Como lidar com uma mãe narcisista? E como curar as dores imensas, as feridas, provocadas por ter cre

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Como lidar com uma mãe narcisista? E como curar as dores imensas, as feridas, provocadas por ter crescido com uma mãe narcisista? (e que provocaram uma personalidade borderline)
Deve procurar fazer psicoterapia para adquirir estabilidade comportamental, emocional e cognitiva. Desejo-lhe as maiores felicidades.
Poderá reparar essas feridas provocadas por uma mãe narcísica fazendo psicoterapia
Não adie ,pense no assunto a sério !
Ao seu dispor
Rita Castelo
Dra. Anabela do Rosário Cruz
Psicólogo
Lourinhã
Olá,
Poderá fazer hipnoterapia que é uma psicoterapia que trata a causa dos problemas na sua origem, através da regressão a cada trauma. Esta terapia tem 95% de sucesso e poderá ser feita presencial ou online.
Ao seu dispor!
Anabela do Rosário Cruz
Psicóloga e Hipnoterapeuta
A psicoterapia é um tratamento indicado não apenas para lidar com questões do presente, mas também com ''feridas'' do passado, em que os seus efeitos se alastram até ao presente, provocando grande sofrimento. O espaço psicoterapêutico é um local seguro, de respeito, e dedicado a receber, reparar e ressignificar essa dor.
 Mariana Nunes
Psicólogo
Santa Maria da Feira
Boa tarde!! A procura de um profissional de saúde mental, sobretudo ao nível da psicologia, poderá ser útil na gestão das suas emoções, bem como no treino de competências sociais para interações específicas na rede de suporte. Ajudando à compreensão das maiores dificuldades nas interações; resolvendo questões intrínsecas de índole emocional e gerindo tudo em equilíbrio para um quotidiano com menos sofrimento. Espero que tenha ajudado!
Espero que tenha um dia feliz!
Dra. Beatriz Lourenço
Psicólogo
Porto
Crescer com uma mãe narcisista significa, tantas vezes, ter vivido num ambiente onde as suas necessidades emocionais foram ignoradas, onde pode ter sido tratada como uma extensão dos desejos dela, e onde o amor pode ter parecido condicional. É natural que essas experiências tenham deixado feridas profundas — e o facto de estar a procurar ajuda já é um passo corajoso em direção à sua cura.

Na terapia focada em esquemas (ou Terapia dos Esquemas), trabalhamos precisamente com esses padrões emocionais e relacionais que se formaram na infância e que agora podem manifestar-se como dificuldades no seu bem-estar, autoimagem ou relações. No seu caso, é provável que alguns esquemas como Abandono/Instabilidade, Desconfiança/Abuso ou Privação Emocional se tenham desenvolvido como forma de adaptação à relação com a sua mãe. Estes esquemas podem alimentar a dor do borderline, criando ciclos de angústia intensa, medo da rejeição e impulsividade — mas a boa notícia é que podem ser reprocessados e transformados.

Como lidar com uma mãe narcisista?
Limites claros (sem culpa): Pessoas narcisistas raramente mudam, mas pode aprender a proteger-se. Definir limites físicos e emocionais (ex.: reduzir contacto, não partilhar vulnerabilidades) é crucial.

Desapego emocional: Não espere validação ou mudança dela. A sua cura começa quando aceita que a falha foi dela, não sua.

Suporte externo: Redes de apoio (amigos, terapia, grupos) são vitais para compensar o isolamento que relações narcisistas causam.

Como curar as feridas?
Validar a sua dor: "Foi injusto. Merecia ter tido uma mãe presente e afectuosa." A terapia ajuda a ressignificar a culpa internalizada.

Reparentalização: Na terapia de esquemas, "reeducamos" a criança interior ferida, dando-lhe o amor e segurança que não teve.

Trabalhar o Modo Criança Ferida: Identificar quando emoções intensas (vazio, raiva) vêm deste lugar e responder com compaixão (ex.: "Estou aqui agora. Não estou sozinha.").

Regular emoções borderline: Técnicas de mindfulness e distress tolerance (ex.: TCC ou DBT) podem ajudar a gerir a impulsividade e o medo do abandono.

Não está sozinha nesta jornada. A ferida pode ser profunda, mas não é definitiva. Aos poucos, é possível construir uma vida onde você é a prioridade — e onde a sombra da sua mãe não controla mais o seu valor.
Dr. Giovani Paschoal
Psicólogo
Lisboa
Crescer com uma mãe com traços narcísicos pode deixar marcas emocionais profundas, sobretudo quando a relação foi marcada por invalidação emocional, manipulação, crítica constante, culpa, instabilidade afetiva ou ausência de segurança emocional. Muitas pessoas que cresceram neste tipo de ambiente desenvolvem uma sensação persistente de não serem suficientemente boas, dificuldade em confiar nos outros, medo intenso de abandono, instabilidade emocional e relações muito dolorosas.

No entanto, é importante ter cuidado com rótulos. Nem toda mãe difícil ou emocionalmente imatura apresenta uma Perturbação Narcísica da Personalidade, e nem toda pessoa que sofreu este tipo de dinâmica desenvolve uma Perturbação Borderline da Personalidade. O diagnóstico deve ser sempre feito de forma cuidadosa e individualizada por um profissional de saúde mental.

Dito isto, sabemos hoje que ambientes familiares marcados por invalidação emocional crónica, imprevisibilidade, negligência afetiva ou violência psicológica podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de dificuldades emocionais profundas, incluindo sintomas associados à perturbação borderline, especialmente em pessoas mais vulneráveis emocionalmente.

Se existir efetivamente uma Perturbação Borderline da Personalidade, é importante compreender que isso não significa que a pessoa esteja “estragada” ou condenada ao sofrimento permanente. A perturbação borderline está frequentemente associada a histórias de trauma relacional, medo de abandono, hipersensibilidade emocional e dificuldades profundas na regulação das emoções. Muitas pessoas vivem emoções de forma muito intensa, sentem grande vazio interno, instabilidade nas relações e uma necessidade muito forte de validação e segurança emocional.

A boa notícia é que existe tratamento e possibilidade real de melhoria. Com acompanhamento psicológico adequado, muitas pessoas conseguem desenvolver maior estabilidade emocional, relações mais saudáveis, melhor autoestima e capacidade de gerir emoções intensas sem se destruírem internamente. Abordagens terapêuticas como a Terapia Dialética Comportamental (DBT), terapias focadas na vinculação e trabalho de trauma podem ser particularmente úteis.

O processo de cura passa, muitas vezes, por compreender que aquilo que viveu na infância teve impacto real no seu desenvolvimento emocional e na forma como aprendeu a relacionar-se consigo própria e com os outros. Muitas pessoas cresceram a tentar obter amor, validação ou segurança emocional de uma figura parental que, emocionalmente, não conseguia oferecer isso de forma consistente.

A terapia pode ajudar muito nesse processo, não apenas para falar sobre o passado, mas para reconstruir aquilo que muitas vezes nunca pôde ser desenvolvido de forma segura: autoestima, identidade, autorregulação emocional, limites saudáveis, capacidade de confiar, autocompaixão e relações mais estáveis.

Aprender a lidar com uma mãe com estes traços implica, muitas vezes, desenvolver limites emocionais mais claros, reduzir a necessidade constante de aprovação, compreender padrões de manipulação emocional e aceitar que nem sempre será possível obter da mãe o reconhecimento emocional que se desejou durante toda a vida.

Apesar das feridas serem profundas, elas podem ser trabalhadas e cuidadas. Muitas pessoas com histórias de infância muito difíceis conseguem construir relações saudáveis, maior estabilidade emocional e uma vida mais segura internamente quando encontram espaço terapêutico consistente, validante e especializado em trauma relacional e vinculação.

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