Perguntas do paciente (3)

  • Até que ponto a ansiedade é genética?

    Até que ponto a ansiedade é genética? Imaginemos dois irmãos filhos de pais muito ansiosos, um deles vive com os pais acaba com o mesmo problema, mas o outro é criado desde a nascença por outros pais sem o problema. Mesmo assim têm predisposição genética para criar uma perturbação de ansiedade?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Daniela Carvalho

    Sim.É verdade. A genética tem peso nas perturbações de ansiedade. Mas, hoje em dia, com a psicoterapia cogntivo-comportamental e mindfulness (as mais indicadas para tratar estas perturbações) , as taxas de sucesso podem ser muito elevadas. De qualquer forma, há casos mais graves que necessitam ,pelo menos provisoriamente, de apoio de psiquiatria com medicação adequada. Na nossa clínica analisamos cada caso e prescrevemos o tratamento psicoterapeutico ou psicofarmacológico, ou ambos, a cada caso em particular.


  • Gostava que me indicassem alguém

    Gostava que me indicassem alguém que faça uma abordagem cognitiva/comportamental, em évora. Sofro de ansiedade generalizada há muitos anos, consegui entretanto ultrapassar o meu problema de fagofobia. Contudo há já alguns anos que venho sofrendo com ataques de pânico, sobretudo em viagens

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Daniela Carvalho

    Bom dia! Com as consultas on-line a zona do país deixa de ser um problema em termos de atendimento psicológico. Tem mais essa opção. Disponha se precisar de psicoterapia cognitivo-comportamental.


  • Em que situação é o mais correcto

    Em que situação é o mais correcto internar um borderline quando anda com comportamentos suicidas evidentes e o mesmo se encontra em tratamento de MBT?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Daniela Carvalho

    O paciente borderline dificilmente aceita internamente. Normalmente pede Alta após horas de ter sido internado. Na fase aguda a abordagem mais eficaz passa muitas vezes por uma consulta de psiquiatria que vê se é necessário medicação e que orienta para psicoterapia para se estabelecer óptima relação terapêutica e a partir daí trabalhar todos os processos que possam levar rapidamente à estabilização do paciente. Cerca de 10% pode realmente vir a suicidar-se e as ameaças de suicídio devem ser levadas a sério. De uma forma geral, todos os verdadeiros pacientes borderline, mais tarde ou mais cedo, acabam por melhorar e terem uma vida perfeitamente normal.


Perguntas frequentes

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