Perguntas do paciente (5)

  • Alterações da libido

    Boa noite doutor,
    Tenho 34 anos e sofri uma separação recente (fevereiro deste ano) da qual resultou uma depressão.
    Fui consultado por um psicólogo e em seguida por um psiquiatra, o qual me receitou 3 medicamentos, paroxítina, trazodona e victan. Fiz o tratamento durante 2 meses. Após esse período conheci uma namorada e comecei a minha vida sexual, mas notei que tinha falta de libido e a ereção não era total. Deixei de tomar a mediação sem fazer o desmame. Como andava no ginásio, decidi fazer um ciclo para ganhos de massa muscular, usei durante 5 semanas (2× por semana 1ml) de testoviron. A minha vida sexual manteve se igual, pouca ereção e a libido também era quase nula. Decidi procurar um urologista, fiz análises e ecografia ao sistema reprodutor e bexiga, estando tudo normal. O mesmo receitou me ve-150, sargenor e proviron. Fiz o tratamento e não houve melhoras significativas. Passados 6 meses decidi procurar outro urologista, o qual receitou me um medicamento genérico equivalente ao Cialis. Ainda não experimentei, mas certamente que só irá fazer efeito após a toma. O que deverei fazer para aumentar a libido e a ereção? Tenho uma namorada muito ativa, quer ter relações constantemente, e não consigo satisfaze-la. O que devo fazer?
    Obrigado

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Celine Neto

    Boa dia!! O acompanhamento psicológico será fundamental, tanto para resolver possívelmente questões do passado , assim como as inseguranças que esta situação lhe está a causar. A Técnica de Hipnose Clinica tens verificado muito eficaz, no auto da libido, uma vez que não apresenta problemas físicos /biológicos.
    Espero ter ajudado!!


  • Depressão

    Tenho 48 anos, sexo masculino, sou seguido em consultas de psiquiatria desde 1991. O meu diagnóstico é TOC associado a depressão secundária, com grande componente ansiosa. Tive um episódio convulsivo em 1993 com Anafranil, após o qual efectuei ECG e TAC (e mais tarde, já em 2014, RM). As alterações descritas nos relatórios dos referidos exames não são valorizadas pela neurologia. Efectuei o último ECG em 2014 e mantinha a indicação de "actividade paroxística em projecção temporal esquerda" (mais uma vez sem valorização pela neurologia). A depressão é, actualmente, o meu maior problema, aquilo que verdadeiramente me incapacita. Tenho vindo a consultar diversos psiquiatras ao longo dos anos, mas não sinto melhorias com os tratamentos. Também muitos desses psiquiatras, seja logo na primeira consulta, ou algumas consultas depois, demonstram uma forma displicente de me tratar, razão que me leva a andar sempre a mudar de médico. Tive agora uma consulta, numa Clínica, e a médica psiquiatra que me atendeu disse-me que eu estava já demasiado "psiquiatrizado", que é minha responsabilidade sair do papel de doente e que a razão dos psicofármacos (sobretudo os antidepressivos) não actuarem tem a ver com o facto de o "psicológico" não os deixar actuar. Ou seja, eles actuam nos neuro-receptores, mas depois o "psicológico" trava o seu efeito. Ora, eu faço psicoterapia há 6 anos, sempre com a mesma psicóloga, com quem tenho uma excelente relação terapêutica. A minha questão é: sentindo-me cada dia mais angustiado, sem energia ou sequer vontade de viver, estado este agravado pelas constantes decepções relativamente à psiquiatria, pergunto se há algo que, de facto, a psiquiatria possa fazer por mim, no sentido de me dar o mínimo que seja de qualidade de vida e a possibilidade de retomar a minha actividade profissional (interrompida há mais de um ano)? Muito obrigado pela atenção que este texto, porventura demasiado longo (as minhas desculpas), lhes possa merecer.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Celine Neto

    Boa tarde. Reforço a opinião dos colegas. No entanto, parece-me demasiado focado no "agora"... os sintomas e a cura.
    Normalmente, transportamos feridas do passado e... será que esse passado está "curado", para poder prosseguir em frente?
    Sem duvida que deverá fazer psicoterapia em simultâneo com a medicaçao.
    Espero ter ajudado. Bem haja.


  • Ataques de Pânico

    Olá.. Fui ao Psiquiatra a semana passada, pois desde há 1 ano e meio para esta data, tive 4 ataques de pânico (transpiração excessiva, batimento cardíaco muito acelerado, pensamentos maus) e ando constantemente com ansiedade.. Como já não sabia o que fazer, fui a uma consulta de psicoterapia e aconselharam ir ao Psiquiatra, pois a medicação aliada à psicoterapia podia ajudar muito. OK, fez-me sentido. Foi-me receitado Sertralina, meio comprimido nos primeiros 6 dias e depois inteiro. O problema é que tive efeitos colaterais desde a primeira toma, hoje é a quarta toma e já senti batimento acelerado, uma queimação na boca e virilhas, suores, um pouco de tremor, e agora desequilíbrio. Fiquei assustada e liguei pó psiquiatra que me disse que era tudo normal, para eu insistir na medicação e para a semana falávamos novamente.. Mas estou com medo desta medicação... Acham melhor procurar outro psiquiatra, ajudava?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Celine Neto

    Boa noite!! A ansiedade é normalmente causada por medos que criamos dentro de nós... pensamentos negativos... desenvolvendo a ansiedade e evoluindo para os ataques de pânico.
    A psicoterapia permitirá perceber a origem dos medos e curar feridas do passado. Com a aprendizagem de uma reestruturação de pensamento, permitirá aprender a valorizar-se , autoconfiança de forma positiva.
    Quanto á medicaçao, permitirá aliviar os sintomas. Normalmente leva cerca de 2 semanas a fazer efeito e o organismo a adaptar-se. Ao dispor e as melhoras!


  • Depressão

    Boa tarde, tomei Sertralina, substitui por Efexor 75 2xdia além de Diazepam em caso de emergencia durante 3 anos.
    Neste momento tomo Paroxetina + Bialzepam pela manhã e Victan em caso de emergencia. Após 7 meses nada mudou, só sinto efeitos secundarios: tonturas constantes como se estivesse a flutuar, mau estar apatia fraqueza inquietaçao...A medicaçao estará desajustada? Não sei mais que fazer. O que me recomendam?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Celine Neto

    Boa noite!! Sugiro que procure ajuda especializada , tanto psiquiatra ou neurologista, assim como de um psicólogo. A medicaçao ajudará a atenuar o mau-estar geral que descreve... mas existirá uma ou várias causa(s) para este estado.... ao qual será da competência de um(a) psicólogo(a).
    Os melhores cumpts.


  • Ansiedade

    Boa tarde.
    Preciso de uma opinião profissional para saber ao que recorrer, tenho em mente a hipnoterapia.
    Eu sempre fui ansiosa e com os nervos a flor da pele.
    Sempre tive medo da vida e do rumo que tomaria, sempre fui muito sismatica com o que de mal acontecia.
    Mas isso nunca me condicionou muito a minha vida.
    Mas de a uns tempos para ca que tenho varias vezes diarreia, ja fiz os exames e diz não ter nada.
    O problema e que sinto sempre dores.
    O meu medico diz que pode ser psicologico.
    So que me condiciona sempre a minha vida porque nunca quero fazer nada, tenho sempre medo de marcar seja o que for por receio de me dar diarreia, e sempre a primeira coisa que penso. E muitas vezes nunca vou.
    Neste momento estou desempregada e a procura de algo o que não ajuda nada porque tambem tenho medo do descunhecido, o que vai aparecer?se vai correr bem?e fico com diarreia como fasso? Se vou poder ir sempre que precisar?tudo isto mexe comigo, so que por mais que tente não consigo controlar.
    Gostaria de obter uma ajuda por favor.
    Obrigada.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dra. Celine Neto

    Segundo a sua descrição, os sintomas preenchem os critérios de ansiedade. Deverá procurar ajuda profissional. Os psicofarmacos permitirão atenuar os sintomas . Simultaneamente iniciar psicoterapia, de forma a compreender a origem do problema e criar estratégias de auto-controlo. "A dôr , se não for tratada, não passa.... "


Perguntas frequentes

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