Perguntas do paciente (14)
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é possivel fazer avaliação psicologica para a carta de condução
é possivel fazer avaliação psicologica para a carta de condução
RESPOSTA DO MÉDICO:
Este tipo de avaliação é feito por um psicólogo credenciado, seguindo os critérios definidos pela Direção-Geral de Viação (IMT). O objetivo é verificar as aptidões cognitivas, emocionais e comportamentais necessárias para conduzir em segurança.
A consulta inclui:
Entrevista clínica para recolher dados pessoais e de saúde mental.
Testes psicológicos padronizados que avaliam atenção, coordenação, tempo de reação e tomada de decisão.
Relatório oficial emitido para apresentação no IMT.
Também pode ser feita avaliação online, desde que cumpridos os requisitos técnicos e de verificação de identidade.
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Se homem tocar no obejto com sida e depois tocar no seu pénis e fazer sexo anal pode transmitir?
Se homem tocar no obejto com sida e depois tocar no seu pénis e fazer sexo anal pode transmitir?
RESPOSTA DO MÉDICO:
A transmissão do VIH não ocorre por tocar num objeto que tenha tido contacto com o vírus e, depois, tocar nos genitais. O VIH não sobrevive no ambiente e perde rapidamente a capacidade de infeção fora do corpo.
A transmissão só acontece em situações específicas, como contacto direto entre fluidos infetados e mucosas ou sangue, geralmente através de relações sexuais sem proteção, partilha de agulhas ou transmissão vertical.
Tocar num objeto e, depois, ter contacto com o pénis não representa risco, a não ser que tenha uma ferida aberta, isso pode aumentar o risco. O recomendável é utilizar sempre preservativo para o sexo anal.
Caso haja contacto com alguém soropositivo (alguém que tem carga viral detetável) pode ainda recorrer a um hospital às urgências e ser-lhe-a adminstrado a Profilaxia Pós‑Exposição (PEP) é um tratamento de emergência utilizado após uma situação de risco para o VIH.
Consiste na toma de medicamentos antirretrovirais durante 28 dias, com o objetivo de reduzir a probabilidade de infeção.
É indicada quando houve um contacto potencialmente arriscado, como:
exposição sexual sem proteção
rutura de preservativo
contacto com sangue infetado
A PEP deve ser iniciada o mais cedo possível, idealmente nas primeiras 2 horas, e sempre dentro de 72 horas após a exposição.
O que é a Profilaxia Pré‑Exposição (PrEP)?
A PrEP é um outro método de prevenção tomado antes de qualquer exposição ao VIH.
Consiste na toma regular de medicação antirretroviral que reduz de forma muito significativa o risco de infeção.
É recomendada para pessoas que têm maior probabilidade de exposição ao vírus, como quem tem múltiplos parceiros, relações sem preservativo ou parceiros com VIH não controlado.
A PrEP não substitui o uso de preservativo, mas é uma camada adicional de proteção.
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Boa tarde :) Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar. Emigrei ha 2 ano
Boa tarde :)
Nao sei se preciso de ajuda, mas preciso de alguem com quem falar.
Emigrei ha 2 anos e meio, completamente sozinha, num pais que nao entendo nada.
Tenho 30 anos, tenho me safado, mas ...
Gostava mesmo de conseguir entender tudo na minha vida, resolver traumas, quebrar rotinas e vicios, entender o meu preposito na vida, qual o meu caminho, o porquê de ser tao ambiciosa.
Sei que é normal isto na vida. Altos e baixos, por mais baixo que estive na vida consegui sempre votlar a cima, sinto que preciso de falar as vezes com alguem, que aqui jao confio em ninguem, mas por outro lado depois passa e nao sei se vale a pena, porque os meus problemas nao sao assim tao graves comparados com outras pessoas.
Tive algumas crises de ansiedade e depressao na adolescencia, sempre me recusei a fazer a medicacao, aos 15/16 comecei a fumar thc, o que me fazia dormir e acalmava, ate hoje.. ano passado deixei de fumar, mas no fim do ano voltei, porque nao consigo dormir, tenho muitas insonias e pesadelos e pronto, tenho que dormir e trabalhar...
Milhoes de coisas, tenho medo de ficar maluca também.
E pronto, nao tenho NINGUEM a minha volta que saiba mais ou faça mais ou me ensine mais que eu ja saiba e nao sei que fazer entretanto.
Espero me identificar com algum Dr nos comentarios.
Muito obrigada pelo tempo disponibilizadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá, agradeço imenso a sua confiança ao partilhar a sua história de forma tão honesta e transparente. O que descreve, essa sensação de estar a "safar-se" mas, ao mesmo tempo, sentir-se profundamente só e sobrecarregada é a realidade de muitos que enfrentam o desafio da emigração. Viver num país estrangeiro, sem o domínio da língua e sem uma rede de apoio próxima, é um dos eventos psicologicamente mais exigentes que alguém pode experienciar. Na psicologia, estudamos este fenómeno através do conceito de Stress Aculturativo ou, em casos mais intensos de isolamento e medo, que descreve um quadro de stress crónico e múltiplo que surge quando as nossas capacidades de adaptação são levadas ao limite.
É muito comum que, nestas circunstâncias, o cérebro entre num estado de hipervigilância constante, o que pode explicar as suas insónias, os pesadelos e até esse receio de "ficar maluca". Embora não possamos falar num diagnóstico sem uma avaliação clínica direta, este conjunto de sintomas, aliado ao uso do THC como forma de "automedicação" para conseguir dormir, sugere que o seu sistema nervoso está a tentar desesperadamente encontrar uma regulação emocional que o ambiente externo ainda não lhe consegue proporcionar. A sua resiliência é notável, pois conseguiu sempre "vir ao de cima", mas é importante validar que a sua dor não precisa de ser comparada à de outras pessoas para ter valor. Se este mal-estar impede a sua paz e o seu descanso, ele é legítimo e merece ser cuidado.
A psicoterapia pode ser precisamente esse espaço seguro onde não precisa de "saber mais que ninguém" nem de carregar tudo sozinha. É um lugar de escuta imparcial onde poderá trabalhar não só a resolução de traumas e a quebra de ciclos de vícios, mas também explorar essa sua ambição e o seu propósito de vida com mais clareza. Não espere que os seus problemas se tornem "graves o suficiente" para procurar ajuda; investir no seu autoconhecimento e na sua saúde mental agora é o passo mais corajoso que pode dar para deixar de apenas sobreviver e começar, finalmente, a viver com a serenidade que merece. Espero que encontre o suporte adequado nesta nova etapa.
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Bom dia. Tenho um familiar próximo que está a mostrar ter problemas de alcoolismo e sinto-me impote
Bom dia.
Tenho um familiar próximo que está a mostrar ter problemas de alcoolismo e sinto-me impotente sem saber como agir nesta situação e qual a melhor forma de o ajudar.
obrigadaRESPOSTA DO MÉDICO:
Bom dia. A sua preocupação é legítima e demonstra o quanto se importa com o bem-estar do seu familiar. O alcoolismo é uma condição médica crónica que afeta não só quem consome, mas toda a família, e é natural sentir-se impotente diante desta situação. Deixo-lhe algumas orientações baseadas na evidência científica e nas boas práticas clínicas:
Compreenda que o alcoolismo é uma doença, não uma falha de caráter. A abordagem deve ser sempre empática, evitando julgamentos ou críticas, pois isso pode aumentar a resistência à mudança.
Escolha um momento calmo e privado para conversar, demonstrando preocupação genuína (“Estou preocupado consigo e quero ajudar”) e ouvindo atentamente o que o seu familiar tem a dizer, sem interromper ou pressionar.
Evite discussões ou confrontos diretos sobre o consumo. Procure reforçar os aspetos positivos da mudança e incentive a procura de ajuda profissional, mostrando que a recuperação é possível e que não precisa enfrentar este desafio sozinho.
Informe-se sobre recursos de apoio: grupos como Alcoólicos Anónimos (AA), acompanhamento psicológico e médico, e grupos de apoio para familiares são fundamentais neste processo. Muitas vezes, o tratamento começa pela família, especialmente quando o próprio não reconhece o problema.
Cuide também de si. O impacto emocional sobre os familiares é significativo, pelo que é importante procurar suporte, seja em acompanhamento psicológico, seja em grupos de apoio como Famílias Anónimas, que oferecem orientação e partilha de experiências entre familiares de pessoas com dependência.
Estabeleça limites saudáveis e proteja o seu bem-estar. Intervenções familiares e terapia sistémica têm mostrado resultados positivos, promovendo mudanças no padrão de relacionamento e fortalecendo a motivação para o tratamento.
Lembre-se: o caminho pode ser longo e com recaídas, mas a recuperação é possível com apoio, paciência e persistência. Se sentir necessidade, não hesite em procurar orientação profissional especializada para si e para o seu familiar. Estou disponível para ajudar neste processo.
Se desejar, agende uma consulta para orientação mais detalhada e apoio personalizado.
Fico ao dispor.
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O vicio em pornografia causa alguns distúrbios no psicológico do homem e nos relacionamentos? Já li
O vicio em pornografia causa alguns distúrbios no psicológico do homem e nos relacionamentos?
Já li q a pornografia altera o desejo pela parceira...
Mas é somente pela parceira ou por mulher em geral...
O homem deixa de ter desejos em geral ou é apenas um bloqueio com a parceira?RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, o consumo excessivo ou compulsivo de pornografia pode afetar tanto a saúde psicológica como os relacionamentos afetivos e sexuais. No entanto, é importante abordar este tema com equilíbrio e sem explicações extremas ou simplistas. Atualmente, quando existe perda de controlo significativa, sofrimento e impacto na vida pessoal ou relacional, o enquadramento clínico mais utilizado é a Perturbação do Comportamento Sexual Compulsivo (Compulsive Sexual Behavior Disorder), reconhecida na CID-11.
A pornografia, por si só, não faz com que o homem deixe automaticamente de sentir desejo pela parceira ou pelas mulheres em geral. O que pode acontecer, em alguns casos, é o cérebro habituar-se a um tipo de estímulo muito intenso, imediato e constantemente variado, sobretudo quando a pornografia passa a ser utilizada de forma frequente como estratégia para aliviar ansiedade, stress, solidão, frustração ou vazio emocional.
Com o tempo, alguns homens começam a notar dificuldades na intimidade real, menor envolvimento emocional na relação, necessidade de estímulos mais intensos ou variados e, em certos casos, dificuldades de excitação ou ereção em contexto relacional. Isso não significa necessariamente ausência total de desejo sexual. Muitas vezes o desejo continua presente, mas o cérebro fica mais condicionado ao estímulo rápido e altamente estimulante da pornografia online do que à conexão emocional e sexual real, que é naturalmente mais complexa, vulnerável e menos imediata.
Também é importante compreender que, em muitos casos, a pornografia não é o problema principal, mas sim uma forma de lidar com emoções difíceis. Algumas pessoas recorrem a este comportamento para aliviar insegurança, rejeição, ansiedade, stress ou dificuldades emocionais e relacionais.
Ao mesmo tempo, quando a parceira sente muita insegurança, comparação constante ou medo de não ser suficiente, pode ser igualmente importante explorar esse sofrimento emocional individualmente. Em alguns casos, procurar apoio psicológico também pode ajudá-la a compreender melhor os seus sentimentos, fortalecer a autoestima e desenvolver formas mais saudáveis de comunicação e segurança emocional dentro da relação.
Cada situação deve ser avaliada de forma individualizada. Nem todo consumo de pornografia representa uma compulsão, e nem todas as dificuldades sexuais ou relacionais estão relacionadas com este tema. Quando existe sofrimento, perda de controlo, impacto na relação ou dificuldade repetida em reduzir o consumo, procurar acompanhamento psicológico especializado pode ser um passo importante.
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Fui vítima de violência fisica e emocional durante bastante tempo. Só a minha Psicóloga sabe disso.
Fui vítima de violência fisica e emocional durante bastante tempo. Só a minha Psicóloga sabe disso. Só ela conhece o meu sofrimento e a minha história de vida. Ela acompanha me há bastante tempo. Preciso de um relatório referindo as coisas que eu lhe contei nas sessões e os meus "gatilhos", pois vou dar entrada numa clínica e eles pediram um relatorio da psicóloga. Como posso fazer para lhe pedir um relatório das coisas que eu lhe contei durante as sessões e do sofrimento que ela vê em mim? É habitual os psicólogos fazerem esse relatório?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Sim, é perfeitamente legítimo pedir esse relatório à sua psicóloga, e é relativamente habitual os psicólogos elaborarem relatórios clínicos quando são necessários para acompanhamento médico, internamento, clínicas, juntas médicas ou outras situações de saúde. Sobretudo quando existe um acompanhamento terapêutico continuado, o psicólogo pode descrever o sofrimento emocional observado, a história clínica relevante, os sintomas relatados, os gatilhos identificados e o impacto psicológico vivido pela pessoa.
Não precisa de sentir vergonha ou receio em fazer esse pedido. Pode falar com a sua psicóloga de forma simples e direta, explicando que a clínica lhe solicitou um relatório psicológico e que gostaria que fossem incluídas informações relevantes sobre o seu percurso, o sofrimento emocional, os gatilhos identificados em terapia e o impacto que as situações de violência tiveram em si.
É importante compreender também que o relatório será elaborado dentro dos limites éticos e profissionais da psicologia. Ou seja, a psicóloga irá escrever aquilo que considera clinicamente relevante e adequado, com base no acompanhamento que realizou consigo, respeitando a confidencialidade e o rigor técnico.
Pelo que descreve, passou por experiências muito dolorosas e prolongadas de violência física e emocional. O facto de conseguir falar disso em terapia e construir uma relação de confiança com a sua psicóloga já representa um passo muito importante no seu processo de recuperação. Muitas vezes, estes relatórios não servem apenas como documentação clínica, mas também como reconhecimento formal do sofrimento psicológico que a pessoa viveu durante muito tempo em silêncio.
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Como é que funciona a terapia de casal? Há consultas individuais ou são sempre com o casal? Que med
Como é que funciona a terapia de casal? Há consultas individuais ou são sempre com o casal?
Que medicos estão habilitados a fazer terapia de casal, psicologos ou psiquiatras?
Todos os profissionais fazem terapia de casal?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! Essa é uma dúvida muito comum e é excelente que esteja a procurar esclarecimentos antes de iniciar este processo. A terapia de casal funciona de uma forma distinta da terapia individual, pois, neste contexto, o "paciente" principal é a própria relação. O terapeuta atua como um mediador imparcial e seguro, cujo objetivo é ajudar o par a identificar padrões de comunicação que podem estar desgastados, a resolver conflitos pendentes e a realinhar os objetivos de vida em comum.
Relativamente à dinâmica das sessões, o formato padrão envolve a presença de ambos os parceiros, uma vez que é essencial para o profissional observar como o casal interage em tempo real. No entanto, é frequente que alguns terapeutas realizem sessões individuais pontuais, especialmente na fase inicial de avaliação, para compreender melhor o histórico de cada um. Ainda assim, o foco principal permanece sempre no trabalho conjunto e naquilo que beneficia a união.
No que toca aos profissionais habilitados, tanto psicólogos como psiquiatras podem realizar terapia de casal, desde que tenham uma especialização específica nesta área, como a Terapia Sistémica ou Familiar. É importante sublinhar que nem todos os profissionais de saúde mental realizam este tipo de acompanhamento, pois ele exige técnicas de mediação muito específicas que diferem da clínica individual. Por isso, ao escolher um profissional no portal, recomendo que verifique se a terapia de casal consta nas suas especialidades. Dar este passo é um sinal de maturidade e de investimento no bem-estar mútuo, e ter o apoio certo pode transformar positivamente a dinâmica da vossa vida a dois.
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Relaciono-me com uma pessoa que, no meu entendimento, tem alguns traços de transtorno de narcisismo.
Relaciono-me com uma pessoa que, no meu entendimento, tem alguns traços de transtorno de narcisismo. Consegui convence-lo a ir a uma consulta de psiquiatria (dado que não reconhece o problema), onde o psiquiatra me disse, no final da consulta (não acompanhei a consulta), que a pessoa em questão tinha um grau de empatia muito baixo, com traços de psicopatia. Não voltei a falar com o médico, mas acreditando no que me disse a pessoa, teve alta relativamente às consultas.
Dado que a pessoa em questão vive uma realidade que não existe (a forma de ver as coisas é disfuncional) e nunca admite culpa em nada do que faz, qual é a melhor forma de ser ajudada? Pois acredito que, como vê as coisas de maneira diferente, também as conte de maneira diferente. Acompanha-la nas consultas tambem não resulta, porque já tentei e depois ela usa o que digo contra mim ou fica chateada pelo é dito. Dado que o psiquiatra em questão falava mais do que ouvia, pode um psicólogo ajudar, no sentido a que "obriga" a pessoa a falar e a refletir sobre o que diz? Com mais dialogo pode ser mais fácil chegar a um diagnóstico? Qual é o melhor tratamento para estes casos? Qualquer psicólogo está preparado para diagnosticar transtornos de personalidade? (estamos a falar de uma pessoa com um comportamento fora de casa completamente diferente do comportamento que tem com a família) Temos filhos em comum e o relacionamento futuro com eles é a minha principal preocupação e o motivo pelo qual a quero ajudar. Obrigada pela vossa atenção e disponibilidade.RESPOSTA DO MÉDICO:
Conviver com alguém que apresenta baixa empatia, dificuldade em assumir responsabilidade e uma perceção muito rígida da realidade pode ser emocionalmente desgastante, sobretudo quando existem filhos em comum. É natural que surjam dúvidas sobre como ajudar essa pessoa e, ao mesmo tempo, como proteger o bem‑estar da família.
Em muitos casos, pessoas com traços de personalidade mais rígidos — como traços narcisistas ou antissociais — têm grande dificuldade em reconhecer que existe um problema. Por isso, procurar ajuda só costuma resultar quando a própria pessoa sente que algo na sua vida não está a funcionar. Sem essa motivação interna, tanto a psiquiatria como a psicoterapia tornam‑se limitadas, porque a pessoa tende a minimizar, distorcer ou rejeitar qualquer reflexão que implique responsabilidade pessoal.
Acompanhá‑la às consultas também nem sempre é útil. É comum que aquilo que o parceiro diz seja usado contra ele mais tarde, ou que gere conflito. Por isso, é geralmente mais seguro que cada um tenha o seu próprio espaço terapêutico. A psicoterapia pode ajudar, sim — mas apenas quando existe abertura para falar, refletir e olhar para os próprios comportamentos. O psicólogo não “obriga” ninguém a refletir, mas cria condições para que isso aconteça, caso a pessoa esteja disponível para tal.
Quanto ao diagnóstico, psicólogos clínicos estão habilitados a avaliar perturbações de personalidade, mas nem todos têm experiência específica nesta área. Idealmente, a avaliação deve ser feita por um profissional com prática em dinâmica relacional e funcionamento da personalidade. O facto de a pessoa ter um comportamento muito diferente fora de casa é algo que acontece com frequência nestes quadros e não invalida a experiência da família — pelo contrário, é um padrão conhecido.
É importante lembrar que não está nas tuas mãos mudar a personalidade da outra pessoa. O que está ao teu alcance é proteger‑te emocionalmente, estabelecer limites claros e garantir um ambiente seguro e estável para os teus filhos. Procurar apoio psicológico para ti pode ser uma forma de ganhares estratégias, força e clareza para lidar com esta dinâmica de forma mais saudável.
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Fui diagnosticado com personalidade Borderline e gostaria de procurar ajuda. Que tratamento recomend
Fui diagnosticado com personalidade Borderline e gostaria de procurar ajuda. Que tratamento recomendam?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
Olá! Obrigado pela sua mensagem e pela confiança ao procurar orientação sobre o tratamento do transtorno de personalidade borderline (TPB). A sua iniciativa em buscar ajuda é um passo fundamental para o bem-estar e a qualidade de vida.
O que é recomendado para o tratamento do transtorno de personalidade borderline?
A principal abordagem para o tratamento do TPB é a psicoterapia, sendo considerada o padrão-ouro por especialistas em saúde mental. Entre as opções mais eficazes, destacam-se:
Terapia Comportamental Dialética (DBT):
Desenvolvida especificamente para o TPB, esta modalidade de psicoterapia combina sessões individuais e em grupo, com foco no desenvolvimento de habilidades como regulação emocional, tolerância ao desconforto, mindfulness e efetividade interpessoal. A DBT tem forte evidência científica na redução de comportamentos autodestrutivos, impulsividade e instabilidade emocional.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC):
Ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais. Pode ser útil para lidar com ansiedade, depressão e dificuldades relacionais associadas ao TPB.
Terapia baseada na mentalização e terapia focada nos esquemas:
São abordagens que auxiliam no reconhecimento e compreensão dos próprios estados emocionais e na melhoria das relações interpessoais.
Terapia Familiar:
Envolver familiares pode melhorar a comunicação, reduzir conflitos e fortalecer a rede de apoio, que é essencial para o processo terapêutico.
E quanto ao uso de medicamentos?
Os medicamentos não são considerados tratamento principal para o TPB, mas podem ser indicados para tratar sintomas específicos ou condições associadas, como depressão, ansiedade, impulsividade ou sintomas psicóticos. Entre as opções, podem ser prescritos antidepressivos (ISRS), estabilizadores de humor e antipsicóticos atípicos, sempre sob avaliação e acompanhamento médico rigoroso.
Por onde começar?
Procure um psicólogo ou psiquiatra com experiência em TPB para avaliação e definição do plano terapêutico mais adequado ao seu caso.
Mantenha o compromisso com o tratamento, pois a adesão e a regularidade das sessões são fundamentais para resultados positivos.
Envolva pessoas de confiança na sua rede de apoio e, se possível, participe em grupos terapêuticos ou de apoio.
O tratamento mais recomendado para personalidade borderline é a psicoterapia, especialmente a terapia comportamental dialética (DBT), complementada por outras abordagens como TCC e, em alguns casos, medicação para sintomas associados. O acompanhamento profissional especializado é essencial para promover estabilidade emocional, autoconhecimento e qualidade de vida.
Se precisar de mais informações ou quiser agendar uma consulta, estou disponível para ajudar. Lembre-se: procurar ajuda é o primeiro passo para a mudança.
#Borderline #TranstornoDePersonalidade #Psicoterapia #SaúdeMental #TerapiaDialética #PsicólogoLisboa
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Como lidar com uma mãe narcisista? E como curar as dores imensas, as feridas, provocadas por ter cre
Como lidar com uma mãe narcisista? E como curar as dores imensas, as feridas, provocadas por ter crescido com uma mãe narcisista? (e que provocaram uma personalidade borderline)
RESPOSTA DO MÉDICO:
Crescer com uma mãe com traços narcísicos pode deixar marcas emocionais profundas, sobretudo quando a relação foi marcada por invalidação emocional, manipulação, crítica constante, culpa, instabilidade afetiva ou ausência de segurança emocional. Muitas pessoas que cresceram neste tipo de ambiente desenvolvem uma sensação persistente de não serem suficientemente boas, dificuldade em confiar nos outros, medo intenso de abandono, instabilidade emocional e relações muito dolorosas.
No entanto, é importante ter cuidado com rótulos. Nem toda mãe difícil ou emocionalmente imatura apresenta uma Perturbação Narcísica da Personalidade, e nem toda pessoa que sofreu este tipo de dinâmica desenvolve uma Perturbação Borderline da Personalidade. O diagnóstico deve ser sempre feito de forma cuidadosa e individualizada por um profissional de saúde mental.
Dito isto, sabemos hoje que ambientes familiares marcados por invalidação emocional crónica, imprevisibilidade, negligência afetiva ou violência psicológica podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de dificuldades emocionais profundas, incluindo sintomas associados à perturbação borderline, especialmente em pessoas mais vulneráveis emocionalmente.
Se existir efetivamente uma Perturbação Borderline da Personalidade, é importante compreender que isso não significa que a pessoa esteja “estragada” ou condenada ao sofrimento permanente. A perturbação borderline está frequentemente associada a histórias de trauma relacional, medo de abandono, hipersensibilidade emocional e dificuldades profundas na regulação das emoções. Muitas pessoas vivem emoções de forma muito intensa, sentem grande vazio interno, instabilidade nas relações e uma necessidade muito forte de validação e segurança emocional.
A boa notícia é que existe tratamento e possibilidade real de melhoria. Com acompanhamento psicológico adequado, muitas pessoas conseguem desenvolver maior estabilidade emocional, relações mais saudáveis, melhor autoestima e capacidade de gerir emoções intensas sem se destruírem internamente. Abordagens terapêuticas como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), terapias focadas na vinculação e trabalho de trauma podem ser particularmente úteis.
O processo de cura passa, muitas vezes, por compreender que aquilo que viveu na infância teve impacto real no seu desenvolvimento emocional e na forma como aprendeu a relacionar-se consigo própria e com os outros. Muitas pessoas cresceram a tentar obter amor, validação ou segurança emocional de uma figura parental que, emocionalmente, não conseguia oferecer isso de forma consistente.
A terapia pode ajudar muito nesse processo, não apenas para falar sobre o passado, mas para reconstruir aquilo que muitas vezes nunca pôde ser desenvolvido de forma segura: autoestima, identidade, autorregulação emocional, limites saudáveis, capacidade de confiar, autocompaixão e relações mais estáveis.
Aprender a lidar com uma mãe com estes traços implica, muitas vezes, desenvolver limites emocionais mais claros, reduzir a necessidade constante de aprovação, compreender padrões de manipulação emocional e aceitar que nem sempre será possível obter da mãe o reconhecimento emocional que se desejou durante toda a vida.
Apesar das feridas serem profundas, elas podem ser trabalhadas e cuidadas. Muitas pessoas com histórias de infância muito difíceis conseguem construir relações saudáveis, maior estabilidade emocional e uma vida mais segura internamente quando encontram espaço terapêutico consistente, validante e especializado em trauma relacional e vinculação.
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Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?
Como posso saber se sou trans ? Devo procurar um psicólogo primeiro pra ter certeza ?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Esta é uma pergunta muito profunda e corajosa, que reflete um processo de autodescoberta que merece todo o respeito e cuidado. A resposta curta é que a identidade de género é uma experiência interna e subjetiva ou seja, no final do dia, apenas a própria pessoa pode dizer quem é. No entanto, o caminho para chegar a essa clareza pode ser complexo, e é precisamente aí que a psicologia desempenha um papel fundamental.
Cientificamente, entendemos a identidade de género como o sentido interno e profundo de pertencer a um género (seja ele masculino, feminino, não-binário ou outros), que pode ou não coincidir com o sexo que nos foi atribuído à nascença. Quando existe uma discrepância que gera sofrimento ou desconforto, falamos frequentemente de Incongruência de Género. O papel do psicólogo não é "dar um veredito" ou dizer se a pessoa é ou não trans, mas sim oferecer um espaço seguro e neutro para que possa explorar os seus sentimentos, desejos e desconfortos sem a pressão das expectativas sociais ou familiares.
Procurar um psicólogo de preferência com abertura ou com experiência em Terapia Afirmativa de Género é altamente recomendável, não porque precise de uma "autorização" para ser quem é, mas para que possa diferenciar o que é identidade de género de outras questões, como pressões estéticas, traumas ou ansiedade socia ou descartar perturbações graves. O terapeuta ajuda a navegar por aquilo que chamamos de exploração de género, permitindo-lhe entender como se sente em relação ao seu corpo, ao seu nome, aos pronomes e ao papel que ocupa na sociedade. Este acompanhamento é essencial para que qualquer passo futuro seja dado com segurança emocional e autoconhecimento sólido.
Portanto, não precisa de ter certezas antes de marcar uma consulta; a terapia existe justamente para o ajudar a construir essa certeza. É um processo de "descascar camadas" para encontrar a sua verdade mais autêntica. Se sente que esta dúvida ocupa muito espaço na sua mente e afeta o seu bem-estar, dar esse passo em direção ao consultório será um investimento valioso na sua paz interior e na construção de uma vida mais íntegra e feliz.
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A perturbação dismórfica corporal tem cura?
A perturbação dismórfica corporal tem cura?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Esta é uma questão fundamental e que toca no cerne da esperança de quem convive com este quadro. Quando falamos de saúde mental, e especificamente da Perturbação Dismórfica Corporal (PDC), o termo "cura" é frequentemente substituído por "remissão de sintomas" ou "recuperação funcional". A resposta mais importante e encorajadora é que sim, com o tratamento adequado, é perfeitamente possível alcançar um estado em que a preocupação com a imagem deixa de controlar a vida da pessoa, permitindo-lhe recuperar a sua liberdade e bem-estar.
Cientificamente, a PDC é caracterizada por uma preocupação excessiva com defeitos percebidos na aparência física que, para os outros, são impercetíveis ou mínimos. O tratamento com maior evidência científica e taxas de sucesso é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) com foco específico neste transtorno. O trabalho terapêutico consiste em reestruturar os padrões de pensamento distorcidos e reduzir os comportamentos repetitivos, como a verificação constante ao espelho ou a comparação obsessiva com os outros, que alimentam o ciclo de sofrimento. Em muitos casos, a combinação da psicoterapia com o acompanhamento psiquiátrico (para regulação química, se necessário) potencia significativamente os resultados.
É importante compreender que o cérebro tem plasticidade, o que significa que podemos "treiná-lo" para processar a autoimagem de uma forma mais realista e menos punitiva. Embora algumas pessoas possam manter uma certa vulnerabilidade a estes pensamentos em momentos de maior stress, o tratamento confere ferramentas para que esses pensamentos não voltem a paralisar a rotina. O caminho para a recuperação exige paciência e persistência, mas a ciência mostra-nos que é possível viver sem o peso esmagador da dismorfia, devolvendo à pessoa o foco naquilo que realmente importa na sua vida. Se se identifica com estes sintomas, saiba que não precisa de carregar este fardo sozinho e que existe ajuda especializada capaz de transformar esta realidade.
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Porque a psicologia é considerado o tratamento principal para problemas de ansiedade? Após dois anos
Porque a psicologia é considerado o tratamento principal para problemas de ansiedade? Após dois anos de psicoterapias sem resultado decidi pensar "fora da caixa", descobri então um serie de problemas intestinais, intoxicação de metais pesados, défice de vitaminas... Acredito que a psicoterapia pode ajudar, em alguns casos até ser o principal mas definitivamente não na maioria... Gostava de saber se ha psicólogos honestos ou com verdadeiro conhecimento do problema pois eu fui a 3 diferentes e nenhum me aconselhou a olhar para o meu corpo! Para não falar da parte espiritual... Para mim por ordem o mais importante: Espiro, corpo e só depois vem a mente... Deixo aqui um concelho a todos que tem problemas emocionais (sem traumas de maior relevo) e não entendem porque! Procurem um bom medico de medicina integrativa! Não esta tudo na vossa cabeça...
RESPOSTA DO MÉDICO:
Compreendo tudo o que diz e tem razão em estar desacreditado por alguns profissionais.
Antes de culpar a “mente”, olhe para o sangue: vitaminas e exames que podem influenciar depressão e ansiedade
Várias revisões científicas mostram que défices de vitaminas e minerais podem aumentar o risco de depressão, ansiedade e fadiga persistente, afetando diretamente o cérebro.
Micronutrientes como vitaminas do complexo B (B1, B6, B9, B12), vitamina D , magnésio, zinco, ferro, selénio, cálcio e ómega‑3 estão ligados à produção de neurotransmissores, à regulação da inflamação e à proteção neuronal. Estudos de 2023 indicam que carências nestes nutrientes se associam a maior prevalência de sintomas depressivos, e que a suplementação de vitamina D e complexo B pode melhorar sintomas quando usada como adjuvante ao tratamento convencional.
A função tiroideia é outra peça chave frequentemente negligenciada na saúde mental. Alterações no TSH e T4 podem mimetizar ou agravar depressão e ansiedade, razão pela qual muitas recomendações clínicas sugerem incluir rastreio tiroideu (TSH) na avaliação de sintomas emocionais persistentes. Em vários casos, tratar um hipotiroidismo ou hipertiroidismo contribui para reduzir fadiga, lentificação, irritabilidade e oscilações de humor frequentemente interpretadas apenas ou em comorbilidade com o “transtorno depressivo” ou “ansiedade”.
Não existe ainda um “painel universal” de exames vitamínicos obrigatório em psiquiatria, mas costumo perguntar aos meus pacientes e sugerir discutir com o seu médico: hemograma e exames metabólicos básicos; TSH (e T4 livre, se indicado); vitamina D, B12 e folato; e, consoante contexto clínico e dietético, magnésio, ferro e zinco. O objetivo não é medicalizar tudo nem reduzir sofrimento emocional a “falta de vitamina”, mas garantir que o cérebro não está a tentar recuperar em défice biológico crónico. Como um caso clínico recente de uma paciente abruptamente deprimida e era falta de vitaminas D e B12 .
Para psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde, isto aponta para um modelo verdadeiramente integrativo: articular história de vida, contexto psicossocial, psicoterapia e farmacoterapia com uma avaliação básica de fatores biológicos que podem sabotar a resposta ao tratamento. Integrar estes dados laboratoriais pode aumentar a precisão diagnóstica, melhorar a eficácia terapêutica e reduzir casos rotulados como “resistentes” quando, na verdade, escondem défices nutricionais ou endocrinológicos tratáveis.
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Sou homossexual não assumido,
Sou homossexual não assumido, tenho baixa auto-estima e desinteresse pela vida. Poderei ter ajuda de um Psicólogo? Quem ou de que especialidade? Obrigado.
RESPOSTA DO MÉDICO:
Com certeza, um psicólogo não só pode como é o profissional mais indicado para o acompanhar neste momento, oferecendo um espaço de acolhimento livre de julgamentos. O que descreve a baixa autoestima e o desinteresse pela vida é algo que a ciência psicológica estuda profundamente, especialmente no contexto da orientação sexual. Muitas vezes, estes sentimentos derivam do que chamamos cientificamente de Modelo de Stress MInoritário (proposto por Ilan Meyer). Este conceito explica que o esforço contínuo de esconder a própria identidade e o medo da rejeição social geram um estado de stress crónico, que acaba por minar a autoconfiança e pode levar a quadros depressivos ou de apatia.
Viver "não assumido" exige uma carga cognitiva e emocional imensa, pois obriga a uma monitorização constante do comportamento, o que naturalmente drena a energia vital e o interesse por outras áreas da vida. A psicoterapia atua aqui como um processo de fortalecimento interno, ajudando a desfazer a chamada homofobia internalizada, que são preconceitos sociais que, sem percebermos, absorvemos e aplicamos a nós mesmos, gerando culpa e baixa autoestima. O objetivo não é forçá-lo a qualquer decisão, mas sim ajudá-lo a sentir-se bem com quem é, para que possa tomar decisões sobre a sua vida a partir de um lugar de segurança e não de medo.
Relativamente à especialidade, deve procurar um Psicólogo Clínico. Dentro desta área, existem profissionais que se especializam ou têm experiência em Psicoterapia Afirmativa LGBTQIAPN+. Esta não é uma "terapia diferente", mas sim uma abordagem que reconhece as especificidades e os desafios sociais vividos por pessoas não heterossexuais, garantindo que o terapeuta possui as ferramentas certas para validar a sua experiência sem preconceitos. Procurar ajuda é o primeiro passo para recuperar o entusiasmo pela vida e para construir uma identidade sólida e orgulhosa. Não precisa de passar por este processo de descoberta sozinho; existe suporte qualificado para o ajudar a encontrar o seu equilíbrio.
Perguntas frequentes
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Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…