Experiência

Olá, sou César Dias, Psicólogo e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (CP 32804).

Acredito que procurar acompanhamento psicológico não significa que exista algo de errado consigo. Muitas vezes, significa apenas reconhecer que está a atravessar um momento que merece ser compreendido com mais calma e acompanhado por alguém.

O meu trabalho parte da escuta, do respeito pela singularidade de cada pessoa e da construção de um espaço onde possa falar livremente sobre aquilo que está a viver, sem julgamentos.

Tenho experiência em saúde mental e intervenção psicológica clínica e comunitária, incluindo o trabalho desenvolvido na Atenção Primária à Saúde, com atendimentos individuais, grupos, promoção da saúde mental e acompanhamento de diferentes situações de vida.

Interesso-me particularmente pelos momentos de mudança: fases em que uma relação termina, uma decisão precisa de ser tomada, uma nova etapa começa ou simplesmente sentimos que a forma como estávamos a viver já não nos serve da mesma maneira.

Se sente que está a atravessar uma mudança, uma dificuldade ou simplesmente precisa de compreender melhor o que está a acontecer consigo, podemos começar por uma conversa.

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3 dúvidas de pacientes solucionadas na Doctoralia

Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assu

Fui molestado por sedução e somente após separação dos meus pais é que comecei a pensar sobre o assunto, tendo mais tarde sentido que a terapia é demasiado fria e desconectada. O que fazer? Fui molestado desta forma por todos os parentes próximos, achando eu ser normal.

RESPOSTA DO MÉDICO:

Dr. César Dias

Lamento que tenha passado por experiências tão difíceis e que, ao procurar compreender o que viveu, não tenha encontrado na terapia o acolhimento de que precisava.

Quando crescemos num ambiente em que determinadas experiências são tratadas como normais, pode ser difícil reconhecer o que sentimos, dar significado ao que aconteceu e perceber de que forma isso nos afetou. Por vezes, só mais tarde encontramos espaço para olhar para a nossa história com outras perguntas. Não há um momento certo para começar a fazê-lo.

O que lhe aconteceu não foi culpa sua, e não precisa de enfrentar tudo isto de uma só vez.

A terapia não tem de ser um lugar onde se sente obrigado a falar, a encontrar respostas ou a compreender imediatamente o seu passado. É, antes de tudo, uma relação em que deve poder sentir-se escutado, respeitado e acolhido, ao seu ritmo e sem julgamentos.

Se a experiência que teve foi de frieza e distanciamento, vale a pena reconhecer que essa forma de se relacionar não corresponde necessariamente ao que a terapia pode oferecer. Poderá partilhar essa sensação com o profissional que o acompanha ou procurar alguém com quem sinta maior confiança e disponibilidade para o escutar.

Talvez, neste momento, não precise de compreender tudo o que aconteceu, mas de encontrar um espaço onde possa começar a falar sobre isso sem ter de minimizar o que sentiu.

A sua história merece ser escutada com respeito, e aquilo que sente merece ser levado a sério.


Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrim

Ola boa tarde, tenho 50 anos, sofro de depressão crónica desde os meus 18 anos,estou em muito sofrimento, acabei uma relação á 3 meses e nao sei mais o que fazer para o esqueçer,està a ser muito difícil penso muito em acabar com a minha vida

RESPOSTA DO MÉDICO:

Dr. César Dias

. Olá, boa tarde.

Lamento muito que esteja a passar por um sofrimento tão intenso. Depois de tantos anos a lidar com a depressão, uma separação pode tornar-se particularmente dolorosa, sobretudo quando parece difícil encontrar algum alívio para aquilo que sente.

Imagino que, neste momento, possa ser difícil encontrar uma forma de seguir em frente ou imaginar que a dor possa vir a ser diferente. Não precisa de se obrigar a esquecer essa relação, nem de encontrar todas as respostas de uma só vez. Há espaço para compreender o que esta relação significou na sua vida, o que está a sentir com a separação e aquilo de que precisa neste momento.

Há, no entanto, algo no que partilha que merece especial atenção: os pensamentos de acabar com a própria vida. Não precisa de enfrentar este sofrimento sem apoio. Se esses pensamentos estão presentes neste momento, ou se sente que poderá agir de acordo com eles, procure ajuda imediata através do 112 ou de um serviço de urgência. Se possível, procure também a companhia de alguém em quem confie.

Mesmo que agora seja difícil imaginar uma mudança, não precisa de resolver tudo hoje. O mais importante é que possa estar em segurança e encontrar um espaço onde seja possível falar sobre o que está a viver, sem julgamentos e ao seu próprio ritmo.

Desejo sinceramente que encontre o apoio e o acolhimento de que precisa para atravessar este momento difícil.


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