Perguntas do paciente (11)

  • Boa tarde. Tenho 39 anos e ultimamente tenho sentido bastante desconforto no estômago (sensação de p

    Boa tarde. Tenho 39 anos e ultimamente tenho sentido bastante desconforto no estômago (sensação de peso e estômago cheio) fui ao médico de clínica geral há uma semana e receitou-me lanzoprazol15 Mg , librax e normatal. As melhoras não são quase nenhumas. Cada vez que fumo um cigarro sinto-me bastante mal. Com tudo isto o meu pai faleceu há pouco mais de um mês mas antes disso esteve 3 meses no hospital e foi tempo de muita ansiedade nervosismo e stress. Será que os sintomas de agora são o resultado dessa fase que passei? Devo continuar a tomar a medicação? Que especialista devo procurar? Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Olá, nós somos seres integrado, nossa saúde biológica precisa de atenção tal como a saúde mental/emocional. Portanto o tratamento medicamentoso não exclui o tratamento psicoterapêutico. As situações emocionais de grande estresse podem somatizar no próprio corpo. Um psicólogo pode ajudá-lo/a a compreender e elaborar situações que estão na origem do nervosismo e ansiedade para lidar e ultrapassar vivências dolorosas.
    Cumprimentos.


  • Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue

    Tenho um filho com 11 anos que tem mau comportamento escolar, desde a primária que ele não consegue estar nas aulas quieto e calado. Na altura da primária ele foi avaliado por uma psicóloga para despiste de Hiperactividade ou algo parecido (já que a professora na altura me "aconselhou" a pedir ao médico de família aqueles comprimidos para acalmar as crianças, que eu devia dar só durante a semana para ele se concentrar nas aulas, e eu resolvi então levá-lo a ser avaliado por um psicólogo para ver se de facto o meu filho tinha algum problema de concentração que precisasse de tratamento e não de medicação).

    Entretanto como eu cheguei com um diagnóstico de criança com comportamentos e níveis de concentração normal sem necessidade de terapias ou medicação, a solução encontrada pela professora foi de cada vez que ele começava a perturbar as aulas mandá-lo ir ao recreio dar uma volta e voltar quando estivesse mais calmo.

    Chegamos ao 5º ano e o problema manteve-se, com múltiplas faltas de comportamento, de TPCs e material, etc... Em casa tentámos sempre corrigir e levá-lo a ver que tinha de comportar bem na escola, aplicamos castigos de não ter telemóvel ou computador, não ver televisão e como pratica futebol, ir aos treinos mas não ir aos jogos. Comecei a fazer a mochila com ele de manhã para não haver faltas de material. Perdia casacos, carteiras, material escolar com uma facilidade tal que cheguei a pensar se não estaria a ser vitima de bullying na escola, mas não era, era mesmo ele que perdia as coisas...

    Começamos o 6º ano com algumas melhorias, toma muito mais atenção às coisas deles, não ter perdido casacos nem a carteira (pelo menos não tantas vezes como no 5ºano), Está com mais atenção aos TPCs e poucas faltas tem tido (comparativamente com o ano passado). Mas o comportamento não está melhorar... Já o trocamos de turma para ver se com novos amigos ele conseguia estabilizar um bocado, foi bom durante 1 mês mas está tudo a voltar ao que era.
    Perguntei às catequistas e aos treinadores de futebol se ele tinha comportamentos desenquadrados e era mal educado com eles, todos me disseram que não, que ele é irrequieto e falador mas que quando o chamam à atenção ele aceita e corrige, uns minutos mais tarde volta a falar mas aceita os correctivos e não é mal educado. Em casa e socialmente com familiares e amigos ele tem um comportamento normal e nunca faltou ao respeito a ninguém. Todo o seu mau comportamento se resume à escola. Haverá alguma justificação para isto ? Precisa o meu filho de alguma terapia ? Estamos a ficar sem ideias para o tentar corrigir. Temos outro filho mais velho com agora 17 anos com o qual tivemos os desafios normais da educação de uma criança/jovem, mas com o mais novo não estamos a conseguir, estamos a dar o nosso melhor, falamos com ele, ele admite que o comportamento foi errado mas volta a fazer o mesmo...

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Bom dia,
    penso que é preciso rever a questão do "sem necessidade de terapias". O próprio quadro que descreve aponta aqui um mal estar, e sabemos que as crianças dizem muito pelo comportamento. A psicoterapia com a criança e a orientação aos pais poderá ser uma ferramenta para lidarem e compreenderem estas situações. Não deixe de procurar um profissional. Um abraço


  • Dependência emocional

    Namoro há 12anos tenho uma filha com 2 e estou numa situação que nunca pensei, decidiu falar com outras mulheres, mudou a palavra passe do telemóvel para eu nao ver diz para ter confiança nele, como é isso possível??? Nao estou bem não consigo dormir só choro e percebi que não consigo viver sem ele preciso de ajuda não quero mais isto para a mim....

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Quando o amor parece excessivo, quando o amor se transforma em dependência... Quando o amor dá medo, quando as dúvidas e inseguranças chegam, o que fazer? Não há respostas fora de si, não há respostas mágicas que lhe possam acalmar. Mergulhar em seu afeto é o modo mais desafiador e eficaz para se posicionar diante de si mesma. O psicólogo pode fazer essa travessia consigo. Não hesite em procurar ajuda e investir em si.


  • Transtornos do Comportamento Infantil

    Bom dia, tenho uma filha com 7 anos e anda no 2°ano, no entanto percurso escolar dela tem vindo a regredir, já que a pus numa explicação individual, nos escuteiros para ver se melhorava a auto-estima. Mas ao revés disso o interesse dela vai diminuindo, mas ao ponto de com a ajuda dos pais demorar todos os dias para. Resolver os TPC 3a4 horas. Que outras regras devo adotar para melhorar o seu desempenho escolar?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Compreendo sua preocupação e a aflição relativamente ao desempenho escolar de sua filha. Todavia, é possível que haja outras questões cognitivas ou emocionais a interferirem no resultado da mesma, gerando ansiedade ou a desmotivação que menciona. Se, ao tentar dialogar com sua filha, perceber que a situação persiste, considere buscar um apoio psicológico, as crianças não expressam suas dificuldades tal como os adultos o fazem, e há situações que o suporte e o acompanhamento de um profissional pode ser essencial.
    Para já, busque apoiá-la e colocar-se junta a ela neste desafio.


  • Ansiedade

    Tenho um filho com 9 anos , bom aluno a todas as disciplinas excepto matemática. A professora não acha que o problema dele seja cognitivo mas sim algum bloqueio que ele colocou a esta disciplina que o faz simplesmente desistir de querer perceber. Há alguma area da psicologia vocacionada para estas situações?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Acho que os colegas acima já deram ótimas orientações, pelo que venho aqui, talvez, acrescentar algumas reflexões. Exatamente em que consiste este "ser bom" em todas as disciplinas e "não ser bom" em matemática? Pois, as crianças não têm que "serem boas" em todas as disciplinas. Se não for algo que o possa estar de facto a prejudicar na escola, é possível que seja uma fase, e nem todas as crianças possuem aptdiões iguais. Outra reflexão, a senhora menciona que perguntou à professora; e em relação à criança, perguntou-lhe também o que esta diz. Por vez estamos a ouvir demasiado as instituições, os adultos e deixamos pouco espaço para que a criança se expresse. E, por fim, qual é a maior precocupação: o bom resultado na matemática ou o possível sofrimento da criança que possa estar a gerar essa dificuldade nesta disciplina. Convserse com seu filho e se perceber que esta dificuldade está causando um sofrimento no mesmo, procure um profissional.


  • Intimidade sexual

    O que fazer para superar o constrangimento, o receio da intimidade sexual com uma mulher? Obrigada!

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    A relação sexua com qualidade fica comprometida, geralmente, diante de duas circunstâncias:
    o relacionamento consigo - seu corpo, seus desejos, suas fantasias e suas histórias afetivas -, e o relacionamento com o/a parceira/ - a intimidade, a confiança, o nível de partilha etc..
    Caso esteja numa relação afetiva isso pode ser conversado com o/a parceiro/a de modo franco e aberto. As pessoas têm muito receio em falar sobre relação sexual, mas embora isso não seja uma condição do amor é importante e saudável, por isso os casais podem e devem falar sobre sexo.
    Se seu constrangimento o impede de viver relacionamentos afetivos é preciso trabalhar isso, um profissional pode ajudá-lo a compreender a si próprio e seus medos.


  • Bom dia.A minha filha tem 7 anos e comeco a fazer xixi na cama a duas semanas.Como poso ajuta-la?

    Bom dia.A minha filha tem 7 anos e comeco a fazer xixi na cama a duas semanas.Como poso ajuta-la?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    As crianças não conseguem expressar emoções conflituosas assim como os adultos, os seus comportamentos podem dar indicações de que qualquer coisa não está bem. A consulta a um profissional não deve ser descartada, além disso mantenha-se atenta a qualquer situação que lhe possa estar a causar conflito: mudança de escola, separação de pais, mudança de casa entre outros.
    Cumprimentos,


  • Ola, eu e a minha mulher andamos demasiado tristes com os nossos empregos e acho que a nossa relação

    Ola, eu e a minha mulher andamos demasiado tristes com os nossos empregos e acho que a nossa relação afetiva tem vindo a diminuir pode me dar conselhos? Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Olá, o senhor coloca duas questões de forma articuladas entre si: relacionamento profissional e relacionamento conjugal. Ambos estão demasiados tristes com o emprego e a relação afetiva está a diminuir. Quando a tristeza está em demasia é preciso prestar atenção ao alerta que ela nos traz..qualquer coisa não vem funcionando. É preciso compreender a natureza dessa tristeza, e de que forma tudo isso se articula e enfraquece a relação afetiva e vice-versa. Talvez o momento não seja de conselhos do que fazer, mas de um acompanhamento profissional para ajudá-lo a encontrar as ferramentas em si e nas vossas relações (com o trabalho, com o cônjuge) para uma transformação mais efetiva.


  • Terapia Individual

    Durante uns anos para cá, houve problemas familiares varias vezes, assisti a alguns , fui desmotivando aos poucos e fez com que me tornar-se numa pessoa menos calma e com preocupações a toda a hora. Reago de forma diferente ao dia a dia , desde ai coisas no namoro foram piorando nos fomos afastando, o pior é que terminamos recentemente para termos calma. A cada dia só penso como posso reagir a tudo isto? O que me recomendam? Tenho 23 anos

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    A família é nossa primeira escola de vida, é neste espaço que muitas de nossas estruturas vão se construindo e desconstruindo. Ao citá-las, você já se percebe afetado tanto a nível pessoal e social. É importante, todavia elaborar e aprender a ressignigicar estes laços, para não repetí-los em suas relações futuras. A terapia pode te ajudar, não hesite em buscar apoio profissional.


  • Apoio psicológico

    Boa tarde.
    Quando é que uma pessoa deve procurar um psicólogo?
    Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    Tal como as colegas acima já disseram, a consulta ao psicóloga dever ser feita quando sentimos a necessidade de trabalharmos questões emocionais ou buscamos autoconhecimento.
    Tão importante quando a necessidade é a vontade.


  • Fomos pais a 2 anos e cada dia que passa o meu amor pelo o meu companheiro esta a ficar fraco. Já co

    Fomos pais a 2 anos e cada dia que passa o meu amor pelo o meu companheiro esta a ficar fraco. Já começámos a desentender. Que me aconselham?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Elaine de Andrade

    O amor não é produto mas um processo numa relação. O fato de terem filhos pode ou não está a influenciar esta fragilidade que sente sobre seu sentimento, questionar isso é já um grande passo para compreendê-lo. Há questões que podem estar associadas a este desencantamento e a terapia de casal pode ajudá-la, mas é preciso considerar um acompanhamento individual para confrontar sua própria perceção sobre o amor com o outro e consigo mesma.


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