Boa tarde, Sofro de ansiedade há alguns anos, o desbloqueio para esta ansiedade foi quando trabalhe
Boa tarde, Sofro de ansiedade há alguns anos, o desbloqueio para esta ansiedade foi quando trabalhei num banco de investimento muitas horas e sob muito controle e dormia pouco e aí comecei a sentir ataques de ansiedade que parecia que ia desmaiar, algo do género o meu cérebro a tentar desligar... entretanto melhorei passei a tomar o sedoxil em sos o que fazia sentir muito bem! Entretanto casei e engravidei e voltei a sentir estas ataques de ansiedade com tonturas e sensacao de desmaio posso tomar sedoxil?
3 respostas
Boa tarde. O que descreve é muito compatível com um quadro de ansiedade com manifestações físicas intensas — sobretudo essa sensação de “desligar”, tonturas, sensação iminente de desmaio, tensão acumulada após longos períodos de stress e privação de sono. Muitas pessoas vivem isso em silêncio durante anos e acabam por sentir medo do próprio corpo. O Sedoxil pode aliviar temporariamente os sintomas em SOS, mas durante a gravidez é importante avaliar com cuidado qualquer medicação, mesmo aquelas que anteriormente lhe fizeram sentir melhor. Há situações em que determinados fármacos podem ser usados, outras em que preferimos alternativas mais seguras ou estratégias diferentes. A boa notícia é que estes quadros costumam melhorar bastante quando conseguimos atuar cedo — regulando o sono, reduzindo a hiperativação física da ansiedade e escolhendo o tratamento adequado para esta fase da sua vida. Muitas grávidas passam por um aumento importante da ansiedade, sobretudo quando já existia uma vulnerabilidade anterior. O mais importante agora é não entrar no ciclo de medo dos sintomas (“vou desmaiar”, “algo grave vai acontecer”), porque isso acaba por alimentar ainda mais as crises. Aconselhava uma avaliação psiquiátrica cuidada e tranquila, para perceber exatamente: se estamos perante ansiedade/pânico; se existe exaustão emocional acumulada; como está o sono; e qual a opção mais segura para si e para o bebé nesta fase. E, acima de tudo, transmitir-lhe uma coisa importante: aquilo que está a sentir tem tratamento e não significa fraqueza nem perda de controlo. Muitas vezes o cérebro apenas chega ao limite após demasiado tempo em esforço silencioso.
Provavelmente sim, mas outros factores deverão ser tomados em consideração, porque a clinica das perturbações do comportamento é de facto complexa. Também provavelmente existe uma personalidade ansiosa subjacente, que não está a ser tomada em consideração. Mas um diagnóstico médico obriga a um conhecimento mais profundo e a uma cpacidade de intervenção terapeutica em diversas outras dimensões.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

