Perguntas do paciente (34)

  • Tomei um victan 2mg as 9 da manhã quando posso tomar outro

    Tomei um victan 2mg as 9 da manhã quando posso tomar outro

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Victan = Lorazepam.
    A regra geral não é “quando posso”, mas “se devo”.
    Meia-vida do lorazepam: ~12–15 horas
    Tomar outra dose poucas horas depois aumenta risco de sedação excessiva, défice cognitivo, dependência e efeito rebote
    Nunca deve ser usado “à necessidade” sem plano médico claro
    Tomar outro no mesmo dia só se estiver prescrito. Caso contrário, estás a treinar o sistema nervoso para depender do fármaco em vez de autorregulação.
    Ponto cego comum:
    “Tomo porque ajuda”
    Não. Ajuda no imediato mas piora ansiedade a médio prazo


  • Qual o menos prejudicado? Eu tomava diazepam 10mg tomava 2 por dia as vezes ate mais Agora estou

    Qual o menos prejudicado?
    Eu tomava diazepam 10mg tomava 2 por dia as vezes ate mais
    Agora estou a tomar alprasolan 0.5 pois neste caso chego a tomar 3 ao dia
    Mas tanto um como o outro normalmelte essa quantidade era tomada entre 2 a 3 horas

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Resposta direta: ambos estão a ser usados de forma perigosa.
    Diazepam: ação longa → acumulação → embotamento emocional
    Alprazolam: ação curta → altíssimo risco de dependência e pânico rebound
    Tomar várias doses em poucas horas não é tratamento, é ciclo de reforço ansioso.
    Erro crítico: comparar “qual é menos mau”
    A pergunta correta é:
    “Porque é que preciso disto para funcionar?”
    Sem psicoterapia estruturada, isto vai escalar.


  • Se homem tocar no obejto com sida e depois tocar no seu pénis e fazer sexo anal pode transmitir?

    Se homem tocar no obejto com sida e depois tocar no seu pénis e fazer sexo anal pode transmitir?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Resposta clara: NÃO.
    VIH não sobrevive fora do corpo
    Não se transmite por objetos, mãos, superfícies
    Precisa de contacto direto com fluidos infetados + via de entrada
    Isto é ansiedade hipocondríaca, não risco real.
    Ponto cego:
    O problema não é o VIH.
    É o ciclo obsessivo de ameaça → alívio → nova ameaça.


  • Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas

    Sinto-me um bocado perdida.. tenho um relacionamento que dura há praticamente 7 anos (faltam apenas dia para isso) mas não sei se estou a fazer a coisa certa na minha vida…
    Ao início tudo parecia bonito, tivemos de ir viver juntos muito cedo pois a minha família era contra a relação e pôs-me fora de casa, e fui viver com a família dele. Meses depois o meu namorado obrigou-me a engravidar porque queria ser pai antes dos 30 anos, escondendo-me as pílulas. Quando avisei no trabalho que estava grávida, mandaram-me embora.
    A minha gravidez parecia ter corrido normal, no entanto passei fome pois a família dele não me deixava comer, ver tv, nem ter a luz do quarto acesa diziam que “fazia mal ao bebé “.
    Ele também nem sempre me deixava descansar, pois quando chegava do trabalho há noite, ia jogar com o irmão enquanto eu tentava dormir… acabei por voltar a falar com os meus pais que me receberam de braços abertos e me alimentavam, só já não tinham quarto para mim… e fiquei onde estava, na casa dos pais dele.
    No dia em que faltavam 3 dias para ter 8 meses de gravidez não conseguia manter nada no estômago , a mãe dele pediu-me para ir ao hospital obrigando-o a ir comigo quando ele disse que “quando eu parisse que ia morrer.” E aqueles palavras foram dolorosas… fiquei internada, passei a noite a fazer exames e fui diagnosticada com síndrome de Help. Depois de toda a situação e susto, já com a minha filha nos braços decidi dar uma oportunidade ao meu companheiro. Contudo 2 meses depois a mãe dele quis o quarto para a irmã e o seu namorado, e tivemos de ir viver numa outra casa…. Desta vez sem condições e por baixo da casa dos pais dele. Quando a minha filha tinha cerca de 1 ano consegui arranjar trabalho, adorava ser empregada de balcão, tinha um bom horário mas faltava uma pessoa para preencher a equipa (era apenas eu a trabalhar e faltava uma segunda pessoa) ele achou que era boa ideia a irmã dele ir trabalhar comigo e assim foi… contudo ela envergonhou-me imensas vezes, discutimos imenso, pois ela foi expor os defeitos da família para o trabalho. Acabei por arranjar outra coisa para trabalhar mas… sinto que algo já tinha mudado mais ainda, ele estava cada vez mais distante, nunca me protegeu da família dele nem quando a mãe dele chamou a polícia porque eu queria ir-me embora da minha casa com a minha filha porque eu e o meu namorado tínhamos tido uma discussão por ele ter bebido muito e me ter falto ao respeito.
    Ele cada vez procura-me menos, ajuda-me em casa com a menina e com as tarefas mas não me protege, não faz nada para sairmos desta casa e termos uma vida melhor, e cada vez parece mais distante…
    Tanto que muitas vezes me sinto envergonhada porque moramos num rés do chão e a família dele várias vezes põe a cabeça na minha janela para nos verem… e muitas das vezes estou há vontade em casa, vestida ou não… e ele não os impede, não fala… nada…
    Não sei se é normal… nunca tive um relacionamento tão duradouro e com um filho no meio…
    Já pensei em ir a um psicólogo mas ele diz que eu sou maluca por pensar nisso e que nada iria mudar se fosse falar com um psicólogo sobre tudo o que já se passou…
    Alem disso muitas vezes eu não sei o que eu sinto por ele, as vezes parece que o amo, mas outras… que não, pois não o consigo compreender por ser assim… será normal?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Vou ser direto, porque aqui conforto é antiético.
    O que descreves inclui:
    Coerção reprodutiva (gravidez forçada)
    Privação (comida, descanso, luz)
    Violência psicológica
    Falta de proteção
    Invasão de privacidade
    Gaslighting (“és maluca por querer psicólogo”)
    Isto não é um relacionamento saudável.
    Isto é abuso.
    Ponto cego perigoso:
    Confundir duração + filho = obrigação de ficar.
    Amor não invalida violência.
    Terapia não salva relações abusivas, salva pessoas.


  • A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler be

    A minha filha anda no segundo ano e apesar de até saber as coisas, ser muito bem comportada e ler bem não consegue tirar bom rendimento na escola. Eu noto uma falta de interesse sobre as coisas da escola e apesar de ela ter uma memória fantástica,muitas vezes diz que não se lembra do que fizeram na sala com a professora. Este ano começou piano e aprende com uma facilidade impressionante. Começo a ficar preocupada pois não sei como a motivar. Ela é uma menina tímida e sensível e parece-me que a professora não gosta muito disso. Como faço para ajudar a ter mais atitude e ultrapassar a frustração (ela muitas vezes dissem que a chamam de burra? Como incentivá-la a ter boaa notas, a tirar dúvidas? Ela é um doce mas cada vez está mais perdida e triste e eu estou preocupada com ela pois acredito que esta situação ainda vá piorar com o avanço da escola.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    O quadro não aponta para preguiça nem falta de inteligência.
    Hipóteses sérias:
    Ansiedade de desempenho
    Inibição comportamental
    Possível perfil dissociativo leve
    Ambiente escolar não responsivo à sensibilidade
    Frase “chamam-me burra” = alerta vermelho
    Erro comum dos pais: motivar com notas
    O que realmente ajuda: segurança emocional + professora como aliada (ou mudança)
    Ignorar isto vai cristalizar vergonha e evitamento escolar.


  • Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extrem

    Boa tarde, tenho ansiedade diagnosticada e faço psicoterapia todas as semanas. Tive episódios extremos de ansiedade, inclusive momentos de desrealização, dos quais fiquei com trauma. Estou muito melhor no entanto, há momentos em que sinto que não estou bem presente, há certas situações que me provocam esse sentimento, começo a ver tudo com mais definição e a minha cabeça começa a levar-me logo para um "sitio de ansiedade" e medo inconsciente de ter algum episódio de desrealização. Tenho receio porque não quero continuar assim para sempre, e tenho medo que isto controle a minha vida e nunca mais sinta que estou presente e a viver a minha vida, e não em piloto automático. Na maioria dos momentos sinto que estou aqui, no entanto, quando tenho estes momentos a ansiedade acaba por se prolongar durante uns dias e é desafiante. Comecei com ansiedade extrema no início do verão, com ataques de ansiedade diários. Neste momento não tenho ataques de ansiedade, aprendi a geri-los mas tenho estes pensamentos que quero muito mudá-los e preciso disso para sentir que estou a viver a minha vida. Sei que é recente mas quero perceber se é normal ou se é algum distúrbio.
    Não tomo medicação antidepressiva ou para a ansiedade, e não pretendo tomar. Tomo medicação para a ansiedade mas medicação natural.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Pontos-chave:

    A desrealização não é perigosa, mas é altamente angustiante

    O medo de “voltar a sentir” mantém o ciclo ansioso

    Evitar medicação é uma escolha pessoal, mas deve ser acompanhada clinicamente

    Não é possível confirmar se existe outro distúrbio sem avaliação.

    Recomenda-se consulta psicológica focada em ansiedade, trauma e integração corporal.


  • Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei

    Estou sempre a pensar no mesmo, imagino que acontecem coisas.. faço filmes na minha cabeça. Não sei mais o que fazer..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Nome clínico: ruminação ansiosa / pensamento intrusivo imaginativo
    Não se combate com lógica
    Combate-se com treino atencional + corpo
    Sem isso, o cérebro não pára, só muda de tema.


  • Bom dia Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo

    Bom dia
    Namoro há 6 meses e após uma alguns desentendimentos em setembro num curto espaço de tempo que me deixou ansiosa com a possibilidade do meu namorado acabar comigo desde aí que ando com pensamentos de "será que gosto mesmo do meu namorado?" E quando fico bem e sem isso ele começa "será que estou a confundir amizade com amor ?"". Ando desde aí com estes pensamentos quase o dia todo porém tem dias em que me sinto bem e sinto-me feliz ao lado dele como a paixão tivesse voltado. Que faço?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Isto não é falta de amor.
    É ruminação obsessiva + ansiedade relacional.
    Quanto mais tentas “sentir certeza”, menos sentes
    Momentos bons → sistema relaxa → afeto reaparece
    Erro: analisar sentimentos
    Tratamento: trabalhar tolerância à incerteza + regulação emocional


  • Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular

    Eu e a minha irmã , ao longo dos anos fomos nos afastando. Aconteceu por nenhuma razão em particular, não nos chateámos.
    Esta situação afeta me muito, muito, e causa me depressão.
    Gosto muito da minha irmã e tenho tentado reaproximar me e recriar os laços, mas está difícil, dá a sensação que o tempo fez desvanecer o afeto. Preciso de um terapeuta que saiba como reconstruir os afetos.
    Não pretendo psicoterapia para "lidar com o luto".
    Procuro uma terapeuta experiente em lidar com pessoas, que goste de lidar com famílias e que goste verdadeiramente de ajudar a reunir famílias.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Aqui não há luto, há erosão relacional.
    Reconstruir afeto:
    Não é “voltar a ser como antes”
    É criar nova narrativa relacional
    Precisaste bem: terapeuta relacional, não individualizante.


  • Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de te

    Olá. Tenho TOC desde os 11 anos, recentemente (após uma espécie de surto que tive) fiz 2 meses de terapia, o que me ajudou a lidar melhor com isso. Mas ainda restou um problema: meu TOC de contaminação, especialmente focado em DSTs e meu medo de agulhas, que se "juntaram". Quando estou em locais muito cheios (metrô, shoppings) começo a sentir dores na pele como se fossem agulhas mesmo, é muito real e obviamente o meu TOC de contaminação ataca e eu fico pensando se alguém não me furou para tentar me contaminar. Apesar de saber que esse medo é irreal (houve um tempo em que eu não sabia diferenciar o que era ou não real, mas agora sei na maior parte das vezes), não tenho controle sobre isso, porque essas dores na pele acontecem do nada e parecem MUITO reais. Daí eu caio num looping de não querer verificar a pele (compulsão) e ao mesmo tempo penso "e se?" e tenho medo de acabar sendo negligente com minha saúde física (pois apesar de casos assim serem incomuns, podem acontecer). Essa sensação de constante impasse e ansiedade está acabando com a minha vida. Gostaria de saber se algum psicólogo/psiquiatra viu algum caso assim e saberia me ajudar????

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Isto é compatível com TOC somatossensorial, bem descrito na literatura.
    Importante:

    As sensações são reais, a interpretação é que é distorcida

    Evitar compulsões sem apoio terapêutico adequado pode aumentar sofrimento

    Não é negligência da saúde — é TOC

    Este quadro responde bem a terapia especializada em TOC.
    Consulta psicológica especializada é fortemente recomendada.


  • Olá Namoro faz 4 meses e tudo tem estado até bem Meu namorado me ama, da atenção a pequenos detal

    Olá
    Namoro faz 4 meses e tudo tem estado até bem
    Meu namorado me ama, da atenção a pequenos detalhes e é carinhoso
    Porém ele tem alguma ciúmes do meu passado
    Inicialmente tinha porque tive uma fase em que beijei pessoas desconhecidas e para ele beijar tinha que ser com conexão e então não entendia isso, discutimos e na altura fiquei magoada com algumas palavras mas depois ele percebeu o erro, pediu me desculpa e hoje até conseguimos falar disso sem discutir
    Ontem ficou com ciúmes por causa do meu ex, porque achava que por ter feito uma coisa com meu ex e com ele não que não gostava mais dele
    Eu percebo que ele seja assim porque e a primeira relação dele mas sinto me triste porque não queria que situações destas acontecessem
    Ele já foi a psicóloga uma vez e vai continuar a ir mas ainda assim queria ser um suporte para ele

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Boa leitura da situação da tua parte.
    Mas atenção:
    Ponto cego: tentares ser terapeuta dele.
    Ciúmes não resolvidos = controlo futuro
    Psicoterapia é dele, não tua
    Apoiar ≠ carregar


  • Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim... E te

    Não consigo perceber se gosto das pessoas pelo que elas são ou pelo que elas fazem por mim...
    E tenho a sensação que, a nível psicológico, algo de grave se passa comigo..

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    “Não sei se gosto das pessoas pelo que são ou pelo que fazem por mim”

    Esta formulação indica:

    Dificuldades de vinculação

    Possível confusão entre necessidade, validação e afeto

    Não indica “algo grave” por si só, mas merece avaliação clínica

    Este é um tema claramente indicado para psicoterapia individual.


  • Bom dia, só tive episódios depressivos após deixar de fumar (mais ou menos há 12 dias), mas tenho mu

    Bom dia, só tive episódios depressivos após deixar de fumar (mais ou menos há 12 dias), mas tenho muita ansiedade e inquietação há muito tempo, difícil controlar-me em espaços públicos, sem ter ataques de pânico.
    Receitaram-me Sertralina, mas denotei que é mais um antidepressivo, é uma boa ideia tomar esta medicação?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    A Sertralina é frequentemente usada em ansiedade, mas a decisão deve ser acompanhada clinicamente.
    Nenhuma medicação substitui psicoterapia.

    Recomenda-se consulta psicológica para ansiedade, independentemente da medicação.


  • Boa tarde, A hipnose é segura? consegue-se obter resultados?

    Boa tarde,
    A hipnose é segura? consegue-se obter resultados?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    A hipnose pode ser útil, quando:

    Aplicada por psicólogo qualificado

    Integrada num plano terapêutico

    Não é indicada para todas as situações nem para todos os perfis.

    Deve ser discutida em consulta psicológica prévia.


  • Boa tarde, tenho uma filha com 19 anos que não estuda mais e nem quer procurar trabalho e desse muit

    Boa tarde, tenho uma filha com 19 anos que não estuda mais e nem quer procurar trabalho e desse muito pequena sempre teve dificuldade de aprendizagem na escola e em tudo, sua memória não é muito boa. Ela já foi em muitas psicólogos, psiquiatra e até neurologista, mas nenhum diagnóstico foi encontrado. Qual especialista devo levá-la.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Quando há dificuldades cognitivas persistentes sem diagnóstico claro, é indicado:

    Avaliação neuropsicológica completa

    Psicólogo com experiência em adultos jovens e dificuldades de aprendizagem

    Sem avaliação estruturada, não é possível excluir défice cognitivo, dificuldades executivas ou impacto emocional.

    Recomenda-se consulta de avaliação neuropsicológica.


  • Boa Tarde! Por favor, a Avaliação psicologia para conduzir serve para a carta de conduzir a para T

    Boa Tarde!
    Por favor, a Avaliação psicologia para conduzir serve para a carta de conduzir a para TVDE e após a consulta qual o prazo para emissão do referido documento para juntar no IMT?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    A avaliação psicológica:

    É obrigatória para TVDE e para algumas categorias de carta

    Só pode ser realizada por psicólogos habilitados

    O relatório é normalmente emitido no próprio dia ou em poucos dias, dependendo do serviço

    O prazo não é universal — depende do profissional e da entidade.

    Deve agendar consulta de avaliação psicológica específica para condução.


  • Boa tarde estou a pensar por uma situação com a minha filha 22 anos separou se e veio viver comigo a

    Boa tarde estou a pensar por uma situação com a minha filha 22 anos separou se e veio viver comigo agora me trata mal não quer trabalhar só quer sair e tá levar a outra irmã de 19 anos que me chamam maluca que não tenho nada a ver com a vidas delas madame calar a boca fala baixinho vai para o c.nao posso mais não sei que fazer meu companheiro já me quer deixar pois não aguenta esta falta de respeito que devo fazer

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Há aqui:

    Conflito familiar intenso

    Violação de limites

    Risco de ruptura conjugal

    Recomenda-se consulta psicológica familiar ou individual, para definição de limites e proteção emocional.


  • Pessoas com necessidades de saúde mental, mesmo aquelas que estão gerenciando sua doença mental, não

    Pessoas com necessidades de saúde mental, mesmo aquelas que estão gerenciando sua doença mental, não podem tolerar o estresse de manter um emprego ?

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Pessoas com Transtorno da Personalidade Borderline PODEM trabalhar, sim.
    A capacidade laboral não depende do rótulo, mas:

    Do grau de estabilidade

    Do acompanhamento terapêutico

    Das condições de trabalho

    Avaliação individual e clínica é essencial.


  • Olá, sou homem hétero com 51 anos. Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ai

    Olá, sou homem hétero com 51 anos.
    Fui rejeitado pela minha ex mulher á 18 anos porque gostava e ainda gosto de usar fraldas 24 horas por dia e fazer as necessidades nelas. É de salientar que só fazia cocó quando estava sozinho para não incomodar ninguém.
    Nunca deixei de xuxar no dedo, é algo que me dá um conforto enorme mas também uso Xuxa. Gosto de permanecer com a fralda suja bastante tempo.
    Agora com o passar dos anos usando sempre fraldas já não consigo aguentar e faço logo.
    Desde pequeno, cerca dos 5/6 anos sempre quis fazer xixi nas calças e na cama como os outros meninos.
    Não sei porque sempre desde a minha infância tive esta atração.
    Nesta altura da vida não tenho qualquer problema nem vontade de deixar de usar fraldas
    , até porque considero ser conveniente, prático e confortável.
    Este assunto em Portugal infelizmente ainda é tabu. Este assunto hoje em dia chama-se ABDL muito comum no resto da Europa, América e muito mais. Existem comunidades em praticamente todo o mundo. Existem sites para estas pessoas falarem e até organizar encontros.
    Só gostava de perceber porque sou assim desde a minha infância.
    Obrigado
    Necessito apenas de respostas construtivas e respeito.

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    Resposta ética:

    Não se patologiza uma vivência sem sofrimento ou prejuízo funcional

    A questão central não é “se é normal”, mas o significado psicológico e relacional

    A origem não pode ser explicada sem história clínica detalhada

    O papel do psicólogo não é julgar nem validar automaticamente, mas compreender e integrar.

    Recomenda-se consulta psicológica confidencial, especialmente para integração identitária e relacional.


  • Boa tarde. Tenho um filho de 17 anos que tem alguns traumas de infância desde o afastamento do pai a

    Boa tarde. Tenho um filho de 17 anos que tem alguns traumas de infância desde o afastamento do pai após alguns anos de se ter divorciado de mim, a morte dos avós maternos. E após ler um bocadinho sobre EMDR gostaria que ele experimentasse...seria útil? Obrigada

    RESPOSTA DO MÉDICO:

    Dr. André Mendes

    O EMDR é uma abordagem validada para trauma, inclusive em adolescentes.
    Contudo:

    Deve ser aplicado apenas por psicólogo certificado

    Após avaliação clínica prévia

    Pode ser útil, mas exige consulta inicial para avaliar indicação e segurança.


Perguntas frequentes

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