Perguntas do paciente (7)
-
Procuro alguém com experiencia no apoio a sintomas de ansiedade gerados pelo consumo de substancias
Procuro alguém com experiencia no apoio a sintomas de ansiedade gerados pelo consumo de substancias prejudiciais (THC). Eu normalmente não uso e quando usei foram só 5 dias. Mas reagi mal, muito mal, aprendi a lição, nunca mais cometo o mesmo erro!
Já passou um mês desde o incidente e vejo poucas melhoras nos sintomas fisicos.
Gostava de saber se posso ter esperanças em resolver isto em 3 ou 4 meses? Ou em media quanto tempo demora?
Eu sei que cada caso é um caso e nunca vou poder saber qual a duração da minha recuperação mas nos foruns da internet só encontro historias de horror de situações identicas que demoram mais de um ano a recuperar...
Sei que que é complicado falar em duração, mas insisto pois é importante para mim, em media (que sei que não se aplica ao meu caso mas sim uma media de outros casos identicos que já tiveram) quanto tempo demora a recuperação?
Muito obrigado!RESPOSTA DO MÉDICO:
O uso de substâncias pode de facto fazer surgir os sintomas que refere. A recuperação do seu equilibrio e o tempo necessário depende de uma avaliação rigorosa e especifica do seu caso. Iniciar o seu processo é fundamental. Por favor disponha.
-
Disfunção eréctil
Boa Noite,
Sempre tive várias raparigas atrás de mim e sempre tive também uma vida sexual muito activa. Nunca tive problemas de erecção, apenas em situações pontuais por excesso de álcool no sangue.
À 6 meses atrás conheci uma rapariga com a qual decidi assentar e tudo estava a correr bem até à cerca de 3 meses atrás.
A primeira vez que perdi a erecção foi quando estávamos os 2 na casa dela e íamos fazer sexo. Bebi um bocado de vinho antes e na hora H lá se foi a erecção. Fiquei chocado porque nada do género me tinha acontecido, mas lá dei a volta à situação (apesar do embaraço normal e de começar logo a pesquisar tudo e mais alguma coisa na internet). Isto deu-se em Maio.
Durante os meses seguintes foi tudo correndo normal durante a nossa relação sexual ( Maio, Junho e Julho mais ou menos). Acontece que desde à 1 mês e meio atrás esta situação voltou e agora parece que acontece sempre!! Cada vez me sinto mais ansioso na hora H e acredito que seja isso que me esteja a prejudicar. Ao inicio achei que era das "borracheiras" ao fim de semana e realmente aí já quase não conseguia. Decidi ir experimentando nos dias que não bebia alcool (ou seja, toda a semana) e foi resultando. De momento parece que perco sempre a erecção. Nas cerca de 10 ultimas tentativas de sexo que tive com ela na hora H perco a erecção.
Nunca nada disto me tinha acontecido, inclusive até durava bastante tempo no ato e conseguia várias vezes no mesmo dia. Sinto que isto me está a perturbar até porque nas duas ultimas vezes já nem tentei para não passar pelo "não consigo".
Tenho 25 anos, faço ginásio regularmente e considero que tenho um estilo vida saudável. Não fumo e bebo apenas ao fim de semana. Refiro que com masturbação tudo corre normal e tenho as erecções nocturnas também. A minha parceira é bastante tímida no campo sexual, mas até aceita novas sugestões e é compreensível não colocando pressão em mim.
Gostaria de saber os vossos comentários.
Muito Obrigado.
Cumprimentos.RESPOSTA DO MÉDICO:
É frequente a ansiedade interferir com a atividade sexual. Era importante estudar consigo aquilo que estará a despoletar um aumento de ansiedade na sua vida. O facto da condição se estar a manter pode significar que está a ganhar um condicionamento. Com psicoterapia podemos trabalhar para o seu descondicionamento. Com a minha ajuda e da sua parceira estou certa a a situação se conseguiria ultrapassar.
-
Ansiedade
Comecei a fazer acupunctura para a ansiedade e tive muito bons resultados (sobretudo desde que deixei a psicóloga que só me fazia pior) a acupunctura sim fez-me maravilhas! Infelizmente daqui a uns meses vou para o estrangeiro e vou ter de parar. Faço semanalmente e gostava de saber se há riscos de parar repentinamente (quando me for embora) ou se é melhor começar já a reduzir e fazer de 15 em 15 dias por exemplo?
ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
O ideal seria conseguir controlar sozinha a ansiedade. Na minha prática nestes casos ensino técnicas de respiração e relaxamento para que a pessoa se consiga autoregular. Desta forma não fica dependente de ninguém para se sentir bem.
-
Doenças psicossomaticas
Boa noite, o meu companheiro faleceu à cerca de 7 anos e a com a perda o meu organismo manifestou algumas alterações, fiquei com muitas brancas e a pele das mãos caiu-me , à cerca de 3 anos comecei a sentir muita comichão vaginal, não noto nenhumas secreções ou cheiros anormais mas a pele tem um aspecto seco, nas orelhas a pele começou a descamar e as otites começam a ser frequentes, o meu médico de família diz que não há nada a fazer nem num caso nem noutro, não me aconselhou nem me encaminhou a nenhum especialista, e eu sinceramente não sei se devo procurar um dermatologista ou um ginecologista, ou um otorrinolaringologista. O que me aconselham?
RESPOSTA DO MÉDICO:
Parece estar a exibir sintomas de somatizacao. A ansiedade sentida pela perda do seu companheiro pode ser a causa de alguns dos sintomas que descreve. Deve procurar ajuda psicológica para tratar a ansiedade e ajuda médica nas várias especialidades que refere também para complementar o tratamento.
-
Depressão
Tenho 49 anos e sou Assistente Social. Exerci funções de Diretora Técnica de uma IPSS com várias respostas sociais. Trabalhei nessa IPSS de Janeiro de 1993 a Setembro de 2017.
Em 2005 tive uma "ligeira" depressão, até hoje tomo a mesma medicação, porque estou habituada e porque me dá segurança.
Em 2014 tive de baixa médica 6 meses; Em 2016, após um episódio muito stressante e sem condições de trabalho, dirigi-me em desespero á minha USF e estive 12 dias de baixa; Em 2017, a minha médica de família disse-me que estava em Burnout e tinha que descansar. Estive de baixa 3 meses (Abril a Junho). Fui trabalhar o mês de Julho e foi horrível. Ansiedade, pânico, tristeza profunda com choro fácil, sentimento de impotência e de incapacidade, etc. Estive de baixa o mês de Agosto até 8 de Setembro. Fui a uma junta médica e disseram-me que podia continuar de baixa por muito mais tempo mas não seria remunerada. Não aguentei a ideia de ter que voltar a trabalhar e também não podia continuar de baixa porque não tinha mais nenhuma fonte de rendimento. A minha vida familiar não tem sido fácil, tenho 3 filhos com 17, 18 e 21 anos e eduquei-os sozinha desde que me separei, quando tinham 2, 3 e 6 anos. Toda a minha história de vida pessoal e profissional foi muito exigente, sobretudo a nível emocional, levando-me á exaustão. Em Setembro de 2017 despedi-me. Concordaram em dar-me uma compensação pelos anos que trabalhei lá, mas não tive direito ao subsidio de desemprego. Tenho ido a entrevistas de trabalho na minha área mas ainda não me sinto com discernimento nem capacidade para retomar um trabalho nesta área. Não sei fazer mais nada. Estou desesperada, tenho muito pressão da minha família e estou a ficar numa situação de precaridade a todos os níveis. O que poderei fazer? ObrigadoRESPOSTA DO MÉDICO:
O stress surge quando se sente que os recursos disponíveis não são suficientes para as exigências do contexto. Assim, penso que poderá procurar várias formas de reforçar as suas capacidades e competências: 1) Pode procurar formação para refrescar os seus conhecimentos na área e passar a sentir-se mais segura (apesar dos longos anos de carreira). 2) Pode propor-se a trabalhos em tempo parcial, para ir "arrancando" devagarinho e as IPSSs de menor dimensão ajustam-se neste perfil. 3) Considerando que os filhos já são grandes, pode conversar com eles e ver o que todos poderão fazer para a apoiar, por exemplo com algumas ocupações também em part-time.
Com estas dicas práticas, a pressão vai baixar e o descernimento e a energia vão voltar! Espero ter ajudado! Força!
-
Coaching Psicológico
De que forma o coaching psicológico poderá ser útil na vida de uma pessoa? Obrigada!
RESPOSTA DO MÉDICO:
A metodologia coaching permite aumentar a autoconfiança, autoestima, autodesenvolvimento, autodominio.
-
Tenho sessenta e seis anos. E desde muito cedo tive situações de ejaculação precoce, e mesmo situaçõ
Tenho sessenta e seis anos. E desde muito cedo tive situações de ejaculação precoce, e mesmo situações de impotência. Estou a usar Cialis que me resolve de alguma maneira a potencia. Mas não me resolve a ejaculação precoce.
Gostaria de obter informações... Que devo fazer?
Muito obrigado pela vossa atenção.RESPOSTA DO MÉDICO:
A ejaculação precoce tem uma forte componente emocional e comportamental. Através do acompanhamento psicológico pode trabalhar essas dimensões, mas também existe alguma medicação que ajuda a atrasar a ejuaculação. Poderá haver necessidade de um acompanhamento em conjunto com o psicólogo e o médico.
Felicidades!
Perguntas frequentes
-
Bom dia, o meu filho tem 10 anos e começou a queixar-se com dores de ouvidos estávamos fora de Portu
Bom dia.
Pela história clínica parece-me uma otite media serosa pós…