Relaciono-me com uma pessoa que, no meu entendimento, tem alguns traços de transtorno de narcisismo.

6 respostas
Relaciono-me com uma pessoa que, no meu entendimento, tem alguns traços de transtorno de narcisismo. Consegui convence-lo a ir a uma consulta de psiquiatria (dado que não reconhece o problema), onde o psiquiatra me disse, no final da consulta (não acompanhei a consulta), que a pessoa em questão tinha um grau de empatia muito baixo, com traços de psicopatia. Não voltei a falar com o médico, mas acreditando no que me disse a pessoa, teve alta relativamente às consultas.
Dado que a pessoa em questão vive uma realidade que não existe (a forma de ver as coisas é disfuncional) e nunca admite culpa em nada do que faz, qual é a melhor forma de ser ajudada? Pois acredito que, como vê as coisas de maneira diferente, também as conte de maneira diferente. Acompanha-la nas consultas tambem não resulta, porque já tentei e depois ela usa o que digo contra mim ou fica chateada pelo é dito. Dado que o psiquiatra em questão falava mais do que ouvia, pode um psicólogo ajudar, no sentido a que "obriga" a pessoa a falar e a refletir sobre o que diz? Com mais dialogo pode ser mais fácil chegar a um diagnóstico? Qual é o melhor tratamento para estes casos? Qualquer psicólogo está preparado para diagnosticar transtornos de personalidade? (estamos a falar de uma pessoa com um comportamento fora de casa completamente diferente do comportamento que tem com a família) Temos filhos em comum e o relacionamento futuro com eles é a minha principal preocupação e o motivo pelo qual a quero ajudar. Obrigada pela vossa atenção e disponibilidade.
Dra. Joana Cordeiro Dias
Psicólogo
Custóias Mts
Boa noite,
A psicoterapia é altamente recomendada como coadjuvante ou em alternativa nos casos de perturbações da personalidade.
Se a pessoa em causa estiver aberta e motivada já é um caminho.
Recomendo vivamente!
Ao dispôr!
Melhores cumprimentos,
Dra. Inês de Sousa
Psicólogo
Alcabideche
Boa tarde.
Neste caso a psicoterapia é fundamental e faz todo o sentido.
Para tornar o processo terapêutico mais rico é importante aliar à psicoterapia consultas de psiquiatria.
Espero ter ajudado.
Boa noite. O diagnóstico de uma perturbação de personalidade requer uma avaliação extensa, muitas vezes recorrendo a testes psicológicos formais e também através do acompanhamento próximo do doente para perceber os seus comportamentos.
Em muitos casos é fundamental que a psiquiatria e a psicologia trabalhem em conjunto, portanto no seu caso penso que deve recorrer também a psicoterapia.
Felicidades e tudo a correr bem.
Cumprimentos
Diana Silva
Convidamo-lo para uma consulta: Primeira consulta psicologia - 45 €
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Boa tarde. Seria importante a própria pessoa procurar ajuda especializada junto de um Psicólogo. Para isso, a mesma teria de estar disponível e motivada para o acompanhamento. O diagnóstico requer de uma avaliação pormenorizada e de uma intervenção adaptada às necessidades da pessoa. A terapia irá permitir o autoconhecimento, ajudar na identificação e controlo das emoções, melhorar o comportamento e as relações a nível interpessoal. Cumprimentos, Vera Faria.
 Mariana Nunes
Psicólogo
Santa Maria da Feira
Boa tarde!! A psicoterapia irá contribuir no sentido que irá ajustar o desenvolvimento do processo terapeutico às características (pontos fortes e menos fortes) do cliente. Será um ótimo complemento à especialidade médica. Contudo, importa referir que, para qualquer problema de saúde mental, o processo terapêutico depende também da motivação do cliente para a mudança - que aqui poderá estar ausente. Em momento algum um técnico obriga o cliente a dizer ou fazer algo, apenas o orienta no sentido da sua melhoria. Há técnicos (quer na psicologia, quer na psiquiatria) com maiores ou menores competências para casos como este em específico. Espero ter ajudado!
Dr. Giovani Paschoal
Psicólogo
Lisboa
Conviver com alguém que apresenta baixa empatia, dificuldade em assumir responsabilidade e uma perceção muito rígida da realidade pode ser emocionalmente desgastante, sobretudo quando existem filhos em comum. É natural que surjam dúvidas sobre como ajudar essa pessoa e, ao mesmo tempo, como proteger o bem‑estar da família.

Em muitos casos, pessoas com traços de personalidade mais rígidos — como traços narcisistas ou antissociais — têm grande dificuldade em reconhecer que existe um problema. Por isso, procurar ajuda só costuma resultar quando a própria pessoa sente que algo na sua vida não está a funcionar. Sem essa motivação interna, tanto a psiquiatria como a psicoterapia tornam‑se limitadas, porque a pessoa tende a minimizar, distorcer ou rejeitar qualquer reflexão que implique responsabilidade pessoal.

Acompanhá‑la às consultas também nem sempre é útil. É comum que aquilo que o parceiro diz seja usado contra ele mais tarde, ou que gere conflito. Por isso, é geralmente mais seguro que cada um tenha o seu próprio espaço terapêutico. A psicoterapia pode ajudar, sim — mas apenas quando existe abertura para falar, refletir e olhar para os próprios comportamentos. O psicólogo não “obriga” ninguém a refletir, mas cria condições para que isso aconteça, caso a pessoa esteja disponível para tal.

Quanto ao diagnóstico, psicólogos clínicos estão habilitados a avaliar perturbações de personalidade, mas nem todos têm experiência específica nesta área. Idealmente, a avaliação deve ser feita por um profissional com prática em dinâmica relacional e funcionamento da personalidade. O facto de a pessoa ter um comportamento muito diferente fora de casa é algo que acontece com frequência nestes quadros e não invalida a experiência da família — pelo contrário, é um padrão conhecido.

É importante lembrar que não está nas tuas mãos mudar a personalidade da outra pessoa. O que está ao teu alcance é proteger‑te emocionalmente, estabelecer limites claros e garantir um ambiente seguro e estável para os teus filhos. Procurar apoio psicológico para ti pode ser uma forma de ganhares estratégias, força e clareza para lidar com esta dinâmica de forma mais saudável.

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