma separação?»
    A criança compreenderá sempre se estes pais estão Unidos emocionalmente ou apenas Juntos e sem afeto Este será sempre o maior compromisso dos adultos.
    Todas as questões deverão servir de entrada numa psicoterapia para que sejam tomadas decisões.


  • Boa noite. O diagnostico de défice de atenção pode ser feito por um psicólogo ou tem de ser por um p

    Boa noite. O diagnostico de défice de atenção pode ser feito por um psicólogo ou tem de ser por um psiquiatra? A minha medica de família solicitou uma consulta de especialidade para um psiquiatra, mas devido à longa espera na psiquiatria do SNS, marcaram antes uma consulta de psicologia. Devo ir a esta consulta ou procurar um psiquiatra privado? Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! A avaliação psicológica pode sempre ser realizada por Psicólogos detenham a especialidade "Clínica/Saúde". Mas, mediante o reencaminhamento realizado pelo Centro de Saúde ou Hospital, aconselhamos um aumento da confiança neste sistema, o SNS, colocando aí, todas as duvidas que possam surgir.


  • Olá, a minha namorada traiu-me há cerca de 2 anos com um amigo da irmã que não sabia que ela estava

    Olá, a minha namorada traiu-me há cerca de 2 anos com um amigo da irmã que não sabia que ela estava numa relação. A irmã vai organizar uma festa de anos e eu soube que este amigo estará presente, pelo que tenho andado com ansiedade em relação a isto, com receio em relação à minha postura na festa e com alguns sentimentos negativos à mistura. Como posso relativizar esta situação pontual?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! Quando descreve o episódio, refere-se ao facto do amigo não saber que "ela" (a sua namorada) estava numa relação, entendendo-se ser uma desculpa para aceitar a traição. A ansiedade diz respeito a uma falta de confiança, entendendo o momento que aí vem (a festa), como uma ameaça.
    Parece ser importante refletir sobre esta relação e, para isso, a terapia de casal ou individual, poderá ser uma solução.


  • Eu tenho 27 anos e nunca fui de me preocupar excessivamente com a minha saúde, no entanto de à uns 2

    Eu tenho 27 anos e nunca fui de me preocupar excessivamente com a minha saúde, no entanto de à uns 2 meses e meio que só penso em doenças e problemas de saúde porque nestes últimos 2 meses e meio tenho estado doente, e sinto que a ansiedade não me ajuda em nada. Que posso eu fazer?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! Todos atravessamos momentos delicados onde os pensamentos "em ebulição" provocam sentimentos desregulados e desconfortáveis. Normalmente, o tempo e a intensidade dos mesmos, são os determinantes para procurar ajuda. O caso descrito parece implicar a intervenção de um profissional.


  • PERGUNTA MUITO IMPORTANTE SOBRE A MINHA VIRGINDADE: Para além de eu ser boa pessoa, eu sou muito

    PERGUNTA MUITO IMPORTANTE SOBRE A MINHA VIRGINDADE:

    Para além de eu ser boa pessoa, eu sou muito faladora e sou muito pessimista.

    Ser muito pessimista é algo que já está no meu sangue, pois infelizmente eu herdei esta característica, do meu pai e da minha avó paterna.
    No entanto, a minha mãe já me disse que eu sou muito chata, disse que eu falo muito e que eu sou muito péssimista e também me disse que o namorado que eu viesse a arranjar, que iria deixar-me.

    Mal por mal e devido à sua conversa bastante estúpida, acho que não vale a pena guardar a minha virgindade com algum homem (namorado) que eu possa vir a gostar.
    Pelo facto da vida ser muito curta e ser somente dois dias e de eu ser virgem com 34 anos e devido ao que ela me disse:

    1- Vocês acham que eu deveria de perder a minha virgindade com um vibrador?

    Aguardo pela vossa resposta!

    Por favor respondem-me!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! (sobre o pessimismo ): A educação obtida, prepara-nos para a vida adulta mas, já em adultos, somos os nossos próprios educadores, podendo assim, modificar traços de personalidade que não se enquadram com o nosso bem estar. ("...devido ao que ela me disse"): As escolhas que fazemos dizem-nos respeito, por isso, jamais deveremos atribuir essas escolhas e responsabilidades aos outros porque, a decisão é sempre nossa. (Sobre a sexualidade), para além de ser parte integrante da habilidade social e relacional, também é uma necessidade fisiológica e, metaforicamente, quando precisamos de beber água, podemos ou não usar um copo, no entanto, a sua utilização faz parte da etiqueta e é uma exigência social.
    Uma relação de confiança transforma-nos e produz efeitos benéficos para o organismo. Também existe a vantagem de serem segregados neurotransmissores específicos que produzem bem-estar, quando nos sentimos excitados e no conforto de uma relação.


  • Todos os meus irmãos (do lado da mãe) têm ASD & ADHD (não sei qual é o acrônimo em Português). Eu t

    Todos os meus irmãos (do lado da mãe) têm ASD & ADHD (não sei qual é o acrônimo em Português).
    Eu tenho 29 anos, e já há algum tempo suspeitei ter aspergers (ignorei porque ainda consigo fingir alguma normalidade) mas tendo os casos dos meus irmãos confirmados, achei melhor ver se tal não será meu caso também dado que há uma proclividade genética.

    Estou à procura de um profisional que consiga trabalhar comigo e diagnosticar a presença de ASD e/ou ADHD em adultos.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    Bom dia! antes de mais gostaria de esclarecer que estamos a falar de dois tipos de perturbação:
    1- síndrome de Asperger (CID-10 e DSM-IV), outrora enquadrado como um dos Espetros de Autismo e, atualmente reconhecido como : Perturbação do Espectro do Autismo (PEA) sem Perturbação do Desenvolvimento Intelectual e sem défice ou com ligeiro défice da linguagem funcional
    Normalmente o síndrome de asperger revela um tipo de pessoas com coeficientes de Inteligência acima da média, com alta capacidades de memorização. Outros critérios estão associados a: dificuldades na interação social, comportamentos repetitivos e estereotipados, linguagem e a cognição convencional; o neuro-desenvolvimento deverá estar preservado.

    2- Transtorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
    Este tipo de transtorno exclui a desordem do espectro do autismo (6A02)


  • Olá a todos! Após vasta hesitação gostaria de consultar um psicólogo, preferencialmente em consultó

    Olá a todos!
    Após vasta hesitação gostaria de consultar um psicólogo, preferencialmente em consultório, na área de Viseu.
    Mas estou com bastantes duvidas em relação a como escolher o profissional mais adequado, pelo que aceito recomendações. Também estou apreensiva em relação ao que esperar da primeira consulta e do acompanhamento, nomeadamente o número de sessões necessárias para determinar ferramentas para gestão do cenário psicológico. Pode vir a ser uma caixa de Pandora, um labirinto, que se arrasta por diferentes terapeutas e inúmeras sessões (o que seria uma situação indesejada no meu caso)?
    Após várias pesquisas e muita introspecção consegui identificar claras tendências
    "Borderline", mesmo sem diagnóstico oficial/profissional.
    Assim, pergunto:
    1. Para uma pessoa.relativamente autoconsciente e introspectiva seriam, à partida, necessárias 5, 10, 20 ou mais sessões...?
    2. É sagaz partilhar com o psicólogo este autodiagnostico?
    3. O diagnostico é sequer importante?

    Desde já muito obrigada pela sua atenção e por ler. Cumprimentos!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. Hugo M. C. Lopes Maranha

    «Pode vir a ser uma caixa de Pandora, um labirinto» todos somos uma caixinha de surpresas. «Após várias pesquisas e muita introspecção consegui identificar claras tendências "Borderline", mesmo sem diagnóstico oficial/profissional.» O auto-diagnóstico poderá contaminar a relação terapêutica com dúvidas e desconfiança se o especialista. Confirmar um outro estado patológico.
    A terapia é a chave deste processo e, por esse motivo, jamais deverá haver dúvidas ou resistência na sua realização-tratamento.
    O numero de sessões depende do efeito entre a imunidade psicológica adquirida (maturação de personalidade) e as adversidades patológicas.


Perguntas frequentes

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